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Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto

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Questão 36 15291703
Fácil 00:00

CMB 1 Ano 2024
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Gramática Leitura e Interpretação de Texto
  • Coesão (elem. coesivos) e Coerência Semântica
  • Parônimos
  • Exibir tags
Resolução comentada

Após a leitura do Texto, responda à questão.

 

TEXTO 4

Solidário ou Solitário?

Ederson Peka

 

[1] Se eu fizesse uma canção

Cantando o abraço do amigo,

Me estenderias tua mão

E cantarias comigo?

 

[5] Se eu abrisse o coração

Num elogio ao amor,

Somarias tua visão

Ao que eu pudesse compor?

 

Se eu escolhesse o caminho

[10] Sem retorno da poesia,

Será que iria sozinho?

 

E o mundo ignoraria

Os meus versos de carinho?

Ou tu me acompanharias?

Solidário ou solitário. Disponível em: https://sitedepoesias.com/poesias/22028-solidario-ou-solitario. Acesso em: 8 Jul 24.

O título do soneto de Ederson Peka apresenta dois vocábulos com sonoridades muito próximas, obtendo, assim, um contraste entre duas palavras parecidas.

 

Ao articular o título com o conteúdo do poema é possível inferir que:

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Questão 35 15291671
Fácil 00:00

CMB 1 Ano 2024
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto Morfologia
  • Coesão (elem. coesivos) e Coerência Verbos
  • Exibir tags
Resolução comentada

Após a leitura do Texto, responda à questão.

 

TEXTO 4

Solidário ou Solitário?

Ederson Peka

 

[1] Se eu fizesse uma canção

Cantando o abraço do amigo,

Me estenderias tua mão

E cantarias comigo?

 

[5] Se eu abrisse o coração

Num elogio ao amor,

Somarias tua visão

Ao que eu pudesse compor?

 

Se eu escolhesse o caminho

[10] Sem retorno da poesia,

Será que iria sozinho?

 

E o mundo ignoraria

Os meus versos de carinho?

Ou tu me acompanharias?

Solidário ou solitário. Disponível em: https://sitedepoesias.com/poesias/22028-solidario-ou-solitario. Acesso em: 8 Jul 24.

O vocábulo "compor", do 8º verso do poema "Solidário ou solitário?", pode ser substituído, sem alterar o sentido do verso, pela palavra:

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Questão 34 15291668
Fácil 00:00

CMB 1 Ano 2024
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto
  • Coesão (elem. coesivos) e Coerência Figuras de Linguagem
  • Exibir tags
Resolução comentada

Após a leitura do Texto 3, responda à questão.

 

ТЕХТО 3

Mãos Dadas

Carlos Drummond de Andrade

 

[1] Não serei o poeta de um mundo caduco.

Também não cantarei o mundo futuro.

Estou preso à vida e olho meus companheiros.

Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.

[5] Entre eles, considero a enorme realidade.

O presente é tão grande, não nos afastemos.

Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas

 

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história.

Não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela.

[10] Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida.

Não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,

A vida presente.

Sentimento do mundo. Disponível emhttps://umprofessorle.com.br/2018/03/31/maos-dadas/. Acesso em 8 jul. 24.

No que se refere à interpretação dos versos, é coerente afirmar que:

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Questão 33 15291657
Fácil 00:00

CMB 1 Ano 2024
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto
  • Coesão (elem. coesivos) e Coerência Figuras de Linguagem
  • Exibir tags
Resolução comentada

Após a leitura do Texto 3, responda à questão.

 

ТЕХТО 3

Mãos Dadas

Carlos Drummond de Andrade

 

[1] Não serei o poeta de um mundo caduco.

Também não cantarei o mundo futuro.

Estou preso à vida e olho meus companheiros.

Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.

[5] Entre eles, considero a enorme realidade.

O presente é tão grande, não nos afastemos.

Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas

 

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história.

Não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela.

[10] Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida.

Não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,

A vida presente.

Sentimento do mundo. Disponível emhttps://umprofessorle.com.br/2018/03/31/maos-dadas/. Acesso em 8 jul. 24.

Em relação aos efeitos dos recursos verbais empregados pelo eu lírico no poema Mãos Dadas, é correto afirmar que:

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Questão 32 15291607
Fácil 00:00

CMB 1 Ano 2024
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto
  • Coesão (elem. coesivos) e Coerência Figuras de Linguagem
  • Exibir tags
Resolução comentada

Após a leitura do Texto 3, responda à questão.

 

ТЕХТО 3

Mãos Dadas

Carlos Drummond de Andrade

 

[1] Não serei o poeta de um mundo caduco.

Também não cantarei o mundo futuro.

Estou preso à vida e olho meus companheiros.

Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.

[5] Entre eles, considero a enorme realidade.

O presente é tão grande, não nos afastemos.

Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas

 

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história.

Não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela.

[10] Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida.

Não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,

A vida presente.

Sentimento do mundo. Disponível emhttps://umprofessorle.com.br/2018/03/31/maos-dadas/. Acesso em 8 jul. 24.

Nos versos 8 a 11, o eu lírico se nega a cantar a temática da mulher; de uma história; de suspiros ao anoitecer; a paisagem vista da janela; não distribuirá entorpecentes nem cartas de suicida; não fugirá para ilhas e nem será raptado por serafins.

 

Articulando esses versos com os demais do poema, fica plausível interpretar que o eu lírico:

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Questão 27 15291384
Fácil 00:00

CMB 1 Ano 2024
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto
  • Coesão (elem. coesivos) e Coerência Gêneros textuais - Verbais/Narrativos
  • Conto
  • Exibir tags
Resolução comentada

Após a leitura do Texto 1, responda à questão.

 

TEXTO 1

Natal na barca

Lígia Fagundes Telles

 

[1]    Não quero nem devo lembrar aqui por que me encontrava naquela barca. Só sei que em redor

tudo era silêncio e treva. E que me sentia bem naquela solidão. Na embarcação desconfortável, tosca,

apenas quatro passageiros. Uma lanterna nos iluminava com sua luz vacilante: um velho, uma mulher

com uma criança e eu.

[5]    O velho, um bêbado esfarrapado, deitara-se de comprido no banco, dirigira palavras amenas a um

vizinho invisível e agora dormia. A mulher estava sentada entre nós, apertando nos braços a criança, que

estava enrolada em panos. Era uma mulher jovem e pálida. O longo manto escuro que lhe cobria a cabeça

dava-lhe o aspecto de uma figura antiga.

    Pensei em falar-lhe assim que entrei na barca. Mas já devíamos estar quase no fim da viagem e

[10] até aquele instante não me ocorrera dizer-lhe qualquer palavra. Nem combinava mesmo com uma barca

tão despojada, tão sem artificios, a ociosidade de um diálogo. [...]

    Debrucei-me na grade de madeira carcomida. Acendi um cigarro. Ali estávamos os quatro,

silenciosos como mortos num antigo barco de mortos deslizando na escuridão. Contudo, estávamos

vivos. E era Natal.

[15]    A caixa de fósforos escapou-me das mãos e quase resvalou para o rio. Agachei-me para apanhá-

la. Sentindo então alguns respingos no rosto, inclinei-me mais até mergulhar as pontas dos dedos na

água.

     – Tão gelada - estranhei, enxugando a mão.

     – Mas de manhã é quente. [...]

[20] Voltei-me para a mulher que embalava a criança e me observava com um meio sorriso. Sentei-

me no banco ao seu lado. Tinha belos olhos claros, extraordinariamente brilhantes. [...]

     – De manhã esse rio é quente - insistiu ela, me encarando.

     – Quente?

     – Quente e verde, tão verde que a primeira vez que lavei nele uma peça de roupa pensei que a

[25] roupa fosse sair esverdeada. E a primeira vez que vem por estas bandas?

     Desviei o olhar para o chão de largas tábuas gastas. E respondi com outra pergunta:

     – Mas a senhora mora aqui perto?

     – Em Lucena. Já tomei esta barca não sei quantas vezes, mas não esperava que justamente hoje...

     – Seu filho?

[30]– É. Está doente, vou ao especialista, o farmacêutico de Lucena achou que eu devia ver um

médico hoje mesmo. Ainda ontem estava bem, mas piorou de repente. [...]

     – É o caçula? [...]

     – É o único. O meu primeiro morreu o ano passado. Subiu no muro, estava brincando de mágico

quando de repente avisou, vou voar! E atirou-se. A queda não foi grande, o muro não era alto; caiu,

[35] contudo, de um tal jeito... Tinha pouco mais de quatro anos. [...]

    Levantei-me. Eu queria ficar só naquela noite, sem lembranças, sem piedade, mas os laços (os

tais laços humanos) já ameaçavam me envolver. Eu conseguira evitá-los até aquele instante. E agora não

tinha forças para rompê-los. [...]

    Ela contava as sucessivas desgraças na sua vida com tamanha calma, num tom de quem relata

[40] fatos sem ter realmente participado deles. Como se não bastasse a pobreza que espiava pelos remendos

da sua roupa, perdera o filhinho, o marido, via pairar uma sombra sobre o segundo filho que ninava nos

braços. E ali estava sem a menor revolta, confiante. Apatia? Não, não podiam ser de uma apática aqueles

olhos vivíssimos, aquelas mãos enérgicas. Inconsciência? Uma certa irritação me fez andar.

    – A senhora é conformada.

[45]– Tenho fé, dona. Deus nunca me abandonou.

    – Deus - repeti vagamente.

    – A senhora não acredita em Deus?

    – Acredito -murmurei. E ao ouvir o som débil da minha afirmativa, sem saber por quê,

perturbei-me. Agora entendia. Aí estava o segredo daquela segurança, daquela calma. Era a tal fé que

[50] removia montanhas...[...]

    E começou com voz quente de paixão:

     – Foi logo depois da morte do meu menino. Acordei uma noite tão desesperada que saí pela rua

afora, enfiei um casaco e saí descalça e chorando feito louca, chamando por ele! Sentei num banco do

jardim onde toda tarde ele ia brincar. [...] Quando fiquei sem lágrimas, encostei a cabeça no banco e

[55] sei como dormi. Então sonhei e no sonho Deus me apareceu, quer dizer, senti que ele pegava a minha

mão com sua mão de luz. E vi o meu menino brincando com o Menino Jesus no jardim do Paraíso. Era

tamanha sua alegria que acordei rindo também, com o sol batendo em mim.

     Fiquei sem saber o que dizer. Esbocei um gesto e em seguida, apenas para fazer alguma coisa,

levantei a ponta do xale que cobria a cabeça da criança. Deixei cair o xale novamente e voltei-me para

[60] rio. O menino estava morto. Entrelacei as mãos para dominar o tremor que me sacudiu. Estava morto.

[...]

    – Estamos chegando- anunciou a mulher, que se agitou atrás de mim.

    Apanhei depressa minha pasta. O importante agora era sair, fugir antes que ela descobrisse, correr

para longe daquele horror. Diminuindo a marcha, a barca fazia uma larga curva antes de atracar. [...]

[65]  Aproximei-me evitando encará-la.

    – Acho melhor nos despedirmos aqui - disse atropeladamente, estendendo a mão.

    Ela pareceu não notar meu gesto. Levantou-se e fez um movimento como se fosse apanhar a

sacola. Ajudei-a, mas ao invés de apanhar a sacola que lhe estendi, antes mesmo que eu pudesse impedi-

lo, afastou o xale que cobria a cabeça do filho.

[70]– Acordou o dorminhoco! E olha aí, deve estar agora sem nenhuma febre. [...]

    – Acordou?!

    Ela sorriu:

    – Veja...

    Inclinei-me. A criança abrira os olhos – aqueles olhos que eu vira cerrados tão definitivamente.

[75] [...] Fiquei olhando sem conseguir falar.

    – Então, bom Natal! - disse ela, enfiando a sacola no braço.

    Sob o manto preto, de pontas cruzadas e atiradas para trás, seu rosto resplandecia. Apertei-lhe a

mão vigorosa e acompanhei-a com o olhar até que ela desapareceu na noite. [...] Saí por último da barcа.

Duas vezes voltei-me ainda para ver o rio. E pude imaginá-lo como seria de manhã cedo: verde e quente.

[80] Verde e quente.

Natal na barca. Disponível em: https://contobrasileiro.com.br/natal-na-barca-conto-de-lygia-fagundes-telles/. Acesso em: 19 jun. 2024. (Com adaptações)

A respeito do emprego dos operadores textuais e seus valores semântico-discursivos, é correto afirmar que

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