Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 7 10309456
IFPR Médio Integrado 2016MÚSICA NO TÁXI
Carlos Drummond de Andrade
1º Quando menos se espera... Você pega o táxi, manda tocar seu destino (manda, não,
pede por favor) e ................ a escutar durante 20 minutos, no volume mais possante, o rádio
despejando assaltos e homicídios do dia. Os tiros, os gemidos, os desabamentos o acompanharão
todo o percurso. E a fatalidade da vida, quando .............. pressa.
2º Mas eis que o motorista pega de um imprevisto cassete, coloca-o no lugar devido, liga, e os
acordes dos Contos dos Bosques de Viena irrompem do fusca amarrotado, mas digno.
3º Bem, não é a Nona Sinfonia nem um título menor da grande música, mas não estamos na Sala
Cecília Meireles, e isso vale como homenagem especial a um passageiro distinto, que pede por favor.
Cumpre agradecer a fineza:
4º — Obrigado. O senhor mostra que tem satisfação em agradar aos passageiros, oferecendo-lhes
música e não barulho e crimes.
5º — Não tem de quê. O senhor também aprecia?
6º — O quê?
7º — Strauss. E um dos meus prediletos.
8º — Sim, ele é agradável. O senhor está sendo gentil comigo.
9º — Ora, não é tanto assim. Pus o cassete porque gosto de música. Não sabia se o senhor
também gostava ou não. Se não gostasse, eu desligava. Portanto, não tem que agradecer.
10 — E já lhe aconteceu desligar?
11 — lh, tantas vezes. Fico observando a fisionomia do passageiro. Uns, mais acanhados,
disfarçam, não dizem nada, mas tem outros que reclamam, não querem ouvir esse troço. O senhor já
pensou: chamar Tchaikovski de “esse troço”? Pois ouvi isso de um cidadão de gravata e pasta de
executivo. Ele disse que precisava se concentrar por causa de um negócio importante e Tchaicovski
perturbava a concentração.
12 — Ele talvez quisesse dizer que ficava tão empolgado pela música que esquecia o negócio.
13 — Pois sim! Nesse caso, não falaria “esse troço”, que é o cumulo da falta de respeito.
14 — Estou adivinhando que o senhor toca um instrumento.
15 — Como é que o senhor viu?
16 — Porque uma pessoa que gosta tanto de música, em geral toca. Seu instrumento qual é”?
Virou-se com tristeza na voz:
17 — Atualmente nenhum. O senhor sabe, essa crise geral, a gasolina pela hora da morte, e não é
só a gasolina: a comida, o sapato, o resto. Tive de vender pra tapar uns buracos. Mas se as coisas
melhorarem este ano...
18 — Melhoram. As coisas têm de melhorar — achei meu dever confortá-lo.
19 — Porque clarinetista sem clarinete, o senhor sabe, é um negócio sem sentido. Clarinete tem esta
vantagem: dá o recado sem precisar de orquestra. Um solo bem executado, não precisa mais pra
encantar a alma. Mas clarinetista, sozinho, fica até ridículo.
20 — Não diga isso. E não desanime. O dia em que arranjar outro clarinete — quem sabe”, talvez até
seja o mesmo que .................. — será uma festa.
21 — Mas se demorar muito eu já estarei tão desacostumado que nem sei se volto a tocar
razoavelmente. Porque, o senhor compreende, eu não sou um artista, minha vida não dá folga pra
estudar nem meia hora por dia.
22 — O importante é gostar de música, ter amor e devoção por música, e está se vendo que o
senhor tem de sobra.
23 — Lá isso tá certo.
24 — Não importa que o senhor não seja solista de uma grande orquestra, e mesmo de uma
orquestra comum. Ninguém precisa ser grande em nada, uma vez que cultive alguma coisa bonita na
vida.
25 Seu rosto iluminou-se.
26 — Que bom ouvir uma coisa dessas. Agora vou lhe confessar que isso de não ser músico dos
tais que arrebatam o auditório sempre me doeu um pouco. Não era por vaidade não, quem sou pra ter
vaidade? Mas um sonho esquisito, sei lá. Ficava me imaginando num palco iluminado, tocando...
Bobagem, o senhor desculpe. Agora a sua palavra deixou tudo claro. Basta eu gostar de música. Não é
preciso que gostem de mim, nem que ela goste de mim. Obrigado ao senhor.
27 Olhei o taximetro, tirei a carteira.
28 — Eu nem devia cobrar do senhor. Fico até encabulado!
(Boca de Luar, 6 ed. pág. 69-71, Editora Record, Rio, 1987)
Enumere os tipos de verbos as orações:
(1) intransitivo
(2) transitivo direto
(3) transitivo indireto
(4) transitivo direto e indireto
(5) de ligação
( ) Ofereceu-lhes música.
( ) Agasolina está cara.
( ) Não desanime.
( ) Agradeci a gentileza.
( ) Assiste a um concerto der piano.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo:
Questão 6 10309426
IFPR Médio Integrado 2016MÚSICA NO TÁXI
Carlos Drummond de Andrade
1º Quando menos se espera... Você pega o táxi, manda tocar seu destino (manda, não,
pede por favor) e ................ a escutar durante 20 minutos, no volume mais possante, o rádio
despejando assaltos e homicídios do dia. Os tiros, os gemidos, os desabamentos o acompanharão
todo o percurso. E a fatalidade da vida, quando .............. pressa.
2º Mas eis que o motorista pega de um imprevisto cassete, coloca-o no lugar devido, liga, e os
acordes dos Contos dos Bosques de Viena irrompem do fusca amarrotado, mas digno.
3º Bem, não é a Nona Sinfonia nem um título menor da grande música, mas não estamos na Sala
Cecília Meireles, e isso vale como homenagem especial a um passageiro distinto, que pede por favor.
Cumpre agradecer a fineza:
4º — Obrigado. O senhor mostra que tem satisfação em agradar aos passageiros, oferecendo-lhes
música e não barulho e crimes.
5º — Não tem de quê. O senhor também aprecia?
6º — O quê?
7º — Strauss. E um dos meus prediletos.
8º — Sim, ele é agradável. O senhor está sendo gentil comigo.
9º — Ora, não é tanto assim. Pus o cassete porque gosto de música. Não sabia se o senhor
também gostava ou não. Se não gostasse, eu desligava. Portanto, não tem que agradecer.
10 — E já lhe aconteceu desligar?
11 — lh, tantas vezes. Fico observando a fisionomia do passageiro. Uns, mais acanhados,
disfarçam, não dizem nada, mas tem outros que reclamam, não querem ouvir esse troço. O senhor já
pensou: chamar Tchaikovski de “esse troço”? Pois ouvi isso de um cidadão de gravata e pasta de
executivo. Ele disse que precisava se concentrar por causa de um negócio importante e Tchaicovski
perturbava a concentração.
12 — Ele talvez quisesse dizer que ficava tão empolgado pela música que esquecia o negócio.
13 — Pois sim! Nesse caso, não falaria “esse troço”, que é o cumulo da falta de respeito.
14 — Estou adivinhando que o senhor toca um instrumento.
15 — Como é que o senhor viu?
16 — Porque uma pessoa que gosta tanto de música, em geral toca. Seu instrumento qual é”?
Virou-se com tristeza na voz:
17 — Atualmente nenhum. O senhor sabe, essa crise geral, a gasolina pela hora da morte, e não é
só a gasolina: a comida, o sapato, o resto. Tive de vender pra tapar uns buracos. Mas se as coisas
melhorarem este ano...
18 — Melhoram. As coisas têm de melhorar — achei meu dever confortá-lo.
19 — Porque clarinetista sem clarinete, o senhor sabe, é um negócio sem sentido. Clarinete tem esta
vantagem: dá o recado sem precisar de orquestra. Um solo bem executado, não precisa mais pra
encantar a alma. Mas clarinetista, sozinho, fica até ridículo.
20 — Não diga isso. E não desanime. O dia em que arranjar outro clarinete — quem sabe”, talvez até
seja o mesmo que .................. — será uma festa.
21 — Mas se demorar muito eu já estarei tão desacostumado que nem sei se volto a tocar
razoavelmente. Porque, o senhor compreende, eu não sou um artista, minha vida não dá folga pra
estudar nem meia hora por dia.
22 — O importante é gostar de música, ter amor e devoção por música, e está se vendo que o
senhor tem de sobra.
23 — Lá isso tá certo.
24 — Não importa que o senhor não seja solista de uma grande orquestra, e mesmo de uma
orquestra comum. Ninguém precisa ser grande em nada, uma vez que cultive alguma coisa bonita na
vida.
25 Seu rosto iluminou-se.
26 — Que bom ouvir uma coisa dessas. Agora vou lhe confessar que isso de não ser músico dos
tais que arrebatam o auditório sempre me doeu um pouco. Não era por vaidade não, quem sou pra ter
vaidade? Mas um sonho esquisito, sei lá. Ficava me imaginando num palco iluminado, tocando...
Bobagem, o senhor desculpe. Agora a sua palavra deixou tudo claro. Basta eu gostar de música. Não é
preciso que gostem de mim, nem que ela goste de mim. Obrigado ao senhor.
27 Olhei o taximetro, tirei a carteira.
28 — Eu nem devia cobrar do senhor. Fico até encabulado!
(Boca de Luar, 6 ed. pág. 69-71, Editora Record, Rio, 1987)
Assinale a alternativa em que a função sintática das palavras em destaque está incorreta:
Questão 18 10265437
CMBH 1° ano prova de Língua portugesa 2016Texto 1
Utopia s.f. 1 qualquer descrição imaginativa de uma sociedade ideal, fundamentada em leis justas e em instituições político-econômicas verdadeiramente comprometidas com o bem-estar da coletividade 2 p.ext. projeto de natureza irrealizável; ideia generosa, porém impraticável; quimera, fantasia.
(Houaiss, Antônio. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. 1ª Reimpressão com alterações. Editora Objetiva. Rio de Janeiro, 2004. p. 2817.)
Texto 2

Texto 3

A partir da leitura dos textos 1, 2 e 3, pode-se dizer que todas as afirmativas abaixo estão corretas, EXCETO:
Questão 11 10252377
IFSertãoPE 2016TEXTO

Analise as afirmações sobre os PRONOMES presentes na tirinha de Mafalda e marque a alternativa que faça uma afirmação correta, de acordo com a norma padrão da Língua:
I- Na frase “...dizem qualquer coisa do ‘mariner’...”, o pronome QUALQUER é indefinido e é usado quando não se tem certeza do tema da conversa.
II- No trecho “...que haja vida noutros planetas...”, a palavra NOUTROS é a contração da preposição EM + o pronome OUTROS.
III- Quando Mafalda responde “...vida neste planeta...”, a escolha do pronome NESTE está referindo algo que está próximo dela, que é o falante da conversa.
Questão 8 10252255
IFSertãoPE 2016Leia o texto a seguir para responder o que se pede:
Seu doutor me dê licença pra minha história contar.
Hoje eu tô na terra estranha, é bem triste o meu penar
Mas já fui muito feliz vivendo no meu lugar.
Eu tinha cavalo bom e gostava de campear.
[5] E todo dia aboiava na porteira do curral.
Ê ê ê ê la a a a a ê ê ê ê Vaca Estrela,
ô ô ô ô Boi Fubá.
Eu sou filho do Nordeste, não nego meu naturá
Mas uma seca medonha me tangeu de lá pra cá
[10] Lá eu tinha o meu gadinho, num é bom nem
imaginar,
Minha linda Vaca Estrela e o meu belo Boi Fubá
Quando era de tardezinha eu começava a aboiar
Ê ê ê ê la a a a a ê ê ê ê Vaca Estrela,
[15] ô ô ô ô Boi Fubá.
Aquela seca medonha fez tudo se atrapalhar,
Não nasceu capim no campo para o gado sustentar
O sertão esturricou, fez os açude secar
Morreu minha Vaca Estrela, já acabou meu Boi Fubá
[20] Perdi tudo quanto tinha, nunca mais pude aboiar
Ê ê ê ê la a a a a ê ê ê ê Vaca Estrela,
ô ô ô ô Boi Fubá.
Hoje nas terra do sul, longe do torrão natá
Quando eu vejo em minha frente uma boiada passar,
[25] As água corre dos olho, começo logo a chorá
Lembro a minha Vaca Estrela e o meu lindo Boi
Fubá
Com saudade do Nordeste, dá vontade de aboiar
Ê ê ê ê la a a a a ê ê ê ê Vaca Estrela,
ô ô ô ô Boi Fubá.
(Patativa do Assaré – Vaca Estrela e Boi Fubá)
Assinale o grupo de palavras que seguem, respectivamente, as mesmas regras de acentuação que as seguintes palavras do texto:
HISTÓRIA – TORRÃO – JÁ – FUBÁ
Questão 20 10244196
CMB 1°ano -Língua Portuguesa 2016TEXTO 1
A grande caixa foi descarregada do caminhão com cuidado. De um lado estava escrito
assim: “Frágil!” Do outro lado estava escrito: “Este lado para cima”. Parecia embalagem de
geladeira, e o garoto pensou que fosse mesmo uma geladeira. Foi colocada na sala, onde
permaneceu o dia inteiro.
[5] À noitinha, a mãe chegou, viu a caixa, mostrou-se satisfeita, dando a impressão de
que já esperava a entrega do volume.
O menino quis saber o que era, se podia abrir. A mãe pediu paciência, no dia seguinte
viriam os técnicos para instalar o aparelho. O equipamento, corrigiu ela, meio sem graça.
Era um equipamento. Não fosse tão largo e alto, podia-se imaginar um conjunto de
[10] som, talvez um sintetizador. A curiosidade aumentava. À noite o menino sonhou com a caixa
fechada.
Os técnicos chegaram cedo, de macacão. Eram dois. Desparafusaram as madeiras,
juntaram as peças brilhantes umas às outras, em meia hora, instalaram o boneco, que não
era maior que um homem de mediana estatura. O filho espiava pela fresta da porta, tenso.
[15] A mãe chamou:
— Filhinho, vem ver o papai que a mamãe trouxe.
O filho entrou na sala, acanhado diante do artefato estranho: era um boneco,
perfeitamente igual a um homem adulto. Tinha cabelos encaracolados, grisalhos nas
têmporas, usava Trim, desodorante, fazia a barba com gilete ou aparelho elétrico, sorria,
[20] fumava cigarros King-size, bebia uísque, roncava, assobiava, tossia, piscava os olhos — às
vezes, um de cada vez — assoava o nariz, abotoava o paletó, jogava tênis, dirigia carro,
lavava pratos, limpava a casa, tirava o pó dos móveis, fazia strogonoff, acendia a
churrasqueira, lavava o quintal, estendia roupa, passava a ferro, engomava camisas, e
dentro do peito tinha um disco que repetia: “Já fez a lição? Como vai, meu bem? Ah, estou
[25] tão cansado! Puxa, hoje tive um trabalhão dos diabos! Acho que vou ficar até mais tarde no
escritório. Você precisava ver o bode que deu hoje lá na firma! Serviço de dono-de-casa
nunca é reconhecido!”
O menino estava boquiaberto. Fazia tempo que sentia falta do pai, que havia partido.
Nunca se queixara, porém percebia que a mãe também necessitava de um companheiro. E
[30] ali estava agora o boneco, com botões, painéis embutidos, registros, totalmente
transistorizado. O menino entendia agora por que a mãe trabalhara o tempo todo, muitas
vezes chegando bem tarde. Juntara economias, sabe lá com que sacrifícios, para comprar
aquele paizão.
— Ele conta histórias, mãe?
[35] Os técnicos olharam o garoto, com indiferença.
— Esse é o modelo ZYR-14, mais indicado para atividades domésticas. Não conta
histórias. Mas assiste à televisão. E pode ser acoplado a um dispositivo opcional, que
permite longas caminhadas a campos de futebol. Sabendo manejá-lo, sem forçar, tem
garantia para suportar crianças até seis anos. Porém não conta histórias, e não convém
[40] insistir, pode desgastar o circuito do monitor.
O garoto se decepcionou um pouco, sem demonstrar isso à mãe, que parecia
encantada.
Ligado à tomada elétrica (funcionava bem com bateria), o equipamento paterno já
havia colocado os chinelos e, sem dizer uma palavra, foi até a mesa e apanhou o jornal.
[45] A mãe puxou o filho pelo braço:
— Agora vem, filhinho. Vamos lá para dentro, deixa teu pai descansar.
DIAFÉRIA, Lourenço in Antologia Escolar Cel Prof. Iguamir Antonio T. Marçal — coordenador — Rio de Janeiro; Bibliioteca do Exército, v. 1, 1995. Página 1
TEXTO 2
HORTELÃ
Todas as noites
Ela esperava a noite chegar
Trazendo o pai do trabalho.
Às vezes era o pai
Que trazia a noite
Num saquinho de balas de hortelã.
Ela gostava da noite
Porque a noite trazia
O suor do pai.
Ela gostava da noite
Porque, à noite, ela e o pai
Brincavam de dar nomes às estrelas.
NETO, Paulo. Poesia Futebol Clube e outros poemas. São Paulo: Formato, 2007. P.22 In CEREJA Willian Roberto. Português: Linguagens 7. 9ed. São Paulo. Saraiva, 2015.
Vocabulário:
Trim: creme para pentear.
King-size: cigarros que se distinguem dos demais por serem mais longos.
TEXTO 3
A tirinha a seguir é de autoria pelo cartunista catarinense Alexandre Beck. A personagem principal de sua história é o menino, Armandinho.

BECK, Alexandre, Armandinho. Folha de São Paulo. São Paulo, 1 Nov,2014. Folhinha
TEXTO 4
Um dia você pediu para sua mãe assistir a um filme com você, mas ela disse que
não podia porque estava deixando tudo organizado para o dia seguinte. E você a encarou
bem chateado.
Noutro dia, queria muito ir a uma loja comprar um jogo que estava bombando entre
[5] seus colegas e pediu para seu pai levá-lo até lá, mas ele chegou muito cansado e disse que
teria de ficar para outro dia; você ficou megafrustrado.
E naquela noite, então, em que estava sem sono e pediu para a sua mãe contar
uma história, mas ela disse que precisava dormir porque teria de levantar muito cedo no dia
seguinte? Aí bateu uma tristeza tão grande que deu até vontade de chorar, não foi?
[10] Por muitas vezes, você fez algum pedido a sua mãe ou a seu pai que eles não
puderam atender porque tinham outros compromissos, não importam quais. E você ficou
bravo, magoado, com raiva até.
Há um pouco de razão em sentir tudo isso: quem é que gosta de ser deixado de
lado, de não ser atendido na hora exata em que quer ou precisa de alguma coisa? Ninguém!
[15] Mas sabe como a vida é? Mãe e pai precisam cuidar dos filhos. Mas cuidar não
significa fazer tudo na hora em que eles querem.
Mãe e pai também têm uma vida para levar; eles trabalham, têm amigos com quem
querem conversar, têm parentes que às vezes precisam deles, têm de dormir e descansar,
tomar banho, comer e muito mais.
[20] Não é sempre que eles podem atender aos filhos na hora em que chamam. Por
isso, você precisa aceitar que há momentos em que precisa se virar sozinho, mesmo que
não seja isso o que gostaria de fazer.
Você está crescendo. Quanto mais a criança cresce, mais ela precisa saber
resolver por si seus pequenos problemas, não depender tanto dos pais.
[25] Ainda vai levar algum tempo para conseguir viver por conta própria, mas não dá
para chegar lá de repente, por isso é bom ir treinando desde já.
SAYÃO, Rosejy. É hora de me virar sozinho? Folha de São Paulo, 1º Nov. 2014. P. 07. Folhateen
Marque a opção em que a vírgula foi empregada com a mesma função que em “Foi colocada na sala, onde permaneceu o dia inteiro” (texto 1, l.3/4).
06
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