Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 9 10979957
IFMS 2018Regionalismos
O Brasil é um país com um território amplo e mesmo assim ainda possui uma língua única. Além de contribuir para uma grande diversidade nos hábitos culturais, religiosos, políticos e artísticos, a influência de várias culturas deixou na língua portuguesa marcas que acentuam a riqueza de vocabulário e de pronúncia. É importante destacar que as diferenças na nossa língua não constituem erro, mas são consequências das marcas deixadas por outros idiomas que entraram na formação do português brasileiro. Entre esses idiomas estão os indígenas e africanos, além dos europeus, como o francês e o italiano. A influência desses elementos presentes em cada região do país, aliada ao desenvolvimento histórico de cada lugar, fez com que surgissem regionalismos, isto é, expressões típicas de determinada região. Essa variedade linguística pode se manifestar na construção sintática (por exemplo, em algumas regiões se diz "sei não", em outras "não sei"), mas a grande maioria dos regionalismos ocorre no vocabulário. Assim, um mesmo objeto pode ser nomeado por palavras diversas, conforme a região. Por exemplo: no Rio Grande do Sul, pipa ou papagaio se chama pandorga; semáforo pode ser designado por farol em São Paulo e por sinal ou sinaleiro no Rio de Janeiro.
(Disponível em: http://letrasmarques2013.blogspot.com.br/2013/08/regionalismos.html. Adaptado. Acesso em: 09 nov. 2017.)
A partir da leitura do texto acima, é possível afirmar que
Questão 8 10979941
IFMS 2018PNEU FURADO
O carro estava encostado no meio-fio, com um pneu furado. De pé ao lado do carro, olhando desconsoladamente para o pneu, uma moça muito bonitinha.
Tão bonitinha que atrás parou outro carro e dele desceu um homem dizendo “Pode deixar”.
Ele trocaria o pneu.
─ Você tem macaco? ─ perguntou o homem.
─ Não ─ respondeu a moça.
─ Tudo bem, eu tenho ─ disse o homem ─ Você tem estepe?
─ Não ─ disse a moça.
─ Vamos usar o meu ─ disse o homem.
E pôs-se a trabalhar, trocando o pneu, sob o olhar da moça.
Terminou no momento em que chegava o ônibus que a moça estava esperando. Ele ficou ali, suando, de boca aberta, vendo o ônibus se afastar.
Dali a pouco chegou o dono do carro.
─ Puxa, você trocou o pneu pra mim. Muito obrigado.
─ É. Eu… Eu não posso ver pneu furado.
Tenho que trocar.
─ Coisa estranha.
─ É uma compulsão. Sei lá.
(Luís Fernando Veríssimo. Livro: Pai não entende nada. L&PM, 1991).
Com relação à compreensão do texto, assinale a alternativa correta.
Questão 7 10979899
IFMS 2018PNEU FURADO
O carro estava encostado no meio-fio, com um pneu furado. De pé ao lado do carro, olhando desconsoladamente para o pneu, uma moça muito bonitinha.
Tão bonitinha que atrás parou outro carro e dele desceu um homem dizendo “Pode deixar”.
Ele trocaria o pneu.
─ Você tem macaco? ─ perguntou o homem.
─ Não ─ respondeu a moça.
─ Tudo bem, eu tenho ─ disse o homem ─ Você tem estepe?
─ Não ─ disse a moça.
─ Vamos usar o meu ─ disse o homem.
E pôs-se a trabalhar, trocando o pneu, sob o olhar da moça.
Terminou no momento em que chegava o ônibus que a moça estava esperando. Ele ficou ali, suando, de boca aberta, vendo o ônibus se afastar.
Dali a pouco chegou o dono do carro.
─ Puxa, você trocou o pneu pra mim. Muito obrigado.
─ É. Eu… Eu não posso ver pneu furado.
Tenho que trocar.
─ Coisa estranha.
─ É uma compulsão. Sei lá.
(Luís Fernando Veríssimo. Livro: Pai não entende nada. L&PM, 1991).
Mesmo que não esteja claro no texto, podemos inferir que o homem
Questão 3 10979782
IFMS 2018Bom conselho
Chico Buarque
Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança
Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar
Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade
(Disponível em: www.letras.mus.br/chico-buarque. Acesso em: 10 nov. 2017.)
Na letra da música composta por Chico Buarque, o cantor e compositor apropriou-se de alguns ditados populares.
Tal procedimento constitui o que se chama de
Questão 20 10781340
Liceu-SP C. Gerais 2018Leia o texto para responder às questão.
O estranho procedimento de dona Dolores
Começou na mesa do almoço. A família estava comendo
– pai, mãe, filho e filha – e de repente a mãe olhou para o
lado, sorriu e disse:
– Para a minha família, só serve o melhor. Por isso eu
sirvo arroz Rizobon. Rende mais e é mais gostoso.
O pai virou-se na cadeira para ver com quem a mulher
estava falando. Não havia ninguém.
– O que é isso, Dolores?
– Tá doida, mãe?
Mas dona Dolores parecia não ouvir. Continuava sorrindo.
Dali a pouco, levantou-se da mesa e dirigiu-se para a cozinha.
Pai e filhos se entreolharam.
– Acho que a mamãe pirou de vez.
– Brincadeira dela...
A mãe voltou da cozinha carregando uma bandeja com
cinco taças de gelatina.
– Adivinhem o que tem de sobremesa?
Ninguém respondeu. Estavam constrangidos por aquele
tom jovial de dona Dolores, que nunca fora assim.
– Acertaram! – exclamou dona Dolores, colocando a ban-
deja sobre a mesa. – Gelatina Quero Mais, uma festa em sua
boca. Agora com os novos sabores framboesa e manga.
O pai e os filhos começaram a comer a gelatina, um pouco
assustados. Sentada à mesa, dona Dolores olhou de novo para
o lado e disse:
– Bote essa alegria na sua mesa todos os dias. Gelatina
Quero Mais. Dá gosto de comer!
(Luís Fernando Veríssimo. O nariz & outras crônicas. Excerto)
No texto, uma frase que reporta à linguagem coloquial é:
Questão 18 10781338
Liceu-SP C. Gerais 2018Leia o texto para responder às questão.
O estranho procedimento de dona Dolores
Começou na mesa do almoço. A família estava comendo
– pai, mãe, filho e filha – e de repente a mãe olhou para o
lado, sorriu e disse:
– Para a minha família, só serve o melhor. Por isso eu
sirvo arroz Rizobon. Rende mais e é mais gostoso.
O pai virou-se na cadeira para ver com quem a mulher
estava falando. Não havia ninguém.
– O que é isso, Dolores?
– Tá doida, mãe?
Mas dona Dolores parecia não ouvir. Continuava sorrindo.
Dali a pouco, levantou-se da mesa e dirigiu-se para a cozinha.
Pai e filhos se entreolharam.
– Acho que a mamãe pirou de vez.
– Brincadeira dela...
A mãe voltou da cozinha carregando uma bandeja com
cinco taças de gelatina.
– Adivinhem o que tem de sobremesa?
Ninguém respondeu. Estavam constrangidos por aquele
tom jovial de dona Dolores, que nunca fora assim.
– Acertaram! – exclamou dona Dolores, colocando a ban-
deja sobre a mesa. – Gelatina Quero Mais, uma festa em sua
boca. Agora com os novos sabores framboesa e manga.
O pai e os filhos começaram a comer a gelatina, um pouco
assustados. Sentada à mesa, dona Dolores olhou de novo para
o lado e disse:
– Bote essa alegria na sua mesa todos os dias. Gelatina
Quero Mais. Dá gosto de comer!
(Luís Fernando Veríssimo. O nariz & outras crônicas. Excerto)
Assinale a alternativa em que se faz correta análise da passagem: “Estavam constrangidos por aquele tom jovial de dona Dolores, que nunca fora assim.”
06
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