Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 8354701
AUTORAIS Autorais 8EF Parceiros2020LP 2020Retrato
Cecília Meireles
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
— Em que espelho ficou perdida
a minha face?
Disponível em: <https://www.pensador.com/textos_descritivos_de_cecilia_meireles/>. Acesso em: 17 out. 2019.
A autora realiza a descrição de um rosto, por meio de
Questão 8354700
AUTORAIS Autorais 8EF Parceiros2020LP 2020Azul da Cor do Mar
Tim Maia
Ah! Se o mundo inteiro me pudesse ouvir
Tenho muito pra contar, dizer que aprendi
E na vida a gente tem que entender
Que um nasce pra sofrer enquanto o outro ri
[...]
Disponível em: <https://www.letras.mus.br/tim-maia/48917/>. Acesso em 17 dez. 2018 (adaptado)
Em "E na vida a gente tem que entender/ Que um nasce pra sofrer enquanto o outro ri", a palavra em destaque "pra" representa uma forma de linguagem
Questão 8354699
AUTORAIS Autorais 7EF Parceiros2020LP 2020O lobo e o cordeiro
Esopo
Estava um lobo a beber água num ribeiro, quando avistou um cordeiro que também bebia da mesma água, um pouco mais para baixo. Mal viu o cordeiro, o lobo foi ter com ele de má cara, arreganhando os dentes.
— Como tens a ousadia de turvar a água onde eu estou a beber?
Respondeu o cordeiro humildemente:
— Eu estou a beber mais abaixo, por isso não posso turvar a água.
— Ainda respondes, insolente! - retorquiu o lobo ainda mais colérico. - Já há seis meses o teu pai me fez o mesmo.
[...]
ESOPO. Disponível em: <https://www.culturagenial.com/fabulas-de-esopo/>. Acesso em: out. .
No primeiro parágrafo, a expressão "de má cara" indica que, ao ver o cordeiro, o lobo
Questão 8354697
AUTORAIS Autorais 7EF Parceiros2020LP 2020Modos de dizer
(Mário Bachelet)
Uma vez um rei sonhou que todos os seus dentes lhe foram caindo da boca, um após o outro, até não ficar nenhum. Era no tempo em que havia magos e adivinhos. O rei mandou chamar um deles, referiu-lhe o sonho e pediu-lhe que o decifrasse. O adivinho levou a mão à testa, pensou, pensou, consultou a sua ciência e disse:
— Saiba, Vossa Majestade, que a significação do seu sonho é a seguinte: esta para lhe suceder uma grande infelicidade. Todos os seus parentes, a rainha, os seus filhos, netos, irmãos, todos vão morrer sem ficar um só ante os olhos de Vossa Majestade.
O rei entrou em cólera, ficou muito irritado e, chamando os guardas do palácio, mandou decepar a cabeça do adivinho que lhe profetizara coisas tão tristes.
Estava o rei muito acabrunhado com o vitacínio, quando se aproximou um cortesão e lhe aconselhou que consultasse outro adivinho, porque a interpretação do primeiro podia estar errada e não devia Sua Majestade se afligir em vão.
O rei adotou o conselho, mandou chamar outro mago e lhe narrou o mesmo sonho, pedindo que decifrasse.
O adivinho levou a mão à testa, pensou, pensou, consultou a sua ciência e disse:
— Saiba, Vossa Majestade, que seu sonho significa o seguinte: Vossa Majestade terá muitos anos de vida. Nenhum de seus parentes lhe sobreviverá. Nem mesmo o mais moço e mais forte deles terá o desgosto de chorar a perda de Vossa Majestade.
O rei, muito satisfeito, mandou encher o adivinho de presentes, deu-lhe muitas moedas de ouro, muitos diamantes, roupas de seda bordadas e um palácio para morar, nomeando-o adivinho oficial do reino.
[...]
O texto conta a história de umBACHELET, Mário. Modos de dizer. In: Antologia Portuguesa. São Paulo: FDT. , p. (adaptado)
Questão 8354696
AUTORAIS Autorais 7EF Parceiros2020LP 2020Modos de dizer
(Mário Bachelet)
Uma vez um rei sonhou que todos os seus dentes lhe foram caindo da boca, um após o outro, até não ficar nenhum. Era no tempo em que havia magos e adivinhos. O rei mandou chamar um deles, referiu-lhe o sonho e pediu-lhe que o decifrasse. O adivinho levou a mão à testa, pensou, pensou, consultou a sua ciência e disse:
— Saiba, Vossa Majestade, que a significação do seu sonho é a seguinte: esta para lhe suceder uma grande infelicidade. Todos os seus parentes, a rainha, os seus filhos, netos, irmãos, todos vão morrer sem ficar um só ante os olhos de Vossa Majestade.
O rei entrou em cólera, ficou muito irritado e, chamando os guardas do palácio, mandou decepar a cabeça do adivinho que lhe profetizara coisas tão tristes.
Estava o rei muito acabrunhado com o vitacínio, quando se aproximou um cortesão e lhe aconselhou que consultasse outro adivinho, porque a interpretação do primeiro podia estar errada e não devia Sua Majestade se afligir em vão.
O rei adotou o conselho, mandou chamar outro mago e lhe narrou o mesmo sonho, pedindo que decifrasse.
O adivinho levou a mão à testa, pensou, pensou, consultou a sua ciência e disse:
— Saiba, Vossa Majestade, que seu sonho significa o seguinte: Vossa Majestade terá muitos anos de vida. Nenhum de seus parentes lhe sobreviverá. Nem mesmo o mais moço e mais forte deles terá o desgosto de chorar a perda de Vossa Majestade.
O rei, muito satisfeito, mandou encher o adivinho de presentes, deu-lhe muitas moedas de ouro, muitos diamantes, roupas de seda bordadas e um palácio para morar, nomeando-o adivinho oficial do reino.
[...]
No texto, um dos magos foi morto e o outro foi presenteado. Isso aconteceu porqueBACHELET, Mário. Modos de dizer. In: Antologia Portuguesa. São Paulo: FDT. , p. (adaptado)
Questão 8354695
AUTORAIS Autorais 7EF Parceiros2020LP 2020Uma flauta e outra flauta
"Eu quero estudar flauta!"
Era assim que eu falava, todos os dias, no almoço e no jantar. Até que meus pais se deram conta de que eu não estava brincando e me puseram na aula de música.
A mania da flauta começou quando meu avô me levou para assistir a um concerto. Meu primeiro concerto: eu tinha cinco anos.
Lembro até hoje da orquestra, que parecia enorme, ocupando de lado a lado o palco, que parecia gigantesco. Os músicos estavam todos de fraque e gravata borboleta. As poucas mulheres da orquestra vinham muito arrumadas, com vestido longo e sapatos de bico fino.
Tudo isso eu lembro. Quanto mais a gente cresce, mais vai acumulando lembranças. Mas existem as recordações frias - de coisas, fatos, pessoas, bichos, palavras, ideias, vontades - e memórias de outra natureza, que a gente vive de novo quando se lembra.
[...]
De pé na frente da orquestra, ao lado do maestro, o flautista parecia um embaixador de outro mundo, falando uma outra língua, sem palavras, que, no entanto, eu compreendia como se fosse minha. E o que ele dizia era algo muito importante.
Não sabia ainda o que era, mas já pressentia, meio maravilhado, que talvez fosse a explicação de tudo: das coisas, fatos, pessoas, bichos, palavras, ideias e vontade compunham juntos a minha vida, aos cinco anos de idade. Aquela música vinha animar tudo isso de um sentido novo, que eu já esquecera no dia seguinte, mas que até hoje continuo tentando lembrar.
NESTROVSKI, Arthur. O livro da música. São Paulo: Companhia das Letrinhas, .
Qual o trecho do texto indica o início da experiência marcante contada pelo narrador?
06
![[Marketing] Questao Topo - deslogado](https://storage.estuda.com.br/banners/0_6b7ebee90b03af1c560c73bb8bcce34a_banner_deslogado_70_dias.png)