Questões de EFAF Português - Sintaxe
1.422 Questões
Questão 11 10223251
CMB 1º Ano - Língua Portuguesa 2015TEXTO
O grito, segundo Munch
O próprio Edvard Munch deixou um pequeno texto em que fala sobre a experiência que resultou em "O Grito": "Passeava pela estrada com dois amigos, olhando o pôr-do-sol, quando o céu de repente se tornou vermelho como sangue. Parei, recostei-me na cerca, extremamente cansado - sobre o fiorde preto azulado e a cidade estendiam-se sangue e línguas de fogo. Meus amigos foram andando e eu fiquei, tremendo de medo - podia sentir um grito infinito atravessando a paisagem".
http://mestres.folha.com.br/pintores/15/curiosidades.html. Acesso: 17/08/2015
A respeito do emprego sintático dos verbos no texto, assinale o item que apresenta a afirmação correta.
Questão 3 10222736
CMB 1º Ano - Língua Portuguesa 2015TEXTO 1
me.do 1(é) adj (lat. medu) Que pertence ou se refere à Média. Adj.+ S.m. Habitante ou natural da Média.
me.do 2(é) s.m.(cast.médano) Monte de areias acumuladas pelo vento à beira-mar.
me.do 3 (ê) s.m.(lat. metu) 1. Perturbação resultante da ideia de um perigo real ou aparente ou da presença de alguma coisa estranha ou perigosa; pavor, susto, terror. 2. Apreensão. 3. Receio de ofender, de causar algum mal, de ser desagradável. S.m. pl. Gestos ou visagens que causam susto.
http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues HYPERLINK. Acesso: 17/08/2015.
TEXTO 2
O medo de errar
Martha Medeiros
“A gente é a soma das nossas decisões.”É uma frase da qual sempre
gostei, mas lembrei-me dela outro dia num local inusitado: dentro do super.
Comprar maionese, band-aid e iogurte, por exemplo, hoje requer expertise. Tem
maionese tradicional, light, premium, com leite, com ômega 3, com limão, com
[5] ovos “free range”. Band-aid, há de todos os formatos e tamanhos, nas versões:
transparente, extratransparente, colorido, temático, flexível.
É o melhor dos mundos: aumentou a diversificação. E com ela, o medo de
errar.
Assim como antes era mais fácil fazer compras, também era mais fácil
[10] viver. Para ser feliz, bastava estudar (magistério para as moças), fazer uma
faculdade (Medicina, Engenharia ou Direito para os rapazes), casar (com o sexo
oposto), ter filhos (no mínimo dois) e manter a família estruturada até o fim dos
dias. Era a maionese tradicional.
Hoje, existem várias “marcas” de felicidade. (...) Fazer intercâmbio, abrir o
[15] próprio negócio, tentar um concurso público, entrar para a faculdade. Mas estudar
o quê? Só de cursos técnicos, profissionalizantes e universitários, há centenas.
Computação Gráfica ou Informática Biomédica? Editoração ou Ciências
Moleculares? Moda, Geofísica ou Engenharia de Petróleo?
A vida padronizada podia ser menos estimulante, mas oferecia mais
[20] segurança, era fácil “acertar” e se sentir um adulto. Já a expansão de ofertas
tornou tudo mais empolgante, só que incentivou a infantilização: sem saber ao
certo o que é melhor para si, surgiu o medo de crescer.
Todos parecem ter 10 anos menos. Quem tem 17, age como se tivesse 7.
Quem tem 28, parece ter 18. Quem tem 39, vive como se fosse 29. Quem tem
[25] 40, 50, 60, mesma coisa. Por um lado, é ótimo ter um espírito jovial e a aparência
idem, mas até quando se pode adiar a maturidade?
Só nos tornamos verdadeiramente adultos quando perdemos o medo de
errar. Não somos apenas a soma das nossas escolhas, mas também das nossas
renúncias. Crescer é tomar decisões e, depois, conviver pacificamente com a
[30] dúvida. Como querem ter certeza absoluta, adolescentes prorrogam suas
escolhas – errar lhes parece a morte.
Adultos sabem que nunca terão certeza absoluta de nada, e sabem também
que só a morte física é definitiva. Já “morreram” diante de fracassos e
frustrações, e voltaram pra vida. Ao entender que é normal morrer várias vezes
[35] numa única existência, perdemos o medo – e finalmente crescemos.
Zero Hora – 25/09/2011. http:www.avarandablogspot.com . Acesso: 17/08/2015(com adaptações)
No trecho “Hoje, existem várias ‘marcas’ de felicidade.” (linha 14), o vocábulo em destaque remete ao sentido de
Questão 2 10151233
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2015TEXTO
De Damasco a Bodrum: a viagem fatal do menino sírio que chocou o mundo
Por Joel Gunther
Dias após a foto do corpo do menino Alan Kurdi, que tinha 3 anos, ter provocado reações
emocionadas em diversos países, a família revelou a cadeia de eventos que levou ao afogamento
na travessia da Turquia para a Grécia.
Alan deixou a cidade de Bodrum, na Turquia, rumo à ilha grega de Kos, na quarta-feira de .
[5] madrugada, ao lado do pai, Abdullah, da mãe, Rehanna, e do irmão Ghalib, dois anos mais velho.
O objetivo final da família Kurdi era Vancouver, no Canadá, onde a irmã de Abdullah, Tima,
trabalha como cabeleireira.
Com um pequeno grupo de refugiados, eles embarcaram em dois botes para cruzar os 20
quilômetros que separam Bodrum de Kos.
[10] Da praia, Abdullah enviou um SMS para Tima.
"Passei o recado para o nosso pai, na Síria, e para todos: 'Abdullah está partindo agora,
rezem por sua segurança”, disse Tima.
Mas as preces não foram ouvidas. As embarcações foram atingidas por ondas altas pouco
depois da partida. O capitão abandonou o navio.
[15] Em questão de minutos, Abdullah Kurdi se encontrou na água, tentando salvar a vida de
seus dois filhos. Dos 23 integrantes do grupo de refugiados, acredita-se que 14 tenham morrido,
incluindo a mulher de Abdullah e seus meninos.
Versão turca
O número não impressiona diante das mortes em massa registradas no Mediterrâneo nos
[20] últimos meses, mas as fotos do pequeno Alan de bruços na beira da praia transformaram o
episódio em um divisor de águas.
O nome dele chegou a ser grafado como "Aylan" por alguns meios de comunicação, entre
eles, a BBC. Mas a tia que vive no Canadá, Tima, esclareceu que aquela era a versão turca do
nome, dada às autoridades da Turquia. O nome original, curdo, era Alan.
[25] Como sírios de origem curda, as chances de conseguir asilo no Canadá diminuíram no
momento em que os Kurdi deixaram a Síria rumo à Turquia.
Durante anos, a Síria negou cidadania à sua população de origem curda. Os curdos eram
considerados apátridas pelas autoridades.
Em 2011, um decreto autorizou que alguns deles entrassem com pedidos de cidadania,
[30] mas outros permaneceram sem o direito. Muitos foram forçados a fugir do país antes mesmo que
pudessem dar entrada no processo.
Os Kurdi moravam em Damasco no início do conflito na Síria, no fim de 2011. Quando a
violência na cidade se agravou, a família se mudou para o seu vilarejo-natal, Makhari, a 25
quilômetros da cidade portuária de Kobane.
[35] No entanto, quando Kobane se tornou um foco de luta entre combatentes curdos e
militantes do chamado Estady Islâmico, no fim de 2014, a família voltou a fugir, desta vez para a
Turquia, ao lado de milhares de outros refugiados.
A Turquia lhes ofereceu abrigo, mas não lhes ofereceu cidadania.
'lrregulares'
[40] Entre os vizinhos da Síria, a Turquia foi o primeiro a reagir formalmente à crise dos
refugiados, declarando proteção temporária em outubro de 2011, garantindo que não iria repatriar
qualquer refugiado sírio.
A medida garante a portadores de passaportes sírios um visto de residência de um ano e
liberdade de movimentos no país. Mas aqueles que não apresentarem documentos são obrigados
[45] a se registrarem um campo de refugiados e lá permanecer. Caso contrário, são considerados
“irregulares”.
Essa era a situação dos Kurdi, que se encontravam em Istambul, mas estavam
desesperados para deixar a Turquia. No entanto, não podiam obter vistos de saída da Turquia,
porque não tinham passaportes, e não podiam pedir asilo em outros países, porque não tinham
[50] vistos de saída da Síria.
Tima Kurdi já estava "patrocinando" o processo de asilo da família de outro irmão dela,
Mohammad, mas dificuldades financeiras e a complexidade do processo a obrigaram a dar entrada
em um processo de cada vez. Mohammad foi escolhido primeiro, porque os filhos dele já estão em
idade escolar.
[55] No entanto, o pedido de asilo foi rejeitado pelo Canadá. O departamento de Imigração e
Cidadania disse à BBC que o processo estava “incompleto porque não reunia os requisitos
necessários para comprovar o reconhecimento da situação de refugiado”.
A razão para a rejeição foi simples, segundo Tima: os Kurdi não têm passaporte e nem
vistos de trabalho turcos, documentos que não podiam obter.
[60] Papelada
Quando o primeiro pedido de asilo foi rejeitado, em junho, “não havia esperanças de que
Abdullah e sua família obtivessem a papelada correta para um processo bem-sucedido”, afirmou
Tima. Por isso, eles embarcaram ilegalmente rumo à Grécia.
Os Kurdi já tinham tentado deixar a Turquia três vezes anteriormente. Todas sem sucesso.
[65] Na última e fatal, parentes contaram que eles conheceram pessoas em Izmir que prometeram levá-
los até a costa e de lá para Kos, de barco.
Acredita-se que eles tenham pagado o equivalente a R$ 16,5 mil pela travessia. Muito mais
do que custariam as passagens aéreas para toda a família chegar ao Canadá.
Ainda no escuro, o bote com a família foi empurrado mar adentro. Abdullah descreveu o
[70] momento em que a sua família se afogou em detalhes.
"Tentei segurar as crianças e a minha mulher, mas não adiantou. Um por um, eles
morreram. Tentei timonear o barco, mas veio outra onda grande e o virou”, afirmou. “Foi aí que o
pior aconteceu."
"As minhas crianças eram as mais bonitas do mundo. Será que existe alguém no mundo,
[75] — para quem os próprios filhos não sejam a coisa mais preciosa?”
"Eles eram incríveis. Me acordavam todos os dias para brincar.”
"Adoraria me sentar ao lado do túmulo da minha família agora e aliviar a minha dor.”
Ele afirmou que pretende levar os corpos de volta a Istambul e de lá para Kobane, onde
quer enterrá-los.
[80] "É tarde demais para salvar a família de Abdullah", disse Tima. "Por favor, vamos usar a
nossa voz coletiva para mudar e exigir que os líderes do mundo tomem decisões agora para
aprovar medidas de emergência para refugiados. Vamos pôr fim a esse sofrimento. Os nossos
corações estão partidos.”
Disponível em http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/09/150904 siria familia ebc
Acesso em 22/09/2015
Texto adaptado
Vocabulário:
Apátrida: indivíduo sem nacionalidade.
Timonear: dirigir embarcação.
O texto – De Damasco a Bodrum: a viagem fatal do menino sírio que chocou o mundo –, além de informar a respeito de um fato, apresenta outra intenção.
Essa intenção é:
Questão 11 10136137
CMM 1°ano - Língua de Português 2015TEXTO

Joan Manuel Serrat - akifrases.com
A palavra SE que inicia cada período do texto, marca, semanticamente, uma ideia de:
Questão 4 10129042
CMPA 1º Ano - Língua Portuguesa 2015Leia atentamente o texto e responda à questão, assinalando a única alternativa correta.
Texto
Amizade Virtual
Uma amizade virtual quase sempre começa perguntando: “Alguém ker
tc?”
Nos remotos tempos, começava-se uma conversa, que poderia ser o início
de uma amizade, perguntando ao outro: “Será que vai chover?”; hoje, a
[5] modernidade nos abraça com as salas de bate-papo. Percebemos que não é
preciso se ter um lugar apropriado para que uma boa conversa se inicie,
especialmente, quando estamos com nossos amigos.
Muito mais que apenas ter alguém com quem conversar, com as nossas
amizades adquirimos e partilhamos conhecimentos, contamos ou relembramos
[10] histórias, experiências e até mesmo costumes.
Não é difícil perceber, nos grupos de pessoas mais jovens, um
comportamento quase comum em toda a “galera”. Da maneira como se
expressam até o jeito de se vestir, parece que é repetido por toda a turma. De
modo direto, refletimos, no nosso comportamento, hábitos comuns do ambiente
[15] em que convivemos.
Atualmente, muito se percebe a dificuldade de algumas pessoas de
escrever, sem inserir na escrita costumes utilizados nos meios virtuais, tais
como: abreviações estranhas, frases curtas ou de misturar, em um e-mail
comercial, verbetes utilizados nos meios virtuais entre outros detalhes.
[20] Não negamos os créditos da Internet quanto à sua eficiência e
versatilidade. Através desta mídia, nutrimos nossos antigos relacionamentos
quando separados pela distância. Parentes mantêm contato através de áudio e
vídeo, minimizando a saudade, mergulhados nesse mundo cibernético que se
estende em fã-pages, programas de mensagens instantâneas. Facilmente, sem
[35] perceber “o amigo do meu amigo” passou a ser nosso amigo também, mesmo
que não o tenhamos conhecido pessoalmente.
Por outro lado, impressiona-nos a facilidade com que começamos uma
nova “amizade”, perguntando: “Alguém ker tc?”.
Por horas a fio, podemos passar longos períodos conversando todo tipo de
[30] assunto sem que jamais tenha um fim. De conversas sem compromisso até
muitas confidências e conselhos são trocados dentro de um relacionamento
cibernético.
Contudo, não significa que uma amizade que começou no mundo digital
não se torne real. Há quem mantenha grandes amizades, as quais começaram
[35] no virtual e consolidaram-se na realidade de um encontro.
Se cautela e equilíbrio são atributos que devem sempre nos acompanhar,
para evoluirmos em nossos relacionamentos, precisamos estar muito mais
atentos quando nos dispomos a adentrar num mundo em que fantasia e
realidade convivem no mesmo link.
[40] É no contato direto com nossos amigos que favorecemos o vínculo
profundo, com sentimentos que nutrem e solidificam nossos laços fraternos. Do
contrário, podemos correr o risco de ter uma extensa lista de “amigos on-line”,
mas continuando a ir ao cinema sozinhos.
Dado Moura Adaptado de:http://meurelacionamento.net/amizade-virtual
De modo direto, refletimos, no nosso comportamento, hábitos comuns do ambiente em que convivemos. (l. 13-15)
O trecho destacado poderia ser reescrito, mantendo-se o sentido original e respeitando-se a regência verbal, por
Questão 5 616131
CTI (UNIFICADO) 2015Leia o poema de Mário Quintana para responder à questão.
Canção da Primavera
Primavera cruza o rio
Cruza o sonho que tu sonhas.
Na cidade adormecida
Primavera vem chegando
Catavento enlouqueceu,
Ficou girando, girando.
Em torno do catavento
Dancemos todos em bando.
Dancemos todos, dancemos,
Amadas, Mortos, Amigos,
Dancemos todos até
Não mais saber-se o motivo…
Até que as paineiras tenham
Por sobre os muros florido!
Na segunda estrofe, o verso – Ficou girando, girando. – funciona como
06
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