Questões de EFAF Português
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Questão 46 11317679
IFMS 2018O apanhador de desperdícios
Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim um atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato
de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.
O texto acima é de um poeta brasileiro que viveu entre os séculos XX e XXI. Nascido em 1916, mudou-se para Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, onde viveu pelo resto da sua vida. Recebeu vários prêmios literários, entre eles dois Prêmios Jabutis, e foi membro da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras. É considerado um dos mais aclamados poetas brasileiros da contemporaneidade nos meios literários.
Sua obra mais conhecida é o "Livro sobre Nada" de 1996 O poema e o trecho da biografia mencionada fazem referência a
Questão 20 11300164
IFMS 2018Onde Judas perdeu as botas
Do ponto de vista histórico, bem sabemos que o homem tem a incrível capacidade de fantasiar e transformar as narrativas que lhe estão disponíveis. Um texto ou ditado popular sofre apropriações e reinterpretações que os transforma em um bem cultural subordinado ao interesse e o costume dos homens de uma época. De fato, seriam bastantes os exemplos que sustentam essa tese.
Entre a Antiguidade e a Idade Média, por exemplo, a inacessibilidade aos textos bíblicos foi responsável pela criação de várias narrativas envolvendo os personagens cristãos. Os feitos e destinos de certos nomes presentes na Bíblia ganhavam acréscimos e certas distorções que salientavam a forte presença do cristianismo no imaginário dessa época. Levando em conta que boa parte da população era iletrada, ficava difícil de impor um rigor de verdade entre as várias histórias de cunho bíblico.
Por meio de um desses mitos, acabamos por descobrir a origem de uma expressão popular utilizada quando algo fica bastante longe ou “onde Judas perdeu as botas”. Na Bíblia, não existe nenhum indício ou relato de que Judas Iscariotes, o delator de Cristo, teria ou não o hábito de calçar botas. Contudo, uma antiga história popular dizia que o discípulo traidor teria escondido em um par de botas as trinta moedas que firmaram o acordo com os sacerdotes judeus.
Comprovando a natureza mítica do relato, até hoje ninguém teve a oportunidade de descobrir o lugar onde as botas de Judas teriam ficado escondidas. Dessa forma, com o passar do tempo, o lugar “onde Judas perdeu as botas” foi sendo empregado para quando alguém não conseguia encontrar algo ou indicar algum território longínquo, de difícil acesso. Por fim, bem sabemos que a antiga fantasia do imaginário cristão acabou ficando viva nessa expressão ainda tão empregada.
(SOUSA, Rainer Gonçalves. "Onde Judas perdeu as botas"; Brasil Escola. Disponível em: http://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/onde-judas-perdeu-as-botas.htm/ Acesso em: 10 nov. 2017)
No trecho “Por fim, bem sabemos que a antiga fantasia do imaginário cristão acabou ficando viva nessa expressão ainda tão empregada.”, pode-se afirmar que a expressão destacada
Questão 19 11300152
IFMS 2018Onde Judas perdeu as botas
Do ponto de vista histórico, bem sabemos que o homem tem a incrível capacidade de fantasiar e transformar as narrativas que lhe estão disponíveis. Um texto ou ditado popular sofre apropriações e reinterpretações que os transforma em um bem cultural subordinado ao interesse e o costume dos homens de uma época. De fato, seriam bastantes os exemplos que sustentam essa tese.
Entre a Antiguidade e a Idade Média, por exemplo, a inacessibilidade aos textos bíblicos foi responsável pela criação de várias narrativas envolvendo os personagens cristãos. Os feitos e destinos de certos nomes presentes na Bíblia ganhavam acréscimos e certas distorções que salientavam a forte presença do cristianismo no imaginário dessa época. Levando em conta que boa parte da população era iletrada, ficava difícil de impor um rigor de verdade entre as várias histórias de cunho bíblico.
Por meio de um desses mitos, acabamos por descobrir a origem de uma expressão popular utilizada quando algo fica bastante longe ou “onde Judas perdeu as botas”. Na Bíblia, não existe nenhum indício ou relato de que Judas Iscariotes, o delator de Cristo, teria ou não o hábito de calçar botas. Contudo, uma antiga história popular dizia que o discípulo traidor teria escondido em um par de botas as trinta moedas que firmaram o acordo com os sacerdotes judeus.
Comprovando a natureza mítica do relato, até hoje ninguém teve a oportunidade de descobrir o lugar onde as botas de Judas teriam ficado escondidas. Dessa forma, com o passar do tempo, o lugar “onde Judas perdeu as botas” foi sendo empregado para quando alguém não conseguia encontrar algo ou indicar algum território longínquo, de difícil acesso. Por fim, bem sabemos que a antiga fantasia do imaginário cristão acabou ficando viva nessa expressão ainda tão empregada.
(SOUSA, Rainer Gonçalves. "Onde Judas perdeu as botas"; Brasil Escola. Disponível em: http://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/onde-judas-perdeu-as-botas.htm/ Acesso em: 10 nov. 2017)
Na passagem “Levando em conta que boa parte da população era iletrada, ficava difícil de impor um rigor de verdade entre as várias histórias de cunho bíblico.”, a palavra destacada foi estruturada a partir do processo morfológico conhecido como
Questão 18 11300128
IFMS 2018Onde Judas perdeu as botas
Do ponto de vista histórico, bem sabemos que o homem tem a incrível capacidade de fantasiar e transformar as narrativas que lhe estão disponíveis. Um texto ou ditado popular sofre apropriações e reinterpretações que os transforma em um bem cultural subordinado ao interesse e o costume dos homens de uma época. De fato, seriam bastantes os exemplos que sustentam essa tese.
Entre a Antiguidade e a Idade Média, por exemplo, a inacessibilidade aos textos bíblicos foi responsável pela criação de várias narrativas envolvendo os personagens cristãos. Os feitos e destinos de certos nomes presentes na Bíblia ganhavam acréscimos e certas distorções que salientavam a forte presença do cristianismo no imaginário dessa época. Levando em conta que boa parte da população era iletrada, ficava difícil de impor um rigor de verdade entre as várias histórias de cunho bíblico.
Por meio de um desses mitos, acabamos por descobrir a origem de uma expressão popular utilizada quando algo fica bastante longe ou “onde Judas perdeu as botas”. Na Bíblia, não existe nenhum indício ou relato de que Judas Iscariotes, o delator de Cristo, teria ou não o hábito de calçar botas. Contudo, uma antiga história popular dizia que o discípulo traidor teria escondido em um par de botas as trinta moedas que firmaram o acordo com os sacerdotes judeus.
Comprovando a natureza mítica do relato, até hoje ninguém teve a oportunidade de descobrir o lugar onde as botas de Judas teriam ficado escondidas. Dessa forma, com o passar do tempo, o lugar “onde Judas perdeu as botas” foi sendo empregado para quando alguém não conseguia encontrar algo ou indicar algum território longínquo, de difícil acesso. Por fim, bem sabemos que a antiga fantasia do imaginário cristão acabou ficando viva nessa expressão ainda tão empregada.
(SOUSA, Rainer Gonçalves. "Onde Judas perdeu as botas"; Brasil Escola. Disponível em: http://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/onde-judas-perdeu-as-botas.htm/ Acesso em: 10 nov. 2017)
Na passagem “Do ponto de vista histórico, bem sabemos que o homem tem a incrível capacidade de fantasiar e transformar as narrativas que lhe estão disponíveis.”, a palavra destacada tem função anafórica em relação ao vocábulo
Questão 13 11299796
IFMS 2018Fantasias
Para mim o Halloween é a melhor festa do mundo. Melhor até que o Natal. Posso usar fantasia. Usar máscara. Posso andar por aí como qualquer outra criança fantasiada e ninguém me acha estranho. Ninguém olha para mim duas vezes. Ninguém me nota. Ninguém me reconhece.
Eu gostaria que todos os dias fossem Halloween. Poderíamos ficar mascarados o tempo todo. Então andaríamos por aí e conheceríamos as pessoas antes de saber como elas são sem máscara. [...]
Tenho fotos com todas as minhas fantasias de Halloween. A primeira foi de abóbora. A segunda de Tigrão. A terceira foi de Peter Pan (o papai se vestiu de Capitão Gancho). Na quarta vez me vesti de Capitão Gancho (o papai estava de Peter Pan). Na quinta fui de um astronauta.[...]
(Palacio, R. J. O Extraordinário. Tradução Rachel Agavino. 2 ed. Rio de Janeiro: Intrínseca. 2014. p. 56)
O livro “O Extraordinário”, de R.J. Palacio, conta a história de August Pullman, um menino que logo ao nascer foi diagnosticado com uma síndrome genética que o deixou com deformidades na face. O livro é dividido em capítulos narrados por diferentes personagens.
O trecho acima faz parte da narrativa de August e a partir de sua leitura é possível inferir que
Questão 11 11299680
IFMS 2018Observe as tirinhas a seguir e depois responda ao que se pede.

(Disponível em: http://hqsediversidades.blogspot.com.br/p/tirinhas-da-turma-da-monica.html. Tirinha 5122. Acesso em 10 nov. 2017.)

(Disponível em: http://tirinhaturmadamonica.blogspot.com.br/2013/03/novas-tirinhas.html. Tirinha 6799. Acesso em: 10 nov. 2017.)
O humor presente nas duas tirinhas decorre principalmente do fato de Cascão e Cebolinha
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