Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 3 10739805
CEDAF 2016O texto que você vai ler, abaixo, pertence ao gênero crônica. Como tal, trata de fatos do cotidiano vistos sob a perspectiva do autor da crônica. No caso, dois rapazes entediados que não conseguem se enturmar. A questão serão baseadas nesse texto.
Texto
OS ANTISSOCIAIS I
– Alô?
– E aí?
– Fala, grande.
– Que tá fazendo?
– Nada. Debaixo das cobertas.
– Hum. Sei.
– E você?
– Na mesma.
– Um saco, hein!
– Pois é. Liguei pra isso.
– Isso o que?
– Ah, sei lá. Tédio dos infernos.
– Pra variar né?
– Vontade acabar com isso tudo.
– Vai se matar?
– Não, anta. Vontade acabar com esse tédio.
– Vá ler um livro.
– Outro?
– É, um saco!
– E como! Já foram três essa semana!
– Putz.
– Tá afim de sair?
– Nem. Pra onde?
– A festa da facul.
– Ah, nem vou. Tô debaixo das cobertas.
– Só sair daí.
– Nem... Só saio daqui amanhã cedo.
– Eu tôafim de ir.
– Você vai?
– Não disse que vou. Disse que estou afim.
– Mas você vai?
– Ah, sei lá.
– Fazer o que lá, cara?
– Fazer o que aqui?
– Vá ler um livro.
– Putz... Você não se incomoda com isso, cara?
– Isso o quê?
– Ficar dias e dias enfiado nesse quarto. Você é um ser humano ou uma ameba?
– Ó quem fala.
– É disso que estou falando.
– Eu não sou uma ameba.
– Amebas são mais sociáveis, isso sim.
– São?
– Devem ser. São mais populares que nós, pelo menos.
– Se são. Você vai?
– Pensando. Dá medo.
– E eu não sei?
– Vai ter gente estranha pra cacete lá.
– Muita gente, isso sim.
– E estranha.
– E como! Você vai?
– Se você for, eu vou.
– Eu não vou.
– Por que não?
– Nem a pau. Muita gente. Gente estranha.
– A gente se enturma.
– Certeza?
– Bom, acho que não. Mas a gente tenta, pelo menos.
– A gente tentou ano passado, lembra?
– É.
– No que deu?
– Sujeira.
– Nem isso. Não deu foi em nada, isso sim.
– É.
– Os dois largadões lá no meio sem saber o que fazer.
– É.
– Olhando um para a cara do outro. No mesmo lugar durante duas horas.
– Se ao menos a gente soubesse dançar.
– E quem ia querer dançar com a gente?
– Pior. Fiascaço.
– E como!
– Melhor deixar essa ideia pra lá, né?
– Melhor mesmo.
– Mas, o que eu faço nessa porcaria de sábado?
– Ah, sei lá. Faça o mesmo que eu.
– OK.
Desligou, e foi ler um livro.
Um saco!
Disponível em:http://corrosiva.com.br/textos-engracados/os-antissociais/Acesso:20/10/2015.
Sabendo-se que qualquer história parte de um narrador que pode participar com maior ou menor intensidade dos fatos narrados, sobre a narração na crônica os Os antissociais I é CORRETO afirmar que:
Questão 2 10739804
CEDAF 2016O texto que você vai ler, abaixo, pertence ao gênero crônica. Como tal, trata de fatos do cotidiano vistos sob a perspectiva do autor da crônica. No caso, dois rapazes entediados que não conseguem se enturmar. A questão serão baseadas nesse texto.
Texto
OS ANTISSOCIAIS I
– Alô?
– E aí?
– Fala, grande.
– Que tá fazendo?
– Nada. Debaixo das cobertas.
– Hum. Sei.
– E você?
– Na mesma.
– Um saco, hein!
– Pois é. Liguei pra isso.
– Isso o que?
– Ah, sei lá. Tédio dos infernos.
– Pra variar né?
– Vontade acabar com isso tudo.
– Vai se matar?
– Não, anta. Vontade acabar com esse tédio.
– Vá ler um livro.
– Outro?
– É, um saco!
– E como! Já foram três essa semana!
– Putz.
– Tá afim de sair?
– Nem. Pra onde?
– A festa da facul.
– Ah, nem vou. Tô debaixo das cobertas.
– Só sair daí.
– Nem... Só saio daqui amanhã cedo.
– Eu tôafim de ir.
– Você vai?
– Não disse que vou. Disse que estou afim.
– Mas você vai?
– Ah, sei lá.
– Fazer o que lá, cara?
– Fazer o que aqui?
– Vá ler um livro.
– Putz... Você não se incomoda com isso, cara?
– Isso o quê?
– Ficar dias e dias enfiado nesse quarto. Você é um ser humano ou uma ameba?
– Ó quem fala.
– É disso que estou falando.
– Eu não sou uma ameba.
– Amebas são mais sociáveis, isso sim.
– São?
– Devem ser. São mais populares que nós, pelo menos.
– Se são. Você vai?
– Pensando. Dá medo.
– E eu não sei?
– Vai ter gente estranha pra cacete lá.
– Muita gente, isso sim.
– E estranha.
– E como! Você vai?
– Se você for, eu vou.
– Eu não vou.
– Por que não?
– Nem a pau. Muita gente. Gente estranha.
– A gente se enturma.
– Certeza?
– Bom, acho que não. Mas a gente tenta, pelo menos.
– A gente tentou ano passado, lembra?
– É.
– No que deu?
– Sujeira.
– Nem isso. Não deu foi em nada, isso sim.
– É.
– Os dois largadões lá no meio sem saber o que fazer.
– É.
– Olhando um para a cara do outro. No mesmo lugar durante duas horas.
– Se ao menos a gente soubesse dançar.
– E quem ia querer dançar com a gente?
– Pior. Fiascaço.
– E como!
– Melhor deixar essa ideia pra lá, né?
– Melhor mesmo.
– Mas, o que eu faço nessa porcaria de sábado?
– Ah, sei lá. Faça o mesmo que eu.
– OK.
Desligou, e foi ler um livro.
Um saco!
Disponível em:http://corrosiva.com.br/textos-engracados/os-antissociais/Acesso:20/10/2015.
O uso de determinadas expressões e o modo como são usados certos aspectos gramaticais são marcas que caracterizam um texto como erudito, formal, informal, coloquial, etc.
Marque a alternativa em que a palavra destacada e sua respectiva justificativa NÃO servem como exemplo de texto informal:
Questão 1 10739803
CEDAF 2016O texto que você vai ler, abaixo, pertence ao gênero crônica. Como tal, trata de fatos do cotidiano vistos sob a perspectiva do autor da crônica. No caso, dois rapazes entediados que não conseguem se enturmar. A questão serão baseadas nesse texto.
Texto
OS ANTISSOCIAIS I
– Alô?
– E aí?
– Fala, grande.
– Que tá fazendo?
– Nada. Debaixo das cobertas.
– Hum. Sei.
– E você?
– Na mesma.
– Um saco, hein!
– Pois é. Liguei pra isso.
– Isso o que?
– Ah, sei lá. Tédio dos infernos.
– Pra variar né?
– Vontade acabar com isso tudo.
– Vai se matar?
– Não, anta. Vontade acabar com esse tédio.
– Vá ler um livro.
– Outro?
– É, um saco!
– E como! Já foram três essa semana!
– Putz.
– Tá afim de sair?
– Nem. Pra onde?
– A festa da facul.
– Ah, nem vou. Tô debaixo das cobertas.
– Só sair daí.
– Nem... Só saio daqui amanhã cedo.
– Eu tôafim de ir.
– Você vai?
– Não disse que vou. Disse que estou afim.
– Mas você vai?
– Ah, sei lá.
– Fazer o que lá, cara?
– Fazer o que aqui?
– Vá ler um livro.
– Putz... Você não se incomoda com isso, cara?
– Isso o quê?
– Ficar dias e dias enfiado nesse quarto. Você é um ser humano ou uma ameba?
– Ó quem fala.
– É disso que estou falando.
– Eu não sou uma ameba.
– Amebas são mais sociáveis, isso sim.
– São?
– Devem ser. São mais populares que nós, pelo menos.
– Se são. Você vai?
– Pensando. Dá medo.
– E eu não sei?
– Vai ter gente estranha pra cacete lá.
– Muita gente, isso sim.
– E estranha.
– E como! Você vai?
– Se você for, eu vou.
– Eu não vou.
– Por que não?
– Nem a pau. Muita gente. Gente estranha.
– A gente se enturma.
– Certeza?
– Bom, acho que não. Mas a gente tenta, pelo menos.
– A gente tentou ano passado, lembra?
– É.
– No que deu?
– Sujeira.
– Nem isso. Não deu foi em nada, isso sim.
– É.
– Os dois largadões lá no meio sem saber o que fazer.
– É.
– Olhando um para a cara do outro. No mesmo lugar durante duas horas.
– Se ao menos a gente soubesse dançar.
– E quem ia querer dançar com a gente?
– Pior. Fiascaço.
– E como!
– Melhor deixar essa ideia pra lá, né?
– Melhor mesmo.
– Mas, o que eu faço nessa porcaria de sábado?
– Ah, sei lá. Faça o mesmo que eu.
– OK.
Desligou, e foi ler um livro.
Um saco!
Disponível em:http://corrosiva.com.br/textos-engracados/os-antissociais/Acesso:20/10/2015.
Com base na leitura da crônica Os antissociais I é INCORRETO afirmar:
Questão 19 10738347
COLÉGIO SÓLIDO* Colégio Sólido7° ano 2016
Para criar humor crítico, o autor explora o duplo sentido do verbo
Questão 18 10738346
COLÉGIO SÓLIDO* Colégio Sólido7° ano 2016ANDARILHOS
Francisco Marques

Andava pela estrada, sozinho.
Um sol de rachar e os dois andando sem parar.
E andando, resolvidos, iam os três desenxabidos.
Os quatro não andavam à toa: buscavam uma terra boa.
Com os pés doendo de tanto andar, os cinco pararam para
descansar.
E os seis se deitaram, dormiram, sonharam...
No meio da noite, os sete acordaram e se arrepiaram.
Dezesseis olhos arregalados, brilhando, viram o rio iluminado,
o chão iluminado.
Cavando a terra, dezoito mãos traziam, com a respiração ofegante, dezenas de pedrinhas brilhantes.
Depois de muito cavar, contar e reunir, os dez começaram a discutir.
O centro da discussão era este: onze andarilhos podem suportar tantos brilhos?
Uma dúzia de ideias diferentes, uma ou outra interessante, mas nenhuma ideia brilhante.
Com as palavras doendo de tanto falar, os treze resolveram si-len-ci-ar.
Deitados, silenciosos, os catorze buscavam uma nova rima, quando olharam para cima...
Boquiabertos, ao som de quinze admirações, descobriram estrelas cadentes, candentes em grandes
porções e proporções.
E aquelas dezesseis imaginações tropeçaram nas mesmas conclusões...
“As pedras são farelos de estrelas”, dezessete vezes pensaram e dezessete vozes exclamaram.
E declararam os dezoito andarilhos, acostumados a vagar de déu em déu: “Essa terra tem parentesco
com o céu.”
E dezenove caminheiros decidiram fincar o pé e se estabelecer: “De agora em diante, aqui vamos
morar, aqui vamos viver.”
Vinte vezes festejaram. Quando uma voz desfestejou: “Continuarei caminhando. Adeus. Já vou.”
E deste que se foi, ligeirinho, posso dizer apenas que ele...
Andava pela estrada, sozinho.
Considerando o comportamento dos demais andarilhos, assinale a afirmação VERDADEIRA.
Questão 17 10738345
COLÉGIO SÓLIDO* Colégio Sólido7° ano 2016Assinale a alternativa em que o trecho do texto NÃO apresenta uma voz coletiva.
06
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