Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 5 10232545
CMB 1°ano -Língua Portuguesa 2016TEXTO
HORTELÃ
Todas as noites
Ela esperava a noite chegar
Trazendo o pai do trabalho.
Às vezes era o pai
Que trazia a noite
Num saquinho de balas de hortelã.
Ela gostava da noite
Porque a noite trazia
O suor do pai.
Ela gostava da noite
Porque, à noite, ela e o pai
Brincavam de dar nomes às estrelas.
NETO, Paulo. Poesia Futebol Clube e outros poemas. São Paulo: Formato, 2007. P.22 In CEREJA Willian Roberto. Português: Linguagens 7. 9ed. São Paulo. Saraiva, 2015.
Analise as seguintes afirmações acerca do poema e conclua:
| — Em “(...) trazia a noite / Num saquinho de balas de hortelã" (v. 5 e 6), o vocábulo destacado liga dois termos, estabelecendo entre eles uma relação semântica de lugar.
Il — Em “Num saquinho de balas de hortelã" (v. 6) e “O suor do pai” (v.9), os termos destacados estabelecem a mesma relação semântica.
Ill — Em “Às vezes era o pai / Que trazia a noite" (v. 4 e 5), o termo em destaque retoma um termo antecedente.
IV — Em “Às vezes era o pai” (v. 4), a expressão destacada assume a mesma função que a destacada em “Brincavam de dar nomes às estrelas” (v. 12).
É correto o que se afirma em
Questão 4 10232400
CMB 1°ano -Língua Portuguesa 2016TEXTO
A grande caixa foi descarregada do caminhão com cuidado. De um lado estava escrito
assim: “Frágil!” Do outro lado estava escrito: “Este lado para cima”. Parecia embalagem de
geladeira, e o garoto pensou que fosse mesmo uma geladeira. Foi colocada na sala, onde
permaneceu o dia inteiro.
[5] À noitinha, a mãe chegou, viu a caixa, mostrou-se satisfeita, dando a impressão de
que já esperava a entrega do volume.
O menino quis saber o que era, se podia abrir. A mãe pediu paciência, no dia seguinte
viriam os técnicos para instalar o aparelho. O equipamento, corrigiu ela, meio sem graça.
Era um equipamento. Não fosse tão largo e alto, podia-se imaginar um conjunto de
[10] som, talvez um sintetizador. A curiosidade aumentava. À noite o menino sonhou com a caixa
fechada.
Os técnicos chegaram cedo, de macacão. Eram dois. Desparafusaram as madeiras,
juntaram as peças brilhantes umas às outras, em meia hora, instalaram o boneco, que não
era maior que um homem de mediana estatura. O filho espiava pela fresta da porta, tenso.
[15] A mãe chamou:
— Filhinho, vem ver o papai que a mamãe trouxe.
O filho entrou na sala, acanhado diante do artefato estranho: era um boneco,
perfeitamente igual a um homem adulto. Tinha cabelos encaracolados, grisalhos nas
têmporas, usava Trim, desodorante, fazia a barba com gilete ou aparelho elétrico, sorria,
[20] fumava cigarros King-size, bebia uísque, roncava, assobiava, tossia, piscava os olhos — às
vezes, um de cada vez — assoava o nariz, abotoava o paletó, jogava tênis, dirigia carro,
lavava pratos, limpava a casa, tirava o pó dos móveis, fazia strogonoff, acendia a
churrasqueira, lavava o quintal, estendia roupa, passava a ferro, engomava camisas, e
dentro do peito tinha um disco que repetia: “Já fez a lição? Como vai, meu bem? Ah, estou
[25] tão cansado! Puxa, hoje tive um trabalhão dos diabos! Acho que vou ficar até mais tarde no
escritório. Você precisava ver o bode que deu hoje lá na firma! Serviço de dono-de-casa
nunca é reconhecido!”
O menino estava boquiaberto. Fazia tempo que sentia falta do pai, que havia partido.
Nunca se queixara, porém percebia que a mãe também necessitava de um companheiro. E
[30] ali estava agora o boneco, com botões, painéis embutidos, registros, totalmente
transistorizado. O menino entendia agora por que a mãe trabalhara o tempo todo, muitas
vezes chegando bem tarde. Juntara economias, sabe lá com que sacrifícios, para comprar
aquele paizão.
— Ele conta histórias, mãe?
[35] Os técnicos olharam o garoto, com indiferença.
— Esse é o modelo ZYR-14, mais indicado para atividades domésticas. Não conta
histórias. Mas assiste à televisão. E pode ser acoplado a um dispositivo opcional, que
permite longas caminhadas a campos de futebol. Sabendo manejá-lo, sem forçar, tem
garantia para suportar crianças até seis anos. Porém não conta histórias, e não convém
[40] insistir, pode desgastar o circuito do monitor.
O garoto se decepcionou um pouco, sem demonstrar isso à mãe, que parecia
encantada.
Ligado à tomada elétrica (funcionava bem com bateria), o equipamento paterno já
havia colocado os chinelos e, sem dizer uma palavra, foi até a mesa e apanhou o jornal.
[45] A mãe puxou o filho pelo braço:
— Agora vem, filhinho. Vamos lá para dentro, deixa teu pai descansar.
DIAFÉRIA, Lourenço in Antologia Escolar Cel Prof. Iguamir Antonio T. Marçal — coordenador — Rio de Janeiro; Bibliioteca do Exército, v. 1, 1995. Página 1
Vocabulário:
Trim: creme para pentear.
King-size: cigarros que se distinguem dos demais por serem mais longos.
A mãe trabalhara bastante, a fim de juntar economias para comprar aquele “paí”. Considerando todas as características do equipamento, o objetivo alcançado por ela com essa aquisição foi
Questão 3 10232254
CMB 1°ano -Língua Portuguesa 2016TEXTO
A grande caixa foi descarregada do caminhão com cuidado. De um lado estava escrito
assim: “Frágil!” Do outro lado estava escrito: “Este lado para cima”. Parecia embalagem de
geladeira, e o garoto pensou que fosse mesmo uma geladeira. Foi colocada na sala, onde
permaneceu o dia inteiro.
[5] À noitinha, a mãe chegou, viu a caixa, mostrou-se satisfeita, dando a impressão de
que já esperava a entrega do volume.
O menino quis saber o que era, se podia abrir. A mãe pediu paciência, no dia seguinte
viriam os técnicos para instalar o aparelho. O equipamento, corrigiu ela, meio sem graça.
Era um equipamento. Não fosse tão largo e alto, podia-se imaginar um conjunto de
[10] som, talvez um sintetizador. A curiosidade aumentava. À noite o menino sonhou com a caixa
fechada.
Os técnicos chegaram cedo, de macacão. Eram dois. Desparafusaram as madeiras,
juntaram as peças brilhantes umas às outras, em meia hora, instalaram o boneco, que não
era maior que um homem de mediana estatura. O filho espiava pela fresta da porta, tenso.
[15] A mãe chamou:
— Filhinho, vem ver o papai que a mamãe trouxe.
O filho entrou na sala, acanhado diante do artefato estranho: era um boneco,
perfeitamente igual a um homem adulto. Tinha cabelos encaracolados, grisalhos nas
têmporas, usava Trim, desodorante, fazia a barba com gilete ou aparelho elétrico, sorria,
[20] fumava cigarros King-size, bebia uísque, roncava, assobiava, tossia, piscava os olhos — às
vezes, um de cada vez — assoava o nariz, abotoava o paletó, jogava tênis, dirigia carro,
lavava pratos, limpava a casa, tirava o pó dos móveis, fazia strogonoff, acendia a
churrasqueira, lavava o quintal, estendia roupa, passava a ferro, engomava camisas, e
dentro do peito tinha um disco que repetia: “Já fez a lição? Como vai, meu bem? Ah, estou
[25] tão cansado! Puxa, hoje tive um trabalhão dos diabos! Acho que vou ficar até mais tarde no
escritório. Você precisava ver o bode que deu hoje lá na firma! Serviço de dono-de-casa
nunca é reconhecido!”
O menino estava boquiaberto. Fazia tempo que sentia falta do pai, que havia partido.
Nunca se queixara, porém percebia que a mãe também necessitava de um companheiro. E
[30] ali estava agora o boneco, com botões, painéis embutidos, registros, totalmente
transistorizado. O menino entendia agora por que a mãe trabalhara o tempo todo, muitas
vezes chegando bem tarde. Juntara economias, sabe lá com que sacrifícios, para comprar
aquele paizão.
— Ele conta histórias, mãe?
[35] Os técnicos olharam o garoto, com indiferença.
— Esse é o modelo ZYR-14, mais indicado para atividades domésticas. Não conta
histórias. Mas assiste à televisão. E pode ser acoplado a um dispositivo opcional, que
permite longas caminhadas a campos de futebol. Sabendo manejá-lo, sem forçar, tem
garantia para suportar crianças até seis anos. Porém não conta histórias, e não convém
[40] insistir, pode desgastar o circuito do monitor.
O garoto se decepcionou um pouco, sem demonstrar isso à mãe, que parecia
encantada.
Ligado à tomada elétrica (funcionava bem com bateria), o equipamento paterno já
havia colocado os chinelos e, sem dizer uma palavra, foi até a mesa e apanhou o jornal.
[45] A mãe puxou o filho pelo braço:
— Agora vem, filhinho. Vamos lá para dentro, deixa teu pai descansar.
DIAFÉRIA, Lourenço in Antologia Escolar Cel Prof. Iguamir Antonio T. Marçal — coordenador — Rio de Janeiro; Bibliioteca do Exército, v. 1, 1995. Página 1
Vocabulário:
Trim: creme para pentear.
King-size: cigarros que se distinguem dos demais por serem mais longos.
Marque a opção em que a palavra destacada desempenha a mesma função que a destacada em “Foi colocada na sala, onde permaneceu o dia inteiro” (l.3/4)
Questão 17 10226444
CMBH 1° ano prova de Língua portugesa 2016Leia o poema abaixo:
VIDA SEM SONHO
VIDA SEM SONHO É PRAIA SEM ONDA,
É ONDA SEM SAL,
É TRISTEZA SEM CONTA,
É MARINHEIRO SEM NAU.
É BEIJO SEM FOME,
É PEDRA, É PAU,
É FILHO SEM NOME,
É CHUVA DE VENTO
QUE NÃO FAZ TEMPORAL.
(Lídia Vasconcelos)
(Disponível em: Acesso em 25/11/2016)
Nesse texto, a função da linguagem predominante é a poética porque:
Questão 16 10226435
CMBH 1° ano prova de Língua portugesa 2016INSTRUÇÃO: Observe o anúncio publicitário para responder à questão.

Leia o trecho abaixo:
“É bom sonhar com o futuro.
Mas realizar é muito melhor”.
I – O conectivo “mas” estabelece uma relação de adição entre as duas orações.
II – O conectivo “mas” estabelece uma relação de oposição entre sonhar e realizar.
III – O conectivo “mas” une orações sem estabelecer-lhes aspecto específico de relação semântica.
IV – O conectivo “mas” não tem valor semântico-discursivo.
Assinale a alternativa que apresenta a(s) afirmativa(s) correta(s):
Questão 15 10226417
CMBH 1° ano prova de Língua portugesa 2016INSTRUÇÃO: Observe o anúncio publicitário para responder à questão.

O anúncio acima faz parte de uma campanha publicitária, elaborada com imagens e textos que constituem um recurso multimodal, ou seja, em que se empregam formas de apresentação diversas.
Todas as alternativas abaixo interpretam corretamente o texto, EXCETO:
06
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