Questões de EFAF Português
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Questão 8357508
AUTORAIS Autorais 6EF Parceiros2019LP 2019Leia o texto para responder à questão.
A Arca dos Bichos
(Fragmento)
— Lotação esgotada! — berrou Noé, recolhendo a prancha e fechando com pressa a porta de sua enorme arca.
Acontece que vários bichos continuavam do lado de fora.
— Não nos deixe aqui, Noé! — implorava um coelho cinzento. Precisamos entrar na arca também...
— Já está começando a chover — choramingou um porco.
— Não posso, não posso. É só um casal de cada espécie — insistiu Noé, e ordenou a partida.
Em pouco tempo, a arca zarpou para esperar o dilúvio.
— Compre aqui galochas e guarda-chuvas para a grande chuva! — anunciavam no cais os urubus, transformados em vendedores ambulantes.
Os bichos que ficaram de fora estavam desolados. De repente, outra arca apareceu na frente deles.
— Ei, o que é isso?
Era uma arca de segunda que tinha chegado no cais. A prancha desceu e quase pegou o rabo de um macaco meio distraído.
— Olá, amigos! Eu me chamo Zé e esta é a minha arca. Podem entrar, aceito qualquer tipo de pagamento, de passe a vale-transporte. É pagar e entrar!
Zé explicou que era dono de uma frota de ônibus. Ao saber da chuvarada que estava para cair, percebeu o negócio mais rentável. Vendeu os ônibus e comprou a arca.
— Isso não está me cheirando bem! — disse o Gambá.
(Quando estão assustados ou irritados, os gambás produzem um cheiro repugnante que pode ser sentido a uma distância de 800 metros.)
Ninguém deu bola pro Gambá. O embarque virou uma festa geral. Foi só o tempo de todos entrarem na arca para o pé d’água cair.
DUARTE, Marcelo. A arca dos bichos. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1999. p.8-9. Fragmento.
A frase “Isso não está me cheirando bem!” indica
Questão 8357507
AUTORAIS Autorais 6EF Parceiros2019LP 2019Leia o texto para responder à questão.
A mula-sem-cabeça
— Onde houver um pequeno ajuntamento de casas rodeando uma igreja, com noites silenciosas e escuras, haverá casos de aparição da Mula-sem-Cabeça.
Dizem que é uma mulher que namorou um padre e, por isso, foi castigada. Toda passagem da noite de quinta para sexta-feira, ela vai até uma encruzilhada e ali acontece o encantamento. Depois, tem que percorrer sete freguesias ao longo daquela noite. (Freguesias eram pequenos povoados, no Brasil de antigamente.)
Mas veja que estranho: "Mula-sem-Cabeça" é só o nome desse mito. Na verdade, de acordo com as histórias que o povo conta, ela aparece como um animal inteiro, forte, lançando fogo pelas narinas e pela boca, onde tem freios de ferro. Nas noites de cumprir sua punição, ouve-se o seu galope violento, acompanhado de longos relinchos. Em alguns momentos, soluça como uma pessoa quando chora. Ninguém põe o pé fora de casa nessas noites.
Se alguém, bastante corajoso, tirar os freios de sua boca, o encanto se quebrará, e a Mula-sem-Cabeça voltará a ser gente, livre para sempre da maldição que a castiga.
Fonte: XAVIER, Marcelo. A mula-sem-cabeça. In: MITOS: o folclore do Mestre André. Belo Horizonte: Formato Editorial, 1997. p. 22
Em “Se alguém, bastante corajoso, tirar os freios de sua boca, o encanto se quebrará”, o trecho em negrito significa o mesmo que
Questão 8357506
AUTORAIS Autorais 6EF Parceiros2019LP 2019Leia o texto para responder à questão.
No povoado, a festa mais bonita do Natal era no sítio de João Raimundo, o lavrador que fazia anualmente a maior colheita do algodão.
Festa de papouco (1). Brincava-se, cantava-se e dançava-se dois dias e duas noites.
Nos lugarejos da roça, o Natal é a grande quadra dos “sambas” (2). Em toda palhoça uma festa.
Violas, sanfonas e cavaquinhos enchem de música todos os terreiros.
O “samba” do João Raimundo começava ao amanhecer de 24 de dezembro. Mal o sol ia apontando no céu quando ronqueiras (3) estrondeavam nos ares...
A festa do João Raimundo tinha fama por aquelas redondezas.
Convidavam-se os melhores tocadores de viola. Apareciam dois ou quatro cantadores para o desafio (4).
Fonte: CORRÊA, Viriato. Cazuza. São Paulo: Cia Ed. Nacional, 1979.
GLOSSÁRIO
(1) Papouco ou pipouco – ruído, festa de estrondo.
(2) Samba – festa de roça, em que se dança. Só no Sul do Brasil significa determinada espécie de música.
(3) Ronqueira – cano de ferro, cheio de pólvora, que se faz detonar por ocasião das festas.
(4) Desafio – duelo em versos improvisados, ao som da viola.
Qual título pode ser dado ao texto, de acordo com o tema central?
Questão 8357505
AUTORAIS Autorais 6EF Parceiros2019LP 2019Leia o texto para responder à questão.
Carta
Lorelai:
Era tão bom quando eu morava lá na roça. A casa tinha um quintal com milhões de coisas, tinha até um galinheiro. Eu conversava com tudo quanto era galinha, cachorro, gato, lagartixa, eu conversava com tanta gente que você nem imagina, Lorelai. Tinha árvore para subir, rio passando no fundo, tinha cada esconderijo tão bom que a gente podia ficar escondida a vida toda que ninguém achava. Meu pai e minha mãe viviam rindo, andavam de mão dada, era uma coisa muito legal da gente ver. Agora tá tudo diferente: eles vivem de cara fechada, brigam à toa, discutem por qualquer coisa. E depois, toca todo mundo a ficar emburrando. Outro dia eu perguntei: o que é que tá acontecendo que toda hora tem briga" Sabe o que é que eles falaram" Que não era assunto para criança. E o pior é que esse negócio de emburramento em casa me dá uma aflição danada. Eu queria tanto achar um jeito de não dar mais bola pra briga e pra cara amarrada. Será que você não acha um jeito pra mim?
Um beijo da Raquel. (...)
Fonte: NUNES, Lygia Bojunga. A bolsa amarela. 31. ed. Rio de Janeiro: Agir, 1998.
De acordo com a carta, no trecho “Agora tá tudo diferente: eles vivem de cara fechada, brigam à toa...”, a palavra destacada refere-se
Questão 8357503
AUTORAIS Autorais 6EF Parceiros2019LP 2019O rato do mato e o rato da cidade
Um ratinho da cidade foi uma vez convidado para ir à casa de um rato do campo. Vendo que seu companheiro vivia pobremente de raízes e ervas, o rato da cidade convidou-o a ir morar com ele:
— Tenho muita pena da pobreza em que você vive — disse.
— Venha morar comigo na cidade e você verá como lá a vida é mais fácil.
Lá se foram os dois para a cidade, onde se acomodaram numa casa rica e bonita.
Foram logo à despensa e estavam muito bem, se empanturrando de comidas fartas e gostosas, quando entrou uma pessoa com dois gatos, que pareceram enormes ao ratinho do campo.
Os dois ratos correram espavoridos para se esconder.
— Eu vou para o meu campo — disse o rato do campo quando o perigo passou.
— Prefiro minhas raízes e ervas na calma, às suas comidas gostosas com todo esse susto. Mais vale magro no mato que gordo na boca do gato.
Na frase “Lá se foram os dois para a cidade”, o autorABREU, A. R. et al. Alfabetização: livro do aluno. 2. ed. Brasília: FUNDESCOLA: SEF, MEC, 2000. v. 2.
Questão 8357502
AUTORAIS Autorais 6EF Parceiros2019LP 2019O rato do mato e o rato da cidade
Um ratinho da cidade foi uma vez convidado para ir à casa de um rato do campo. Vendo que seu companheiro vivia pobremente de raízes e ervas, o rato da cidade convidou-o a ir morar com ele:
— Tenho muita pena da pobreza em que você vive — disse.
— Venha morar comigo na cidade e você verá como lá a vida é mais fácil.
Lá se foram os dois para a cidade, onde se acomodaram numa casa rica e bonita.
Foram logo à despensa e estavam muito bem, se empanturrando de comidas fartas e gostosas, quando entrou uma pessoa com dois gatos, que pareceram enormes ao ratinho do campo.
Os dois ratos correram espavoridos para se esconder.
— Eu vou para o meu campo — disse o rato do campo quando o perigo passou.
— Prefiro minhas raízes e ervas na calma, às suas comidas gostosas com todo esse susto. Mais vale magro no mato que gordo na boca do gato.
O narrador da fábula “O rato do mato e o rato da cidade” éABREU, A. R. et al. Alfabetização: livro do aluno. 2. ed. Brasília: FUNDESCOLA: SEF, MEC, 2000. v. 2.
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