Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 8 10415490
CMT 2019TEXTO

https://raulmarinhog.files.wordpress.com/2008/12/calvin.gif?w=720 acesso 30 de junho de 2019, às 17h50
Marque a opção em que todas as palavras, retiradas do TEXTO, pertencem à mesma classe de palavras.
Questão 7 10415469
CMT 2019TEXTO

https://raulmarinhog.files.wordpress.com/2008/12/calvin.gif?w=720 acesso 30 de junho de 2019, às 17h50
No terceiro quadrinho, lê-se “(...) eu pago às empresas para anunciar seus produtos”, o trecho destacado, em relação ao primeiro, expressa um valor semântico de:
Questão 5 10415433
CMT 2019TEXTO
Blusão da moda

Há cores por todos os lados e um clima de muita
generosidade na vitrine, os preços das ofertas fazem graciosos
malabarismos.
Vejo um blusão de lã e me agrado dele. Sim, a cor me cai
[5] no gosto, o talhe não é dos piores, o preço está convidativo. Para
quem precisa de um blusão de lã e sabe que ainda tem um pouco
de inverno pela frente, é de aproveitar.
Entro. Quem me atende é o próprio dono da loja, um cidadão que já vi, creio eu, em
mais de uma história d’As mil e uma noites. Um cidadão cortês, prestativo,
[10] interessadíssimo na minha humilde pessoa. Digo-lhe que gostei do blusão assim e assim
que está na vitrine e ele vai, olha qual é, vem, procura na prateleira um semelhante, não
encontra. O que justamente está de amostra é o último.
Fico torcendo para que o número seja o meu, 46. Faz tempo que ando procurando
um blusão daquele tipo, daquela cor, daquele preço. Decepção: é 50. Quando vou dizer
[15] “que pena, é muito grande”, o homem já está me tirando o casaco e me vestindo o blusão.
Digo que não adianta, é enorme, mas ele não me dá ouvidos.
- Viu? Olha aí!
Estou olhando, é monstruoso. Sobra pano nos ombros, nas mangas, nas costas,
por todo lado. Mas o persistente comerciante tem a coragem síria de dizer que aquilo está
[20] bom.
- Está bom demais: é blusão para mim e meus quatro filhos... – digo, com um risinho.
Ele não quer saber de piadas. Manda que eu aproveite a oportunidade, pois um
blusão daqueles, na verdade, anda custando o dobro. Replico que o blusão não está
custando, o blusão é o dobro. Não me escuta, prefere me ensinar que hoje um blusão
[25] decente se usa assim mais folgado, é da moda. Com todo respeito, só um palhacinho de
circo usaria um mais justo. Depois a tendência da lã é sempre encolher um pouco.
Resisto, digo que vou pensar. Consigo, a duras penas, sair.
Entro noutra loja, olho, olho, não tenho sorte. Entro em mais outra, olho, olho, nada
parecido com o blusão do meu gosto. Tento uma terceira, a mesma coisa. Desisto.
[30] Volto ao blusão que já seria meu se fosse 46. Vou pensando: não ficou tão grande,
ficou? Não entendo nada de moda, mas parece que já ouvi mesmo minha mulher dizer que
roupa agora se usa um pouco mais solta. Será que não ando um pouco antiquado?
Chego e verifico que o blusão está sendo visto por outro freguês e sinto-me como
que passado para trás. É um blusão bonito mesmo, o danado. O novo pretendente é um
[35] animal de grande, deve vestir 54, e ouço-o dizer “que pena, é muito pequeno”, mas o turco
não lhe dá ouvidos, diz que hoje um blusão decente se usa assim mais justo, senão o cara,
com todo respeito, fica parecendo um palhacinho de circo. Depois, a tendência da lã é
sempre a de esticar, claro.
Saio resignadamente sem blusão, vou embora ler um pouco das minh’As mil e uma
[40] noites.
Cardozo. Flávio José. Uns papéis que voam.São Paulo, FTD, 2003.
No trecho “Decepção: é 50” (l.14), encontra-se, respectivamente, ou seja, nessa ordem, uma relação de:
Questão 4 10415427
CMT 2019TEXTO
Blusão da moda

Há cores por todos os lados e um clima de muita
generosidade na vitrine, os preços das ofertas fazem graciosos
malabarismos.
Vejo um blusão de lã e me agrado dele. Sim, a cor me cai
[5] no gosto, o talhe não é dos piores, o preço está convidativo. Para
quem precisa de um blusão de lã e sabe que ainda tem um pouco
de inverno pela frente, é de aproveitar.
Entro. Quem me atende é o próprio dono da loja, um cidadão que já vi, creio eu, em
mais de uma história d’As mil e uma noites. Um cidadão cortês, prestativo,
[10] interessadíssimo na minha humilde pessoa. Digo-lhe que gostei do blusão assim e assim
que está na vitrine e ele vai, olha qual é, vem, procura na prateleira um semelhante, não
encontra. O que justamente está de amostra é o último.
Fico torcendo para que o número seja o meu, 46. Faz tempo que ando procurando
um blusão daquele tipo, daquela cor, daquele preço. Decepção: é 50. Quando vou dizer
[15] “que pena, é muito grande”, o homem já está me tirando o casaco e me vestindo o blusão.
Digo que não adianta, é enorme, mas ele não me dá ouvidos.
- Viu? Olha aí!
Estou olhando, é monstruoso. Sobra pano nos ombros, nas mangas, nas costas,
por todo lado. Mas o persistente comerciante tem a coragem síria de dizer que aquilo está
[20] bom.
- Está bom demais: é blusão para mim e meus quatro filhos... – digo, com um risinho.
Ele não quer saber de piadas. Manda que eu aproveite a oportunidade, pois um
blusão daqueles, na verdade, anda custando o dobro. Replico que o blusão não está
custando, o blusão é o dobro. Não me escuta, prefere me ensinar que hoje um blusão
[25] decente se usa assim mais folgado, é da moda. Com todo respeito, só um palhacinho de
circo usaria um mais justo. Depois a tendência da lã é sempre encolher um pouco.
Resisto, digo que vou pensar. Consigo, a duras penas, sair.
Entro noutra loja, olho, olho, não tenho sorte. Entro em mais outra, olho, olho, nada
parecido com o blusão do meu gosto. Tento uma terceira, a mesma coisa. Desisto.
[30] Volto ao blusão que já seria meu se fosse 46. Vou pensando: não ficou tão grande,
ficou? Não entendo nada de moda, mas parece que já ouvi mesmo minha mulher dizer que
roupa agora se usa um pouco mais solta. Será que não ando um pouco antiquado?
Chego e verifico que o blusão está sendo visto por outro freguês e sinto-me como
que passado para trás. É um blusão bonito mesmo, o danado. O novo pretendente é um
[35] animal de grande, deve vestir 54, e ouço-o dizer “que pena, é muito pequeno”, mas o turco
não lhe dá ouvidos, diz que hoje um blusão decente se usa assim mais justo, senão o cara,
com todo respeito, fica parecendo um palhacinho de circo. Depois, a tendência da lã é
sempre a de esticar, claro.
Saio resignadamente sem blusão, vou embora ler um pouco das minh’As mil e uma
[40] noites.
Cardozo. Flávio José. Uns papéis que voam.São Paulo, FTD, 2003.
Leia: “Há cores por todos os lados e um clima de muita generosidade na vitrine, os preços das ofertas fazem graciosos malabarismos” (l.1 a 3).
No trecho, a palavra destacada especifica o sentido de
Questão 3 10415416
CMT 2019TEXTO
Blusão da moda

Há cores por todos os lados e um clima de muita
generosidade na vitrine, os preços das ofertas fazem graciosos
malabarismos.
Vejo um blusão de lã e me agrado dele. Sim, a cor me cai
[5] no gosto, o talhe não é dos piores, o preço está convidativo. Para
quem precisa de um blusão de lã e sabe que ainda tem um pouco
de inverno pela frente, é de aproveitar.
Entro. Quem me atende é o próprio dono da loja, um cidadão que já vi, creio eu, em
mais de uma história d’As mil e uma noites. Um cidadão cortês, prestativo,
[10] interessadíssimo na minha humilde pessoa. Digo-lhe que gostei do blusão assim e assim
que está na vitrine e ele vai, olha qual é, vem, procura na prateleira um semelhante, não
encontra. O que justamente está de amostra é o último.
Fico torcendo para que o número seja o meu, 46. Faz tempo que ando procurando
um blusão daquele tipo, daquela cor, daquele preço. Decepção: é 50. Quando vou dizer
[15] “que pena, é muito grande”, o homem já está me tirando o casaco e me vestindo o blusão.
Digo que não adianta, é enorme, mas ele não me dá ouvidos.
- Viu? Olha aí!
Estou olhando, é monstruoso. Sobra pano nos ombros, nas mangas, nas costas,
por todo lado. Mas o persistente comerciante tem a coragem síria de dizer que aquilo está
[20] bom.
- Está bom demais: é blusão para mim e meus quatro filhos... – digo, com um risinho.
Ele não quer saber de piadas. Manda que eu aproveite a oportunidade, pois um
blusão daqueles, na verdade, anda custando o dobro. Replico que o blusão não está
custando, o blusão é o dobro. Não me escuta, prefere me ensinar que hoje um blusão
[25] decente se usa assim mais folgado, é da moda. Com todo respeito, só um palhacinho de
circo usaria um mais justo. Depois a tendência da lã é sempre encolher um pouco.
Resisto, digo que vou pensar. Consigo, a duras penas, sair.
Entro noutra loja, olho, olho, não tenho sorte. Entro em mais outra, olho, olho, nada
parecido com o blusão do meu gosto. Tento uma terceira, a mesma coisa. Desisto.
[30] Volto ao blusão que já seria meu se fosse 46. Vou pensando: não ficou tão grande,
ficou? Não entendo nada de moda, mas parece que já ouvi mesmo minha mulher dizer que
roupa agora se usa um pouco mais solta. Será que não ando um pouco antiquado?
Chego e verifico que o blusão está sendo visto por outro freguês e sinto-me como
que passado para trás. É um blusão bonito mesmo, o danado. O novo pretendente é um
[35] animal de grande, deve vestir 54, e ouço-o dizer “que pena, é muito pequeno”, mas o turco
não lhe dá ouvidos, diz que hoje um blusão decente se usa assim mais justo, senão o cara,
com todo respeito, fica parecendo um palhacinho de circo. Depois, a tendência da lã é
sempre a de esticar, claro.
Saio resignadamente sem blusão, vou embora ler um pouco das minh’As mil e uma
[40] noites.
Cardozo. Flávio José. Uns papéis que voam.São Paulo, FTD, 2003.
A palavra destacada em “Mas o persistente comerciante tem a coragem síria de dizer que aquilo está bom” (l.19 e 20), no texto, retoma
Questão 10 10376011
CPM 2019Leia o seguinte parágrafo do livro O pequeno Príncipe.
Vivi muito no meio de pessoas grandes. (...) Quando encontrava uma que me parecia um pouco lúcida, fazia com ela a experiência do meu desenho número 1, que sempre conservei comigo. Eu queria saber se ela era verdadeiramente compreensiva. Mas respondia sempre: "É um chapéu". Então eu não lhe falava nem de jiboias, nem de florestas virgens, nem de estrelas. Punha-me ao seu alcance. Falava-lhe de bridge, de golfe, de política, de gravatas. E a pessoa grande ficava encantada de conhecer um homem tão razoável.
Saint-Exupéry, Antoine. O pequeno Príncipe. Editora do Carmo, 2016,p. 6
Sobre o trecho lido, considerando a leitura da obra, é correto dizer que as pessoas adultas
06
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