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Questão 5 3168399
Colégio Pedro II 2019Texto
OS DIREITOS DAS CRIANÇAS (fragmento)
Toda criança no mundo
Deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo,
Contra os rigores da vida.
[05] Criança tem que ter nome,
Criança tem que ter lar,
Ter saúde e não ter fome,
Ter segurança e estudar.
Não é questão de querer,
[10] Nem questão de concordar.
Os direitos das crianças
Todos têm de respeitar!
Direito de perguntar...
Ter alguém pra responder.
[15] À criança tem direito
De querer tudo saber.
À criança tem direito
Até de ser diferente.
E tem de ser bem aceita,
[20] Seja sadia ou doente.
Tem direito à atenção
Direito de não ter medos.
Direito a livros e a pão,
Direito de ter brinquedos.
[25] Mas criança também tem
O direito de sorrir.
Correr na beira do mar,
Ter lápis de colorir...
Descer do escorregador,
[30] Fazer bolha de sabão,
Sorvete, se faz calor,
Brincar de adivinhação.
Morango com chantili,
Ver mágico de cartola,
[35] O canto do bem-te-vi,
Bola, bola, bola, bola!
Lamber fundo da panela
Ser tratada com afeição,
Ser alegre e tagarela...
[40] Poder também dizer não!
Ficar lendo revistinha,
Um amigo inteligente,
Pipa na ponta da linha,
Um bom dum cachorro-quente.
[45] Festejar o aniversário,
Com bala, bolo e balão!
Brincar com muitos amigos,
Dar pulos no colchão.
Livros com muita figura,
[50] Fazer viagem de trem,
Um pouquinho de aventura...
Alguém para querer bem...
Ter tempo pra fazer nada,
Ter quem penteie os cabelos.
[55] Ficar um tempo calada...
Falar pelos cotovelos.
E quando a noite chegar,
Um bom banho, bem quentinho,
Sensação de bem-estar...
[60] De preferência um colinho.
Uma caminha macia,
Uma canção de ninar,
Uma história bem bonita,
Então, dormir e sonhar...
[65] Embora eu não seja rei,
Decreto, neste país,
Que toda, toda criança
Tem direito a ser feliz!
ROCHA, Ruth. Os direitos das crianças segundo Ruth Rocha. 2. ed. São Paulo: Salamandra, 2014.
E tem de ser bem aceita / Seja sadia ou doente (versos 19-20)
Nos versos destacados, foi utilizado um par de palavras que expressam sentidos opostos.
Isso também acontece na alternativa:
Questão 4 3168393
Colégio Pedro II 2019Texto
QUAIS SÃO OS DEVERES E DIREITOS DAS CRIANÇAS?
Essa foi a pergunta feita pela pequena leitora Vitória, de 10 anos de idade, à Turminha do MPF (Ministério Público Federal).
Resposta do Rod, personagem da Turminha do MPF:
Olá, Vitória! Nós temos muitos direitos e deveres e existem algumas leis que tratam só disso, como,
por exemplo, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Convenção sobre os Direitos da
Criança, aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Mas, para resumir um pouco a
[05] resposta à sua pergunta, posso dizer alguns dos nossos direitos:
1. ter uma educação de boa qualidade;
2. ter acesso à cultura e aos meios de comunicação e informação;
3. poder brincar com outras crianças da nossa idade;
4. não ser obrigado a trabalhar como adulto;
[10] 5. ter uma boa alimentação, que dê ao nosso organismo todos os nutrientes de que precisamos
para crescer com saúde e energia;
6. receber assistência médica gratuita nos hospitais públicos sempre que precisarmos de atendimento;
7. ser livre para ir e vir, conviver em sociedade e expressar nossas ideias e sentimentos;
[15] 8. ter a proteção de uma família que nos ame, seja ela natural ou adotiva, ou de um lar oferecido
pelo Estado se, por infelicidade, perdermos os nossos pais e parentes mais próximos;
9. não sofrer agressões físicas ou psicológicas por parte daqueles que são encarregados da
nossa proteção e educação ou de qualquer outro adulto;
[20] Enfim, temos direito a uma vida digna, saudável e feliz.
Quanto aos nossos deveres, eles precisam começar pelo respeito ao direito das pessoas com
quem convivemos, pois só assim poderemos esperar que elas também nos respeitem. Outro dever
nosso é estudar e nos preparar para a vida adulta, quando a sociedade exigirá de nós uma série de
responsabilidades que não temos hoje, enquanto somos crianças. Por exemplo, trabalhar para criar e
[25] educar nossos próprios filhos ou para ser capaz de votar, com discernimento, nos melhores
representantes para governar nossas cidades e nosso país.
Temos também o dever de respeitar as pessoas que são ou pensam diferente de nós. Como
cidadãos de um país democrático, precisamos aprender, desde a infância, a lidar com as diferenças e
aceitá-las. Como fazemos isso? Não discriminando pessoas que tenham alguma deficiência física ou
[30] mental, as mais pobres, que não receberam a mesma educação nem tiveram as mesmas oportunidades
que nós, ou as que são diferentes porque têm outra religião, nacionalidade, etnia, idade, sexo, cor da
pele, orientação sexual ou outro partido político.
É nosso dever respeitar os que são diferentes, porque eles também são cidadãos e possuem
os mesmos direitos e deveres que nós na sociedade brasileira.
Disponível em: http://www.turminha.mpf.mp.br. Acesso em: 1 ago. 2019 (adaptado).
Assinale a alternativa em que todas as opções são caracterizadas como direitos das crianças.
Questão 2 3168375
Colégio Pedro II 2019Texto
QUAIS SÃO OS DEVERES E DIREITOS DAS CRIANÇAS?
Essa foi a pergunta feita pela pequena leitora Vitória, de 10 anos de idade, à Turminha do MPF (Ministério Público Federal).
Resposta do Rod, personagem da Turminha do MPF:
Olá, Vitória! Nós temos muitos direitos e deveres e existem algumas leis que tratam só disso, como,
por exemplo, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Convenção sobre os Direitos da
Criança, aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Mas, para resumir um pouco a
[05] resposta à sua pergunta, posso dizer alguns dos nossos direitos:
1. ter uma educação de boa qualidade;
2. ter acesso à cultura e aos meios de comunicação e informação;
3. poder brincar com outras crianças da nossa idade;
4. não ser obrigado a trabalhar como adulto;
[10] 5. ter uma boa alimentação, que dê ao nosso organismo todos os nutrientes de que precisamos
para crescer com saúde e energia;
6. receber assistência médica gratuita nos hospitais públicos sempre que precisarmos de atendimento;
7. ser livre para ir e vir, conviver em sociedade e expressar nossas ideias e sentimentos;
[15] 8. ter a proteção de uma família que nos ame, seja ela natural ou adotiva, ou de um lar oferecido
pelo Estado se, por infelicidade, perdermos os nossos pais e parentes mais próximos;
9. não sofrer agressões físicas ou psicológicas por parte daqueles que são encarregados da
nossa proteção e educação ou de qualquer outro adulto;
[20] Enfim, temos direito a uma vida digna, saudável e feliz.
Quanto aos nossos deveres, eles precisam começar pelo respeito ao direito das pessoas com
quem convivemos, pois só assim poderemos esperar que elas também nos respeitem. Outro dever
nosso é estudar e nos preparar para a vida adulta, quando a sociedade exigirá de nós uma série de
responsabilidades que não temos hoje, enquanto somos crianças. Por exemplo, trabalhar para criar e
[25] educar nossos próprios filhos ou para ser capaz de votar, com discernimento, nos melhores
representantes para governar nossas cidades e nosso país.
Temos também o dever de respeitar as pessoas que são ou pensam diferente de nós. Como
cidadãos de um país democrático, precisamos aprender, desde a infância, a lidar com as diferenças e
aceitá-las. Como fazemos isso? Não discriminando pessoas que tenham alguma deficiência física ou
[30] mental, as mais pobres, que não receberam a mesma educação nem tiveram as mesmas oportunidades
que nós, ou as que são diferentes porque têm outra religião, nacionalidade, etnia, idade, sexo, cor da
pele, orientação sexual ou outro partido político.
É nosso dever respeitar os que são diferentes, porque eles também são cidadãos e possuem
os mesmos direitos e deveres que nós na sociedade brasileira.
Disponível em: http://www.turminha.mpf.mp.br. Acesso em: 1 ago. 2019 (adaptado).
A respeito do assunto tratado no Texto, a melhor opção para explicá-lo é a seguinte:
Questão 1 3168287
Colégio Pedro II 2019Texto
QUAIS SÃO OS DEVERES E DIREITOS DAS CRIANÇAS?
Essa foi a pergunta feita pela pequena leitora Vitória, de 10 anos de idade, à Turminha do MPF (Ministério Público Federal).
Resposta do Rod, personagem da Turminha do MPF:
Olá, Vitória! Nós temos muitos direitos e deveres e existem algumas leis que tratam só disso, como,
por exemplo, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Convenção sobre os Direitos da
Criança, aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Mas, para resumir um pouco a
[05] resposta à sua pergunta, posso dizer alguns dos nossos direitos:
1. ter uma educação de boa qualidade;
2. ter acesso à cultura e aos meios de comunicação e informação;
3. poder brincar com outras crianças da nossa idade;
4. não ser obrigado a trabalhar como adulto;
[10] 5. ter uma boa alimentação, que dê ao nosso organismo todos os nutrientes de que precisamos
para crescer com saúde e energia;
6. receber assistência médica gratuita nos hospitais públicos sempre que precisarmos de atendimento;
7. ser livre para ir e vir, conviver em sociedade e expressar nossas ideias e sentimentos;
[15] 8. ter a proteção de uma família que nos ame, seja ela natural ou adotiva, ou de um lar oferecido
pelo Estado se, por infelicidade, perdermos os nossos pais e parentes mais próximos;
9. não sofrer agressões físicas ou psicológicas por parte daqueles que são encarregados da
nossa proteção e educação ou de qualquer outro adulto;
[20] Enfim, temos direito a uma vida digna, saudável e feliz.
Quanto aos nossos deveres, eles precisam começar pelo respeito ao direito das pessoas com
quem convivemos, pois só assim poderemos esperar que elas também nos respeitem. Outro dever
nosso é estudar e nos preparar para a vida adulta, quando a sociedade exigirá de nós uma série de
responsabilidades que não temos hoje, enquanto somos crianças. Por exemplo, trabalhar para criar e
[25] educar nossos próprios filhos ou para ser capaz de votar, com discernimento, nos melhores
representantes para governar nossas cidades e nosso país.
Temos também o dever de respeitar as pessoas que são ou pensam diferente de nós. Como
cidadãos de um país democrático, precisamos aprender, desde a infância, a lidar com as diferenças e
aceitá-las. Como fazemos isso? Não discriminando pessoas que tenham alguma deficiência física ou
[30] mental, as mais pobres, que não receberam a mesma educação nem tiveram as mesmas oportunidades
que nós, ou as que são diferentes porque têm outra religião, nacionalidade, etnia, idade, sexo, cor da
pele, orientação sexual ou outro partido político.
É nosso dever respeitar os que são diferentes, porque eles também são cidadãos e possuem
os mesmos direitos e deveres que nós na sociedade brasileira.
Disponível em: http://www.turminha.mpf.mp.br. Acesso em: 1 ago. 2019 (adaptado).
Quanto ao personagem Rod, do Texto, é correto afirmar que ele
Questão 15 1651565
CN 2° Dia 2019Texto referente a questão.
Redes sociais: o reino encantado da intimidade de faz de conta
Recebi, por e-mail, um convite para um evento literário. Aceitei, e logo a moça que me convidou pediu meu número de Whatsapp para agilizar algumas informações. No dia seguinte, nossa formalidade havia evoluído para emojis de coraçãozinho. No terceiro dia, ela iniciou a mensagem com um “bom dia, amiga”. Quando eu fizer aniversário, acho que vou convidá-la pra festa.
Postei no Instagram a foto de um cartaz de cinema, e uma leitora deixou um comentário no Direct. Disse que vem passando por um drama parecido como do filme; algo tão pessoal, que ela só quis contar para mim, em quem confia 100%. Como não chamá-la para a próxima ceia de Natal aqui em casa?
Fotos de recém-nascidos me são enviadas por mulheres que eu nem sabia que estavam grávidas. Mando condolências pela morte do avô de alguém que mal cumprimento quando encontro num bar, Acompanho a dieta alimentar de estranhos. Fico sabendo que o amigo de uma conhecida troca, todos os dias, as fraldas de sua mãe velhinha, mas que não faria isso pelo pai, que sempre foi seco e frio com ele - e me comovo; sinto como se estivesse sentada a seu lado no sofá, enxugando suas lágrimas.
Mas não estou sentada a seu lado no sofá e nem mesmo sei quem ele é; apenas li um comentário deixado numa postagem do Facebook, entre outras milhares de postagens diárias que não são pra mim, mas que estão ao alcance dos meus olhos. E o reino encantado das confidências instantâneas e das distâncias suprimidas: nunca fomos tão íntimos de todos.
Pena que esse mundo fofo é de faz de conta. Intimidade, pra valer, exige paciência e convivência, tudo o que, infelizmente, tornou-se sinônimo de perda de tempo. Mais vale a aproximação ilusória: as pessoas amam você, mesmo sem conhecê-la de verdade. E como disse, certa vez, o ator Daniel Dantas em entrevista à Marilia Gabriela: “Eu gostaria de ser a pessoa que meu cachorro pensa que eu sou”.
Genial. Um cachorro começa a seguir você na rua e, se você der atenção e o levar pra casa, ganha um amigo na hora. O cachorro vai achá-lo o máximo, pois a única coisa que ele quer é pertencer. Ele não está nem aí para suas fraquezas, para suas esquisitices, para a pessoa que você realmente é: basta que você o adote.
A comparação é meio forçada, mas tem alguma relação com o que acontece nas redes. Farejamos uns aos outros, ofertamos um like e, de imediato, ganhamos um amigo que não sabe nada de profundo sobre nós, e provavelmente nunca saberá. A diferença - a favor do cachorro - é que este está realmente por perto, todos os dias, e é sensível aos nossos estados de ânimo, tornando- se íntimo a seu modo. Já alguns seres humanos seguem outros seres humanos sem que jamais venham a pertencer à vida um do outro, inaugurando uma nova intimidade: a que não existe de modo nenhum.
Martha Medeiros https://www,revistaversar.com.br'redes-sociais-intimidade/ - (com adaptações)
No trecho "Um cachorro começa a seguir você na rua e, se você der atenção e o levar pra casa, ganha um amigo na hora." (6º§), o pronome oblíquo só NÃO exerce a mesma função sintática que o destacado em:
Questão 5 1645056
CN 2° Dia 2019Texto referente a questão.
Redes sociais: o reino encantado da intimidade de faz de conta
Recebi, por e-mail, um convite para um evento literário. Aceitei, e logo a moça que me convidou pediu meu número de Whatsapp para agilizar algumas informações. No dia seguinte, nossa formalidade havia evoluído para emojis de coraçãozinho. No terceiro dia, ela iniciou a mensagem com um “bom dia, amiga”. Quando eu fizer aniversário, acho que vou convidá-la pra festa.
Postei no Instagram a foto de um cartaz de cinema, e uma leitora deixou um comentário no Direct. Disse que vem passando por um drama parecido como do filme; algo tão pessoal, que ela só quis contar para mim, em quem confia 100%. Como não chamá-la para a próxima ceia de Natal aqui em casa?
Fotos de recém-nascidos me são enviadas por mulheres que eu nem sabia que estavam grávidas. Mando condolências pela morte do avô de alguém que mal cumprimento quando encontro num bar, Acompanho a dieta alimentar de estranhos. Fico sabendo que o amigo de uma conhecida troca, todos os dias, as fraldas de sua mãe velhinha, mas que não faria isso pelo pai, que sempre foi seco e frio com ele - e me comovo; sinto como se estivesse sentada a seu lado no sofá, enxugando suas lágrimas.
Mas não estou sentada a seu lado no sofá e nem mesmo sei quem ele é; apenas li um comentário deixado numa postagem do Facebook, entre outras milhares de postagens diárias que não são pra mim, mas que estão ao alcance dos meus olhos. E o reino encantado das confidências instantâneas e das distâncias suprimidas: nunca fomos tão íntimos de todos.
Pena que esse mundo fofo é de faz de conta. Intimidade, pra valer, exige paciência e convivência, tudo o que, infelizmente, tornou-se sinônimo de perda de tempo. Mais vale a aproximação ilusória: as pessoas amam você, mesmo sem conhecê-la de verdade. E como disse, certa vez, o ator Daniel Dantas em entrevista à Marilia Gabriela: “Eu gostaria de ser a pessoa que meu cachorro pensa que eu sou”.
Genial. Um cachorro começa a seguir você na rua e, se você der atenção e o levar pra casa, ganha um amigo na hora. O cachorro vai achá-lo o máximo, pois a única coisa que ele quer é pertencer. Ele não está nem aí para suas fraquezas, para suas esquisitices, para a pessoa que você realmente é: basta que você o adote.
A comparação é meio forçada, mas tem alguma relação com o que acontece nas redes. Farejamos uns aos outros, ofertamos um like e, de imediato, ganhamos um amigo que não sabe nada de profundo sobre nós, e provavelmente nunca saberá. A diferença - a favor do cachorro - é que este está realmente por perto, todos os dias, e é sensível aos nossos estados de ânimo, tornando- se íntimo a seu modo. Já alguns seres humanos seguem outros seres humanos sem que jamais venham a pertencer à vida um do outro, inaugurando uma nova intimidade: a que não existe de modo nenhum.
Martha Medeiros https://www,revistaversar.com.br'redes-sociais-intimidade/ - (com adaptações)
Em “Mas não estou sentada a seu lado no sofá e nem mesmo sei quem ele é; [...]" (4º§), os vocábulos em destaque apresentam, respectivamente, os seguintes valores semânticos:
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