Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 9 10739764
CEDAF 2015Leia o texto para responder às questões:
Texto

(Disponível em: http://www2.uol.com.br/angeli/ . Acesso em: 01/11/2014)
A partir da análise da charge de Angeli, marque a afirmativa INCORRETA:
Questão 8 10739762
CEDAF 2015Leia o texto para responder às questões:
Texto

(Disponível em: http://www2.uol.com.br/angeli/ . Acesso em: 01/11/2014)
Considerando a leitura da charge e as características deste gênero textual, assinale a afirmativa INCORRETA:
Questão 7 10739761
CEDAF 2015“Para esta interrogação o garoto não tem resposta. Já observou, contudo, que o lugar está cheio de camundongos gordinhos e lentos.”
No fragmento destacado, a palavra grifada pode ser CORRETAMENTE substituída, sem prejuízo de sentido, por:
Questão 6 10739760
CEDAF 2015Instrução de leitura: O escritor Moacyr Scliar escrevia às segundas-feiras, em uma coluna da Folha de São Paulo, textos de ficção baseados em matérias publicadas no jornal.
Leia os textos 01 e 02 e responda à questão:
Texto 01
Notícia
Toda noite a feirante Satiko Motoie Simmio, 56, vai ao parque Tenente Siqueira Campos, o Trianon, na av. Paulista (zona oeste de SP) alimentar os gatos que vivem no local - cerca de 25, diz ela. A feirante gasta R$ 800 por mês na alimentação dos gatos.
Cotidiano, 4.out.2004
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1110200402.htm 2/2 . Acesso em 01 Nov. 2014)
Texto 02
Miau
MOACYR SCLIAR
Menino de rua, sem pai nem mãe, ele era pobre, era feio, era analfabeto. Mas possuía uma habilidade da qual se orgulhava: imitava à perfeição o miado de um gato. Certo, muita gente faz isso, mas no caso dele era arte, arte pura. Tão autêntico era o seu miado que fazia os cachorros da vizinhança latirem, irritados. Daí o seu apelido: Miau. Era como ele mesmo se apresentava; o nome verdadeiro raramente lembrava.
Vida difícil, a dele. Dormia na rua, vestia trapos, muitas vezes passava fome. Arranjar comida era sua preocupação maior, uma preocupação que ressurgia a cada manhã. Foi então que ouviu falar na senhora que alimentava gatos. Uma senhora muito boa, que proporcionava aos felinos do Trianon generosas rações.
Aquilo lhe deu uma idéia. Naquela mesma noite foi até o parque, escondeu-se atrás de um arbusto. Pouco depois apareceu uma senhora, trazendo um cesto. É ela, pensou, e de imediato começou a miar, um miado inspirado, o melhor miado que já produzira. A senhora deteve-se; olhou em direção ao arbusto, não viu gato algum, mas convencida de que ali deveria estar um felino faminto depositou no solo uma generosa ração. Miau esperou que ela se afastasse e, mais que depressa, atirou-se ao alimento. Era comida para gato, claro, mas muito saborosa.
Desde então ele tem repetido a manobra todas as noites. Não passa mais fome e até engordou um bocado. Mas enfrenta dois problemas.
O primeiro é o dos gatos propriamente ditos, que não estão gostando da concorrência e mais de uma vez se dispuseram a atacá-lo. Deles, porém, Miau não tem medo; além de miar, sabe rosnar e já mostrou, rosnando, que o dono do pedaço agora é ele.
O segundo problema resulta de uma inquietação quanto ao futuro. A senhora é absolutamente fiel aos animais e todas as noites cumpre o ritual de alimentá-los. Mas por quanto tempo fará isso? E o que acontecerá se ela um dia ficar doente ou tiver de viajar? Quem providenciará a ração de comida?
Para esta interrogação o garoto não tem resposta. Já observou, contudo, que o lugar está cheio de camundongos gordinhos e lentos. Com um pouco de treino conseguirá apanhar cinco ou seis deles numa noite. Para quem se chama Miau não deve ser difícil.
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1110200402.htm 2/2 . Acesso em 01 Nov. 2014)
Marque a alternativa em que a palavra ou expressão destacada NÃO pode ser substituída pelo termo entre colchetes, sem se alterar o sentido original do texto.
Questão 5 10739759
CEDAF 2015Texto
Miau
MOACYR SCLIAR
Menino de rua, sem pai nem mãe, ele era pobre, era feio, era analfabeto. Mas possuía uma habilidade da qual se orgulhava: imitava à perfeição o miado de um gato. Certo, muita gente faz isso, mas no caso dele era arte, arte pura. Tão autêntico era o seu miado que fazia os cachorros da vizinhança latirem, irritados. Daí o seu apelido: Miau. Era como ele mesmo se apresentava; o nome verdadeiro raramente lembrava.
Vida difícil, a dele. Dormia na rua, vestia trapos, muitas vezes passava fome. Arranjar comida era sua preocupação maior, uma preocupação que ressurgia a cada manhã. Foi então que ouviu falar na senhora que alimentava gatos. Uma senhora muito boa, que proporcionava aos felinos do Trianon generosas rações.
Aquilo lhe deu uma idéia. Naquela mesma noite foi até o parque, escondeu-se atrás de um arbusto. Pouco depois apareceu uma senhora, trazendo um cesto. É ela, pensou, e de imediato começou a miar, um miado inspirado, o melhor miado que já produzira. A senhora deteve-se; olhou em direção ao arbusto, não viu gato algum, mas convencida de que ali deveria estar um felino faminto depositou no solo uma generosa ração. Miau esperou que ela se afastasse e, mais que depressa, atirou-se ao alimento. Era comida para gato, claro, mas muito saborosa.
Desde então ele tem repetido a manobra todas as noites. Não passa mais fome e até engordou um bocado. Mas enfrenta dois problemas.
O primeiro é o dos gatos propriamente ditos, que não estão gostando da concorrência e mais de uma vez se dispuseram a atacá-lo. Deles, porém, Miau não tem medo; além de miar, sabe rosnar e já mostrou, rosnando, que o dono do pedaço agora é ele.
O segundo problema resulta de uma inquietação quanto ao futuro. A senhora é absolutamente fiel aos animais e todas as noites cumpre o ritual de alimentá-los. Mas por quanto tempo fará isso? E o que acontecerá se ela um dia ficar doente ou tiver de viajar? Quem providenciará a ração de comida?
Para esta interrogação o garoto não tem resposta. Já observou, contudo, que o lugar está cheio de camundongos gordinhos e lentos. Com um pouco de treino conseguirá apanhar cinco ou seis deles numa noite. Para quem se chama Miau não deve ser difícil.
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1110200402.htm 2/2 . Acesso em 01 Nov. 2014)
No texto 02, quando o narrador apresenta o personagem principal, “Miau”, estabelece: “Menino de rua, sem pai nem mãe, ele era pobre, era feio, era analfabeto”.
Analisando tal definição e o sentido metafórico que se estabelece entre “menino” e “rua”, esta relação é:
Questão 4 10739758
CEDAF 2015Texto
Miau
MOACYR SCLIAR
Menino de rua, sem pai nem mãe, ele era pobre, era feio, era analfabeto. Mas possuía uma habilidade da qual se orgulhava: imitava à perfeição o miado de um gato. Certo, muita gente faz isso, mas no caso dele era arte, arte pura. Tão autêntico era o seu miado que fazia os cachorros da vizinhança latirem, irritados. Daí o seu apelido: Miau. Era como ele mesmo se apresentava; o nome verdadeiro raramente lembrava.
Vida difícil, a dele. Dormia na rua, vestia trapos, muitas vezes passava fome. Arranjar comida era sua preocupação maior, uma preocupação que ressurgia a cada manhã. Foi então que ouviu falar na senhora que alimentava gatos. Uma senhora muito boa, que proporcionava aos felinos do Trianon generosas rações.
Aquilo lhe deu uma idéia. Naquela mesma noite foi até o parque, escondeu-se atrás de um arbusto. Pouco depois apareceu uma senhora, trazendo um cesto. É ela, pensou, e de imediato começou a miar, um miado inspirado, o melhor miado que já produzira. A senhora deteve-se; olhou em direção ao arbusto, não viu gato algum, mas convencida de que ali deveria estar um felino faminto depositou no solo uma generosa ração. Miau esperou que ela se afastasse e, mais que depressa, atirou-se ao alimento. Era comida para gato, claro, mas muito saborosa.
Desde então ele tem repetido a manobra todas as noites. Não passa mais fome e até engordou um bocado. Mas enfrenta dois problemas.
O primeiro é o dos gatos propriamente ditos, que não estão gostando da concorrência e mais de uma vez se dispuseram a atacá-lo. Deles, porém, Miau não tem medo; além de miar, sabe rosnar e já mostrou, rosnando, que o dono do pedaço agora é ele.
O segundo problema resulta de uma inquietação quanto ao futuro. A senhora é absolutamente fiel aos animais e todas as noites cumpre o ritual de alimentá-los. Mas por quanto tempo fará isso? E o que acontecerá se ela um dia ficar doente ou tiver de viajar? Quem providenciará a ração de comida?
Para esta interrogação o garoto não tem resposta. Já observou, contudo, que o lugar está cheio de camundongos gordinhos e lentos. Com um pouco de treino conseguirá apanhar cinco ou seis deles numa noite. Para quem se chama Miau não deve ser difícil.
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1110200402.htm 2/2 . Acesso em 01 Nov. 2014)
“O primeiro é o dos gatos propriamente ditos, que não estão gostando da concorrência e mais de uma vez se dispuseram a atacá-lo”.
Avalie o termo em destaque e sua relação com o verbo atacar; marque a alternativa CORRETA quanto à sua função morfológica e sintática, respectivamente:
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