Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 9 15407092
CEFET-RJ Integrado 2024TEXTO
E vamos à luta
Eu acredito é na rapaziada,
Que segue em frente e segura o rojão
Eu ponho fé é na fé da moçada,
Que não foge da fera e enfrenta o leão
Eu vou à luta com essa juventude,
Que não corre da raia a troco de nada
Eu vou no bloco dessa mocidade,
Que não tá na saudade e constrói
A manhã desejada
Aquele que sabe que é negro o couro da gente
E segura a batida da vida o ano inteiro
Aquele que sabe o sufoco de um jogo tão duro
E apesar dos pesares, ainda se orgulha de ser brasileiro
Aquele que sai da batalha, entra no botequim
Pede uma cerva gelada e agita na mesa uma batucada
Aquele que manda o pagode e sacode a poeira suada
[da luta
E faz a brincadeira, pois o resto é besteira
E nós estamos pelaí...
GONZAGUINHA. E vamos à luta. São Paulo: EMI Records, 1980. LP, 39 min.
O pronome relativo “que”, presente no início de quatro versos da primeira estrofe, além de conferir ritmo à canção, atua estabelecendo conexão entre:
Questão 8 15407091
CEFET-RJ Integrado 2024TEXTO
E vamos à luta
Eu acredito é na rapaziada,
Que segue em frente e segura o rojão
Eu ponho fé é na fé da moçada,
Que não foge da fera e enfrenta o leão
Eu vou à luta com essa juventude,
Que não corre da raia a troco de nada
Eu vou no bloco dessa mocidade,
Que não tá na saudade e constrói
A manhã desejada
Aquele que sabe que é negro o couro da gente
E segura a batida da vida o ano inteiro
Aquele que sabe o sufoco de um jogo tão duro
E apesar dos pesares, ainda se orgulha de ser brasileiro
Aquele que sai da batalha, entra no botequim
Pede uma cerva gelada e agita na mesa uma batucada
Aquele que manda o pagode e sacode a poeira suada
[da luta
E faz a brincadeira, pois o resto é besteira
E nós estamos pelaí...
GONZAGUINHA. E vamos à luta. São Paulo: EMI Records, 1980. LP, 39 min.
Na letra da canção de Gonzaguinha, percebe-se a visão do eu lírico a respeito de uma juventude resistente e forte.
Essa afirmativa pode ser comprovada a partir de uma criteriosa seleção de palavras, evidenciada pela presença de substantivos tais como:
Questão 6 15407089
CEFET-RJ Integrado 2024TEXTO
Cruzamento
Vou para o dentista, duas da tarde, meu carro corta com esforço a geleia modorrenta1 em que o ar se transformou esses dias. Um casal de adolescentes começa a atravessar a rua, de mãos dadas, à minha frente. Eles dão uma olhada para o meu carro, de leve, calculando. A garota faz menção de apressar o passo, o garoto a dissuade com um olhar de esguelha e, talvez, um discretíssimo aperto na mão. Eles seguem seu ritmo, lento, rumo a outra calçada.
Se nenhum de nós mudarmos nossas velocidades, acabarei por atropelá-los. É evidente que eles sabem disso, como é evidente que isso não acontecerá, pois eu venho devagar e basta pisar de leve no freio e pronto, saímos todos, são e salvos, eu para o dentista, e eles para a casa dos pais de um deles, onde se deitarão numa cama de solteiro, embaixo de uma parede cheia de fotos e pôsteres e frases de canetinha hidrocor tipo Ju-eu-te-amo-amiga! e descobrirão que a vida é boa.
Esse pequeno acontecimento me atinge em algum calo das minhas neuroses urbanas. Irrito-me porque fingiram que a velocidade deles estava certa. No entanto, sabem que, se não morreram atropelados, é porque eu diminuí o ritmo. Mais ainda, talvez, porque o garoto passou para a menina a ideia, naquele olhar fugaz, de que com ele ela estava segura, de que era só confiar e tudo daria certo, eles chegariam ao outro lado da rua, depois ao outro lado do mundo, se quisessem, e seriam felizes para sempre. Mas foi o tiozão aqui quem tornou a travessia possível.
Percebo então que quem atravessou a rua à minha frente não foi um casal de adolescentes, foi a adolescência em si. E quem freou o carro não fui eu, mas a idade adulta. É assim que a adolescência lida com o mundo. Não capitula2 : arrisca, peita. “Imagina, se eu mudo meu ritmo, o mundo é que se acostume a ele!”. E porque os adolescentes têm um anjo protetor dos mais poderosos, ou, pelo menos, uma sorte do tamanho de um bonde, acontece de chegarem, quase sempre, sãos e salvos do outro lado da rua.
Já a idade adulta pondera, põe o pé no freio quando convém, faz concessões ao mundo, dirige afinado com a sinfonia dos outros, dentro dessa outra geleia modorrenta cujo nome, hoje, soa tão adolescente: sistema. E por isso me irrito, porque ali, naquela rua, diminuindo meu ritmo, me percebo velho, adequado, apascentado3 . Eles vão no ritmo deles, a realidade que se vire.
É assim, distraídos, que mudam o mundo.
PRATA, Antonio. Estadão, 23/12/2008. Disponível em: http://blogdoantonioprata. blogspot.com/2007/10/cruzamento.html. Acesso em: 20 out 2024. Adaptado.
Vocabulário:
1. modorrenta – desinteressante
2. capitula – cede
3. apascentado – adequado
A crônica é um gênero textual em que, muitas vezes, verifica-se o registro coloquial.
O trecho que revela uma construção mais próxima desse registro é:
Questão 5 15407088
CEFET-RJ Integrado 2024TEXTO
Cruzamento
Vou para o dentista, duas da tarde, meu carro corta com esforço a geleia modorrenta1 em que o ar se transformou esses dias. Um casal de adolescentes começa a atravessar a rua, de mãos dadas, à minha frente. Eles dão uma olhada para o meu carro, de leve, calculando. A garota faz menção de apressar o passo, o garoto a dissuade com um olhar de esguelha e, talvez, um discretíssimo aperto na mão. Eles seguem seu ritmo, lento, rumo a outra calçada.
Se nenhum de nós mudarmos nossas velocidades, acabarei por atropelá-los. É evidente que eles sabem disso, como é evidente que isso não acontecerá, pois eu venho devagar e basta pisar de leve no freio e pronto, saímos todos, são e salvos, eu para o dentista, e eles para a casa dos pais de um deles, onde se deitarão numa cama de solteiro, embaixo de uma parede cheia de fotos e pôsteres e frases de canetinha hidrocor tipo Ju-eu-te-amo-amiga! e descobrirão que a vida é boa.
Esse pequeno acontecimento me atinge em algum calo das minhas neuroses urbanas. Irrito-me porque fingiram que a velocidade deles estava certa. No entanto, sabem que, se não morreram atropelados, é porque eu diminuí o ritmo. Mais ainda, talvez, porque o garoto passou para a menina a ideia, naquele olhar fugaz, de que com ele ela estava segura, de que era só confiar e tudo daria certo, eles chegariam ao outro lado da rua, depois ao outro lado do mundo, se quisessem, e seriam felizes para sempre. Mas foi o tiozão aqui quem tornou a travessia possível.
Percebo então que quem atravessou a rua à minha frente não foi um casal de adolescentes, foi a adolescência em si. E quem freou o carro não fui eu, mas a idade adulta. É assim que a adolescência lida com o mundo. Não capitula2 : arrisca, peita. “Imagina, se eu mudo meu ritmo, o mundo é que se acostume a ele!”. E porque os adolescentes têm um anjo protetor dos mais poderosos, ou, pelo menos, uma sorte do tamanho de um bonde, acontece de chegarem, quase sempre, sãos e salvos do outro lado da rua.
Já a idade adulta pondera, põe o pé no freio quando convém, faz concessões ao mundo, dirige afinado com a sinfonia dos outros, dentro dessa outra geleia modorrenta cujo nome, hoje, soa tão adolescente: sistema. E por isso me irrito, porque ali, naquela rua, diminuindo meu ritmo, me percebo velho, adequado, apascentado3 . Eles vão no ritmo deles, a realidade que se vire.
É assim, distraídos, que mudam o mundo.
PRATA, Antonio. Estadão, 23/12/2008. Disponível em: http://blogdoantonioprata. blogspot.com/2007/10/cruzamento.html. Acesso em: 20 out 2024. Adaptado.
Vocabulário:
1. modorrenta – desinteressante
2. capitula – cede
3. apascentado – adequado
O texto de Antonio Prata é uma crônica narrativa em que se desencadeia uma reflexão a partir do seguinte episódio:
Questão 10 15405049
FAETEC 2024"A crescente onda de desinformação nas redes sociais tem se tornado um problema global. Fake news, especialmente em períodos eleitorais, são capazes de influenciar opiniões e decisões políticas. Governos e organizações civis estão buscando maneiras de combater essa tendência, enfatizando a importância da educação midiática e do pensamento crítico."
Com base no texto, qual estratégia é sugerida para enfrentar o problema da desinformação?
Questão 9 15405048
FAETEC 2024"A crescente onda de desinformação nas redes sociais tem se tornado um problema global. Fake news, especialmente em períodos eleitorais, são capazes de influenciar opiniões e decisões políticas. Governos e organizações civis estão buscando maneiras de combater essa tendência, enfatizando a importância da educação midiática e do pensamento crítico."
Qual é o principal desafio apresentado pelo texto?
06
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