Questões de EFAF Português - Gramática
1.745 Questões
Questão 2 11006689
IFF Integrados 2018TEXTO
Cacarecos da língua
Gregorio Duvivier
Todo dia uma palavra morre e a gente não se dá conta. Ao contrário das pessoas, que
por vezes morrem de desastre, as palavras só morrem aos poucos, devagarinho, cada dia
um pouco – à medida que as pessoas que as usavam vão morrendo também. Minha avó,
por exemplo. Tenho certeza de que levou junto com ela a palavra "lorota".
[5] Há uma multidão de palavras pelas quais nada mais se pode fazer: já habitam o
subterrâneo das palavras findas. O coração parou, o cérebro também, o médico declarou o
óbito e o padre fez a extrema-unção. Provecto. Linfa. Ergástulo. Patego. Algumas, claro,
são natimortas: Lorpa. Trenguice. Lordaço. Não adianta bisturi ou eletrochoque – nada no
mundo vai resgatá-las.
[10] Algumas, para não morrer, reinventaram-se. Trocaram de sexo, de nome e de
profissão. A palavra "zoeira" já significou barulho: hoje significa troça. Não é o caso da
palavra "troça", tadinha, que tá nas últimas –apesar de tão gozada.
[...]
Há palavras, no entanto, pelas quais ainda vale lutar. A palavra "cacareco", por
[15] exemplo, tá na UTI. Pros jovens que não chegaram a conhecê-la, cacareco é uma coisa
velha, já sem utilidade. Sim, a própria palavra cacareco virou um cacareco.
Está longe de ser o único cacareco da linguagem. Pense quando foi a última vez que
ouviu que a situação está um despautério, que fulano tá borocoxô, que tal roupa é uma
coqueluche, que fulana é uma songamonga.
[...]
[20] Paramos de falar alpendre porque as casas deixaram de ter alpendre ou as casas
pararam de ter alpendre porque já ninguém sabia o que era um alpendre?
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2016/07/1790346-cacarecos-dalingua.shtml?cmpid=newsfolha%20Acesso%20em:%2021%20set%202017.
Está longe de ser o único cacareco da linguagem. Pense quando foi a última vez que ouviu que a situação está um despautério, que fulano tá borocoxô, que tal roupa é uma coqueluche, que fulana é uma songamonga.
Algumas palavras podem mudar sua classificação e seu significado. Dependendo do contexto em que se encontre, manga, por exemplo, pode significar fruta ou parte do vestuário. Por outro lado, pelo contexto, também podemos identificar o significado de palavras desconhecidas.
Releia o fragmento do texto acima e assinale a opção que apresenta um significado equivocado para a palavra analisada no contexto em que se encontra.
Questão 7 10781296
IFMT 2018/2O texto abaixo serve de base para responder à questão.

(Fonte: https://www.facebook.com/cosidoamao/)
Em relação ao Texto, só NÃO é correto afirmar que:
Questão 6 10779867
IFMT 2018/1O texto abaixo serve de base para responder à questão.

Nas palavras "impressora" e "tesoura", no que se refere aos recursos fonológicos usados em suas construções, temos, respectivamente:
Questão 5 10778279
IFMG 2018/1TEXTO
O poeta da roça
Sou fio das mata, cantô da mão grossa,
Trabaio na roça, de inverno e de estio.
A minha chupana é tapada de barro,
[5] Só fumo cigarro de páia de mio.
Sou poeta das brenha, não faço o papé
De argum menestré, ou errante cantô
Que veve vagando, com sua viola,
Cantando, pachola, à percura de amô.
[10] Não tenho sabença, pois nunca estudei,
Apenas eu sei o meu nome assiná.
Meu pai, coitadinho! vivia sem cobre,
E o fio do pobre não pode estudá.
Meu verso rastêro, singelo e sem graça,
[15] Não entra na praça, no rico salão,
Meu verso só entra no campo e na roça,
Nas pobre paioça, da serra ao sertão.
Só canto o buliço da vida apertada,
Da lida pesada, das roça e dos eito
[20] E às vêz, recordando a feliz mocidade,
Canto uma sodade que mora em meu peito.
Eu canto o caboco com suas caçada,
Nas noite assombrada que tudo apavora,
Por dentro da mata, com tanta corage
[25] Topando as visage chamada caipora.
Eu canto o vaquêro vestido de côro,
Brigando com o tôro no mato fechado,
Que pega na ponta do brabo novio,
Ganhando lugio do dono do gado.
[30] Eu canto o mendigo de sujo farrapo,
Coberto de trapo e mochila na mão,
Que chora pedindo o socorro dos home,
E tomba de fome, sem casa e sem pão,
E assim, sem cobiça dos cofre luzente,
[35] Eu vivo contente e feliz com a sorte,
Morando no campo, sem vê a cidade,
Cantando as verdade das coisa do Norte.
ASSARÉ, Patativa do. Patativa do Assaré. Antologia poética. Organização e prefácio de Gilmar de Carvalho. 8. ed. Fortaleza: Edições Demócrito Rocha, 2010, p. 19.
Quanto às formas verbais de que o texto se serve,
Questão 15 10755816
COLTEC 2018Assinale a alternativa cuja reescrita com mudança no uso do pronome em negrito altera o sentido original do trecho.
Questão 20 10737802
SENAI 1º Ano - CGE 2141 2018/1Leia as palavras abaixo.
Grajaú Jataí Constituído Amiúde
A mesma regra de acentuação das palavras do quadro foi aplicada, respectivamente, em:
06
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