Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 39 168906
IFRS 2015Idade dos hábitos
[01] Na adolescência, queremos ser diferentes da família e iguais aos colegas e amigos de tribo. Em
[02] casa, não suportamos a repetição. Na rua, não aceitamos a diferença. É por isso que o adolescente
[03] costuma ser chamado de ovelha negra. Quer ser diferente, mas no rebanho. Até certo momento da idade
[04] adulta, queremos novidades, distinções e descobertas. Em algum momento, porém, começa a idade dos
[05] hábitos.
[06] — Que tal sair para jantar?
[07] — Boa ideia!
[08] — Um lugarzinho diferente!
[09] — Ah, não!
[10] — Que mania de ir sempre nos mesmos lugares.
[11] — Os mesmos bons lugares.
[12] […] É a vida. A cada etapa uma mania. Existe a etapa da mania de ganhar dinheiro. E a etapa da
[13] mania de gastar dinheiro. Tem a época de gastar dinheiro em lugares diferentes e a época de gastar
[14] dinheiro sempre no mesmo lugar. O ser humano é um animal de hábitos. O verbo habitar diz tudo. O
[15] apogeu do hábito é não querer mais sair de casa.
SILVA, Juremir Machado da. Correio do Povo, 12 de julho de 2014.
Na frase “Na adolescência, queremos ser diferentes da família e iguais aos colegas e amigos de tribo” (linha 01), o sujeito classifica-se como
Questão 9 168716
IFRJ 2015Esta imagem traz o maior grafite da Ásia, pintado em 2012 em um prédio de 70 metros da cidade de Busan, na Coreia do Sul, pelo artista alemão Hendrik Beikirch, em que está retratada a imagem de um pescador pobre, personagem comum à realidade da população sul-coreana. Ao lado, encontra-se o conjunto de edifícios Haeundae I'Park, prédios residenciais luxuosos, símbolos do rápido desenvolvimento e do acúmulo de riqueza por parte da população do país.

Disponível em: http://publicdelivery.org/asias-tallest-mutal-hendrik-beikirch/. Acesso em: 06 jan. 2015.
Sobre esse trabalho de Beikirch, pode-se entender que
Questão 4 168711
IFRJ 2015Texto I
Arte transforma
Walcyr Carrasco
Nasci numa pequena cidade do interior de São Paulo, Bernardino de Campos. Estruturada em torno da
estrada de ferro, a antiga Sorocabana, onde meu pai trabalhava, a cidade não cresceu de forma expressiva. A
estrada de ferro fechou. O número de habitantes? Cerca de 11 mil. Meus pais se mudaram quando eu tinha 3
anos de idade. Passei todas as minhas férias, quando criança, em Bernardino, na casa de minha avó paterna.
[5] Ainda reconheço ruas e casas. Há muito tempo não tenho nenhum parente bem próximo na cidade. Mas sinto
uma afinidade com Bernardino. Raízes contam na vida de alguém.
Por que falo tudo isso?
Há dez anos fui convidado para participar do primeiro Festival de Teatro de Bernardino de Campos
(Festar), com grupos de várias cidades do interior. Fui, é claro. Gostei de ver o entusiasmo pelas peças, a
[10] alegria dos grupos em participar. Era uma novidade. Conversando com as pessoas, descobri que Bernardino se
transformara numa campeã de suicídios. A tal ponto que, quando alguém ia comprar corda, já diziam, meio
brincando, meio assustados:
— Vai partir desta para melhor?
É que as pessoas sempre se matavam da mesma maneira, se enforcando. Olhei aquelas ruas desertas, onde a
[15] partir das 20 horas nada acontecia, e pensei:
— Que esperança, que perspectiva de vida há aqui?
Os anos se passaram, e não voltei à cidade. Para minha surpresa, no último fim de semana fui convidado a
participar da nova edição do Festar, agora comemorando dez anos. É de admirar um festival de teatro no
interior que dura dez anos. Fui bem contente. Ao chegar, descobri que Bernardino continua com suas
[20] dificuldades econômicas. Mas o prefeito apoia as artes. A Secretaria de Cultura já montou uma escola de
dança para crianças e adolescentes — totalmente gratuita. Criou-se um baile para a terceira idade que, soube,
bomba todos os fins de semana. Durante a semana do festival, as peças, infantis e adultas, tiveram casa cheia,
mesmo às 23 horas, um dos horários de apresentação. Esperava, inicialmente, textos ingênuos, bem
amadores. Preconceito meu. Entre os principais, havia Casa de bonecas, de Ibsen, sobre a independência e a
[25] dignidade da mulher; Pterodáctilos, criação de um grupo de Registro que vem arrebatando prêmios em
festivais; e a peça Um pequeno animal selvagem, do grupo Os Cogitadores, de São José do Rio Preto, escrita
por Zeno Wilde, autor paulista de vanguarda que já morreu. Era uma montagem forte, intensa, que não ficou
em cima do muro. Pelo contrário, os atores não tiveram medo de chocar. Surpreso, pensei: Arte não é só para
encantar, também pode chocar, abrir uma janela para um universo que os espectadores não conhecem.
[30] Aplaudi a peça de pé.
Em certo momento, nas conversas, perguntei sobre os casos de depressão e suicídio. Estranharam. Alguém
lembrou que isso acontecia, sim, em Bernardino há um certo tempo, mas agora não se ouve mais falar. Óbvio.
As pessoas estão criando! Mexer com as cabeças não é tão tangível como construir um viaduto. Vi essas
pessoas convivendo com música, teatro, dança, trocando experiências. A arte tem um profundo poder de
[35] transformação. É um lindo caminho, que começa a acontecer. E que com certeza cria novas consciências e um
jeito novo de viver.
Disponível em: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/walcyr-carrasco/noticia/2014/08/barteb-transforma.html . Acesso em: 05 jan. 2015. (Adaptação)
[...] Criou-se um baile para a terceira idade que, soube, bomba todos os fins de semana.( l. 21-22)
Nesse trecho, destacou-se uma palavra que foi empregada coloquialmente. Essa palavra, no contexto, confere ao enunciado um valor
Questão 18 166829
IFRN 2015TEXTO

Assinale a opção em que a reescritura do enunciado do Texto mantém seu sentido.
Questão 46 165621
IFGO 2015
Ao utilizar-se da ironia para dialogar com o adulto, a criança insinua que
Questão 8 165580
IFGO 2015Texto 02
Pneu furado
Luís Fernando Veríssimo
O carro estava encostado no meio-fio, com um pneu furado. De pé, ao lado do carro, olhando desconsoladamente para o pneu, uma moça muito bonitinha. Tão bonitinha que atrás parou outro carro e dele desceu um homem dizendo: “Pode deixar”. Ele trocaria o pneu.
- Você tem macaco?
– perguntou o homem.
- Não – respondeu a moça.
- Tudo bem, eu tenho
– disse o homem.
– Você tem estepe?
- Não – disse a moça.
- Vamos usar o meu
– disse o homem.
E pôs-se a trabalhar, trocando o pneu, sob o olhar da moça. Terminou no momento em que chegava o ônibus que a moça estava esperando. Ele ficou ali, suando, de boca aberta, vendo o ônibus se afastar. Dali a pouco chegou o dono do carro.
- Puxa, você trocou o pneu pra mim. Muito obrigado.
- É. Eu … Eu não posso ver pneu furado. Tenho que trocar.
- Coisa estranha.
- É uma compulsão. Sei lá.
Disponível em: . Acesso em: 19 Nov. 2014.
O texto pode ser definido como
06
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