Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 20 10172486
CMC 1° Ano Prova de Portugues 2019TEXTO

Disponível em: http://dragoesdegaragem.com/wp-content/uploads/2016/12/cientirinhas49_450.jpg Acesso em 10 Outubro 2019.
Analise o termo destacado a seguir e o período do qual ele faz parte:
“Se isso não for poesia, então eu não sei o que é”
Assinale a alternativa cujo conectivo melhor substitui o termo destacado anteriormente, sem acarretar alteração no seu valor semântico-discursivo, isto é, no seu sentido:
Questão 19 10172455
CMC 1° Ano Prova de Portugues 2019TEXTO

Disponível em: http://dragoesdegaragem.com/wp-content/uploads/2016/12/cientirinhas49_450.jpg Acesso em 10 Outubro 2019.
No trecho do texto: “Na verdade esse cheiro vem de compostos químicos exalados por plantas e bactérias no solo”, o termo em destaque poderia ser substituído por qual alternativa, sem interferir no sentido da frase?
Questão 18 10172280
CMC 1° Ano Prova de Portugues 2019
TEXTO 1

Disponível em: http://tirinhasdofreeky.blogspot.com/2012/02/tirinha-004-sol-ou-chuva.html?m=1 Acesso em 10 Outubro 2019.
Quadrinho 1:
(Zum, Zum, Zum)
Ai, que calor! Que sol é este? Bem que poderia chover...
Quadrinho 2:
(Kraboom!)
Mas que raios de chuva é esta?! Caramba!
Quadrinho 3:
Tá bom! Não reclamo mais...
TEXTO 2

Disponível em: http://dragoesdegaragem.com/wp-content/uploads/2016/12/cientirinhas49_450.jpg Acesso em 10 Outubro 2019.
Sobre os textos 1 e 2, leia as afirmações abaixo.
I. Os dois textos apresentam humor e ironia.
II. Os dois textos apresentam subjetividade.
III. O texto 2 apresenta ironia, enquanto o texto 1, além de humor, apresenta informatividade.
IV. No texto 2, enquanto uma personagem discorre sobre a chuva de modo mais afetivo no primeiro
quadrinho, a outra se refere ao fenômeno a partir de termos científicos no segundo quadrinho.
V. No último quadrinho do texto 1, a personagem demonstra um sentimento de conformidade. Já no
texto 2, o sentimento que uma das personagens exibe é de encantamento.
Está correto o que se afirma em:
Questão 17 10172253
CMC 1° Ano Prova de Portugues 2019TEXTO 1
A menina e a tempestade
[01] A garota costumava caminhar todos os dias até a escola. Uma tarde de tempestade, ela
começou a demorar muito; os ventos sopravam cada vez com mais força, os trovões e raios
sacudiam a vizinhança.
A mãe, preocupada, telefonou para a escola, e informaram que a menina já havia saído.
[05] Ao ver que ela não chegava, colocou uma capa de chuva, e saiu – imaginando que a filha
devia estar paralisada de medo, escondida talvez na casa de um vizinho, chorando, e esperando
a tempestade passar.
Para sua tranquilidade, assim que dobrou a esquina, viu a menina andando lentamente
em direção a casa; mas parava cada vez que caía um raio, olhava para o céu, e sorria.
[10] A mãe chegou correndo, colocou a menina debaixo de sua capa, e perguntou por que ela
tinha demorado tanto.
“Você não está vendo os flashes?”, disse a criança. “Deus está tirando fotos de mim”.
Paulo Coelho
Disponível em: http://g1.globo.com/platb/paulocoelho/2010/07/08/a-menina-e-a-tempestade/ Acesso em 10 Outubro 2019.
TEXTO 2
"Que tempo lazarento: como o clima explica o curitibano"
[1] Choveu tanto aqui
Que até caiu
Outro pingo no ï
(Álvaro Posselt, poeta curitibano, em um inspirado haikai sobre o clima da cidade)
[5] Falar do tempo em Curitiba não é só uma forma de puxar papo. De dizer algo quando não se
tem nada a dizer. É item de primeira necessidade. Tomando emprestado o bordão de uma rádio, aqui,
“em 20 minutos, tudo pode mudar”. Levo ou não o guarda-chuva? Tenho de seguir o conselho de
mamãe: pegar o casaquinho para sair no sereno? Em se tratando de Curitiba, sempre é útil perguntar:
vai fazer sol? Ou será que vai chover?
[10] Se bem que essa pergunta é retórica. Vai chover. Sempre chove. Pelo menos nesses tempos. E
que tempo la-za-ren-to! O tempo úmido e instável talvez explique Curitiba e sua gente. Afinal, ele é
tão ou mais curitibano que o lazarento. O termo, a expressão idiomática, que fique claro. Tanto
quanto a vina, o penal, o loki, o piá, a japona e os daís que usamos para encadear as boas histórias.
Tá bom, as ruins também.
[15] Mas voltemos ao tempo. Nosso clima é mesmo lazarento. Um punhadinho de dias de sol num
mês inteiro?! Em pleno verão?! Tá de brincadeira?! A verdade é que a gente nem devia reclamar. Já
tínhamos de estar acostumados. Sempre foi assim.
Duvida? Em 2014, para promover as delícias do país tropical abençoado por Deus (e atrair
estrangeiros para a Copa do Mundo), a Embratur lançou uma ferramenta on-line para mostrar
[20] quantos dias de sol por ano fazia em cada cidade do planeta. A ideia era mostrar como o Brasil era
ensolarado. Mas deu ruim. Pelo menos por aqui. Curitiba ficou atrás até de Londres. Veja bem: da
Londres mundialmente famosa pelo seu clima... sem querer ofender... lazarento! Pior para nós: de
cada três dias, apenas um tem céu completamente aberto na capital das araucárias.
Tenho para mim que o cacique Tindiquera era um gozador. Pudera: o índio entregaria assim
de mão beijada as suas melhores terras para o homem branco? Reza a lenda que foi ele que guiou os
portugueses desbravadores do Primeiro Planalto, escolheu um local, fincou uma estaca no chão, e
disse: “É aqui! Construam sua cidade aqui”. E deve ter pensado, rindo: “Perdeu, cara-pálida”.
Agora já era. Aqui está Curitiba, erguida ao redor daquela estaca. Em meio àquele brejo.
Bafejada pela umidade do mar que sobe a serra e vira nuvem. Na esquina onde o vento faz a curva e
[30] se dão os encontros furtivos das frentes frias com o ar amazônico. Resumo da ópera-bufa: chuva e
umidade sobre nossas cabeças.
E por falar em bufa, lembrei-me dos bufos. Traduzindo da terminologia zoológica: sapos.
Curitiba foi conhecida por muito tempo como Sapolândia, a terra dos sapos. Darwin explica:
adaptação evolutiva ao ambiente. Um ambiente, no nosso caso, „pra‟ lá de úmido. Paraíso dos
[35] batráquios. E até há não muito tempo, eles pulavam aos montes nos quintais das casas. Cada família
tinha o seu bufo de estimação.
Porém, a cidade foi crescendo e ficando metida demais para se orgulhar da velha alcunha. E os
sapos sumiram. Mas não é que dia desses, em meio a um dos dilúvios que nos acometeram neste
verão molhado, um senhor bufo pensou que a Rua XV tinha voltado a ser um aprazível banhado e
[40] reapareceu todo faceiro em pleno calçadão? Senhor sapo, obrigado por nos lembrar o que Curitiba é
em essência: água. Muita água.
Não tem jeito mesmo. Queiramos ou não, isso nos afeta. “Eu sou eu e minha circunstância”, já
dizia Ortega y Gasset. E nossa circunstância é a umidade inevitável. Mas talvez até tenha um lado
bom. Chuvinha: bom para ficar em casa. Quem sabe não seja por isso que o curitibano é um sujeito
[45] tão família, tão apegado aos seus.
Alguém pode contrapor: “Nada a ver; nosso clima é úmido e o curitibano é seco”. É o que
muitos dizem. Pode ser que seja a lei da compensação. Mas também dizem que isso está mudando.
Como o tempo.
Talvez o mais certo seja dizer que somos como nosso clima. Não, lazarentos, não! Se bem que
[50] tem uns lazarentos por aí... Mas isso não vem ao caso. O fato é que por vezes somos fechados, como
o tempo. Mas, do mesmo jeito que por trás das nuvens do céu curitibano há um sol (acreditem, ele
existe!), atrás da nossa fama de antipáticos se esconde o calor humano."
"Viram? Não é que em Curitiba falar do tempo não é só um jeito de dizer algo quando não se
tem nada a dizer? E, aproveitando que vocês ainda estão aí, digam-me uma coisa: será que hoje vai
[55] chover?"
Fernando Martins
Adaptado. Disponível em:https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/fernando-martins/que-tempo-lazarento-como-o-clima-explica-o-curitibano/ Acesso em 10 outubro 2019.
TEXTO 3
SONETO XXXII
Quando a chuva cessava e um vento fino
franzia a tarde tímida e lavada,
eu saía a brincar, pela calçada,
nos meus tempos felizes de menino.
Fazia, de papel, toda uma armada;
e, estendendo meu braço pequenino,
eu soltava os barquinhos, sem destino,
ao longo das sarjetas, na enxurrada...
Fiquei moço. E hoje sei, pensando neles,
que não são barcos de ouro os meus ideais:
são feitos de papel, são como aqueles
Perfeitamente, exatamente iguais...
- Que os meus barquinhos, lá se foram eles!
Foram-se embora e não voltaram mais!
Guilherme de Almeida
Disponível em: http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm%3Fsid%3D186/textos-escolhidos Acesso em 10 Outubro 2019.
Após a leitura dos textos I, II e III, é possível identificar um tema recorrente dentre eles. Em alguns, como parte da ideia central, em outros, como uma das ideias secundárias que contribuem na construção da temática principal.
No que se refere a esse tópico comum, bem como a outros elementos que caracterizam esses textos, é incorreto afirmar:
Questão 14 10172130
CMC 1° Ano Prova de Portugues 2019TEXTO
SONETO XXXII
Quando a chuva cessava e um vento fino
franzia a tarde tímida e lavada,
eu saía a brincar, pela calçada,
nos meus tempos felizes de menino.
Fazia, de papel, toda uma armada;
e, estendendo meu braço pequenino,
eu soltava os barquinhos, sem destino,
ao longo das sarjetas, na enxurrada...
Fiquei moço. E hoje sei, pensando neles,
que não são barcos de ouro os meus ideais:
são feitos de papel, são como aqueles
Perfeitamente, exatamente iguais...
- Que os meus barquinhos, lá se foram eles!
Foram-se embora e não voltaram mais!
Guilherme de Almeida
Disponível em: http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm%3Fsid%3D186/textos-escolhidos acesso em 10 Outubro 2019.
Com base na leitura e interpretação do texto , marque a alternativa que melhor transmite a ideia principal do soneto de Guilherme de Almeida.
Questão 13 10172100
CMC 1° Ano Prova de Portugues 2019TEXTO
"Que tempo lazarento: como o clima explica o curitibano"
[1] Choveu tanto aqui
Que até caiu
Outro pingo no ï
(Álvaro Posselt, poeta curitibano, em um inspirado haikai sobre o clima da cidade)
[5] Falar do tempo em Curitiba não é só uma forma de puxar papo. De dizer algo quando não se
tem nada a dizer. É item de primeira necessidade. Tomando emprestado o bordão de uma rádio, aqui,
“em 20 minutos, tudo pode mudar”. Levo ou não o guarda-chuva? Tenho de seguir o conselho de
mamãe: pegar o casaquinho para sair no sereno? Em se tratando de Curitiba, sempre é útil perguntar:
vai fazer sol? Ou será que vai chover?
[10] Se bem que essa pergunta é retórica. Vai chover. Sempre chove. Pelo menos nesses tempos. E
que tempo la-za-ren-to! O tempo úmido e instável talvez explique Curitiba e sua gente. Afinal, ele é
tão ou mais curitibano que o lazarento. O termo, a expressão idiomática, que fique claro. Tanto
quanto a vina, o penal, o loki, o piá, a japona e os daís que usamos para encadear as boas histórias.
Tá bom, as ruins também.
[15] Mas voltemos ao tempo. Nosso clima é mesmo lazarento. Um punhadinho de dias de sol num
mês inteiro?! Em pleno verão?! Tá de brincadeira?! A verdade é que a gente nem devia reclamar. Já
tínhamos de estar acostumados. Sempre foi assim.
Duvida? Em 2014, para promover as delícias do país tropical abençoado por Deus (e atrair
estrangeiros para a Copa do Mundo), a Embratur lançou uma ferramenta on-line para mostrar
[20] quantos dias de sol por ano fazia em cada cidade do planeta. A ideia era mostrar como o Brasil era
ensolarado. Mas deu ruim. Pelo menos por aqui. Curitiba ficou atrás até de Londres. Veja bem: da
Londres mundialmente famosa pelo seu clima... sem querer ofender... lazarento! Pior para nós: de
cada três dias, apenas um tem céu completamente aberto na capital das araucárias.
Tenho para mim que o cacique Tindiquera era um gozador. Pudera: o índio entregaria assim
[25] de mão beijada as suas melhores terras para o homem branco? Reza a lenda que foi ele que guiou os
portugueses desbravadores do Primeiro Planalto, escolheu um local, fincou uma estaca no chão, e
disse: “É aqui! Construam sua cidade aqui”. E deve ter pensado, rindo: “Perdeu, cara-pálida”.
Agora já era. Aqui está Curitiba, erguida ao redor daquela estaca. Em meio àquele brejo.
Bafejada pela umidade do mar que sobe a serra e vira nuvem. Na esquina onde o vento faz a curva e
[30] se dão os encontros furtivos das frentes frias com o ar amazônico. Resumo da ópera-bufa: chuva e
umidade sobre nossas cabeças.
E por falar em bufa, lembrei-me dos bufos. Traduzindo da terminologia zoológica: sapos.
Curitiba foi conhecida por muito tempo como Sapolândia, a terra dos sapos. Darwin explica:
adaptação evolutiva ao ambiente. Um ambiente, no nosso caso, „pra‟ lá de úmido. Paraíso dos
batráquios. E até há não muito tempo, eles pulavam aos montes nos quintais das casas. Cada família
tinha o seu bufo de estimação.
Porém, a cidade foi crescendo e ficando metida demais para se orgulhar da velha alcunha. E os
sapos sumiram. Mas não é que dia desses, em meio a um dos dilúvios que nos acometeram neste
verão molhado, um senhor bufo pensou que a Rua XV tinha voltado a ser um aprazível banhado e
[40] reapareceu todo faceiro em pleno calçadão? Senhor sapo, obrigado por nos lembrar o que Curitiba é
em essência: água. Muita água.
Não tem jeito mesmo. Queiramos ou não, isso nos afeta. “Eu sou eu e minha circunstância”, já
dizia Ortega y Gasset. E nossa circunstância é a umidade inevitável. Mas talvez até tenha um lado
bom. Chuvinha: bom para ficar em casa. Quem sabe não seja por isso que o curitibano é um sujeito
[45] tão família, tão apegado aos seus.
Alguém pode contrapor: “Nada a ver; nosso clima é úmido e o curitibano é seco”. É o que
muitos dizem. Pode ser que seja a lei da compensação. Mas também dizem que isso está mudando.
Como o tempo.
Talvez o mais certo seja dizer que somos como nosso clima. Não, lazarentos, não! Se bem que
[50] tem uns lazarentos por aí... Mas isso não vem ao caso. O fato é que por vezes somos fechados, como
o tempo. Mas, do mesmo jeito que por trás das nuvens do céu curitibano há um sol (acreditem, ele
existe!), atrás da nossa fama de antipáticos se esconde o calor humano."
"Viram? Não é que em Curitiba falar do tempo não é só um jeito de dizer algo quando não se
tem nada a dizer? E, aproveitando que vocês ainda estão aí, digam-me uma coisa: será que hoje vai
[55] chover?"
Fernando Martins
Adaptado. Disponível em:https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/fernando-martins/que-tempo-lazarento-como-o-clima-explica-o-curitibano/ Acesso em 10 outubro 2019.
Para evitar repetições, o autor do texto emprega diferentes formas para referir-se a Curitiba.
Qual das alternativas a seguir não apresenta expressão do texto com essa finalidade?
06
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