Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 12 10123769
CMSM 1° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2017Leia os textos 01 e 02 para responder ao item.
TEXTO 01

Fonte: https://www.google.com.br/search?q=quadrinhos+sobretcomida&tbm. Acesso em 13/09/2017.
TEXTO 02

Fonte: www.google.com.br/search?biw=] 536&bih=740&tbm=isch&sa=1 &q=campanha+publicitariatprevenção+de+obesidade. Acesso em 17/09/2017.
Sobre as tirinhas de Garfield, é correto afirmar que:
Questão 4 10123392
CMSM 1° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2017Leia o texto para responder ao item.
TEXTO
"Ovo"
Luis Fernando Verissimo
01 Agora essa. Descobriram que ovo, afinal, não faz mal. Durante anos, nos aterrorizaram.
Ovos eram bombas de colesterol. Não eram apenas desaconselháveis, eram mortais. Você podia
calcular em dias o tempo de vida perdido cada vez que comia uma gema.
Cardíacos deviam desviar o olhar se um ovo fosse servido num prato vizinho: ver ovo fazia
05 mal. E agora estão dizendo que foi tudo um engano, O ovo é inofensivo. O ovo é incapaz de matar
uma mosca.
Sei não, mas me devem algum tipo de indenização. Não se renuncia a pouca coisa quando
se renuncia ao ovo frito. Dizem que pouca coisa é melhor do que ovo frito. A comparação é dificil.
Não existe nada comparável a uma gema deixada intacta em cima do arroz depois que a clara foi
10 comida, esperando o momento em que O garfo a romperá e ela se desmanchará, sim, se
desmanchará, e se espalhará pelo arroz como as gazelas douradas entre os lírios de Gileade nos
cantares de Salomão, sim, e você levará o arroz à boca e o saboreará até o último grão molhado,
sim, e depois ainda limpará o prato com pão. Ou existe e eu é que tenho andado na turma errada.
O fato é que quero ser ressarcido de todos os ovos fritos que não comi nestes anos de medo inútil.
15 E os ovos mexidos, e os ovos quentes, e as omeletes babadas, e os toucinhos do céu, e, meu Deus,
os fios de ovos. Os fios de ovos que não comi para não morrer dariam várias voltas no globo.
Quem os trará de volta? É pensar que cheguei a experimentar ovo artificial, uma pálida paródia de
ovo que, esta sim, deve ter me roubado algumas horas de vida a cada garfada infeliz. Ovo frito na
manteiga! O rendado marrom das bordas tostadas da clara, o amarelo provençal da gema... Eu sei,
20 eu sei. Manteiga ainda não foi liberada. Mas é só uma questão de tempo.
Fonte: http://varalcomroupas.blogs.sapo.pt/30427.html. Acesso em 03/09/2017. Adaptado e modificado.
Considere o enunciado a seguir retirado do texto:
“Não se renuncia a pouca coisa quando se renuncia ao ovo frito.” (l.07 e 08)
Está INCORRETA a afirmação de que:
Questão 3 10123375
CMSM 1° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2017Leia o texto para responder ao item.
TEXTO
"Ovo"
Luis Fernando Verissimo
01 Agora essa. Descobriram que ovo, afinal, não faz mal. Durante anos, nos aterrorizaram.
Ovos eram bombas de colesterol. Não eram apenas desaconselháveis, eram mortais. Você podia
calcular em dias o tempo de vida perdido cada vez que comia uma gema.
Cardíacos deviam desviar o olhar se um ovo fosse servido num prato vizinho: ver ovo fazia
05 mal. E agora estão dizendo que foi tudo um engano, O ovo é inofensivo. O ovo é incapaz de matar
uma mosca.
Sei não, mas me devem algum tipo de indenização. Não se renuncia a pouca coisa quando
se renuncia ao ovo frito. Dizem que pouca coisa é melhor do que ovo frito. A comparação é dificil.
Não existe nada comparável a uma gema deixada intacta em cima do arroz depois que a clara foi
10 comida, esperando o momento em que O garfo a romperá e ela se desmanchará, sim, se
desmanchará, e se espalhará pelo arroz como as gazelas douradas entre os lírios de Gileade nos
cantares de Salomão, sim, e você levará o arroz à boca e o saboreará até o último grão molhado,
sim, e depois ainda limpará o prato com pão. Ou existe e eu é que tenho andado na turma errada.
O fato é que quero ser ressarcido de todos os ovos fritos que não comi nestes anos de medo inútil.
15 E os ovos mexidos, e os ovos quentes, e as omeletes babadas, e os toucinhos do céu, e, meu Deus,
os fios de ovos. Os fios de ovos que não comi para não morrer dariam várias voltas no globo.
Quem os trará de volta? É pensar que cheguei a experimentar ovo artificial, uma pálida paródia de
ovo que, esta sim, deve ter me roubado algumas horas de vida a cada garfada infeliz. Ovo frito na
manteiga! O rendado marrom das bordas tostadas da clara, o amarelo provençal da gema... Eu sei,
20 eu sei. Manteiga ainda não foi liberada. Mas é só uma questão de tempo.
Fonte: http://varalcomroupas.blogs.sapo.pt/30427.html. Acesso em 03/09/2017. Adaptado e modificado.
Podemos interagir e nos comunicar com outras pessoas em diversas situações comunicativas. Algumas delas vão exigir o emprego da língua formal e outras, o da língua informal, com gírias e regionalismos, por exemplo. Nessas situações comunicativas, a posição do pronome em relação ao verbo é uma das questões a que devemos atentar. Leia os fragmentos a seguir retirados do texto:
I. “...esperando o momento em que o garfo a romperá e ela se desmanchará...” (l. 10)
II “...você levará o arroz à boca e o saboreará até o último grão molhado...” (l. 12)
III. “Quem os trará de volta?” (l. 17)
Assinale a alternativa que traz a afirmação correta sobre os pronomes destacados e sua relação com o texto em que se encontram.
Questão 2 10123357
CMSM 1° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2017Leia o texto para responder ao item.
TEXTO
"Ovo"
Luis Fernando Verissimo
01 Agora essa. Descobriram que ovo, afinal, não faz mal. Durante anos, nos aterrorizaram.
Ovos eram bombas de colesterol. Não eram apenas desaconselháveis, eram mortais. Você podia
calcular em dias o tempo de vida perdido cada vez que comia uma gema.
Cardíacos deviam desviar o olhar se um ovo fosse servido num prato vizinho: ver ovo fazia
05 mal. E agora estão dizendo que foi tudo um engano, O ovo é inofensivo. O ovo é incapaz de matar
uma mosca.
Sei não, mas me devem algum tipo de indenização. Não se renuncia a pouca coisa quando
se renuncia ao ovo frito. Dizem que pouca coisa é melhor do que ovo frito. A comparação é dificil.
Não existe nada comparável a uma gema deixada intacta em cima do arroz depois que a clara foi
10 comida, esperando o momento em que O garfo a romperá e ela se desmanchará, sim, se
desmanchará, e se espalhará pelo arroz como as gazelas douradas entre os lírios de Gileade nos
cantares de Salomão, sim, e você levará o arroz à boca e o saboreará até o último grão molhado,
sim, e depois ainda limpará o prato com pão. Ou existe e eu é que tenho andado na turma errada.
O fato é que quero ser ressarcido de todos os ovos fritos que não comi nestes anos de medo inútil.
15 E os ovos mexidos, e os ovos quentes, e as omeletes babadas, e os toucinhos do céu, e, meu Deus,
os fios de ovos. Os fios de ovos que não comi para não morrer dariam várias voltas no globo.
Quem os trará de volta? É pensar que cheguei a experimentar ovo artificial, uma pálida paródia de
ovo que, esta sim, deve ter me roubado algumas horas de vida a cada garfada infeliz. Ovo frito na
manteiga! O rendado marrom das bordas tostadas da clara, o amarelo provençal da gema... Eu sei,
20 eu sei. Manteiga ainda não foi liberada. Mas é só uma questão de tempo.
Fonte: http://varalcomroupas.blogs.sapo.pt/30427.html. Acesso em 03/09/2017. Adaptado e modificado.
Substituir um termo por outro de sentido aproximado, em diferentes contextos de uso da língua, é uma atividade recorrente em nosso dia a dia. Devemos sempre atentar para os efeitos de sentido que nossas escolhas promovem, a fim de não produzirmos significados indesejados em nossas produções. E importante treinarmos esse exercício de substituição! Então, observe o enunciado retirado do texto:
“O fato é que quero ser ressarcido de todos os ovos fritos que não comi nestes anos de medo inútil.” (l. 14)
A palavra destacada, “ressarcido”, pode ser substituída, efetuando as alterações que se fizerem necessárias no enunciado, sem prejuízo do efeito de sentido no contexto em que se encontra, por:
Questão 10 10121768
CMRJ 1° Ano - Prova de Português 2017TEXTO
Fiu-fiu
Luis Fernando Veríssimo
Existe coisa mais melancólica do que uma mesa de quatro pessoas, num restaurante, em que três estão dedilhando seus smartphones e uma está falando sozinha?
Lançaram agora um celular à prova d’água, que você pode usar no chuveiro. Ou
em qualquer outro lugar embaixo d’água. No mar, por exemplo.
– Bem, não me espere para o jantar...
– Onde você está?
[5] – Sabe a nossa pesca submarina?
– O que houve?
– Pensei que fosse uma garoupa e era um tubarão. E ele está vindo na minha
direção.
– Você ainda está embaixo d’água?!
[10] – Estou.
– E o seu arpão?
– O tubarão engoliu!
– Ligue para a Guarda Costeira!
São cada vez mais raros os lugares em que você pode se ver livre de celulares,
[15] e agora nem as piscinas estão seguras.
Os celulares são práticos e se tornaram indispensáveis, eu sei, mas
empobreceram a vida social. Existe coisa mais melancólica do que uma mesa de quatro
pessoas, num restaurante, em que três estão dedilhando seus smartphones e uma está
falando sozinha? Ou um casal em outra mesa, os dois mergulhados nos respectivos
[20] celulares sem nem se olharem, o que dirá se falarem – a não ser que estejam trocando
mensagens silenciosas entre si, o que é ainda mais triste.
Os celulares podem ser perigosos de várias maneiras, mesmo que não derretam
o cérebro, como se andou espalhando há algum tempo. Imagino uma velhinha que
ganhou um celular dos netos sem que estes se dessem ao trabalho de explicar seu
[25] funcionamento para a vovó. Não contaram, por exemplo, que o celular dado assobia
quando recebe uma mensagem. É um assovio humano, um nítido fiu-fiu avisando que
alguém ligou, e que pode soar a qualquer hora do dia ou da noite. E imagino a vovó, que
mora sozinha, dormindo e, de repente, acordando com o assovio. Um fiu-fiu no meio da
noite! A vovó, se não morrer imediatamente do coração, pode ficar apavorada. Quem
[30] está lá? Um ladrão ou um fantasma assoviador? E o assovio tem algo de galante. A vovó
pode muito bem sair da cama, sem saber se está acordada ou sonhando, e caminhar na
direção do fiu-fiu sedutor, como se tivessem vindo buscá-la. Alguém pensou nas vovós
solitárias quando inventou o assovio?
O fato é que não há mais refúgio. Nem castelos anti-smartphones com um fosso
[35] em volta. Eles agora podem atravessar o fosso.
Jornal O Globo, 03/08/2014. Disponível em https://oglobo.globo.com/opiniao/fiu-fiu-13464128. Último acesso em 30 de setembro de 2017.
Na crônica de Veríssimo, o título chama a atenção para uma expressão, usada ao final, em uma exemplificação que
Questão 9 10121764
CMRJ 1° Ano - Prova de Português 2017TEXTO
Fiu-fiu
Luis Fernando Veríssimo
Existe coisa mais melancólica do que uma mesa de quatro pessoas, num restaurante, em que três estão dedilhando seus smartphones e uma está falando sozinha?
Lançaram agora um celular à prova d’água, que você pode usar no chuveiro. Ou
em qualquer outro lugar embaixo d’água. No mar, por exemplo.
– Bem, não me espere para o jantar...
– Onde você está?
[5] – Sabe a nossa pesca submarina?
– O que houve?
– Pensei que fosse uma garoupa e era um tubarão. E ele está vindo na minha
direção.
– Você ainda está embaixo d’água?!
[10] – Estou.
– E o seu arpão?
– O tubarão engoliu!
– Ligue para a Guarda Costeira!
São cada vez mais raros os lugares em que você pode se ver livre de celulares,
[15] e agora nem as piscinas estão seguras.
Os celulares são práticos e se tornaram indispensáveis, eu sei, mas
empobreceram a vida social. Existe coisa mais melancólica do que uma mesa de quatro
pessoas, num restaurante, em que três estão dedilhando seus smartphones e uma está
falando sozinha? Ou um casal em outra mesa, os dois mergulhados nos respectivos
[20] celulares sem nem se olharem, o que dirá se falarem – a não ser que estejam trocando
mensagens silenciosas entre si, o que é ainda mais triste.
Os celulares podem ser perigosos de várias maneiras, mesmo que não derretam
o cérebro, como se andou espalhando há algum tempo. Imagino uma velhinha que
ganhou um celular dos netos sem que estes se dessem ao trabalho de explicar seu
[25] funcionamento para a vovó. Não contaram, por exemplo, que o celular dado assobia
quando recebe uma mensagem. É um assovio humano, um nítido fiu-fiu avisando que
alguém ligou, e que pode soar a qualquer hora do dia ou da noite. E imagino a vovó, que
mora sozinha, dormindo e, de repente, acordando com o assovio. Um fiu-fiu no meio da
noite! A vovó, se não morrer imediatamente do coração, pode ficar apavorada. Quem
[30] está lá? Um ladrão ou um fantasma assoviador? E o assovio tem algo de galante. A vovó
pode muito bem sair da cama, sem saber se está acordada ou sonhando, e caminhar na
direção do fiu-fiu sedutor, como se tivessem vindo buscá-la. Alguém pensou nas vovós
solitárias quando inventou o assovio?
O fato é que não há mais refúgio. Nem castelos anti-smartphones com um fosso
[35] em volta. Eles agora podem atravessar o fosso.
Jornal O Globo, 03/08/2014. Disponível em https://oglobo.globo.com/opiniao/fiu-fiu-13464128. Último acesso em 30 de setembro de 2017.
O termo “fiu-fiu” aparece três vezes no penúltimo parágrafo do texto.
Que recurso estilístico ele representa e que funções sintáticas assume nas três ocorrências, respectivamente?
06
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