Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 4 10768745
COLUNI/UFV 1° Dia 2014Leia os dois textos abaixo, referentes à questão, os quais abordam um assunto em comum: miséria.
I - “Vivia para a família. Falava pouco, tinha o semblante pensativo. Quando comia, muitas vezes a irmã tirava o melhor pedaço do seu prato para dar a uma das crianças, e ele sempre permitia. Mas seu trabalho e o da irmã eram insuficientes para sustentar uma família tão grande. A miséria aumentou. Certo ano, em um inverno rigoroso, Jean Valjean não encontrou trabalho. A família ficou sem pão. Sem pão. Exatamente como está escrito. Sete crianças. Em uma noite de domingo, o padeiro da aldeia ouviu uma pancada na vidraça gradeada. Correu. Chegou a tempo de ver um braço passando por uma abertura feita por um murro na vidraça. O braço pegou um pão. O padeiro perseguiu o ladrão, que tentava fugir. Era Jean Valjean.” (Cap.3. O Roubo)
II - “Sem dinheiro, homem é preso após roubar leite para alimentar filha recém-nascida. Policiais ainda tentaram pagar o produto, mas a gerência de supermercado não aceitou. Um homem foi preso na tarde da segunda-feira, (29), acusado de roubo em um supermercado localizado em um dos trechos da Avenida Durval de Góes Monteiro, no bairro do Tabuleiro, parte alta de Macéio. Edilson José da Silva Júnior, 27, sem residência fixa, foi preso acusado de ter roubado três pacotes de leite em pó do estabelecimento. Em depoimento, na Central da Polícia, Edilson revelou que não tinha dinheiro e sem opção em conseguir alimento para uma filha recém-nascida, foi „obrigado‟ a roubar. Mas a versão do preso não sensibilizou a gerência do supermercado que não retirou a queixa e Edilson terminou autuado em flagrante pelo crime de roubo.”
(Disponível em: http://wwwriachueloemacao.blogspot.com.br/2012/10/homem-foi-preso-apos-ter-roubado-uma.html. Acesso em: 02 jul.2013.)
No texto I, o narrador manifesta a sua indignação em relação às difíceis circunstâncias vividas pela família.
Tal sentimento fica claramente expresso no trecho:
Questão 3 10768744
COLUNI/UFV 1° Dia 2014Leia os dois textos abaixo, referentes à questão, os quais abordam um assunto em comum: miséria.
I - “Vivia para a família. Falava pouco, tinha o semblante pensativo. Quando comia, muitas vezes a irmã tirava o melhor pedaço do seu prato para dar a uma das crianças, e ele sempre permitia. Mas seu trabalho e o da irmã eram insuficientes para sustentar uma família tão grande. A miséria aumentou. Certo ano, em um inverno rigoroso, Jean Valjean não encontrou trabalho. A família ficou sem pão. Sem pão. Exatamente como está escrito. Sete crianças. Em uma noite de domingo, o padeiro da aldeia ouviu uma pancada na vidraça gradeada. Correu. Chegou a tempo de ver um braço passando por uma abertura feita por um murro na vidraça. O braço pegou um pão. O padeiro perseguiu o ladrão, que tentava fugir. Era Jean Valjean.” (Cap.3. O Roubo)
II - “Sem dinheiro, homem é preso após roubar leite para alimentar filha recém-nascida. Policiais ainda tentaram pagar o produto, mas a gerência de supermercado não aceitou. Um homem foi preso na tarde da segunda-feira, (29), acusado de roubo em um supermercado localizado em um dos trechos da Avenida Durval de Góes Monteiro, no bairro do Tabuleiro, parte alta de Macéio. Edilson José da Silva Júnior, 27, sem residência fixa, foi preso acusado de ter roubado três pacotes de leite em pó do estabelecimento. Em depoimento, na Central da Polícia, Edilson revelou que não tinha dinheiro e sem opção em conseguir alimento para uma filha recém-nascida, foi „obrigado‟ a roubar. Mas a versão do preso não sensibilizou a gerência do supermercado que não retirou a queixa e Edilson terminou autuado em flagrante pelo crime de roubo.”
(Disponível em: http://wwwriachueloemacao.blogspot.com.br/2012/10/homem-foi-preso-apos-ter-roubado-uma.html. Acesso em: 02 jul.2013.)
Em contraste com o texto II, na estruturação do texto I, destacam-se:
Questão 2 10768743
COLUNI/UFV 1° Dia 2014Observe o enunciado abaixo:
Discordo do nobre colega... A Miséria é um bem inalienável.
Assinale a alternativa em que a substituição da palavra destacada NÃO traz prejuízo de sentido:
Questão 1 10768742
COLUNI/UFV 1° Dia 2014Analise os textos abaixo para responder a questão.
Texto I
miserável
(latim miserabilis, -e)
adj. 2 g.
1. Que é muito pobre. ≠ ABASTADO, OPULENTO, RICO
2. Que não tem valor. = INSIGNIFICANTE, RELES
3. Que tem dimensões muito pequenas. = ÍNFIMO
adj. 2 g. s. 2 g.
4. Que ou quem vive na miséria. = INDIGENTE, POBRE
5. Que ou o que desperta compaixão. = DESGRAÇADO, INFELIZ, MÍSERO ≠ FELIZ
6. Que ou o que inspira desprezo. = DESPREZÍVEL, TORPE, VIL
(FERREIRA, A.B.H. Aurélio século XXI: o dicionário de Lingua Portuguesa. 3 ed. Ver. E ampl. Rio e Janeiro: Nova Fronteira, 1999.)
Texto II

Disponível em: http://www.granjahoje.com/2011/03/charge-do-dia-%E2%80%9Cos-miseraveis%E2%80%9D/. Acesso em 11 Jul. 2013.)
Analisando a definição de Miserável no texto I e os efeitos de sentido sugeridos no texto II é CORRETO afirmar que:
I - o significado 1 do primeiro texto é confirmado na oração “Somos isentos porque somos miseráveis...”
II - o significado 3 do primeiro texto é explicitado em “(...) miseráveis porque somos isentos.”
III - o significado 1 do primeiro texto é confirmado na oração “Somos isentos porque somos miseráveis”, assim como o significado 2 do primeiro texto é confirmado em “(...) miseráveis porque somos insentos”.
Estão CORRETAS as afirmativas:
Questão 6 10742085
UTFPR Verão 2014/2Brasil, qual é a tua cara?
O Brasil já nasceu com identidade, por causa de sua natureza privilegiada, suas riquezas naturais, a miscigenação linda que dá um colorido maravilhoso a esse povo e faz parte de nossa cultura. É um povo bonito, não tem povo tão bonito. [...] Isso tem a ver com a nossa simplicidade, a nossa alegria, uma beleza que vem de dentro para fora. Mas, nas últimas décadas, tem havido tanta miséria, tanta injustiça social, tanta falta de esperança, que a identidade acaba até ficando confusa. Não dá para achar traços de identidade de alguém que está passando fome, que não pode ir à escola, que não sabe a quem recorrer na hora em que fica doente, que não consegue emprego para se sus- tentar de forma digna. Essa pessoa simplesmente perde a identidade e passa a ser o que dá. Então, como a gente vai achar a nossa identidade no meio disso? [...] Será que a injustiça é parte da nossa identidade? Ou que brasileiro gosta de ser miserável, de ver suas crianças sem condições de ter um futuro? Claro que não. O problema é que essa situação gera tanta incerteza que a gente já nem sabe quem a gente é. Às vezes o Brasil parece país de Primeiro Mundo. Às vezes, o de último. Só na hora em que o governo se preocupar realmente em dar mais educação e emprego às pessoas poderemos voltar a pensar sobre uma identidade. Que ela existe, existe, mas anda bem maltratada.
Por Renato Aragão / comediante e embaixador do Unicef no Brasil (Revista Porto Seguro Brasil. São Paulo: Abril, ano 2, n. 8. p. 36).
A respeito da linguagem do texto, considere as seguintes afirmativas:
I) O autor emprega o pronome possessivo nossa para se incluir na expressão povo brasileiro.
II) O pronome relativo alguém se refere a qualquer pessoa que passe fome.
III) A expressão a gente poderia ser substituída pelo pronome pessoal nós sem alterar o sentido.
Está(ão) correta(s) apenas:
Questão 4 10742077
UTFPR Verão 2014/2Brasil, qual é a tua cara?
O Brasil já nasceu com identidade, por causa de sua natureza privilegiada, suas riquezas naturais, a miscigenação linda que dá um colorido maravilhoso a esse povo e faz parte de nossa cultura. É um povo bonito, não tem povo tão bonito. [...] Isso tem a ver com a nossa simplicidade, a nossa alegria, uma beleza que vem de dentro para fora. Mas, nas últimas décadas, tem havido tanta miséria, tanta injustiça social, tanta falta de esperança, que a identidade acaba até ficando confusa. Não dá para achar traços de identidade de alguém que está passando fome, que não pode ir à escola, que não sabe a quem recorrer na hora em que fica doente, que não consegue emprego para se sus- tentar de forma digna. Essa pessoa simplesmente perde a identidade e passa a ser o que dá. Então, como a gente vai achar a nossa identidade no meio disso? [...] Será que a injustiça é parte da nossa identidade? Ou que brasileiro gosta de ser miserável, de ver suas crianças sem condições de ter um futuro? Claro que não. O problema é que essa situação gera tanta incerteza que a gente já nem sabe quem a gente é. Às vezes o Brasil parece país de Primeiro Mundo. Às vezes, o de último. Só na hora em que o governo se preocupar realmente em dar mais educação e emprego às pessoas poderemos voltar a pensar sobre uma identidade. Que ela existe, existe, mas anda bem maltratada.
Por Renato Aragão / comediante e embaixador do Unicef no Brasil (Revista Porto Seguro Brasil. São Paulo: Abril, ano 2, n. 8. p. 36).
Em relação ao emprego das classes gramaticais no texto, assinale a afirmativa correta.
06
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