Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
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Questão 14 15678870
CPM/ERJ 6 Ano 2015Poema de Sete Faces
Carlos Drummond de Andrade
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.
Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo
Gauche: esquerda, em francês.
Observe o trecho para responder às questão:
Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
No trecho, como podemos interpretar as atribuições do poeta ao anjo?
Questão 10 15471820
EPSJV Técnico em Saúde 2015TEXTO
A sociedade da intolerância
Jairo Marques
Na semana passada, duas deputadas federais que são cadeirantes, Mara Gabrilli (PSDB-SP) e Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), receberam uma vaia retumbante ao conseguirem, após uma hora de atraso, embarcar em um avião em Brasília.
Os passageiros estavam possessos com aquela demora que ocasionaria transtornos diversos em suas vidas. Tudo por causa de duas políticas que, provavelmente, estavam tendo algum tipo de regalia como poderiam pensar alguns, os que puxaram a reprovação coletiva.
Não era nada disso. As duas, como qualquer pessoa com deficiência deste país, passaram maus bocados para que a empresa aérea e a Infraero conseguissem o equipamento que garante o embarque – com alguma dignidade, e não como um saco de batatas – para quem usa cadeira de rodas ou tem movimentos restritos.
Também na semana passada, um adolescente negro e “bandidinho” foi amarrado a um poste com um cadeado fixado a sua goela para mostrar como se faz com quem é infrator e um homem foi ridicularizado nas redes sociais porque estava no aeroporto de camiseta regata e bermuda, afinal, o calor está de matar.
Adicione a esses “fatos isolados” as surras que gays têm tomado diuturnamente nas grandes cidades, os ataques como quais os de enxame de abelhas em pessoas que externam pontos de vista avessos ao padrão dito comum e as ameaças a grupos de piadistas.
Velozmente, atitudes pouco pensadas e questionadas, com consequências nada imaginadas e medidas, estão sendo postas em curso, doa a quem doer. O que importa é colocar para fora insatisfações ligeiras ou que incomodem ao ponto de gerar um beicinho, uma sensação de mal-estar.
Tolerância com as diferenças e com a diversidade é valor em franco declínio. O pato a pagar com essa falta de maturidade social, que não analisa, apenas age, tende a cair no colo de quem não se alinha ao óbvio.
(...)
O incômodo com o outro é do homem desde as cavernas, mas sacar as bordunas e empunhá-las na fuça alheia a troco de querer garantir o que unilateralmente se considera Justiça ou se considera ideal é prerrogativa de tempos históricos que não deixaram saudade.
(...)
Sair do quadrado daquilo que se acha correto, normal e dentro dos padrões expondo-se a vestir uma roupa do avesso pode ajudar a diminuir o protagonismo da intolerância e ampliar o direito do outro de ser o que quiser e de ser mais bem compreendido em suas demandas.
(Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ cotidiano/151807-a-sociedade-da-intolerancia.shtml, acesso em 06/09/2014)
Vocabulário
- retumbante: intenso, extraordinário
- diuturnamente: de longa duração, contínuo
- bordunas: arma indígena
- prerrogativa: privilégio
Em “(...) vestir uma roupa do avesso pode ajudar a diminuir o protagonismo da intolerância (...)”, o trecho sublinhado é um convite a:
Questão 9 15471817
EPSJV Técnico em Saúde 2015TEXTO
A sociedade da intolerância
Jairo Marques
Na semana passada, duas deputadas federais que são cadeirantes, Mara Gabrilli (PSDB-SP) e Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), receberam uma vaia retumbante ao conseguirem, após uma hora de atraso, embarcar em um avião em Brasília.
Os passageiros estavam possessos com aquela demora que ocasionaria transtornos diversos em suas vidas. Tudo por causa de duas políticas que, provavelmente, estavam tendo algum tipo de regalia como poderiam pensar alguns, os que puxaram a reprovação coletiva.
Não era nada disso. As duas, como qualquer pessoa com deficiência deste país, passaram maus bocados para que a empresa aérea e a Infraero conseguissem o equipamento que garante o embarque – com alguma dignidade, e não como um saco de batatas – para quem usa cadeira de rodas ou tem movimentos restritos.
Também na semana passada, um adolescente negro e “bandidinho” foi amarrado a um poste com um cadeado fixado a sua goela para mostrar como se faz com quem é infrator e um homem foi ridicularizado nas redes sociais porque estava no aeroporto de camiseta regata e bermuda, afinal, o calor está de matar.
Adicione a esses “fatos isolados” as surras que gays têm tomado diuturnamente nas grandes cidades, os ataques como quais os de enxame de abelhas em pessoas que externam pontos de vista avessos ao padrão dito comum e as ameaças a grupos de piadistas.
Velozmente, atitudes pouco pensadas e questionadas, com consequências nada imaginadas e medidas, estão sendo postas em curso, doa a quem doer. O que importa é colocar para fora insatisfações ligeiras ou que incomodem ao ponto de gerar um beicinho, uma sensação de mal-estar.
Tolerância com as diferenças e com a diversidade é valor em franco declínio. O pato a pagar com essa falta de maturidade social, que não analisa, apenas age, tende a cair no colo de quem não se alinha ao óbvio.
(...)
O incômodo com o outro é do homem desde as cavernas, mas sacar as bordunas e empunhá-las na fuça alheia a troco de querer garantir o que unilateralmente se considera Justiça ou se considera ideal é prerrogativa de tempos históricos que não deixaram saudade.
(...)
Sair do quadrado daquilo que se acha correto, normal e dentro dos padrões expondo-se a vestir uma roupa do avesso pode ajudar a diminuir o protagonismo da intolerância e ampliar o direito do outro de ser o que quiser e de ser mais bem compreendido em suas demandas.
(Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ cotidiano/151807-a-sociedade-da-intolerancia.shtml, acesso em 06/09/2014)
Vocabulário
- retumbante: intenso, extraordinário
- diuturnamente: de longa duração, contínuo
- bordunas: arma indígena
- prerrogativa: privilégio
Em “(...) estavam tendo algum tipo de regalia como poderiam pensar alguns (...)”, a palavra como tem valor de:
Questão 8 15471804
EPSJV Técnico em Saúde 2015TEXTO
A sociedade da intolerância
Jairo Marques
Na semana passada, duas deputadas federais que são cadeirantes, Mara Gabrilli (PSDB-SP) e Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), receberam uma vaia retumbante ao conseguirem, após uma hora de atraso, embarcar em um avião em Brasília.
Os passageiros estavam possessos com aquela demora que ocasionaria transtornos diversos em suas vidas. Tudo por causa de duas políticas que, provavelmente, estavam tendo algum tipo de regalia como poderiam pensar alguns, os que puxaram a reprovação coletiva.
Não era nada disso. As duas, como qualquer pessoa com deficiência deste país, passaram maus bocados para que a empresa aérea e a Infraero conseguissem o equipamento que garante o embarque – com alguma dignidade, e não como um saco de batatas – para quem usa cadeira de rodas ou tem movimentos restritos.
Também na semana passada, um adolescente negro e “bandidinho” foi amarrado a um poste com um cadeado fixado a sua goela para mostrar como se faz com quem é infrator e um homem foi ridicularizado nas redes sociais porque estava no aeroporto de camiseta regata e bermuda, afinal, o calor está de matar.
Adicione a esses “fatos isolados” as surras que gays têm tomado diuturnamente nas grandes cidades, os ataques como quais os de enxame de abelhas em pessoas que externam pontos de vista avessos ao padrão dito comum e as ameaças a grupos de piadistas.
Velozmente, atitudes pouco pensadas e questionadas, com consequências nada imaginadas e medidas, estão sendo postas em curso, doa a quem doer. O que importa é colocar para fora insatisfações ligeiras ou que incomodem ao ponto de gerar um beicinho, uma sensação de mal-estar.
Tolerância com as diferenças e com a diversidade é valor em franco declínio. O pato a pagar com essa falta de maturidade social, que não analisa, apenas age, tende a cair no colo de quem não se alinha ao óbvio.
(...)
O incômodo com o outro é do homem desde as cavernas, mas sacar as bordunas e empunhá-las na fuça alheia a troco de querer garantir o que unilateralmente se considera Justiça ou se considera ideal é prerrogativa de tempos históricos que não deixaram saudade.
(...)
Sair do quadrado daquilo que se acha correto, normal e dentro dos padrões expondo-se a vestir uma roupa do avesso pode ajudar a diminuir o protagonismo da intolerância e ampliar o direito do outro de ser o que quiser e de ser mais bem compreendido em suas demandas.
(Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ cotidiano/151807-a-sociedade-da-intolerancia.shtml, acesso em 06/09/2014)
Vocabulário
- retumbante: intenso, extraordinário
- diuturnamente: de longa duração, contínuo
- bordunas: arma indígena
- prerrogativa: privilégio
O texto é argumentativo.
Como estratégia para a defesa do ponto de vista apresentado, os cinco primeiros parágrafos utilizam:
Questão 3 15465467
EPSJV Técnico em Saúde 2015TEXTO
Viva o pretoguês!
Nós, brasileiros e brasileiras, ao contrário dos portugueses e dos falantes de espanhol, francês, inglês, italiano, alemão e tantas outras línguas, não usamos o verbo ter quando nos referimos a sensações físicas e a sentimentos. Não é nada brasileiro dizer coisas do tipo “tenho fome”, “tenho medo”, “tenho dor de cabeça”, “tenho frio”. O que dizemos é: “estou com fome”, “estou com medo”, “estou com dor de cabeça”, “estou com frio” e por aí vai. (...)
Durante a maior parte do período colonial brasileiro, a população brasileira foi composta em sua grande maioria pelos escravos negros. Logo após a Independência, em 1822, 70% do total de brasileiros eram compostos de escravos, de negros forros, de mestiços e do que tinha restado das populações indígenas, massacradas desde o início da colonização.
Impedidos de falar suas línguas maternas, tendo de conviver com falantes de diferentes línguas africanas, os escravos e seus descendentes foram aprendendo o português nas condições que lhes eram possíveis e, no processo, foram transferindo características de suas línguas para a língua de seus senhores, fazendo surgir uma língua nova: o português brasileiro. Isso, sem dúvida, explica, o nosso brasileiríssimo “estar com” como equivalente a ter.
Houve um tempo em que muitas pessoas, em atitude preconceituosa, se referiam ao modo de falar das pessoas humildes e sem instrução formal como “pretoguês”. Ora, examinando bem os fatos históricos, poderíamos até dizer que esse é que devia ser mesmo o nome da língua falada, de tal modo ela chegou a ser o que é hoje graças ao influxo que recebeu das línguas africanas.
Atualmente, cada vez mais estudiosos do português brasileiro realizam pesquisas com o objetivo de rastrear, detectar e explicar o poderoso impacto que tiveram sobre a nossa língua os idiomas trazidos à força para cá pelo abominável sistema econômico escravagista. Muitos aspectos da nossa gramática só podem ser explicados quando comparados, não com o português europeu, não com outras línguas latinas, nem mesmo com outras línguas europeias, mas sim com línguas africanas, principalmente do grupo banto, as primeiras a chegar por aqui.
(BAGNO, Marcos. Viva o pretoguês! In: Caros Amigos. Ano XVIII. Nº 209. Agosto de 2014: 06)
Vocabulário
- forros: alforriado, liberto
- influxo: influência
Em “Isso, sem dúvida, explica, o nossobrasileiríssimo “estar com” como equivalente a ter.”(3º parágrafo), o pronome “isso” é usado para retomar uma ideia já apresentada.
A opção que indica essa ideia é:
Questão 1 11059892
IFNMG Integrado 2015/1INSTRUÇÃO: Leia o TEXTO, a seguir, para responder à questão.
TEXTO
O que é folclore?
De conservar o folclore
Todos têm obrigação,
Para que nunca descore
A popular tradição
Os homens de grande estudo
Como Mainá e Cascudo
Guardam sempre nos arquivos
Populares tradições,
Cantigas, superstições
E costumes primitivos.
Você, caboclo, que cresce,
Sem instrução nem saber,
Escuta, mas não conhece
Folclore o que quer dizer;
O folclore é um pilão,
É um bodoque, um pião,
Garanto que também é
Uma grosseira cangalha
Aparelhada de palha
De palmeira ou catolé.
Posso lhe afirmar também
Folclore é superstição
O medo que você tem
Do canto do curujão.
Folclore é aquele instrumento
Para o seu divertimento
Que chamamos birimbau,
E também a brincadeira
Ritmada e prazenteira
Chamada Maneiro-pau.
Folclore, meu camarada,
Ouvimos a toda hora,
É estória de alma penada
De lubisome e caipora.
Preste atenção e decore,
Pois, com certeza, folclore
Ainda posso dizer
Que é aquele búzio de osso
Que você põe no pescoço
Do filho pra não morrer.
É o aboio magoado
Do vaqueiro na amplidão,
É o festejo animado
Da debulha de fejão,
Carro de boi e gaiola
E desafio, à viola,
Do cantador popular.
E também a toadinha
Da Ciranda-cirandinha
Vamos todos cirandar.
Eu e você que vivemos
No nosso pobre sertão
Muitas coisas inda temos
Da popular tradição;
Além de outras, o girau
E a carrocinha de pau
Em vez de bonito carro.
Que prazer, satisfação,
A gente comer pirão
Mexido em prato de barro!
E agora, prezado irmão,
Estes versos lhe dedico,
Lhe dei alguma noção
Do nosso folclore rico.
Não posso continuar,
Pois nada pude estudar,
De dentro do tema saio.
O resto lhe dirá tudo
Romão Filgueira Sampaio,
Mainá e Câmara Cascudo.
Patativa do Assaré/Antônio Gonçalves da Silva
Fonte: http://www.blocosonline.com.br/versaoanterior2/literatura/poesia/p01/p010393.htm. Acesso em: 01 nov. 2014.
No, algumas palavras foram grafadas fora da Norma Padrão.
O uso das palavras “lubisome” “curujão” “birimbau” e “fejão” nos permite concluir que:
06
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