Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
Questão 8 10772502
COLUNI/UFV 1° Dia 2015A contemporaneidade, marcada por desigualdades e conflitos, e as inquietações interiores da personagem Maria são representadas no livro Corda Bamba.
Dentre as alternativas abaixo, assinale aquela que NÃO exemplifica tais discussões:
Questão 7 10772500
COLUNI/UFV 1° Dia 2015Em Corda Bamba, o contraponto entre as diferenças sociais de Marcelo e Márcia constituem uma estratégia criada pela autora para criticar as relações de trabalho predominantes em nossa sociedade.
A alternativa que NÃO aborda, explicitamente, essa temática é:
Questão 6 10772497
COLUNI/UFV 1° Dia 2015Leia este fragmento de Corda Bamba e responda à questão:
-“ [...] Elas acharam que eu tô atrasada pra minha idade.
- Atrasada? Atrasada como? Você não mostrou como você escreve, como você lê, como você desenha, como você equilibra?
- Bom...
- Você não contou como é que todo dia a sua mãe tomava a sua lição, fazia você estudar?...
(BOJUNGA, Lygia. Corda Bamba. RJ: CLB, 2011, p.39)
Lygia Bojunga, ao abordar a temática da escolarização de Maria, leva seu leitor a:
Questão 4 10772493
COLUNI/UFV 1° Dia 2015Leia o texto para responder à questão.
TEXTO
A mulher Ramada
Verde claro, verde escuro, canteiro de flores, arbusto entalhado, e de novo verde claro, verde escuro, imenso lençol do
gramado; lá longe o palácio. Assim o jardineiro via o mundo, toda vez que levantava a cabeça para ir ao trabalho. [...] E se às
vezes, distraído, murmurava sozinho alguma coisa, sua voz não se entrelaçava à música distante que vinha dos salões, mas se
deixava ficar por entre as folhas, sem que ninguém a viesse colher.
[5] Já se fazia grande e frondosa a primeira árvore que havia plantado naquele jardim, quando uma dor de solidão
começou a enraizar-se no seu peito. E passados dias, e passados meses, só não passando a dor, disse o jardineiro a si mesmo
que já era tempo de ter uma companheira.
No dia seguinte, trouxe num saco duas belas mudas, o homem escolheu o lugar, ajoelhou-se, cavou cuidadoso a
primeira cova, mediu um palmo, cavou a segunda, e com gestos sábios de amor enterrou as raízes. [...] Foi preciso esperar.
[10] Mas ele, que há tanto esperava, não tinha pressa. E quando os primeiros, leves, galhos despontaram, carinhosamente os
podou, dispondo-se a esperar novamente, até que outra brotação de galhos se fizesse mais forte.
Durante meses trabalhou conduzindo os ramos de forma a preencher o desenho que só ele sabia,[...]. E aos poucos,
entre suas mãos, o arbusto foi tomando forma, fazendo surgir dos pés plantados no gramado duas lindas pernas, depois o
ventre, os gentis braços da mulher que seria sua. Por último, cuidado maior, a cabeça, levemente inclinada para o lado. [...]
[15] Ajeitou o cabelo, arredondou a curva de um joelho. Depois, afastando-se para olhar, murmurou encantado:
- Bom dia, Rosamulher.
Agora, não procurava mais a distância do trabalho. Voltava-se sempre para o jardim... para ela, sorria, contava o
longo silêncio da sua vida. E quando o vento batia no jardim, agitando os braços verdes, movendo a cintura, ele todo se sentia
dobrar de amor, como se o vento o agitasse por dentro.
[20] Acabou o verão, fez-se o inverno. A neve envolveu com sua branca mármore a mulher ramada. [...] E, um dia em que o
sol parecia mais morno do que de costume, viu de repente, na ponta dos dedos engalhados, surgir a primeira brotação da
primavera. [...] Mas enquanto todos os arbustos se enfeitavam de flores, nem uma só gota de vermelho brilhava no corpo da
roseira. Nua, obedecia ao esforço do seu jardineiro que, temendo viesse a floração romper tanta beleza, cortava todos os botões.
De tanto contrariar a primavera, adoeceu, porém, o jardineiro. [...]
[25] Muitos dias se passaram antes que pudesse voltar ao jardim. Quando afinal conseguiu se levantar para procurar por
sua amada, percebeu que sua ausência havia a feito sumir por entre as folhagens não podadas. Embaralhando-se aos cabelos,
desfazendo a curva da testa, várias rosas cresciam sobre ela, fazendo-a desaparecer em um arbusto.
Parado diante dela, ele olhava e olhava. Perdida estava a perfeição do rosto, perdida a expressão do olhar. Mas do
seu amor nada se perdia. Florida, pareceu-lhe ainda mais linda. Seu perfume ainda mais doce. Nunca Rosamulher fora tão
[30] rosa. Nunca houvera no mundo beleza semelhante. Seu coração de jardineiro soube que nunca mais teria coragem de podá-la.
Nem mesmo para mantê-la presa em seu desenho.
Então docemente a abraçou descansando a cabeça no seu ombro. E esperou.
E sentindo sua espera a mulher-rosa começou a brotar: lançando galhos, abrindo folhas, envolvendo-o em botões,
casulo de flores e perfumes. Ao longe, raras damas surpreenderam-se com o súbito esplendor da roseira. Um cavaleiro reteve
[35] seu cavalo. Por um instante pararam, atraídos. Depois voltaram a cabeça e a atenção, remontando seus caminhos. Sem
perceber debaixo das flores o estreito abraço dos amantes.
(COLASANTI, Marina. A mulher ramada. In: Doze reis e a moça no labirinto do vento. Rio de Janeiro: Global. 2006, p. 20-22. Adaptado.)
Estabelecendo-se uma comparação entre Dona Maria Cecília de Corda Bamba e o jardineiro do conto de Mulher Ramada, verifica-se que, quanto ao comportamento amoroso, ambos:
Questão 1 10772479
COLUNI/UFV 1° Dia 2015Leia esta crônica de Moacyr Scliar para responder à questão.
TEXTO
Os adolescentes e a solidão
Há coisa pior que a solidão na adolescência? Parece que não, a julgar por uma pesquisa feita pela professora Oraides
Regina Alves (Porto Alegre). A professora Oraides, como outros professores e professoras deste Estado, desenvolve, em
condições nem sempre fáceis, um trabalho criativo e ao mesmo tempo revelador. Baseando-se numa reportagem da revista
Nova Escola, ela perguntou aos alunos o que era, para eles, solidão.
[5] As respostas são interessantes porque falam muito sobre os jovens contemporâneos do Mamonas Assassinas.
"Solidão é vir à aula na sexta-feira", diz Rodrigo, para quem, parece, todos os fins de semana são prolongados. "Sentir-se
sozinho num túnel sem aquela luzinha no final, diz Giovani, a melhor descrição de estado depressivo que já vi. Vitor Hugo dá à
sua resposta uma dimensão social: para ele, solidão "é ver que a fome e a miséria estão tomando conta do nosso país".
Celiana, para quem solidão é "escrever poemas de amor e não ter a quem dar", vinga-se do destino: depois de brigar com o
[10] namorado, a melhor coisa é "caminhar de salto alto para incomodar os vizinhos do andar de baixo". Eu não gostaria de morar
nesse edifício.
O futebol também entra. Para Vitor Hugo, solidão é ser colorado, enquanto o Ederson, que, evidentemente, torce para
o mesmo time, diz que se sente solitário quando tem de assistir a uma decisão do Grêmio sozinho. Ainda dentro do item jogos e
esportes, o Roger diz que solidão é estar com o videogame queimado (e pelo tempo que funcionam, os videogames devem
[15] queimar muito). A propósito, o Everton tem uma velada queixa contra a Companhia de Energia Elétrica: ele sente solitário
quando "está sozinho e falta luz".
Há depoimentos comoventes. Solidão, diz a Tatiane, “é deitar na cama e beijar o travesseiro”, ou, no plano familiar,
“sentar a mesa e ver um único prato”. Solidão, diz a Patrícia, é “saber que mais dia, menos dia, meus pais vão se separar”.
Solidão, diz Ederson, é “estar doente e ninguém vir lhe visitar”, “ter um pai que não liga a mínima para você”, diz Mariana.
[20] “Acordar e não ter a quem dizer bom dia”, acrescenta Odete.
Solidão é triste em qualquer idade. Mas na adolescência parece ser pior. O mundo será melhor quando os
adolescentes não mais se sentirem sós.
(Disponível em: http://goo.gl/KLJ4Ku. Acesso em: 09 set. 2014. Adaptado.)
O principal propósito comunicativo desse texto é:
Questão 9 10770295
UTFPR Inverno 2015/1Analise a frase abaixo.
A pesquisa foi realizada em Singapura durante um período de três anos com crianças de oito a 17 anos de idade, das quais 73% eram do sexo masculino.
Com relação à coesão e à coerência da frase acima, considere as seguintes alternativas de reescrita:
I) Com crianças de oito a 17 anos, a pesquisa foi realizada em Singapura, durante um período de três anos de idade, das quais 73% eram do sexo masculino.
II) Durante um período de três anos, a pesquisa foi realizada em Singapura com crianças de oito a 17 anos de idade, das quais 73% eram do sexo masculino.
III) A pesquisa com crianças de oito a 17 anos de idade, das quais 73% eram do sexo masculino, foi realizada em Singapura durante um período de três anos.
Está(ão) correta(s) apenas:
06
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