Estuda.com Estuda.com
  • Meu painel
  • Treinar
      Questões
    • Questões
    • Lista de exercícios
    • Provas
    • Simulados TRI
    • Simulados
    • Redações
    • Temas de redações
  • Estudar
      Plano de estudo
    • Cronograma de Estudos
    • Trilha de Estudo
    • Aulas
    • Videoaulas
    • Aulas ao vivo
    • Inteligência Artificial
    • Plano Adaptativo (via IA)
    • Duda IA
    • Conteúdos Gratuitos
    • Blogs e Ebooks
    • Resumos
  • Desempenho
      Desempenho
    • Meu Desempenho
    • Raio-X ENEM
    • Simulador SISU
  • Desafios
      Desafios
    • Ranking
    • Medalhas
    • Desafios da Duda
  • Login Criar conta grátis
    Estuda.com
  • Login Criar conta grátis

  • Meu painel
  • Treinar
      Questões
    • Questões
    • Lista de exercícios
    • Provas
    • Simulados TRI
    • Simulados
    • Redações
    • Temas de redações
  • Estudar
      Plano de estudo
    • Cronograma de Estudos
    • Trilha de Estudo
    • Aulas
    • Videoaulas
    • Aulas ao vivo
    • Inteligência Artificial
    • Plano Adaptativo (via IA)
    • Duda IA
    • Conteúdos Gratuitos
    • Blogs e Ebooks
    • Resumos
  • Desempenho
      Desempenho
    • Meu Desempenho
    • Raio-X ENEM
    • Simulador SISU
  • Desafios
      Desafios
    • Ranking
    • Medalhas
    • Desafios da Duda

  • Notificações 20
    • ⚠️⚠️⚠️ EI, VOCÊ JÁ COMEÇOU O SIMULADO?
      É sua chance de descobrir sua nota no modelo TRI e concorrer a uma bolsa 100% da Estuda.
    • 🚨🚨🚨 NOTÍCIA URGENTE!
      Assine hoje com 30% OFF e ganhe a Apostila Assuntos que mais caem no Enem. Use cupom ENEM!
    • 🚨 2º SIMULADO ENEM DISPONÍVEL, VEMMMM
      Realize as provas do 2º Simulado Enem 2026 e teste seu desempenho para a prova oficial.
    • 🤔 Se o Enem fosse hoje...
      Qual seria sua nota? Participe do 2º Simulado Enem 2026, receba seu diagnóstico e descubra
    • 🎁 R$ 263 OFF LIBERADO SÓ PARA VOCÊ!
      Resgate HOJE e LEVE DE GRAÇA a Apostila Assuntos que mais caem no Enem. ÚLTIMOS DIAS!
    • 🚨 PRESENTÃO EXCLUSIVO PRA VOCÊ!
      R$ 307 DE DESCONTO nos nossos planos + ALMANAQUE ENEM DE GRAÇA. Válido só HOJE. Corre!
    • 🚨 URGENTE!!!
      Você GANHOU R$ 281 OFF + Manual de Redação Enem 2026. Últimos dias para resgatar, corre!
    • ⚠️ ÚLTIMO DIAAAA DO 08.08 ESTENDIDO
      Você só tem até às 23h59 de HOJE pra resgatar 50% OFF no seu plano preferido. Vai ignorar?
    • 🚨🚨🚨 ACABANDO EM BREVE...
      Correeee que tá acabando sua chance de assinar um dos nossos planos com 50% DE DESCONTO!
    • 😱 APROVAÇÃO NO ENEM = 50% DE DESCONTO!
      É quase uma Black Friday antecipada. Corre pra assinar seu plano com 50% DE DESCONTO!
    • 😱 DESCONTAÇO DO 08.08!
      Por tempo limitado, você tem 50% OFF para assinar o PLANO da sua APROVAÇÃO no Enem. Corre!
    • 👀 Coloque alarme pra amanhã!
      Nosso 08.08 vem com uma condição ANTECIPADA, IMPERDÍVEL e EXCLUSIVA pra você. Não perde!
    • 🎁 PRESENTE PRA VOCÊ!
      35% OFF + Manual de Redação Enem 2026 no plano Aprovado com acesso até o fim do ano!
    • 🟢 A SEGUNDA AULA DO DIA COMEÇOU!
      O prof. Fernando está AO VIVO ensinando como passar no Enem em 100 dias, vem!
    • 🚨🚨🚨 O PROFINHO ESTÁ AO VIVO!
      Corre no YouTube pra conferir os 7 repertórios para TODOS os temas da redação do Enem 2026
    • 🟢 ESTAMOS AO VIVO, VEM!
      Clique no link e participe da aula de Mindfulness e Meditação Guiada antes do aulão!
    • ⚠️ AO VIVO EM 15 MINUTOS!
      17h30 entramos ao vivo no YouTube com Mindfulness + 7 repertórios de Redação, não perde!
    • 😔 Acho que você tá esquecendo algo...
      Seu desconto de 35% OFF + 3 APOSTILAS DE PRESENTE acaba às 23h59 e você vai MESMO perder?
    • 👀 VAI IGNORAR MESMO R$ 307 DE DESCONTO?
      Use o cupom FERIAS e desbloqueie TRÊS BENEFÍCIOS EXTRAS AGORA! Último dia!!!
    • 🚨 OFERTA RELÂMPAGO VÁLIDA ATÉ AMANHÃ!
      Assine seu plano preferido com 35% OFF e GANHE uma apostila com TOP Temas de Redação!
    • Marcar tudo como lido
Cadastre-se grátis e treine com questões, provas, exercícios e muito mais → CADASTRAR AGORA
Descubra um novo jeito de estudar com a Estuda.com
Já tenho conta Criar conta
Google
- A senha deve conter no mínimo 5 caracteres.
*Usaremos o número de WhatsApp fornecido para contatos referentes a sua compra e/ou comunicações sobre o plano adquirido.
Ao fazer seu cadastro você concorda com nossos Termos de uso e Políticas da Estuda.com
Google
*Usaremos o número de WhatsApp fornecido para contatos referentes a sua compra e/ou comunicações sobre o plano adquirido.
Esqueceu a senha?
[Marketing] Questao Topo - deslogado

Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto

Filtro rápido

7.497 Questões

Marca Texto
Modo Escuro
Fonte

Questão 11 15438005
Fácil 00:00

CBNB 1 ano Ensino Médio 2024
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto
  • Coesão (elem. coesivos) e Coerência
  • Exibir tags
Resolução comentada

TEXTO

Minha primeira ascensão

Alberto Santos-Dumont

 

    Guardo uma recordação indelével das deliciosas sensações de minha primeira tentativa aérea.

    Cheguei cedo ao parque de aerostação de Vaugirard, a fim de não perder nenhum dos preparativos. O balão, de uma capacidade de setecentos e cinqüenta metros cúbicos, jazia estendido sobre a grama. A uma ordem do Sr. Lachambre, os operários começaram a enchê-lo de gás. E em pouco a massa informe começou a se transformar numa vasta esfera.

    Às 11 horas, os preparativos estavam terminados. Uma brisa fresca acariciava a barquinha, que se balançava suavemente sob o balão. A um dos cantos dela, com um saco de lastro na mão, eu aguardava com impaciência o momento da partida. Do outro, o Sr. Machuron gritou:

    – Larguem tudo!

    No mesmo instante, o vento deixou de soprar. Era como se o ar em volta de nós se tivesse imobilizado. É que havíamos partido, e a corrente que atravessávamos nos comunicava sua própria velocidade. Eis o primeiro grande fato que se observa quando se sobe num balão esférico.

    Esse movimento imperceptível de marcha possui um sabor infinitamente agradável. A ilusão é absoluta. Acreditar-se-ia, não que é o balão que se move, mas que é a Terra que foge dele e se abaixa.

    No fundo do abismo que se cavava sob nós, a mil e quinhentos metros, a Terra, em lugar de parecer redonda como uma bola, apresentava a forma côncava de uma tigela (...).

    Aldeias e bosques, prados e castelos desfilavam como quadros movediços, em cima dos quais os apitos das locomotivas desferiam notas agudas e longínquas. Com os latidos dos cães, eram os únicos sons que chegavam ao alto. A voz humana não vai a essas solidões sem limites. As pessoas apresentavam o aspecto de formigas caminhando sobre linhas brancas, as estradas, as filas de casas assemelhavam-se a brinquedos de crianças.

    Meu olhar sentia ainda a fascinação do espetáculo quando uma nuvem passou diante do Sol. A sombra assim produzida provocou um esfriamento do gás do balão, que, murchando, começou a descer, a princípio lentamente, depois com velocidade cada vez maior. Para reagir, deitamos lastro fora. E eis a segunda grande observação a que se é levado com os balões esféricos: alguns quilos de areia bastam para restituir ao indivíduo o domínio da altitude! (...)

    O som de um alegre carrilhão chegou aos nossos ouvidos. Os sinos tocavam o Angelus do meio-dia. Havíamos levado uma refeição substancial: ovos duros, vitela e frango frios, queijo, gelo, frutos, doces, champanha, café e licor. Nada mais delicioso do que semelhante repasto acima das nuvens. Que salão de refeições oferecia mais maravilhosa decoração? (...).

    Acabava eu de beber um cálice de licor quando uma cortina desceu subitamente sobre esse admirável cenário de Sol, nuvens e céu azul. O barômetro elevou-se rapidamente cinco milímetros, indicando uma brusca ruptura do equilíbrio e uma descida precipitada. O balão devia ter-se sobrecarregado de muitos quilos de neve; caía com uma nuvem. (...)

    Após alguns minutos de uma queda que amortecemos soltando lastro, vimo-nos abaixo das nuvens, a uma distância de cerca de trezentos metros do solo. Uma aldeia fugia debaixo de nós. Localizamos o ponto e comparamos nossa carta com a imensa carta natural que a vista lobrigava. Foi-nos fácil identificar as estradas, os caminhos de ferro, as aldeias, os bosques. Tudo isso avançava para o horizonte com a própria rapidez do vento.

    A nuvem que provocara a nossa descida era prenúncio de uma mudança de tempo. Pequenas rajadas começavam a impelir o balão da direita para a esquerda e de cima para baixo. De espaço a espaço, o cabopendente – uma grande corda de uns cem metros de comprido, que flutuava fora da barquinha – tocava no chão. A barquinha não tardou, por sua vez, a roçar as copas das árvores. (...)

    Mais de cinqüenta metros do cabo arrastavam-se já pelo chão. Não era preciso tanto para nos mantermos em equilíbrio a uma altitude inferior a cem metros, pois havíamos decidido não exceder disso até o fim da viagem. (...)

    Quando franqueávamos um pequeno maciço de árvores, um balanço mais forte do que os outros atirou-me para trás, na barquinha. Imobilizado de súbito, o balão estremecia açoitado pelas lufadas de vento, na extremidade do seu cabo-pendente enrolado nas franças de um carvalho. Durante um quarto de hora fomos sacudidos como um cesto de legumes e só nos libertamos aliviando um pouco de lastro. O balão deu então um pulo terrível e foi como uma bala furar as nuvens. Estávamos ameaçados de atingir alturas que depois nos podiam ser perigosas para a descida, dada a pequena provisão de lastro de que já dispúnhamos. Era tempo de recorrer a meios mais eficazes: abrir a válvula e deixar fugir gás.

    Foi obra de um minuto. O balão retomou a descida e o cabo-pendente tocou de novo o solo. Não nos restava senão dar por encerrada aí a excursão; a areia estava quase esgotada.

    (...) Atiramos a âncora, ao mesmo tempo que abríamos completamente a válvula para dar escapamento ao gás.

    A dupla manobra colocou-nos em terra sem menor abalo. Saltamos e assistimos ao balão murchar. Alongado no chão, ele esvaziava-se do restante do seu conteúdo em estremecimentos convulsivos, como um grande pássaro batendo as asas ao morrer.

    (...) Às seis e meia estávamos novamente em Paris. Havíamos efetuado um percurso de cem quilômetros e passado quase duas horas nos ares.

 

No dia 23 de março de 1898, Alberto Santos-Dumont voou pela primeira vez em um balão. O vôo custou 400 francos e o brasileiro embarcou em um invento construído pela firma Lachambre e Machuron. Santos-Dumont registrou todas as sensações que a experiência lhe proporcionou em seu livro Meus balões. Dessa obra, publicada pela Biblioteca do Exército Editora, retiramos parte do relato feito pelo inventor para que, a partir das próprias palavras do pai da aviação, você saiba como é voar ao sabor do vento, a bordo de um balão.

Disponível em: https://chc.org.br/wp-content/uploads/2006/09/172otimizado.pdf. Acesso em 31/05/2023.

Considere o texto e ASSINALE V para as proposições verdadeiras e F para as falsas. A seguir, MARQUE a sequência correta entre as alternativas subsequentes.

 

(  ) O texto foi escrito pelo pai da aviação.
(  ) O texto relata o primeiro voo de Santos-Dumont em um avião.
(  ) O título do texto “Minha primeira ascensão” refere-se à ascensão social de Dumont.
(  ) “Minha primeira ascensão” faz alusão ao voo de Dumont em um balão. 

 

MARQUE a alternativa CORRETA:

Ver comentários

Questão 9 15409539
Fácil 00:00

CAp-UERJ 1 Ano - Ensino Médio 2024
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto
  • Coesão (elem. coesivos) e Coerência Gêneros textuais - Verbais/Narrativos
  • Crônica
  • Exibir tags
Resolução comentada

    BANHOS DE MAR

 

    Meu pai acreditava que todos os anos se devia fazer uma cura de banhos de mar. E nunca fui tão
feliz quanto naquelas temporadas de banhos em Olinda.
    Meu pai também acreditava que o banho de mar benéfico era o tomado antes do sol nascer.
Como explicar o que eu sentia de presente inaudito em sair de casa de madrugada e pegar o bonde
[5] vazio que nos levaria de Recife para Olinda ainda na escuridão?

    De noite eu ia dormir, mas o coração se mantinha acordado, em expectativa. E de puro alvoroço,
eu acordava às quatro e pouco da madrugada e despertava o resto da família. Vestíamo-nos depressa
e saíamos em jejum. Porque meu pai acreditava que assim devia ser: em jejum.
    Saíamos para uma rua toda escura, recebendo a brisa da pré-madrugada. E esperávamos o
[10] bonde. Até que lá de longe ouvíamos o seu barulho se aproximando. Eu me sentava bem na ponta
do banco: e minha felicidade começava. Atravessar a cidade escura me dava algo que jamais tive
de novo. No bonde mesmo o tempo começava a clarear e uma luz trêmula de sol escondido nos
banhava e banhava o mundo. 

    Eu olhava tudo: as poucas pessoas na rua, a passagem pelo campo com os bichos-de-pé. “Olhe um
[15] porco de verdade!”, gritei uma vez. E a frase de deslumbramento ficou sendo uma das brincadeiras
de minha família, que de vez em quando me dizia rindo: “Olhe um porco de verdade”.
    No bonde mesmo começava a amanhecer. Meu coração batia forte ao nos aproximarmos de Olinda.
    O mar de Olinda era muito perigoso. Davam-se alguns passos em um fundo raso e de repente
caía-se num fundo de dois metros, calculo. 

[20]    Outras pessoas também acreditavam em tomar banho de mar quando o sol nascia. Havia um salva-

vidas que, por uma ninharia de dinheiro, levava as senhoras para o banho: abria os dois braços, e as
senhoras, em cada um dos braços, agarravam o banhista para lutar contra as ondas fortíssimas do mar.
    O cheiro do mar me invadia e me embriagava. As algas boiavam. Oh, bem sei que não estou
transmitindo o que significavam como vida pura esses banhos em jejum, com o sol se levantando
[25] pálido ainda no horizonte. Bem sei que estou tão emocionada que não consigo escrever. O mar de
Olinda era muito iodado e salgado. E eu fazia o que no futuro sempre iria fazer: com as mãos em
concha, eu as mergulhava nas águas, e trazia um pouco de mar até minha boca. Eu bebia diariamente
o mar, de tal modo queria me unir a ele.

    Não demorávamos muito. O sol já se levantara todo, e meu pai tinha que trabalhar cedo.
[30] Mudávamos de roupa, e a roupa ficava impregnada de sal. Meus cabelos salgados me colavam na
cabeça.
    Então esperávamos, ao vento, a vinda do bonde para Recife. No bonde a brisa ia secando meus
cabelos duros de sal. Eu às vezes lambia meu braço para sentir sua grossura de sal e iodo.
    Chegávamos em casa e só então tomávamos café. E quando eu me lembrava de que no dia
seguinte o mar se repetiria para mim, eu ficava séria de tanta ventura e aventura. 

CLARICE LISPECTOR Adaptado de Crônicas para jovens: de bichos e pessoas. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2012.

E quando eu me lembrava de que no dia seguinte o mar se repetiria para mim, eu ficava séria de tanta ventura e aventura. (l. 34-35)

 

Ao longo da narrativa, observa-se a importância que o mar assume na vida da narradora.

 

Na oração sublinhada, essa importância é destacada pelo fato de a expressão “o mar” assumir a função de:

Ver comentários

Questão 8 15409538
Fácil 00:00

CAp-UERJ 1 Ano - Ensino Médio 2024
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto
  • Coesão (elem. coesivos) e Coerência Gêneros textuais - Verbais/Narrativos
  • Crônica
  • Exibir tags
Resolução comentada

    BANHOS DE MAR

 

    Meu pai acreditava que todos os anos se devia fazer uma cura de banhos de mar. E nunca fui tão
feliz quanto naquelas temporadas de banhos em Olinda.
    Meu pai também acreditava que o banho de mar benéfico era o tomado antes do sol nascer.
Como explicar o que eu sentia de presente inaudito em sair de casa de madrugada e pegar o bonde
[5] vazio que nos levaria de Recife para Olinda ainda na escuridão?

    De noite eu ia dormir, mas o coração se mantinha acordado, em expectativa. E de puro alvoroço,
eu acordava às quatro e pouco da madrugada e despertava o resto da família. Vestíamo-nos depressa
e saíamos em jejum. Porque meu pai acreditava que assim devia ser: em jejum.
    Saíamos para uma rua toda escura, recebendo a brisa da pré-madrugada. E esperávamos o
[10] bonde. Até que lá de longe ouvíamos o seu barulho se aproximando. Eu me sentava bem na ponta
do banco: e minha felicidade começava. Atravessar a cidade escura me dava algo que jamais tive
de novo. No bonde mesmo o tempo começava a clarear e uma luz trêmula de sol escondido nos
banhava e banhava o mundo. 

    Eu olhava tudo: as poucas pessoas na rua, a passagem pelo campo com os bichos-de-pé. “Olhe um
[15] porco de verdade!”, gritei uma vez. E a frase de deslumbramento ficou sendo uma das brincadeiras
de minha família, que de vez em quando me dizia rindo: “Olhe um porco de verdade”.
    No bonde mesmo começava a amanhecer. Meu coração batia forte ao nos aproximarmos de Olinda.
    O mar de Olinda era muito perigoso. Davam-se alguns passos em um fundo raso e de repente
caía-se num fundo de dois metros, calculo. 

[20]    Outras pessoas também acreditavam em tomar banho de mar quando o sol nascia. Havia um salva-

vidas que, por uma ninharia de dinheiro, levava as senhoras para o banho: abria os dois braços, e as
senhoras, em cada um dos braços, agarravam o banhista para lutar contra as ondas fortíssimas do mar.
    O cheiro do mar me invadia e me embriagava. As algas boiavam. Oh, bem sei que não estou
transmitindo o que significavam como vida pura esses banhos em jejum, com o sol se levantando
[25] pálido ainda no horizonte. Bem sei que estou tão emocionada que não consigo escrever. O mar de
Olinda era muito iodado e salgado. E eu fazia o que no futuro sempre iria fazer: com as mãos em
concha, eu as mergulhava nas águas, e trazia um pouco de mar até minha boca. Eu bebia diariamente
o mar, de tal modo queria me unir a ele.

    Não demorávamos muito. O sol já se levantara todo, e meu pai tinha que trabalhar cedo.
[30] Mudávamos de roupa, e a roupa ficava impregnada de sal. Meus cabelos salgados me colavam na
cabeça.
    Então esperávamos, ao vento, a vinda do bonde para Recife. No bonde a brisa ia secando meus
cabelos duros de sal. Eu às vezes lambia meu braço para sentir sua grossura de sal e iodo.
    Chegávamos em casa e só então tomávamos café. E quando eu me lembrava de que no dia
seguinte o mar se repetiria para mim, eu ficava séria de tanta ventura e aventura. 

CLARICE LISPECTOR Adaptado de Crônicas para jovens: de bichos e pessoas. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2012.

Há passagens do texto em que a narradora mostra que está refletindo sobre o próprio ato de narrar uma história.

 

Uma dessas passagens está presente no seguinte parágrafo:

Ver comentários

Questão 6 15409536
Fácil 00:00

CAp-UERJ 1 Ano - Ensino Médio 2024
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto
  • Coesão (elem. coesivos) e Coerência Gêneros textuais - Verbais/Narrativos
  • Crônica
  • Exibir tags
Resolução comentada

    BANHOS DE MAR

 

    Meu pai acreditava que todos os anos se devia fazer uma cura de banhos de mar. E nunca fui tão
feliz quanto naquelas temporadas de banhos em Olinda.
    Meu pai também acreditava que o banho de mar benéfico era o tomado antes do sol nascer.
Como explicar o que eu sentia de presente inaudito em sair de casa de madrugada e pegar o bonde
[5] vazio que nos levaria de Recife para Olinda ainda na escuridão?

    De noite eu ia dormir, mas o coração se mantinha acordado, em expectativa. E de puro alvoroço,
eu acordava às quatro e pouco da madrugada e despertava o resto da família. Vestíamo-nos depressa
e saíamos em jejum. Porque meu pai acreditava que assim devia ser: em jejum.
    Saíamos para uma rua toda escura, recebendo a brisa da pré-madrugada. E esperávamos o
[10] bonde. Até que lá de longe ouvíamos o seu barulho se aproximando. Eu me sentava bem na ponta
do banco: e minha felicidade começava. Atravessar a cidade escura me dava algo que jamais tive
de novo. No bonde mesmo o tempo começava a clarear e uma luz trêmula de sol escondido nos
banhava e banhava o mundo. 

    Eu olhava tudo: as poucas pessoas na rua, a passagem pelo campo com os bichos-de-pé. “Olhe um
[15] porco de verdade!”, gritei uma vez. E a frase de deslumbramento ficou sendo uma das brincadeiras
de minha família, que de vez em quando me dizia rindo: “Olhe um porco de verdade”.
    No bonde mesmo começava a amanhecer. Meu coração batia forte ao nos aproximarmos de Olinda.
    O mar de Olinda era muito perigoso. Davam-se alguns passos em um fundo raso e de repente
caía-se num fundo de dois metros, calculo. 

[20]    Outras pessoas também acreditavam em tomar banho de mar quando o sol nascia. Havia um salva-

vidas que, por uma ninharia de dinheiro, levava as senhoras para o banho: abria os dois braços, e as
senhoras, em cada um dos braços, agarravam o banhista para lutar contra as ondas fortíssimas do mar.
    O cheiro do mar me invadia e me embriagava. As algas boiavam. Oh, bem sei que não estou
transmitindo o que significavam como vida pura esses banhos em jejum, com o sol se levantando
[25] pálido ainda no horizonte. Bem sei que estou tão emocionada que não consigo escrever. O mar de
Olinda era muito iodado e salgado. E eu fazia o que no futuro sempre iria fazer: com as mãos em
concha, eu as mergulhava nas águas, e trazia um pouco de mar até minha boca. Eu bebia diariamente
o mar, de tal modo queria me unir a ele.

    Não demorávamos muito. O sol já se levantara todo, e meu pai tinha que trabalhar cedo.
[30] Mudávamos de roupa, e a roupa ficava impregnada de sal. Meus cabelos salgados me colavam na
cabeça.
    Então esperávamos, ao vento, a vinda do bonde para Recife. No bonde a brisa ia secando meus
cabelos duros de sal. Eu às vezes lambia meu braço para sentir sua grossura de sal e iodo.
    Chegávamos em casa e só então tomávamos café. E quando eu me lembrava de que no dia
seguinte o mar se repetiria para mim, eu ficava séria de tanta ventura e aventura. 

CLARICE LISPECTOR Adaptado de Crônicas para jovens: de bichos e pessoas. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2012.

Os dois-pontos podem introduzir a especificação de um termo citado anteriormente.

 

Um exemplo desse emprego dos dois-pontos está presente no seguinte trecho:

Ver comentários

Questão 4 15409533
Fácil 00:00

CAp-UERJ 1 Ano - Ensino Médio 2024
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto
  • Coesão (elem. coesivos) e Coerência Gêneros textuais - Verbais/Narrativos
  • Crônica
  • Exibir tags
Resolução comentada

    BANHOS DE MAR

 

    Meu pai acreditava que todos os anos se devia fazer uma cura de banhos de mar. E nunca fui tão
feliz quanto naquelas temporadas de banhos em Olinda.
    Meu pai também acreditava que o banho de mar benéfico era o tomado antes do sol nascer.
Como explicar o que eu sentia de presente inaudito em sair de casa de madrugada e pegar o bonde
[5] vazio que nos levaria de Recife para Olinda ainda na escuridão?

    De noite eu ia dormir, mas o coração se mantinha acordado, em expectativa. E de puro alvoroço,
eu acordava às quatro e pouco da madrugada e despertava o resto da família. Vestíamo-nos depressa
e saíamos em jejum. Porque meu pai acreditava que assim devia ser: em jejum.
    Saíamos para uma rua toda escura, recebendo a brisa da pré-madrugada. E esperávamos o
[10] bonde. Até que lá de longe ouvíamos o seu barulho se aproximando. Eu me sentava bem na ponta
do banco: e minha felicidade começava. Atravessar a cidade escura me dava algo que jamais tive
de novo. No bonde mesmo o tempo começava a clarear e uma luz trêmula de sol escondido nos
banhava e banhava o mundo. 

    Eu olhava tudo: as poucas pessoas na rua, a passagem pelo campo com os bichos-de-pé. “Olhe um
[15] porco de verdade!”, gritei uma vez. E a frase de deslumbramento ficou sendo uma das brincadeiras
de minha família, que de vez em quando me dizia rindo: “Olhe um porco de verdade”.
    No bonde mesmo começava a amanhecer. Meu coração batia forte ao nos aproximarmos de Olinda.
    O mar de Olinda era muito perigoso. Davam-se alguns passos em um fundo raso e de repente
caía-se num fundo de dois metros, calculo. 

[20]    Outras pessoas também acreditavam em tomar banho de mar quando o sol nascia. Havia um salva-

vidas que, por uma ninharia de dinheiro, levava as senhoras para o banho: abria os dois braços, e as
senhoras, em cada um dos braços, agarravam o banhista para lutar contra as ondas fortíssimas do mar.
    O cheiro do mar me invadia e me embriagava. As algas boiavam. Oh, bem sei que não estou
transmitindo o que significavam como vida pura esses banhos em jejum, com o sol se levantando
[25] pálido ainda no horizonte. Bem sei que estou tão emocionada que não consigo escrever. O mar de
Olinda era muito iodado e salgado. E eu fazia o que no futuro sempre iria fazer: com as mãos em
concha, eu as mergulhava nas águas, e trazia um pouco de mar até minha boca. Eu bebia diariamente
o mar, de tal modo queria me unir a ele.

    Não demorávamos muito. O sol já se levantara todo, e meu pai tinha que trabalhar cedo.
[30] Mudávamos de roupa, e a roupa ficava impregnada de sal. Meus cabelos salgados me colavam na
cabeça.
    Então esperávamos, ao vento, a vinda do bonde para Recife. No bonde a brisa ia secando meus
cabelos duros de sal. Eu às vezes lambia meu braço para sentir sua grossura de sal e iodo.
    Chegávamos em casa e só então tomávamos café. E quando eu me lembrava de que no dia
seguinte o mar se repetiria para mim, eu ficava séria de tanta ventura e aventura. 

CLARICE LISPECTOR Adaptado de Crônicas para jovens: de bichos e pessoas. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2012.

Meu pai acreditava que todos os anos se devia fazer uma cura de banhos de mar. (l. 1)

 

Com o uso do verbo “acreditar”, a narradora sugere que os benefícios dos banhos de mar podem ser compreendidos como uma:

Ver comentários

Questão 3 15409531
Fácil 00:00

CAp-UERJ 1 Ano - Ensino Médio 2024
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Leitura e Interpretação de Texto
  • Coesão (elem. coesivos) e Coerência Gêneros textuais - Verbais/Narrativos
  • Crônica
  • Exibir tags
Resolução comentada

    BANHOS DE MAR

 

    Meu pai acreditava que todos os anos se devia fazer uma cura de banhos de mar. E nunca fui tão
feliz quanto naquelas temporadas de banhos em Olinda.
    Meu pai também acreditava que o banho de mar benéfico era o tomado antes do sol nascer.
Como explicar o que eu sentia de presente inaudito em sair de casa de madrugada e pegar o bonde
[5] vazio que nos levaria de Recife para Olinda ainda na escuridão?

    De noite eu ia dormir, mas o coração se mantinha acordado, em expectativa. E de puro alvoroço,
eu acordava às quatro e pouco da madrugada e despertava o resto da família. Vestíamo-nos depressa
e saíamos em jejum. Porque meu pai acreditava que assim devia ser: em jejum.
    Saíamos para uma rua toda escura, recebendo a brisa da pré-madrugada. E esperávamos o
[10] bonde. Até que lá de longe ouvíamos o seu barulho se aproximando. Eu me sentava bem na ponta
do banco: e minha felicidade começava. Atravessar a cidade escura me dava algo que jamais tive
de novo. No bonde mesmo o tempo começava a clarear e uma luz trêmula de sol escondido nos
banhava e banhava o mundo. 

    Eu olhava tudo: as poucas pessoas na rua, a passagem pelo campo com os bichos-de-pé. “Olhe um
[15] porco de verdade!”, gritei uma vez. E a frase de deslumbramento ficou sendo uma das brincadeiras
de minha família, que de vez em quando me dizia rindo: “Olhe um porco de verdade”.
    No bonde mesmo começava a amanhecer. Meu coração batia forte ao nos aproximarmos de Olinda.
    O mar de Olinda era muito perigoso. Davam-se alguns passos em um fundo raso e de repente
caía-se num fundo de dois metros, calculo. 

[20]    Outras pessoas também acreditavam em tomar banho de mar quando o sol nascia. Havia um salva-

vidas que, por uma ninharia de dinheiro, levava as senhoras para o banho: abria os dois braços, e as
senhoras, em cada um dos braços, agarravam o banhista para lutar contra as ondas fortíssimas do mar.
    O cheiro do mar me invadia e me embriagava. As algas boiavam. Oh, bem sei que não estou
transmitindo o que significavam como vida pura esses banhos em jejum, com o sol se levantando
[25] pálido ainda no horizonte. Bem sei que estou tão emocionada que não consigo escrever. O mar de
Olinda era muito iodado e salgado. E eu fazia o que no futuro sempre iria fazer: com as mãos em
concha, eu as mergulhava nas águas, e trazia um pouco de mar até minha boca. Eu bebia diariamente
o mar, de tal modo queria me unir a ele.

    Não demorávamos muito. O sol já se levantara todo, e meu pai tinha que trabalhar cedo.
[30] Mudávamos de roupa, e a roupa ficava impregnada de sal. Meus cabelos salgados me colavam na
cabeça.
    Então esperávamos, ao vento, a vinda do bonde para Recife. No bonde a brisa ia secando meus
cabelos duros de sal. Eu às vezes lambia meu braço para sentir sua grossura de sal e iodo.
    Chegávamos em casa e só então tomávamos café. E quando eu me lembrava de que no dia
seguinte o mar se repetiria para mim, eu ficava séria de tanta ventura e aventura. 

CLARICE LISPECTOR Adaptado de Crônicas para jovens: de bichos e pessoas. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2012.

Considere que, em uma das idas a Olinda, a narradora e sua família pegaram um bonde com onze lugares vazios.

 

O pai e a mãe ocuparam dois desses lugares, enquanto a narradora e suas duas irmãs escolheram um dos nove lugares restantes. Cada irmã se sentou em um lugar diferente.

 

A quantidade máxima de modos diferentes em que as três irmãs podiam escolher se sentar no bonde é:

Ver comentários
Anterior 12345678910111213141516171819202122232425262728293031323334353637383940414243444546474849505152535455565758596061626364656667686970717273747576777879808182838485868788899091929394959697989910010110210310410510610710810911011111211311411511611711811912012112212312412512612712812913013113213313413513613713813914014114214314414514614714814915015115215315415515615715815916016116216316416516616716816917017117217317417517617717817918018118218318418518618718818919019119219319419519619719819920020120220320420520620720820921021121221321421521621721821922022122222322422522622722822923023123223323423523623723823924024124224324424524624724824925025125225325425525625725825926026126226326426526626726826927027127227327427527627727827928028128228328428528628728828929029129229329429529629729829930030130230330430530630730830931031131231331431531631731831932032132232332432532632732832933033133233333433533633733833934034134234334434534634734834935035135235335435535635735835936036136236336436536636736836937037137237337437537637737837938038138238338438538638738838939039139239339439539639739839940040140240340440540640740840941041141241341441541641741841942042142242342442542642742842943043143243343443543643743843944044144244344444544644744844945045145245345445545645745845946046146246346446546646746846947047147247347447547647747847948048148248348448548648748848949049149249349449549649749849950050150250350450550650750850951051151251351451551651751851952052152252352452552652752852953053153253353453553653753853954054154254354454554654754854955055155255355455555655755855956056156256356456556656756856957057157257357457557657757857958058158258358458558658758858959059159259359459559659759859960060160260360460560660760860961061161261361461561661761861962062162262362462562662762862963063163263363463563663763863964064164264364464564664764864965065165265365465565665765865966066166266366466566666766866967067167267367467567667767867968068168268368468568668768868969069169269369469569669769869970070170270370470570670770870971071171271371471571671771871972072172272372472572672772872973073173273373473573673773873974074174274374474574674774874975075175275375475575675775875976076176276376476576676776876977077177277377477577677777877978078178278378478578678778878979079179279379479579679779879980080180280380480580680780880981081181281381481581681781881982082182282382482582682782882983083183283383483583683783883984084184284384484584684784884985085185285385485585685785885986086186286386486586686786886987087187287387487587687787887988088188288388488588688788888989089189289389489589689789889990090190290390490590690790890991091191291391491591691791891992092192292392492592692792892993093193293393493593693793893994094194294394494594694794894995095195295395495595695795895996096196296396496596696796896997097197297397497597697797897998098198298398498598698798898999099199299399499599699799899910001001100210031004100510061007100810091010101110121013101410151016101710181019102010211022102310241025102610271028102910301031103210331034103510361037103810391040104110421043104410451046104710481049105010511052105310541055105610571058105910601061106210631064106510661067106810691070107110721073107410751076107710781079108010811082108310841085108610871088108910901091109210931094109510961097109810991100110111021103110411051106110711081109111011111112111311141115111611171118111911201121112211231124112511261127112811291130113111321133113411351136113711381139114011411142114311441145114611471148114911501151115211531154115511561157115811591160116111621163116411651166116711681169117011711172117311741175117611771178117911801181118211831184118511861187118811891190119111921193119411951196119711981199120012011202120312041205120612071208120912101211121212131214121512161217121812191220122112221223122412251226122712281229123012311232123312341235123612371238123912401241124212431244124512461247124812491250 Próximo
Pastas

/

06


Faça seu login GRÁTIS


Compartilhar questão
ENEM estuda.com é um sistema para estudantes que desejam ingressar em um curso de nível superior. Resolva questões através do computador, tablet ou celular. vestibular,enem,questoes,estudar,alunos,simulados,questões enem,simulados enem,simulados vestibular,vestibular,provas,provas enem Estuda.com
logo da estuda.com
  • Quem somos
  • Blog
  • Trabalhe conosco

SEJA TEAM ESTUDA

  • Assine agora
  • Cadastre-se

NOSSAS SOLUÇÕES

  • Planos
  • Estudantes
  • Escolas
  • Professores

NOSSAS MATÉRIAS

  • Questões de Matemática
  • Questões de Português
  • Questões de História
  • Questões de Biologia
  • Questões de Geografia

ENEM E VESTIBULARES

  • Questões de Enem
  • Temas de Redação
  • ITA Vestibular
  • Questões Fuvest
  • Vestibular Unesp

SUPORTE

  • Central de ajuda
  • Ouvidoria

Disponível no Google Play Disponível na App Store
Termos de uso Política de privacidade

Todos os direitos reservados

Estuda Tecnologias LTDA

CNPJ 22951899000160