Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
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Questão 19 10736013
CMRJ 6º Ano - Português 2014TEXTO
A bola
Toquinho
Pulo, pulo, pulo, vou de pé em pé.
Da chuteira do menino na vidraça da mulher.
Salto, salto, salto mais que perereca.
Pulo o muro e caio em cima da cabeça de um careca.
Corro, corro, corro na praia de manhã
E quando eu balanço a rede é festa no Maracanã.
Rolo, rolo, rolo rápido e rasteiro
E sou muito maltratada pelos pés de peladeiro.
Pulo, pulo, pulo, vou com quem vier.
Joguei com Nilton Santos, com Garrincha e com Pelé.
Salto, salto, salto com todo carinho.
Joguei com Rivelino, com Tostão e Jairzinho.
Rolo, rolo, rolo com satisfação.
Hoje jogo com Romário, Ronaldinho e Luizão.
Corro, corro, corro do começo ao fim.
Depois que acaba o jogo, ninguém mais lembra de mim.
É, a vida é assim, o tempo passa
E fica relembrando
Canções do amor demais.
Sim, será mais um, mais um qualquer
Que vem de vez em quando
E olha para trás.
É, existe sempre uma mulher
Pra se ficar pensando.
Nem sei, nem lembro mais.
Toquinho. A bola. Intérprete: Moraes Moreira. In: Casa de Brinquedos. São Paulo: Universal, C1995. 1CD. Faixa 11.
Nos versos “Rolo, rolo, rolo com satisfação. / Hoje jogo com Romário, Ronaldinho e Luizão. / Corro, corro, corro do começo ao fim. / Depois que acaba o jogo, ninguém mais lembra de mim.”, os verbos rolo e corro estão relacionados ao pronome EU (Eu rolo/ eu corro). Se trocássemos o pronome EU para ELE, esses verbos ficariam obrigatoriamente assim:
Questão 17 10736010
CMRJ 6º Ano - Português 2014TEXTO
Caçadas de Pedrinho
Monteiro Lobato
Dos moradores do sítio de Dona Benta o mais andante era o Marquês de Rabicó. Conhecia todas
as florestas, inclusive o capoeirão dos Taquaruçus, mato muito fechado onde Dona Benta não deixava que
os meninos fossem passear. Certo dia em que Rabicó se aventurou nesse mato em procura das orelhas-
de-pau que crescem nos troncos podres, parece que as coisas não lhe correram muito bem, pois voltou
[5] rapidamente.
— Que aconteceu? — perguntou Pedrinho, ao vê-lo chegar todo arrepiado e com os olhos cheios
de susto. — Está com cara de Marquês que viu onça...
— Não vi, mas quase vi! — respondeu Rabicó, tomando fôlego. — Ouvi um miado esquisito e dei
com umas pegadas mais esquisitas ainda. Não conheço onça, que dizem ser um gatão assim do tamanho
[10] dum bezerro. Ora, o miado que ouvi era de gato, mas muito mais forte, e as pegadas também eram de
gato, mas muito maiores. Logo, era onça.
Pedrinho refletiu sobre o caso e achou que bem podia ser verdade. Correu em procura de
Narizinho.
— Sabe? Rabicó descobriu que anda uma onça no capoeirão dos Taquaruçus!...
[15] — Uma onça? Não me diga! Vou já avisar vovó...
— Não caia nessa — advertiu o menino. — Medrosa como ela é, vovó ou morre de medo ou trata
de nos levar hoje mesmo para a cidade. Muito melhor ficarmos quietos e caçarmos a onça.
A menina arregalou os olhos.
— Está louco, Pedrinho? Não sabe que onça é um bicho feroz que come gente?
[20] — Sei, sim, como também sei que gente mata onça.
— Isso é gente grande, bobo!
— Gente grande!... — repetiu o menino, com ar de pouco-caso. — Vovó e Tia Nastácia são gente
grande e, no entanto, correm até de barata. O que vale não é ser gente grande, é ser gente de coragem,
e eu...
[25] — Bem sei que você é valente como um galo garnisé, mas olhe que onça é onça. Com um tapa
derruba qualquer caçador, diz Tia Nastácia.
O menino bateu no peito com arrogância.
— Pois quero ver isso! Vou organizar a caçada e juro que hei de trazer essa onça aqui para o
terreiro, arrastada pelas orelhas. Se você e os outros não tiverem coragem de me acompanhar, irei
[30] sozinho.
A menina arrepiou-se de entusiasmo diante de tamanha bravura e não quis ficar atrás.
— Pois vou também! — gritou. — Uma menina de nariz arrebitado não tem medo de coisa
nenhuma.
(LOBATO, Monteiro. Caçadas de Pedrinho Hans Staden . Vol. III. Edição integral e ilustrada digitalizada. Texto adaptado.)
No fragmento “Está com cara de Marquês que viu onça...” (linha 7), a expressão “cara que viu onça” significa que o Marquês parecia
Questão 16 10736009
CMRJ 6º Ano - Português 2014TEXTO
Caçadas de Pedrinho
Monteiro Lobato
Dos moradores do sítio de Dona Benta o mais andante era o Marquês de Rabicó. Conhecia todas
as florestas, inclusive o capoeirão dos Taquaruçus, mato muito fechado onde Dona Benta não deixava que
os meninos fossem passear. Certo dia em que Rabicó se aventurou nesse mato em procura das orelhas-
de-pau que crescem nos troncos podres, parece que as coisas não lhe correram muito bem, pois voltou
[5] rapidamente.
— Que aconteceu? — perguntou Pedrinho, ao vê-lo chegar todo arrepiado e com os olhos cheios
de susto. — Está com cara de Marquês que viu onça...
— Não vi, mas quase vi! — respondeu Rabicó, tomando fôlego. — Ouvi um miado esquisito e dei
com umas pegadas mais esquisitas ainda. Não conheço onça, que dizem ser um gatão assim do tamanho
[10] dum bezerro. Ora, o miado que ouvi era de gato, mas muito mais forte, e as pegadas também eram de
gato, mas muito maiores. Logo, era onça.
Pedrinho refletiu sobre o caso e achou que bem podia ser verdade. Correu em procura de
Narizinho.
— Sabe? Rabicó descobriu que anda uma onça no capoeirão dos Taquaruçus!...
[15] — Uma onça? Não me diga! Vou já avisar vovó...
— Não caia nessa — advertiu o menino. — Medrosa como ela é, vovó ou morre de medo ou trata
de nos levar hoje mesmo para a cidade. Muito melhor ficarmos quietos e caçarmos a onça.
A menina arregalou os olhos.
— Está louco, Pedrinho? Não sabe que onça é um bicho feroz que come gente?
[20] — Sei, sim, como também sei que gente mata onça.
— Isso é gente grande, bobo!
— Gente grande!... — repetiu o menino, com ar de pouco-caso. — Vovó e Tia Nastácia são gente
grande e, no entanto, correm até de barata. O que vale não é ser gente grande, é ser gente de coragem,
e eu...
[25] — Bem sei que você é valente como um galo garnisé, mas olhe que onça é onça. Com um tapa
derruba qualquer caçador, diz Tia Nastácia.
O menino bateu no peito com arrogância.
— Pois quero ver isso! Vou organizar a caçada e juro que hei de trazer essa onça aqui para o
terreiro, arrastada pelas orelhas. Se você e os outros não tiverem coragem de me acompanhar, irei
[30] sozinho.
A menina arrepiou-se de entusiasmo diante de tamanha bravura e não quis ficar atrás.
— Pois vou também! — gritou. — Uma menina de nariz arrebitado não tem medo de coisa
nenhuma.
(LOBATO, Monteiro. Caçadas de Pedrinho Hans Staden . Vol. III. Edição integral e ilustrada digitalizada. Texto adaptado.)
“Ora, o miado que ouvi era de gato, mas muito mais forte, e as pegadas também eram de gato, mas muito maiores. Logo, era onça.” (linhas 10 e 11) As palavras destacadas podem ser substituídas, sem alteração de sentido, respectivamente por
Questão 15 10736008
CMRJ 6º Ano - Português 2014TEXTO
Caçadas de Pedrinho
Monteiro Lobato
Dos moradores do sítio de Dona Benta o mais andante era o Marquês de Rabicó. Conhecia todas
as florestas, inclusive o capoeirão dos Taquaruçus, mato muito fechado onde Dona Benta não deixava que
os meninos fossem passear. Certo dia em que Rabicó se aventurou nesse mato em procura das orelhas-
de-pau que crescem nos troncos podres, parece que as coisas não lhe correram muito bem, pois voltou
[5] rapidamente.
— Que aconteceu? — perguntou Pedrinho, ao vê-lo chegar todo arrepiado e com os olhos cheios
de susto. — Está com cara de Marquês que viu onça...
— Não vi, mas quase vi! — respondeu Rabicó, tomando fôlego. — Ouvi um miado esquisito e dei
com umas pegadas mais esquisitas ainda. Não conheço onça, que dizem ser um gatão assim do tamanho
[10] dum bezerro. Ora, o miado que ouvi era de gato, mas muito mais forte, e as pegadas também eram de
gato, mas muito maiores. Logo, era onça.
Pedrinho refletiu sobre o caso e achou que bem podia ser verdade. Correu em procura de
Narizinho.
— Sabe? Rabicó descobriu que anda uma onça no capoeirão dos Taquaruçus!...
[15] — Uma onça? Não me diga! Vou já avisar vovó...
— Não caia nessa — advertiu o menino. — Medrosa como ela é, vovó ou morre de medo ou trata
de nos levar hoje mesmo para a cidade. Muito melhor ficarmos quietos e caçarmos a onça.
A menina arregalou os olhos.
— Está louco, Pedrinho? Não sabe que onça é um bicho feroz que come gente?
[20] — Sei, sim, como também sei que gente mata onça.
— Isso é gente grande, bobo!
— Gente grande!... — repetiu o menino, com ar de pouco-caso. — Vovó e Tia Nastácia são gente
grande e, no entanto, correm até de barata. O que vale não é ser gente grande, é ser gente de coragem,
e eu...
[25] — Bem sei que você é valente como um galo garnisé, mas olhe que onça é onça. Com um tapa
derruba qualquer caçador, diz Tia Nastácia.
O menino bateu no peito com arrogância.
— Pois quero ver isso! Vou organizar a caçada e juro que hei de trazer essa onça aqui para o
terreiro, arrastada pelas orelhas. Se você e os outros não tiverem coragem de me acompanhar, irei
[30] sozinho.
A menina arrepiou-se de entusiasmo diante de tamanha bravura e não quis ficar atrás.
— Pois vou também! — gritou. — Uma menina de nariz arrebitado não tem medo de coisa
nenhuma.
(LOBATO, Monteiro. Caçadas de Pedrinho Hans Staden . Vol. III. Edição integral e ilustrada digitalizada. Texto adaptado.)
O TEXTO apresenta, de forma clara, que as crianças reagem diante do perigo de modo diferente dos adultos.
Os substantivos que melhor definem essa reação, respectivamente, são
Questão 13 10736005
CMRJ 6º Ano - Português 2014TEXTO

(SOUZA, Maurício de. Almanaque Historinhas de uma página Turma da Mônica. São Paulo: Editora Abril, Ed. no 9, fev. 2014.)
Na segunda tirinha, Cebolinha xinga o coelhinho da Mônica.
A explicação para a atitude de Cebolinha no último quadrinho é que ele
Questão 12 10736004
CMRJ 6º Ano - Português 2014TEXTO

(SOUZA, Maurício de. Almanaque Historinhas de uma página Turma da Mônica.
São Paulo: Editora Abril, Ed. no 9, fev. 2014.)
O pedido que Cebolinha fez à Mônica (“empulãozinho no meu calinho”) indica que ele
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