Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 13 10741338
COLTEC 2015Texto I
P. S. no 2 – Imagino Tia Çãozinha e os leitores perguntando:
–– Hilda Furacão continua um mistério. Por que ela foi para a Zona Boêmia num dia 1º de abril, quando era a garota do Maiô Dourado e por que saiu cinco anos depois, também num 1º de abril?
Devo informar que fiz essas perguntas a Hilda Furacão quando a encontrei em Buenos Aires e ela fugiu do assunto; quando disse que precisava de uma explicação para dar aos leitores, pois ia escrever um romance a seu respeito, ela retrucou, esquecida da velha promessa de revelar seu segredo;
–– Por que você não diz aos leitores que, tal como contou no seu romance, eu, Hilda Furacão, nunca existi e sou apenas um 1º de abril que você quis passar nos leitores? Por que não diz isso?
DRUMMOND, Roberto. Hilda Furacão. 18ª Ed. São Paulo: Editorial. 2008. p.291-292.
Texto II
De 1971 a 2002 - ao longo, portanto, de 31 anos – convivi com Roberto Drummond e suas fantasias. Uma vez critiquei com dureza um livro dele e ele parou de falar comigo por oito anos. Era um passional. Em 1986 convidei-o para ser cronista do Caderno 2 do Estadão ao lado de Caio Fernando Abreu, Rachel de Queiroz e Susana Kakowicz, cronista imaginária, pseudônimo que eu mesmo usava. Apaixonou-se platonicamente por Susana, para quem chegou a escrever algumas cartas.
Naquela noite, em Vinhedo, quando garantia para os estudantes que Hilda tinha existido, sim, e devia estar viva e linda em algum lugar – aos 65 anos? –, ele me perguntou por Susana. Não tive coragem, claro, de lhe dizer que Susana era eu.”
Emediato, Luiz Fernando. In: DRUMMOND, Roberto. Hilda Furacão. 18ª Ed. São Paulo: Editorial. 2008.
Assinale a alternativa em que o narrador NÃO faz reflexões sobre seu próprio texto
Questão 12 10741337
COLTEC 2015Leia estes textos:
Texto I
“E a
Hilda Furacão, onde ela estiver.”
(Dedicatória do autor de Hilda Furacão)
Texto II
Hilda Furacão ficou conhecida depois de uma minissérie de 1998 da Globo. Na vida real, Hilda Furacão era pobre. Migrou com a família do Recife quando ainda era criança e depois de ficar conhecida em Belo Horizonte, casou-se com um jogador de futebol e sumiu. (...) Hilda Valentin, 83, foi interpretada por Ana Paula Arósio em seu primeiro papel de protagonista.
FOLHA DE SÃO PAULO – Ilustrada- 02 ago.2014 (adaptação)
O emprego de depoimentos, fatos e personagens históricos tem o objetivo de
Questão 11 10741333
COLTEC 2015Leia estes textos:
Texto I
“E a
Hilda Furacão, onde ela estiver.”
(Dedicatória do autor de Hilda Furacão)
Texto II
Hilda Furacão ficou conhecida depois de uma minissérie de 1998 da Globo. Na vida real, Hilda Furacão era pobre. Migrou com a família do Recife quando ainda era criança e depois de ficar conhecida em Belo Horizonte, casou-se com um jogador de futebol e sumiu. (...) Hilda Valentin, 83, foi interpretada por Ana Paula Arósio em seu primeiro papel de protagonista.
FOLHA DE SÃO PAULO – Ilustrada- 02 ago.2014 (adaptação)
Os textos versam sobre a relação entre a ficção e a realidade.
Partindo dessa relação entre o ficcional (o romance) e o real (o texto jornalístico), assinale a alternativa INCORRETA.
Questão 10 10741326
COLTEC 2015Nas alternativas abaixo, foram feitas modificações nas orações em destaque.
Assinale a alternativa em que a modificação proposta alterou o sentido original do período.
Questão 9 10741320
COLTEC 2015Antes de o narrador revelar que o Sheik de Agadir era o Frei Malthus, o leitor já poderia antecipar esse fato.
Assinale a passagem do livro que confirma essa antecipação
Questão 8 10741318
COLTEC 2015Texto I
P. S. no 2 – Imagino Tia Çãozinha e os leitores perguntando:
–– Hilda Furacão continua um mistério. Por que ela foi para a Zona Boêmia num dia 1º de abril, quando era a garota do Maiô Dourado e por que saiu cinco anos depois, também num 1º de abril?
Devo informar que fiz essas perguntas a Hilda Furacão quando a encontrei em Buenos Aires e ela fugiu do assunto; quando disse que precisava de uma explicação para dar aos leitores, pois ia escrever um romance a seu respeito, ela retrucou, esquecida da velha promessa de revelar seu segredo;
–– Por que você não diz aos leitores que, tal como contou no seu romance, eu, Hilda Furacão, nunca existi e sou apenas um 1º de abril que você quis passar nos leitores? Por que não diz isso?
DRUMMOND, Roberto. Hilda Furacão. 18ª Ed. São Paulo: Editorial. 2008. p.291-292.
Texto II
De 1971 a 2002 - ao longo, portanto, de 31 anos – convivi com Roberto Drummond e suas fantasias. Uma vez critiquei com dureza um livro dele e ele parou de falar comigo por oito anos. Era um passional. Em 1986 convidei-o para ser cronista do Caderno 2 do Estadão ao lado de Caio Fernando Abreu, Rachel de Queiroz e Susana Kakowicz, cronista imaginária, pseudônimo que eu mesmo usava. Apaixonou-se platonicamente por Susana, para quem chegou a escrever algumas cartas.
Naquela noite, em Vinhedo, quando garantia para os estudantes que Hilda tinha existido, sim, e devia estar viva e linda em algum lugar – aos 65 anos? –, ele me perguntou por Susana. Não tive coragem, claro, de lhe dizer que Susana era eu.”
Emediato, Luiz Fernando. In: DRUMMOND, Roberto. Hilda Furacão. 18ª Ed. São Paulo: Editorial. 2008.
Assinale a alternativa em que NÃO há correlação entre os trechos e os personagens de Hilda Furacão.
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