Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 40 15343757
CMBH 1 Ano 2024Leia o Texto e responda à questão.
TEXTO
O espírito do nosso tempo
[1] Interpretar o espírito do tempo é tarefa complexa para quem se aventura nesse
campo. Periodicamente, este escriba tenta percorrer essa trilha, mesmo conhecendo as
dificuldades que se apresentam. Discorrer sobre o espírito do nosso tempo é um exercício
que abriga camadas de abstração, bagagem educacional, circunstâncias que cercam o
[5] analista e a intrincada floresta da política, da economia e dos costumes. Afinal, trata-se de
construir uma passagem entre o ontem e o hoje, e procurar enxergar além dos horizontes.
Haja risco.
Começo com a hipótese de que vivemos um tempo de angústia acumulada. O labor
do cotidiano carrega a pressa, sob o peso de encurtamento de tarefas, cargas amontoadas de
[10] informação despejadas sobre nosso aparelho cognitivo, embate surdo com o ponteiro do
relógio, que corre sem a percepção de nossos sentidos. O ontem era mais largo e demorado.
O tempo parecia esticar sua duração, maximizando o usufruto. A palavra, expressa pela voz,
tinha força. Embutia compromisso, firmeza, seriedade. Contratos de palavra entre duas
pessoas não exigiam carimbo de cartório.
[15] A ciência chega mais perto dos cidadãos, criando remédios para as dores e о
sofrimento mental. Até o famigerado câncer, em algumas áreas, passou a ter cura. No
entanto, uma enxurrada de novas endemias e pandemias abate a Humanidade, a par de
conflitos e mortes em combates e por fome em cantões da Africa e isoladas regiões do
planeta. O medo e mesmo o terror brandem o facão fundamentalista que assombra milhões
[20] de seres em lugares tomados pela barbárie.
[...]
O relógio corre, abrindo imensidões nos espaços da educação, com defasagens no
processo de elevação do conhecimento para milhões de crianças que se veem privadas da
escola presencial por causa da pandemia maior do século 21. Atraso civilizacional. Enquanto
[25] isso, os laboratórios das ciências biológicas produzem substâncias quase milagrosas para
evitar a mortandade que assola o planeta, sob volumes sonantes que enchem os cofres das
companhias farmacêuticas. Tempos de alívio, padecimento e riqueza.
Se os direitos humanos ganham aplausos, com o adensamento de meios de
prevenção e defesa, são, por outro lado, desprezados por grupos que adotam métodos
[30] ancestrais na realização de suas atividades, como temos visto nos flagrantes de trabalhadores
obrigados a trabalhar sob o ferrão da escravidão. Tempos de opressão e massacre.
[...]
O espírito do nosso tempo passa ao largo. Quase imperceptível.
Sêneca, o filósofo que nasceu em Córdova, na Espanha, no ano 1 a.C., alertava:
[35] "Não é curto o tempo que temos, mas dele muito perdemos. A vida é suficientemente longa
e com generosidade nos foi dada, para a realização das maiores coisas, se a empregamos
bem. Mas, quando ela se esvai no luxo e na indiferença, quando não a empregamos em nada
de bom, então, finalmente constrangidos pela fatalidade, sentimos que já passou por nós sem
que tivéssemos percebido".
[40] "Olhe a régua, olhe a régua", alertava Vanderlei, neurocirurgião amigo, paraibano е
habitante da metrópole paulistana. Abria as palmas das mãos no tamanho de uma régua
imaginária de 100 centímetros para arrematar: "Até aqui, a régua marca 50"; apontava para o
meio. "Quando passa desse ponto, a régua costuma apressar o tempo."
A sensação é a de um vácuo em nossas vidas. Não vimos o tempo passar. Elos
[45] perdidos na teia do cotidiano.
TORQUATO, Gaudêncio. O espírito do nosso tempo. Disponível em: https://jornal.usp.br/articulistas/gaudencio-torquato/o-espirito-do-nosso-tempо/ Acesso em: 30 ago. 2024 (Adaptado).
Analise os trechos retirados do Texto e assinale a alternativa correta:
Questão 39 15343753
CMBH 1 Ano 2024Leia o Texto e responda à questão.
TEXTO
O espírito do nosso tempo
[1] Interpretar o espírito do tempo é tarefa complexa para quem se aventura nesse
campo. Periodicamente, este escriba tenta percorrer essa trilha, mesmo conhecendo as
dificuldades que se apresentam. Discorrer sobre o espírito do nosso tempo é um exercício
que abriga camadas de abstração, bagagem educacional, circunstâncias que cercam o
[5] analista e a intrincada floresta da política, da economia e dos costumes. Afinal, trata-se de
construir uma passagem entre o ontem e o hoje, e procurar enxergar além dos horizontes.
Haja risco.
Começo com a hipótese de que vivemos um tempo de angústia acumulada. O labor
do cotidiano carrega a pressa, sob o peso de encurtamento de tarefas, cargas amontoadas de
[10] informação despejadas sobre nosso aparelho cognitivo, embate surdo com o ponteiro do
relógio, que corre sem a percepção de nossos sentidos. O ontem era mais largo e demorado.
O tempo parecia esticar sua duração, maximizando o usufruto. A palavra, expressa pela voz,
tinha força. Embutia compromisso, firmeza, seriedade. Contratos de palavra entre duas
pessoas não exigiam carimbo de cartório.
[15] A ciência chega mais perto dos cidadãos, criando remédios para as dores e о
sofrimento mental. Até o famigerado câncer, em algumas áreas, passou a ter cura. No
entanto, uma enxurrada de novas endemias e pandemias abate a Humanidade, a par de
conflitos e mortes em combates e por fome em cantões da Africa e isoladas regiões do
planeta. O medo e mesmo o terror brandem o facão fundamentalista que assombra milhões
[20] de seres em lugares tomados pela barbárie.
[...]
O relógio corre, abrindo imensidões nos espaços da educação, com defasagens no
processo de elevação do conhecimento para milhões de crianças que se veem privadas da
escola presencial por causa da pandemia maior do século 21. Atraso civilizacional. Enquanto
[25] isso, os laboratórios das ciências biológicas produzem substâncias quase milagrosas para
evitar a mortandade que assola o planeta, sob volumes sonantes que enchem os cofres das
companhias farmacêuticas. Tempos de alívio, padecimento e riqueza.
Se os direitos humanos ganham aplausos, com o adensamento de meios de
prevenção e defesa, são, por outro lado, desprezados por grupos que adotam métodos
[30] ancestrais na realização de suas atividades, como temos visto nos flagrantes de trabalhadores
obrigados a trabalhar sob o ferrão da escravidão. Tempos de opressão e massacre.
[...]
O espírito do nosso tempo passa ao largo. Quase imperceptível.
Sêneca, o filósofo que nasceu em Córdova, na Espanha, no ano 1 a.C., alertava:
[35] "Não é curto o tempo que temos, mas dele muito perdemos. A vida é suficientemente longa
e com generosidade nos foi dada, para a realização das maiores coisas, se a empregamos
bem. Mas, quando ela se esvai no luxo e na indiferença, quando não a empregamos em nada
de bom, então, finalmente constrangidos pela fatalidade, sentimos que já passou por nós sem
que tivéssemos percebido".
[40] "Olhe a régua, olhe a régua", alertava Vanderlei, neurocirurgião amigo, paraibano е
habitante da metrópole paulistana. Abria as palmas das mãos no tamanho de uma régua
imaginária de 100 centímetros para arrematar: "Até aqui, a régua marca 50"; apontava para o
meio. "Quando passa desse ponto, a régua costuma apressar o tempo."
A sensação é a de um vácuo em nossas vidas. Não vimos o tempo passar. Elos
[45] perdidos na teia do cotidiano.
TORQUATO, Gaudêncio. O espírito do nosso tempo. Disponível em: https://jornal.usp.br/articulistas/gaudencio-torquato/o-espirito-do-nosso-tempо/ Acesso em: 30 ago. 2024 (Adaptado).
De acordo com o Texto e conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta quanto à acentuação gráfica:
Questão 38 15343740
CMBH 1 Ano 2024Leia o Texto e responda à questão.
TEXTO
O espírito do nosso tempo
[1] Interpretar o espírito do tempo é tarefa complexa para quem se aventura nesse
campo. Periodicamente, este escriba tenta percorrer essa trilha, mesmo conhecendo as
dificuldades que se apresentam. Discorrer sobre o espírito do nosso tempo é um exercício
que abriga camadas de abstração, bagagem educacional, circunstâncias que cercam o
[5] analista e a intrincada floresta da política, da economia e dos costumes. Afinal, trata-se de
construir uma passagem entre o ontem e o hoje, e procurar enxergar além dos horizontes.
Haja risco.
Começo com a hipótese de que vivemos um tempo de angústia acumulada. O labor
do cotidiano carrega a pressa, sob o peso de encurtamento de tarefas, cargas amontoadas de
[10] informação despejadas sobre nosso aparelho cognitivo, embate surdo com o ponteiro do
relógio, que corre sem a percepção de nossos sentidos. O ontem era mais largo e demorado.
O tempo parecia esticar sua duração, maximizando o usufruto. A palavra, expressa pela voz,
tinha força. Embutia compromisso, firmeza, seriedade. Contratos de palavra entre duas
pessoas não exigiam carimbo de cartório.
[15] A ciência chega mais perto dos cidadãos, criando remédios para as dores e о
sofrimento mental. Até o famigerado câncer, em algumas áreas, passou a ter cura. No
entanto, uma enxurrada de novas endemias e pandemias abate a Humanidade, a par de
conflitos e mortes em combates e por fome em cantões da Africa e isoladas regiões do
planeta. O medo e mesmo o terror brandem o facão fundamentalista que assombra milhões
[20] de seres em lugares tomados pela barbárie.
[...]
O relógio corre, abrindo imensidões nos espaços da educação, com defasagens no
processo de elevação do conhecimento para milhões de crianças que se veem privadas da
escola presencial por causa da pandemia maior do século 21. Atraso civilizacional. Enquanto
[25] isso, os laboratórios das ciências biológicas produzem substâncias quase milagrosas para
evitar a mortandade que assola o planeta, sob volumes sonantes que enchem os cofres das
companhias farmacêuticas. Tempos de alívio, padecimento e riqueza.
Se os direitos humanos ganham aplausos, com o adensamento de meios de
prevenção e defesa, são, por outro lado, desprezados por grupos que adotam métodos
[30] ancestrais na realização de suas atividades, como temos visto nos flagrantes de trabalhadores
obrigados a trabalhar sob o ferrão da escravidão. Tempos de opressão e massacre.
[...]
O espírito do nosso tempo passa ao largo. Quase imperceptível.
Sêneca, o filósofo que nasceu em Córdova, na Espanha, no ano 1 a.C., alertava:
[35] "Não é curto o tempo que temos, mas dele muito perdemos. A vida é suficientemente longa
e com generosidade nos foi dada, para a realização das maiores coisas, se a empregamos
bem. Mas, quando ela se esvai no luxo e na indiferença, quando não a empregamos em nada
de bom, então, finalmente constrangidos pela fatalidade, sentimos que já passou por nós sem
que tivéssemos percebido".
[40] "Olhe a régua, olhe a régua", alertava Vanderlei, neurocirurgião amigo, paraibano е
habitante da metrópole paulistana. Abria as palmas das mãos no tamanho de uma régua
imaginária de 100 centímetros para arrematar: "Até aqui, a régua marca 50"; apontava para o
meio. "Quando passa desse ponto, a régua costuma apressar o tempo."
A sensação é a de um vácuo em nossas vidas. Não vimos o tempo passar. Elos
[45] perdidos na teia do cotidiano.
TORQUATO, Gaudêncio. O espírito do nosso tempo. Disponível em: https://jornal.usp.br/articulistas/gaudencio-torquato/o-espirito-do-nosso-tempо/ Acesso em: 30 ago. 2024 (Adaptado).
No Texto, o autor descreve a percepção do tempo e sua relação com a sociedade contemporânea.
А partir da leitura do texto, é correto afirmar que:
Questão 35 15343718
CMBH 1 Ano 2024Leia o Texto e responda à questão.
TEXTO
Armandinho

FRAGA, Alexandre Beck. Armandinho. Disponível em: https://educador360.com/gestao/tirinhaspara-refletir-sobre-educacao/ Acesso em: 01 set 2024
Na tirinha, há uma crítica à sociedade atual retratada pela conversa entre Armandinho e sua mãe.
Dessa forma, após a leitura, é correto afirmar que:
Questão 33 15343698
CMBH 1 Ano 2024Leia o Texto e responda à questão.
TEXTO
Seiscentos e sessenta e seis
Mário Quintana
A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...
Quando se vê, já é 6ª feira...
1 Quando se vê, passaram 60 anos...
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem - um dia - uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio
seguia sempre, sempre em frente...
2 E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.
QUINTANA, Mário. Seiscentos e sessenta e seis. Disponível em: https://www.culturagenial.com/poema-o-tempode-mario-quintana/Acesso em: 20 ago 2024
O Texto é um poema cujo tema central é a percepção do tempo que passa e o arrependimento por não ter vivido de forma mais plena e autêntica. Percebe-se que, nesse gênero textual, é comum o uso de palavras conotativas.
Tendo em vista essas informações, é correto afirmar que a alternativa que carrega a conotação de um valor associado ao tempo é:
Questão 40 15298795
CMRJ 1 ano Ensino Médio 2024"Sentimento que não espairo; pois eu mesmo nem acerto com o mote disso — o que queria e o que não queria, estória sem final. O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. O que Deus quer é ver a gente aprendendo a ser capaz de ficar alegre a mais, no meio da alegria, e inda mais alegre ainda no meio da tristeza! Só assim de repente, na horinha em que se quer, de propósito - por coragem. Será? Era o que eu às vezes achava. Ao clarear do dia.'
(ROSA, João Guimarães. Grande Sertão: Veredas. Companhia das Letras: 2019, p.293)
O fragmento "(...) a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa (...)" é composto por uma sequência enumerativa, cuja finalidade é a de caracterizar a vida como um ciclo de constantes recomeços. Para tal, o narrador emprega um recurso estilístico que consiste na transposição do sentido de uma palavra a um outro figurado, processo conhecido como
06
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