Questões de EFAF Português
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Questão 8379933
AUTORAIS POR 6AF 004 ENU008 2019O sapo e o escorpião
Era uma vez um sapo e um escorpião que estavam parados à margem de um rio.
— Você me carrega nas costas para eu poder atravessar o rio? — perguntou o escorpião ao sapo.
— De jeito nenhum. Você é a mais traiçoeira das criaturas. Se eu te ajudar, você me mata em vez de me agradecer.
— Mas, se eu te picar com meu veneno — respondeu o escorpião com uma voz terna e doce —, morro também. Me dê uma carona. Prometo ser bom, meu amigo sapo.
O sapo concordou.
Durante a travessia do rio, porém, o sapo sentiu a picada mortal do escorpião.
— Por que você fez isso, escorpião? Agora nós dois morreremos afogados! — disse o sapo.
E o escorpião simplesmente respondeu:
— Porque esta é a minha natureza, meu amigo sapo. E eu não posso mudá-la.
Qual das frases a seguir pode servir de moral desse texto?PRIETO. Heloisa. O livro dos medos. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1998. p. 25.
Questão 8379441
AUTORAIS POR 6AF 010 ENU007 2019O Melhor Amigo
A mãe estava na sala, costurando. O menino abriu a porta da rua, meio ressabiado, arriscou um passo para dentro e mediu cautelosamente a distância. Como a mãe não se voltasse, para vê-lo, deu uma corridinha em direção de seu quarto.
– Meu filho? – gritou ela.
– O que é – respondeu, com o ar mais natural que lhe foi possível.
– Que é que você está carregando aí?
Como podia ter visto alguma coisa, se nem levantara a cabeça? Sentindo-se perdido, tentou ainda ganhar tempo.
– Eu? Nada...
– Está sim. Você entrou carregando uma coisa.
Pronto: estava descoberto. Não adiantava negar – o jeito era procurar comovê-la. Veio caminhando desconsolado até a sala, mostrou à mãe o que estava carregando:
– Olha aí, mamãe: é um filhote...
Seus olhos súplices aguardavam a decisão.
– Um filhote" Onde é que você arranjou isso"
– Achei na rua. Tão bonitinho, não é, mamãe?
Sabia que não adiantava: ela já chamava o filhote de isso. Insistiu ainda:
– Deve estar com fome, olha só a carinha que ele faz.
– Trate de levar embora esse cachorro agora mesmo!
– Ah, mamãe… – já compondo uma cara de choro.
– Tem dez minutos para botar esse bicho na rua. Já disse que não quero animais aqui em casa. Tanta coisa para cuidar, Deus me livre de ainda inventar uma amolação dessas.
O menino tentou enxugar uma lágrima, não havia lágrima. Voltou para o quarto, emburrado:
– A gente também não tem nenhum direito nesta casa – pensava. – Um dia ainda faço um estrago louco. Meu único amigo, enxotado desta maneira! Que diabo também, nesta casa tudo é proibido! – gritou, lá do quarto, e ficou esperando a reação da mãe.
– Dez minutos! – repetiu ela, com firmeza.
– Todo mundo tem cachorro, só eu que não tenho.
– Você não é todo mundo.
– Também, de hoje em diante eu não estudo mais, não vou mais ao colégio, não faço mais nada.
– Veremos – limitou-se a mãe, de novo distraída com a sua costura.
– A senhora é ruim mesmo, não tem coração!
– Sua alma, sua palma.
Conhecia bem a mãe, sabia que não haveria apelo: tinha dez minutos para brincar com seu novo amigo, e depois… ao fim de dez minutos, a voz da mãe, inexorável:
– Vamos, chega! Leva esse cachorro embora.
– Ah, mamãe, deixa! – choramingou ainda: – Meu melhor amigo, não tenho mais ninguém nesta vida.
– E eu" Que bobagem é essa, você não tem sua mãe"
– Mãe e cachorro não é a mesma coisa.
– Deixa de conversa: obedece a sua mãe.
Ele saiu, e seus olhos prometiam vingança. A mãe chegou a se preocupar: meninos nessa idade, uma injustiça praticada e eles perdem a cabeça, um recalque, complexos, essas coisas.
– Pronto, mamãe!
E exibia-lhe uma nota de vinte e uma de dez: havia vendido seu melhor amigo por trinta reais.
– Eu devia ter pedido cinquenta, tenho certeza que ele dava! - murmurou, pensativo.
(Adaptado do livro: “A Vitória da Infância” - Fernando Sabino - Editora Ática)
Releia o trecho:
“– A gente também não tem nenhum direito nesta casa – pensava. – Um dia ainda faço um estrago louco. Meu único amigo, enxotado desta maneira! Que diabo também, nesta casa tudo é proibido! – gritou, lá do quarto, e ficou esperando a reação da mãe.”
As palavras destacadas no fragmento anterior são, respectivamente:
Questão 8379319
AUTORAIS POR 6AF 010 ENU012 2019Frozen: Confira entrevista exclusiva com diretores da animação
Por Ana Carolina Addario | Cineclick – qui, 2 de jan de 2014 14:38
Em 1995, quando a aventura dos brinquedos de Andy chegou ao cinema com o lançamento de Toy Story, o mundo percebeu que a indústria de animações estava mudando. Os tradicionais contos de fadas que popularizaram a Disney sentiram a ameaça, já que uma nova gama de personagens e enredos começou a surgir nas telonas. Ainda assim, boas histórias são impassíveis ao tempo e vão sempre encontrar seu público.
Com estreia nacional prevista para a próxima sexta-feira, 3, o longa Frozen - Uma Aventura Congelante é prova de que as fábulas do passado sobrevivem ao tempo e se adaptam ao universo atual, aos valores de seu público. "Sentimos que poderíamos tirar licença para criar algo mais atemporal e oportuno". As palavras são de Chris Buck, veterano do mundo das animações que, ao lado de Jennifer Lee, dirigiu Frozen.
Em entrevista exclusiva ao Cineclick, os diretores contaram detalhes sobre a produção da primeira estreia da Disney do ano e sobre os desafios de adaptar A Rainha da Neve, famoso conto do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen.
Confira!
Cineclick: Frozen foi inspirado em A Rainha da Neve, conto de Christian Andersen. Quais foram os desafios de recriar um conto tão famoso?
Jennifer Lee: O conto original é muito complexo e poético, do qual gostamos muito. Nos inspiramos na história, mas tomamos a liberdade de adaptar para algo mais compatível com o nosso tempo.
Cineclick: A trama mostra como o medo e a negatividade podem mudar sua vida, mas também é uma história sobre vínculos familiares. Há pouco tempo, Valente também explorou este tema. O assunto é uma nova prioridade para o mundo das animações?
Chris Buck: Não acho que o tema família seja algo novo para as animações porque sempre foi algo importante para todos e naturalmente é importante para este filme também. Nesta história, Anna representa o amor e Elsa, o medo. O que as mantém próximas como deve ser uma família é o fato de Anna nunca desistir da irmã, ela está disposta a enfrentar o que for preciso para salvar seu reino e acabar com esse medo que vive dentro de Elsa.
Cineclick: E falando sobre Anna, ela é uma garota durona. Será este o rosto das novas princesas da nossa era?
CB: Acho que o conceito das novas princesas é que elas são mais possíveis de se acreditar, mais parecidas com a gente, conseguimos nos identificar com elas. Embora tenham este título de nobreza no filme, nunca encarei Anna e Elsa como princesas apenas, até porque essa característica jamais as impediria de fazer o que deveriam para vencer no final. Elas erram durante a história, não acertam de primeira.
Cineclick: A maioria dos personagens do filme é engraçada, parece que todos eles compartilham de uma linha de humor na sua construção. Qual é a importância do humor para Frozen?
CB: Sempre buscamos trazer humor o máximo que podemos. Com Anna, estamos falando de Kristen Bell, que é uma atriz muito engraçada e nos ajudou na criação da personagem. Ela fez questão de dar esse tom cômico à personagem, o que ajudou a criar esse ar adorável. E temos também Josh Gad interpretando Olaf, que também participou de sua criação muito de perto e foi responsável por dar aquele ar ingênuo e divertido que vemos na tela.
JL: A parte curiosa de dirigir estes atores era que, muitas vezes, eles nem estavam tentando ser engraçados, mas acabavam passando essa sensação naturalmente. Nós achamos incrível porque eles conseguiram dar um ar engraçado para uma história como esta, que é tão emocional.
Cineclick: Realmente, é um filme muito emocionante, principalmente por causa de suas canções. Como foi o processo de criação da trilha e que tipo de inspiração foi utilizada?
CB: Contamos com uma ótima equipe além de grandes contadores de histórias. Trabalhamos duas horas durante todos os dias por videoconferência para garantir que as canções transmitissem o que esperávamos.
JL: O que mais gosto sobre as canções é que elas conseguem se comunicar diretamente com as crianças, além de complementar lindamente as informações visuais do filme. É um trabalho estético que comunica muito bem internamente, entre si, e também com seu público.
Cineclick: O que as crianças de hoje esperam de um desenho animado?
CB: Elas esperam se divertir, mas também querem se emocionar vendo um filme. Tentamos entreter tanto os pequenos como os mais velhos, mas acho que as crianças continuam esperando uma boa oportunidade para embarcar em uma nova aventura.
(https://br.cinema.yahoo.com/noticias/frozen-confira-entrevista-exclusiva-diretores-anima-163800335.html)
Na frase “Nós achamos incrível porque eles conseguiram dar um ar engraçado para uma história como esta, que é tão emocional.” a conjunção em destaque exprime:Questão 8379304
AUTORAIS POR 6AF 010 ENU008 2019Assinale o pronome de tratamento utilizado para se referir ao rei/rainha:
Questão 8379284
AUTORAIS POR 6AF 010 ENU007 2019O Melhor Amigo
A mãe estava na sala, costurando. O menino abriu a porta da rua, meio ressabiado, arriscou um passo para dentro e mediu cautelosamente a distância. Como a mãe não se voltasse, para vê-lo, deu uma corridinha em direção de seu quarto.
– Meu filho? – gritou ela.
– O que é – respondeu, com o ar mais natural que lhe foi possível.
– Que é que você está carregando aí?
Como podia ter visto alguma coisa, se nem levantara a cabeça? Sentindo-se perdido, tentou ainda ganhar tempo.
– Eu? Nada...
– Está sim. Você entrou carregando uma coisa.
Pronto: estava descoberto. Não adiantava negar – o jeito era procurar comovê-la. Veio caminhando desconsolado até a sala, mostrou à mãe o que estava carregando:
– Olha aí, mamãe: é um filhote...
Seus olhos súplices aguardavam a decisão.
– Um filhote" Onde é que você arranjou isso"
– Achei na rua. Tão bonitinho, não é, mamãe?
Sabia que não adiantava: ela já chamava o filhote de isso. Insistiu ainda:
– Deve estar com fome, olha só a carinha que ele faz.
– Trate de levar embora esse cachorro agora mesmo!
– Ah, mamãe… – já compondo uma cara de choro.
– Tem dez minutos para botar esse bicho na rua. Já disse que não quero animais aqui em casa. Tanta coisa para cuidar, Deus me livre de ainda inventar uma amolação dessas.
O menino tentou enxugar uma lágrima, não havia lágrima. Voltou para o quarto, emburrado:
– A gente também não tem nenhum direito nesta casa – pensava. – Um dia ainda faço um estrago louco. Meu único amigo, enxotado desta maneira! Que diabo também, nesta casa tudo é proibido! – gritou, lá do quarto, e ficou esperando a reação da mãe.
– Dez minutos! – repetiu ela, com firmeza.
– Todo mundo tem cachorro, só eu que não tenho.
– Você não é todo mundo.
– Também, de hoje em diante eu não estudo mais, não vou mais ao colégio, não faço mais nada.
– Veremos – limitou-se a mãe, de novo distraída com a sua costura.
– A senhora é ruim mesmo, não tem coração!
– Sua alma, sua palma.
Conhecia bem a mãe, sabia que não haveria apelo: tinha dez minutos para brincar com seu novo amigo, e depois… ao fim de dez minutos, a voz da mãe, inexorável:
– Vamos, chega! Leva esse cachorro embora.
– Ah, mamãe, deixa! – choramingou ainda: – Meu melhor amigo, não tenho mais ninguém nesta vida.
– E eu" Que bobagem é essa, você não tem sua mãe"
– Mãe e cachorro não é a mesma coisa.
– Deixa de conversa: obedece a sua mãe.
Ele saiu, e seus olhos prometiam vingança. A mãe chegou a se preocupar: meninos nessa idade, uma injustiça praticada e eles perdem a cabeça, um recalque, complexos, essas coisas.
– Pronto, mamãe!
E exibia-lhe uma nota de vinte e uma de dez: havia vendido seu melhor amigo por trinta reais.
– Eu devia ter pedido cinquenta, tenho certeza que ele dava! - murmurou, pensativo.
(Adaptado do livro: “A Vitória da Infância” - Fernando Sabino - Editora Ática)
Releia o trecho:
“– A gente também não tem nenhum direito nesta casa – pensava. – Um dia ainda faço um estrago louco. Meu único amigo, enxotado desta maneira! Que diabo também, nesta casa tudo é proibido! – gritou, lá do quarto, e ficou esperando a reação da mãe.”
As palavras destacadas no fragmento anterior são, respectivamente:
Questão 8376805
AUTORAIS POR 6AF 018 ENU006 2019
Numeral é a palavra que quantifica seres ou indica a posição que ocupam numa determinada série.
Se classifica apenas em cardinal.
Se classificam em cardinal, ordinal, multiplicativo e fracionário.
Numeral é a palavra que quantifica seres ou indica a posição que ocupam numa determinada série.
Se classifica apenas em cardinal.
Se classificam em cardinal, ordinal, multiplicativo e fracionário.
Assinale a alternativa correta:
06
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