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Questão 8554527
AUTORAIS Autorais 9EF Parceiros2019LP 2019A caçada
Lygia Fagundes Telles
A loja de antiguidades tinha o cheiro de uma arca de sacristia com seus panos embolorados e livros comidos de traça. Com as pontas dos dedos, o homem tocou numa pilha de quadros. Uma mariposa levantou voo e foi chocar-se contra uma imagem de mãos decepadas.
— Bonita imagem — disse.
A velha tirou um grampo do coque e limpou a unha do polegar. Tornou a enfiar o grampo no cabelo.
— É um São Francisco.
Ele então voltou-se lentamente para a tapeçaria que tomava toda a parede no fundo da loja.
Aproximou-se mais. A velha aproximou-se também.
— Já vi que o senhor se interessa mesmo é por isso. Pena que esteja nesse estado.
O homem estendeu a mão até a tapeçaria, mas não chegou a tocá-la.
— Parece que hoje está mais nítida...
— Nítida? — repetiu a velha, pondo os óculos. Deslizou a mão pela superfície puída.
— Nítida, como?
— As cores estão mais vivas. A senhora passou alguma coisa nela?
A velha encarou-o. E baixou o olhar para a imagem de mãos decepadas. O homem estava tão pálido e perplexo quanto a imagem.
— Não passei nada. Por que o senhor pergunta?
— Notei uma diferença.
— Não, não passei nada, essa tapeçaria não aguenta a mais leve escova, o senhor não vê?
Acho que é a poeira que está sustentando o tecido — acrescentou tirando novamente o grampo da cabeça. Rodou-o entre os dedos com ar pensativo. Teve um muxoxo: — Foi um desconhecido que trouxe, precisava muito de dinheiro. Eu disse que o pano estava por demais estragado, que era difícil encontrar um comprador, mas ele insistiu tanto. Preguei aí na parede e aí ficou. Mas já faz anos isso. E o tal moço nunca mais me apareceu.
— Extraordinário...
No conto “A caçada”, o narrador é observador, não participa da história contada. Para isso ele usa pronomes e verbos naFonte: TELLES, Lygia Fagundes. Melhores contos. Seleção Eduardo Portella. São Paulo: Global, 2003, p.161-166.
Questão 8554526
AUTORAIS Autorais 9EF Parceiros2019LP 2019A caçada
Lygia Fagundes Telles
A loja de antiguidades tinha o cheiro de uma arca de sacristia com seus panos embolorados e livros comidos de traça. Com as pontas dos dedos, o homem tocou numa pilha de quadros. Uma mariposa levantou voo e foi chocar-se contra uma imagem de mãos decepadas.
— Bonita imagem — disse.
A velha tirou um grampo do coque e limpou a unha do polegar. Tornou a enfiar o grampo no cabelo.
— É um São Francisco.
Ele então voltou-se lentamente para a tapeçaria que tomava toda a parede no fundo da loja.
Aproximou-se mais. A velha aproximou-se também.
— Já vi que o senhor se interessa mesmo é por isso. Pena que esteja nesse estado.
O homem estendeu a mão até a tapeçaria, mas não chegou a tocá-la.
— Parece que hoje está mais nítida...
— Nítida? — repetiu a velha, pondo os óculos. Deslizou a mão pela superfície puída.
— Nítida, como?
— As cores estão mais vivas. A senhora passou alguma coisa nela?
A velha encarou-o. E baixou o olhar para a imagem de mãos decepadas. O homem estava tão pálido e perplexo quanto a imagem.
— Não passei nada. Por que o senhor pergunta?
— Notei uma diferença.
— Não, não passei nada, essa tapeçaria não aguenta a mais leve escova, o senhor não vê?
Acho que é a poeira que está sustentando o tecido — acrescentou tirando novamente o grampo da cabeça. Rodou-o entre os dedos com ar pensativo. Teve um muxoxo: — Foi um desconhecido que trouxe, precisava muito de dinheiro. Eu disse que o pano estava por demais estragado, que era difícil encontrar um comprador, mas ele insistiu tanto. Preguei aí na parede e aí ficou. Mas já faz anos isso. E o tal moço nunca mais me apareceu.
— Extraordinário...
A reação da velha da loja de antiguidades ante a fala do homem de que a tapeçaria naquele dia estava mais nítida é deFonte: TELLES, Lygia Fagundes. Melhores contos. Seleção Eduardo Portella. São Paulo: Global, 2003, p.161-166.
Questão 8554525
AUTORAIS Autorais 9EF Parceiros2019LP 2019A caçada
Lygia Fagundes Telles
A loja de antiguidades tinha o cheiro de uma arca de sacristia com seus panos embolorados e livros comidos de traça. Com as pontas dos dedos, o homem tocou numa pilha de quadros. Uma mariposa levantou voo e foi chocar-se contra uma imagem de mãos decepadas.
— Bonita imagem — disse.
A velha tirou um grampo do coque e limpou a unha do polegar. Tornou a enfiar o grampo no cabelo.
— É um São Francisco.
Ele então voltou-se lentamente para a tapeçaria que tomava toda a parede no fundo da loja.
Aproximou-se mais. A velha aproximou-se também.
— Já vi que o senhor se interessa mesmo é por isso. Pena que esteja nesse estado.
O homem estendeu a mão até a tapeçaria, mas não chegou a tocá-la.
— Parece que hoje está mais nítida...
— Nítida? — repetiu a velha, pondo os óculos. Deslizou a mão pela superfície puída.
— Nítida, como?
— As cores estão mais vivas. A senhora passou alguma coisa nela?
A velha encarou-o. E baixou o olhar para a imagem de mãos decepadas. O homem estava tão pálido e perplexo quanto a imagem.
— Não passei nada. Por que o senhor pergunta?
— Notei uma diferença.
— Não, não passei nada, essa tapeçaria não aguenta a mais leve escova, o senhor não vê?
Acho que é a poeira que está sustentando o tecido — acrescentou tirando novamente o grampo da cabeça. Rodou-o entre os dedos com ar pensativo. Teve um muxoxo: — Foi um desconhecido que trouxe, precisava muito de dinheiro. Eu disse que o pano estava por demais estragado, que era difícil encontrar um comprador, mas ele insistiu tanto. Preguei aí na parede e aí ficou. Mas já faz anos isso. E o tal moço nunca mais me apareceu.
— Extraordinário...
No fragmento “— Já vi que o senhor se interessa mesmo é por ...”, o termo destacado se refere aFonte: TELLES, Lygia Fagundes. Melhores contos. Seleção Eduardo Portella. São Paulo: Global, 2003, p.161-166.
Questão 8554524
AUTORAIS Autorais 9EF Parceiros2019LP 2019O grupo sai todas as terças e quintas-feiras. Seus membros, na maioria, são pessoas que têm a bicicleta como a única atividade física.
São Paulo tem milhões de habitantes, cerca de milhões de carros e apenas mil bicicletas. Nesse cenário, pedalar não parece a melhor opção, mas não é o que pensa um grupo considerável de ciclistas paulistanos que prefere andar à noite. O “Bike na Noite” é um dos pelo menos grupos que desbravam a cidade quando as luzes se acendem. A união é a fórmula para enfrentar motoristas estressados numa cidade com apenas quilômetros de ciclovias ( deles dentro de parques). Em grupos de a pessoas, eles percorrem em média quilômetros em cada saída noturna, sempre guiados pelo experiente Fábio de Moraes – vendedor durante o dia, ciclista durante a noite. São pessoas que enfrentam a ditadura dos automóveis não só em busca de aventura, mas de sensação de bem-estar.
O assunto principal desse texto é:Fonte: Revista TAM nas nuvens, ano 2, no 15, março 2009, p.81-82.
Questão 8554523
AUTORAIS Autorais 9EF Parceiros2019LP 2019O grupo sai todas as terças e quintas-feiras. Seus membros, na maioria, são pessoas que têm a bicicleta como a única atividade física.
São Paulo tem milhões de habitantes, cerca de milhões de carros e apenas mil bicicletas. Nesse cenário, pedalar não parece a melhor opção, mas não é o que pensa um grupo considerável de ciclistas paulistanos que prefere andar à noite. O “Bike na Noite” é um dos pelo menos grupos que desbravam a cidade quando as luzes se acendem. A união é a fórmula para enfrentar motoristas estressados numa cidade com apenas quilômetros de ciclovias ( deles dentro de parques). Em grupos de a pessoas, eles percorrem em média quilômetros em cada saída noturna, sempre guiados pelo experiente Fábio de Moraes – vendedor durante o dia, ciclista durante a noite. São pessoas que enfrentam a ditadura dos automóveis não só em busca de aventura, mas de sensação de bem-estar.
No trecho “São pessoas que enfrentam a não só em busca de aventura, mas de sensação de bem-estar”, a expressão a significa:Fonte: Revista TAM nas nuvens, ano 2, no 15, março 2009, p.81-82.
Questão 8554522
AUTORAIS Autorais 8EF Parceiros2019LP 2019Destaque que vergonha
Desmatamento recorde da Amazônia repercute no exterior e vira manchete de jornal inglês.
A mídia britânica não mediu palavras para noticiar a divulgação do segundo maior incide de desmatamento da história da Amazônia. O principal jornal britânico em questões ambientais, o “Independent”, dedicou nada menos do que sua capa ao desmatamento da Amazônia, com grande foto de uma área da devastação.
Segundo levantamento divulgado quarta-feira, o desmatamento na Amazônia atingiu uma área total de quilômetros quadrados de agosto de a agosto de , a mais que os quilômetros quadrados registrados entre e . Foi a segunda mais alta taxa de desmatamento da história do país, em uma área equivalente à extensão territorial da Bélgica.
Segundo levantamento divulgado pelo jornal inglês, o desmatamento na Amazônia de agosto de a agosto deFonte: DESTAQUE que vergonha. O Globo, Rio de Janeiro, 21 maio 2005. Editorial. Fragmento.
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