Questões de EFAF Português - Ortografia
329 Questões
Questão 3 10594483
FAETEC 2021TEXTO
Graças do sol
A natureza desconhece a categoria moral do desperdício. A energia despejada gratuitamente sobre a Terra por alguns dias de sol é mais valiosa — em todos os sentidos — do que todo o estoque de petróleo, carvão e urânio existente no mundo. Mas, se as plantas são capazes de tão bem processar a energia do sol — e ainda captam dióxido de carbono e devolvem oxigênio como bônus —, por que nós, humanos, com nossos reatores, turbinas e motores, não? O saber incorporado numa simples folha verde distraída de sua fotossintese supera largamente em apuro e sofisticação o mais avançado artefato tecnológico. Eduardo Giannetti
(Em Trópicos utópicos: uma perspectiva brasileira sobre a crise civilizatória. São Paulo: Companhia das Letras, 2016)
Considere o seguinte trecho e responda à questão:
"A natureza desconhece a categoria moral do
desperdício. A energia despejada gratuitamente
sobre a Terra por alguns dias de sol é mais valiosa
— em todos os sentidos — do que todo o estoque de
petróleo, carvão e urânio existente no mundo”
A expressão que melhor apresenta a relação estabelecida entre as frases é:
Questão 17 15408053
FIRJAN 2020Leia o texto a seguir para responder à questão.
Aprendi a observar em profundidade.
O corpo, a face, os olhos, falam muito mais do que as palavras. Nuances de contrações musculares, de respiração, tudo está conversando conosco.
Ser capaz de observar em profundidade, compreender é uma arte a ser praticada.
Observe com prudência e respeito (sem ficar olhando muito, encarando). Você pode escanear em um instante a sala toda. Veja a sala, quem está, como está. Veja o ser humano e não apenas os cargos e posições. Mas tampouco se esqueça ou ignore hierarquias e posições.
Quem é esse ser humano?
Que necessidade tem?
Elas estão sendo atendidas?
Quem está nervoso ou calmo?
Assim, sendo capaz de reconhecer as pessoas à sua volta, fale com clareza quando for adequado. Não fale quando outros estiverem falando. Espere a deixa. Também não fique em silêncio todo o tempo.
Seja adequado ao grupo e às circunstâncias.
Escolha o lugar apropriado para se sentar – aquele que corresponde à sua posição atual no grupo.
Sempre pense: onde posso ficar para que todos se beneficiem?
Monja Coen, adaptado de Aprenda a viver o agora, Editora Academia, 2019.
A reescrita da frase: “tampouco se esqueça ou ignore hierarquias e posições” que mantém o sentido do texto é
Questão 24 10450846
CMB 1º Ano - Matemática e Português 2020Texto
Disponível em: https://novapauta.com/2020/06/no va-pauta-humor-32.html (com adaptações). Acesso em: 10 de set. de 2020.
Tendo em vista os aspectos textuais e contextuais do Texto 6, assinale a única alternativa correta.
Questão 17 10450810
CMB 1º Ano - Matemática e Português 2020Texto 1
Insisto: não há nada de errado em postar fotos de viagem nas redes sociais. Mas não deixo de me perguntar se, às vezes, nos pegamos preocupados demais em fotografar e publicar do que em simplesmente vivenciar o presente. Não que não possamos fazer as duas coisas. Mas quando “mostrar que eu estive lá” se torna mais importante do que simplesmente “estar 14”, tem alguma coisa errada na história.
Texto 2

Disponível em: https://meialuainteira wordpress.com/2015/ 10/22/posto-logo-existo/ (com adaptações). Acesso em: 10 de set. de 2020.
Com relação às ideias e às relações sintático-semânticas nos Textos 1 e 2, é correto afirmar que
Questão 39 10252318
EFOMM 1º Dia 2020Texto
Como Dizia Meu Pai
Já se tomou hábito meu, em meio a uma conversa, preceder algum comentário por uma introdução:
— Como dizia meu pai...
Nem sempre me reporto a algo que ele realmente dizia, sendo apenas uma maneira coloquial de dar ênfase a alguma opinião.
De uns tempos para cá, porém, comecei a perceber que a opinião, sem ser de caso pensado, parece de fato corresponder a alguma coisa que Seu Domingos costumava dizer. Isso significará talvez — Deus queira — que insensivelmente vou me tomando com o correr dos anos cada vez mais parecido com ele. Ou, pelo menos, me identificando com a herança espiritual que dele recebi. Não raro me surpreendo, antes de agir, tentando descobrir como ele agiria em semelhantes circunstâncias, repetindo uma atitude sua, até mesmo esboçando um gesto seu. Ao formular uma ideia, percebo que estou concebendo, para nortear meu pensamento, um princípio que, se não foi enunciado por ele, só pode ter sido inspirado por sua presença dentro de mim.
— No fim tudo dá certo...
Ainda ontem eu tranquilizava um de meus filhos com esta frase, sem reparar que repetia literalmente o que ele costumava dizer, sempre concluindo com olhar travesso:
— Se não deu certo, é porque ainda não chegou no fim.
Gosto de evocar a figura mansa de Seu Domingos, a quem chamávamos paizinho, a subir pausadamente a escada da varanda de nossa casa, todos os dias, ao cair da tarde, egresso do escritório situado no porão. Ou depois do jantar, sentado com minha mãe no sofá de palhinha da varanda, como namorados, trocando notícias do dia. Os filhos guardavam zelosa distância, até que ela ia aos seus afazeres e ele se punha à disposição de cada um, para ouvir nossos problemas e ajudar a resolvê-los. Finda a última audiência, passava a mão no chapéu e na bengala e saía para uma volta, um encontro eventual com algum amigo. Regressava religiosamente uma hora depois, e tendo descido a pé até o centro, subia sempre de bonde. Se acaso ainda estávamos acordados, podíamos contar com o saquinho de balas que o paizinho nunca deixava de trazer.
Costumava se distrair realizando pequenos consertos domésticos: uma boia de descarga, a bucha de uma torneira, um fusível queimado. Dispunha para isso da necessária habilidade e de uma preciosa caixa de ferramentas em que ninguém mais podia tocar. Aprendi com ele como é indispensável, para a boa ordem da casa, ter à mão pelo menos um alicate e uma chave de fenda. Durante algum tempo andou às voltas com o velho relógio de parede que fora de seu pai, hoje me pertence e amanhã será de meu filho: estava atrasando. Depois de remexer durante vários dias em suas entranhas, deu por findo o trabalho, embora ao remontá-lo houvessem sobrado umas pecinhas, que alegou não fazerem falta. O relógio passou a funcionar sem atrasos, e as batidas a soar em horas desencontradas. Como, aliás, acontece até hoje.
Tinha por hábito emitir um pequeno sopro de assovio, que tanto podia ser indício de paz de espírito como do esforço para controlar a perturbação diante de algum aborrecimento.
— As coisas são como são e não como deviam ser. Ou como gostaríamos que fossem.
Este pronunciamento se fazia ouvir em geral quando diante de uma fatalidade a que não se poderia fugir. Queria dizer que devemos nos conformar com o fato de nossa vontade não poder prevalecer sobre a vontade de Deus - embora jamais fosse assim eloquente em suas conclusões. Estas quase sempre eram, mesmo, eivadas de certo ceticismo preventivo ante as esperanças vãs:
— O que não tem solução, solucionado está.
E tudo que acontece é bom — talvez não chegasse ao cúmulo do otimismo de afirmar isso, como seu filho Gerson, mas não vacilava em sustentar que toda mudança é para melhor: se mudou, é porque não estava dando certo. E se quiser que mude, não podendo fazer nada para isso, espere, que mudará por si.
[...]
Tudo isso que de uns tempos para cá me vem ocorrendo, às vezes inconscientemente, como legado de meu pai, teve seu coroamento há poucos dias, quando eu ia caminhando distraído pela praia. Revirava na cabeça, não sei a que propósito, uma frase ouvida desde a infância e que fazia parte de sua filosofia: não se deve aumentar a aflição dos aflitos. Esta máxima me conduziu a outra, enunciada por Carlos Drummond de Andrade no filme que fiz sobre ele, a qual certamente Seu Domingos perfilharia: não devemos exigir das pessoas mais do que elas podem dar. De repente fui fulminado por uma verdade tão absoluta que tive de parar, completamente zonzo, fechando os olhos para entender melhor. No entanto era uma verdade evangélica, de clareza cintilante como um raio de sol, cheguei a fazer uma vênia de gratidão a Seu Domingos por me havê-la enviado:
— Só há um meio de resolver qualquer problema nosso: é resolver primeiro o do outro.
Com o tempo, a cidade foi tomando conhecimento do seu bom senso, da experiência adquirida ao longo de uma vida sem maiores ambições: Seu Domingos, além de representante de umas firmas inglesas, era procurador de partes — solene designação para uma atividade que hoje talvez fosse referida como a de um despachante. A princípio os amigos, conhecidos, e depois até desconhecidos passaram a procurá-lo para ouvir um conselho ou receber dele uma orientação. Era de se ver a romaria no seu escritório todas as manhãs: um funcionário que dera desfalque, uma mulher abandonada pelo marido, um pai agoniado com problemas do filho — era gente assim que vinha buscar com ele alívio para a sua dúvida, o seu medo, a sua aflição. O próprio Governador, que não o conhecia pessoalmente, certa vez o consultou através de um secretário, sobre questão administrativa que o atormentava. Não se falando nos filhos: mesmo depois de ter saído de casa, mais de uma vez tomei trem ou avião e fui colher uma palavra sua que hoje tanta falta me faz.
Resta apenas evocá-la, como faço agora, para me servir de consolo nas horas más. No momento, ele próprio está aqui a meu lado, com o seu sorriso bom.
SABINO, Fernando. A volta por cima. In: Obra Reunida v. III. Rio de Janeiro: Ed. Nova Aguilar, 1996. (Texto adaptado)
Assinale a opção em que a oração reduzida sublinhada apresenta uma circunstância diferente das demais.
Questão 19 11344252
IFMS 2019No trecho, “Eu queria jogar, mas perdi a aposta”, a conjunção “mas” pode ser classificada como
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