Questões de EFAF Português - Gramática
1.745 Questões
Questão 9 620962
COTUCA 2019Leia o texto abaixo para responder à questão.

Waterson, Bill. O livro dos domingos de preguiça de Calvin e Haroldo: uma coletânea de tiras dominicais de Bill Watterson {Trad. Alexandre Boide}. São Paulo: Conrad Editora do Brasil. 2015. p. 28.
Qual das alternativas abaixo apresenta orações que expressam uma relação de causa e consequência?
Questão 3 616017
COTIL 1° Ano 2019Texto para a questão:
Fomos proibidos de te amar, São Paulo
Herdamos o mito dos bandeirantes, e vocês transformaram Borba Gato, esse genocida, em fundador de nossa identidade. De legado, temos esta metástase em forma de desenvolvimentismo estéril, estas milhões de toneladas de concreto que hoje tentamos adornar para deixá-las suportáveis, mas que seria melhor não existissem.
Nos confinaram em bolhas de metal, em bolhas de concreto, em bolhas de vidro, como se fôssemos gado que tem por ração plástico. Disseram na nossa cara que11 praia de paulistano é shopping5, que Cumbica é o melhor lugar de nossa cidade, que plano de aposentadoria é pousada na Bahia. Que aqui não se cria filho, que essa terra só serve para ganhar dinheiro, como uma versão apocalíptica de Serra Pelada.
Nos deram uma ponte hedionda como novo cartão postal4, transformaram nossa espinha dorsal em uma avenida de banqueiros, bairros inteiros em cidades-dormitório. Nos chamaram de feios, sem horizonte, sem perspectiva além da fuga. Que aqui não tem amor3. Envenenaram nosso ar, nossa água, e até ela nos usurparam1.
Por identidade nos deram os bairros, que ainda assim se digladiam entre si, o excesso de trabalho e um superpoder: a capacidade de deixar o outro invisível, praticada todos os dias com pessoas e lugares, nos semáforos, quando nos deparamos com o dependente químico que9 chamamos de zumbi, metáfora usada em tom cruel e irônico para dar nome ao nosso maior monstro social2, justamente porque eles não produzem como nós, os viventes.
Nossa história e arquitetura foram deixadas às ruínas, que ativamente permitimos que desmoronem6. Nos legaram um palimpsesto de cidade, onde sobrepomos uma camada de concreto à outra, sem respeito pelo passado, planejamento ou cuidado.
Nos disseram que devemos conquistar ou ser conquistados, non ducor duco*, fomos colocados em estado permanente de guerra uns contra os outros, nos envenenaram com o medo pelas ruas e deixaram que o único elemento que nos cimentasse fosse o ódio comum e ancestral por São Paulo. Sem história, sem horizonte, perdidos. Fomos proibidos de te amar, São Paulo.
Chega. Talvez essa relação atávica de ódio nos encha os olhos de cataratas e não consigamos dar nome a essa emergência ainda, mas o faremos, com o devido distanciamento histórico. Ocupamos as ruas com comida, com música, com arte, com cinema, com vida em toda a sua potência7. Vimos no feio o belo13, deixamos de ter medo da rua, que surge como um eixo que começa a aglutinar em torno de si uma nova identidade de paulistano. Lutamos com mil unhas e dentes por um pedaço de terra que até então não era mais do que10 um estacionamento e que chamaremos de parque. Fizemos da cicatriz causada pelo militarismo um espaço para ensinar os novos paulistanos a andarem de bicicleta. Ocupamos lugares que nunca tínhamos visto e recuperamos a avenida das mãos dos banqueiros. Faremos turismo na cidade que habitamos. Não aceitamos mais esse ódio, esse estado permanente de guerra, a necessidade de conquistar o outro diariamente.
São Paulo é uma cidade no futuro: pós-apocalíptica, radioativa, seca, onde um dia dinheiro e trabalho não serão os únicos imperativos da vida social. Quando o mundo tremer, todas as cidades serão parecidas com a nossa. Do caos e da feiúra emerge uma beleza que apenas nós, que rejeitamos sua ideia de belo, vemos.8
Temos vontade de rua, negamos seus heróis, seus monumentos, seus carros, seus modos de vida. Nem que12 nos custem décadas, mas faremos algo belo com os escombros que herdamos e deles faremos uma cidade, não uma abstração chamada São Paulo. Ocuparemos cada fresta, cada trinca, cada buraco da cidade cinza. Aqui se encerra esse ciclo de ódio e se abre uma possibilidade de um novo começo na relação com São Paulo.
Nossa terra está em transe. Somos afortunados. Somos os novos paulistanos, e essa cidade é nosso rolê.
* expressão latina: “não sou conduzido, conduzo”
(GUERRA, Facundo. Fomos proibidos de te amar, São Paulo. Carta Capital. Caderno Sociedade. 27/08/2015. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/sociedade/fomos-proibidos-de-te-amar-sao-paulo-2365.html. Acessado em 11/08/2018)
“Envenenaram nosso ar, nossa água, e até ela nos usurparam.”1
“Usurpar” é sinônimo de:
Questão 7 483704
IFBA 2019Leia o texto e responda à questão.
TEXTO
ELA E EU
Há flores de cores concentradas
Ondas queimam rochas com seu sal
Vibrações do sol no pó da estrada
Muita coisa, quase nada
Cataclismas, carnaval
Há muitos planetas habitados
E o vazio da imensidão do céu
Bem e mal e boca e mel
E essa voz que Deus me deu
Mas nada é igual a ela e eu
Trecho de uma canção de Caetano Veloso, cantada por Marina Lima no álbum Marina Lima, do ano de 1991.Disponível em: https://www.vagalume.com.br/marina-lima/ela-e-eu.html. Acessado em: 06/08/2018.
Assinale a alternativa em que encontramos um exemplo de antítese:
Questão 5 483688
IFBA 2019Leia a charge a seguir e responda à questão:

Disponível em: https:/Awww.4oito.com.br/blog/ananda-figueiredo/post'celular-tablet-televisao-ou-seus-filhos-campanha-sobre-negligencia-virtual-viraliza-na-regiao-/82.Acessado em: 06/08/2018
Sobre o termo “vibra” do texto acima é correto afirmar:
Questão 10 482299
IFRJ 2019
Disponivel em: https://il.wp.com/educatecursos.com/wpcontent'uploads/2017/06/010.jpg?resize=960%2C699 Último acesso em 07/10/2018.
Na charge, pode-se perceber referências a muitos tipos de desigualdades. A linguagem verbal, entretanto, denuncia um tipo específico de preconceito. Trata-se do:
Questão 14 15689466
CPM/ERJ 6 Ano 2018
TEXTO
Oito Anos
Adriana Calcanhotto
Por que você é flamengo E
meu pai botafogo?
O que significa
"Impávido colosso"?
Por que os ossos doem
Enquanto a gente dorme?
Por que os dentes caem?
Por onde os filhos saem? Por
que os dedos murcham
Quando estou no banho?
Por que as ruas enchem
Quando está chovendo?
Quanto é mil trilhões Vezes
infinito?
Quem é Jesus Cristo?
Onde estão meus primos?
Por que o fogo queima?
Por que a lua é branca?
Por que a terra roda?
Por que deitar agora?
Por que as cobras matam?
Por que o vidro embaça?
Por que você se pinta?
Por que o tempo passa?
Por que que a gente espirra?
Por que as unhas crescem?
Por que o sangue corre?
Por que que a gente morre?
Do que é feita a nuvem?
Do que é feita a neve? Como
é que se escreve Reveillon?
As palavras FLAMENGO e BOTAFOGO são, respectivamente:
I. Paroxítona e oxítona
II. Paroxítona e polissílaba
III. Oxítona e polissílaba
IV. Trissílaba e proparoxítona
V. Trissílaba e paroxítona
Marque a opção correta:
06
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