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Questão 2 10108344
CMBH PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA 2020TEXTO
Melhorando as relações
Tania Zagury
Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem
sempre de forma muito delicada, é bem comum.
Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se
transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta. O que não quer dizer
[5] que todas elas são, necessariamente, ultrapassadas ou erradas. Embora algumas sejam
repetidas mecanicamente e não se justifiquem nos dias atuais, muitas representam
posturas que queremos realmente preservar. Crianças pequenas dificilmente criticam as
regras da família, mas, à medida em que crescem, essa aceitação diminui.
Atualmente, as contestações começam bem mais cedo: tanto pela liberdade que
[10] os pais dão, como pela ação das mídias. Ainda assim, questionamentos devem ser vistos
como normais nas relações e não devem ser confundidos com desrespeito, nem com
agressão: simplesmente porque nem sempre o são. E isso vale para qualquer tipo de
relacionamento, porque conflitos mal resolvidos podem causar rupturas insuperáveis.
Mas, não precisa ser assim, basta que cada parte tenha boa vontade e queira mesmo o
[15] entendimento. Não há dúvida, porém, de que o caminho é tortuoso e demanda
habilidade.
Espera-se que essa habilidade negociadora seja dos adultos, na relação entre pais
e filhos. Mas, não creio que deva ser só dos adultos. Os pais devem definir, como ponto
de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez. quem dese a
[20] mudanças tem de compreender que s muda quem quer mudar e quem está
convencido de que a mudança lhe será benéfica. É preciso saber, também, que cabe a
quem está incomodado dar o primeiro passo; e não a quem está achando tudo ótimo. E o
que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.
A resistência à mudança surge daí. Além disso, a tendência do ser humano é
[25] sempre achar que o outro está sempre errado e, por isso, cada um luta para que o outro
mude. Dá para entender porque tanto desentendimento.
No caso dos pais e filhos, a iniciativa poderia, perfeitamente, partir dos jovens.
No entanto, embora adolescentes, em geral, considerem-se supermaduros, dificilmente
agem de forma a contribuir para a paz familiar. Parecem acreditar que os pais sempre
[30] estão errados, cabendo, pois, aos filhos somente reclamar ou ficar de cara feia. Ocorre
que, a partir dos doze anos, os jovens já têm capacidade de análise e podem,
perfeitamente, identificar causas de desentendimentos, bem como tentar atenuar
conflitos. Por outro lado, pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio,
paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo,
[35] compreendendo também que, embora algumas atitudes soem como desrespeito (e, às
vezes, são mesmo!), sempre se pode ensinar e aprender a conversar e a reivindicar
adequadamente.
A postura liberal gerou espaços para os filhos explicitarem desejos e objetivos,
portanto, nada impede que a iniciativa parta deles. Quem quer mudanças, porém, deve
[40] conversar de forma educada e argumentar embasadamente. Quanto aos adultos, cabe-
lhes acreditar na capacidade dos jovens e, assim, atuar de forma a não lhes retardar
atitudes maduras.
Resumindo: quem deseja mudanças deve lutar por elas, mas, para ter sucesso, a
batalha deve se revestir de educação, reflexão e autocrítica.
Zagury, Tania. Melhorando as relações. Fonte: Família: Construção e Reconstrução. Belo Horizonte: Escola de Pais do Brasil. Seccional Belo Horizonte (2016/17). 46º Seminário. Texto adaptado.
No segundo parágrafo do texto, a autora utiliza-se da expressão “segunda pele” para:
Questão 3 10108333
CMSM 1° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2020Leia o texto abaixo para responder o item:
TEXTO
Enfermeira poetisa cria 'Cordel do Coronavírus' com dicas de prevenção, na PB.
Versos podem sensibilizar a população de forma diferente, diz autora de Campina Grande.
Por Anne Suênia, 26/04/2020 08h35 Atualizado há 3 meses.
Um cordel para conscientização à prevenção do novo coronavirus foi escrito pela poetisa
e enfermeira especialista em saúde mental Anne Karolynne Santos de Negreiros, de 30
anos, em Campina Grande, no Agreste da Paraíba. De acordo com a autora, Os versos
podem sensibilizar a população de forma diferente.
[5] A campinense atua desde 2010 como enfermeira, mas desde a faculdade já trabalhava
com a literatura de cordel na promoção da saúde e prevenção de doenças. Atualmente, a
enfermeira trabalha no Hospital Municipal Pedro |, no setor de referência para tratamento
de usuários suspeitos de Covid-19 em Campina Grande. "Desde 2019, eu fazia cordéis
para oficinas sobre temas como drogas na adolescência, hipertensão, medicamentos,
[10] saúde mental. Inclusive, minha monografia foi sobre saúde mental", explicou Anne.
Fonte: https://g Lglobo.com/pb/pargiba/noticia/2020/04/26/enfermeira-poetisa-cria-cordel-do-corona virus-com-dicas-de-prevencao-na-pb.ghtml
Em linha 05, “A campinense atua desde 2010 como enfermeira, mas desde a faculdade já trabalhava com a literatura de cordel na promoção da saúde e prevenção de doenças”.
A palavra destacada expressa ideia de:
Questão 5 10108332
CMBH PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA 2020TEXTO
Melhorando as relações
Tania Zagury
Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem
sempre de forma muito delicada, é bem comum.
Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se
transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta. O que não quer dizer
[5] que todas elas são, necessariamente, ultrapassadas ou erradas. Embora algumas sejam
repetidas mecanicamente e não se justifiquem nos dias atuais, muitas representam
posturas que queremos realmente preservar. Crianças pequenas dificilmente criticam as
regras da família, mas, à medida em que crescem, essa aceitação diminui.
Atualmente, as contestações começam bem mais cedo: tanto pela liberdade que
[10] os pais dão, como pela ação das mídias. Ainda assim, questionamentos devem ser vistos
como normais nas relações e não devem ser confundidos com desrespeito, nem com
agressão: simplesmente porque nem sempre o são. E isso vale para qualquer tipo de
relacionamento, porque conflitos mal resolvidos podem causar rupturas insuperáveis.
Mas, não precisa ser assim, basta que cada parte tenha boa vontade e queira mesmo o
[15] entendimento. Não há dúvida, porém, de que o caminho é tortuoso e demanda
habilidade.
Espera-se que essa habilidade negociadora seja dos adultos, na relação entre pais
e filhos. Mas, não creio que deva ser só dos adultos. Os pais devem definir, como ponto
de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez. quem dese a
[20] mudanças tem de compreender que s muda quem quer mudar e quem está
convencido de que a mudança lhe será benéfica. É preciso saber, também, que cabe a
quem está incomodado dar o primeiro passo; e não a quem está achando tudo ótimo. E o
que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.
A resistência à mudança surge daí. Além disso, a tendência do ser humano é
[25] sempre achar que o outro está sempre errado e, por isso, cada um luta para que o outro
mude. Dá para entender porque tanto desentendimento.
No caso dos pais e filhos, a iniciativa poderia, perfeitamente, partir dos jovens.
No entanto, embora adolescentes, em geral, considerem-se supermaduros, dificilmente
agem de forma a contribuir para a paz familiar. Parecem acreditar que os pais sempre
[30] estão errados, cabendo, pois, aos filhos somente reclamar ou ficar de cara feia. Ocorre
que, a partir dos doze anos, os jovens já têm capacidade de análise e podem,
perfeitamente, identificar causas de desentendimentos, bem como tentar atenuar
conflitos. Por outro lado, pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio,
paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo,
[35] compreendendo também que, embora algumas atitudes soem como desrespeito (e, às
vezes, são mesmo!), sempre se pode ensinar e aprender a conversar e a reivindicar
adequadamente.
A postura liberal gerou espaços para os filhos explicitarem desejos e objetivos,
portanto, nada impede que a iniciativa parta deles. Quem quer mudanças, porém, deve
[40] conversar de forma educada e argumentar embasadamente. Quanto aos adultos, cabe-
lhes acreditar na capacidade dos jovens e, assim, atuar de forma a não lhes retardar
atitudes maduras.
Resumindo: quem deseja mudanças deve lutar por elas, mas, para ter sucesso, a
batalha deve se revestir de educação, reflexão e autocrítica.
Zagury, Tania. Melhorando as relações. Fonte: Família: Construção e Reconstrução. Belo Horizonte: Escola de Pais do Brasil. Seccional Belo Horizonte (2016/17). 46º Seminário. Texto adaptado.
Observe o emprego da crase em:
“A resistência à mudança surge daí.” (l.24)
Indique em que alternativa deve ocorrer o acento grave indicativo de crase pelo mesmo motivo do excerto apresentado
Questão 2 10108329
CMSM 1° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2020Leia o texto abaixo para responder o item.
TEXTO
"Ninguém gosta de ficar isolado, mas vamos sobreviver”, diz autor sobre pandemia.
O psicólogo Steven Taylor, especialista em pandemias, comenta compras motivadas por pânico, casos de hipocondria e aumento do racismo durante crises mundiais de saúde.
Por Rafael Oliveira, da Agência Pública 26 Mar 2020 - 12h32 Atualizado em 26 Mar 2020 - 12h32
Nas últimas semanas, a população e os governos de todo o mundo têm dedicado esforços para frear o rápido avanço da pandemia de Covid-19, que no momento em que este texto é publicado já matou mais de 17 mil pessoas e infectou ao menos 395 mil, em 169 países. Além de mortes, problemas econômicos e o colapso dos sistemas de saúde dos países afetados, o espalhamento da pandemia provocou pânico generalizado, fazendo (1) pessoas correrem para drogarias e supermercados, esgotando estoques de máscaras, álcool em gel e até papel higiênico. Além disso, a imposição de isolamento social, necessária para achatar a curva de transmissão do vírus, mudou radicalmente o cotidiano de milhões de pessoas ao redor do mundo, que se viram obrigadas a permanecer dentro de casa.
...
Em entrevista exclusiva (2) Agência Pública, o pesquisador destacou a importância de estabelecer uma rotina e manter contato virtual com amigos e parentes para conseguir sobreviver ao período de isolamento social. “A história nos ensinou que as pessoas são resilientes, as pessoas são fortes. Nós não gostamos dessa situação, estamos estressados com essa pandemia, mas ela vai acabar e vamos passar por isso.”
...
Como lidar com o sofrimento emocional associado (3) pandemias?
Isso depende do que mais preocupa a pessoa. É importante entender a fonte de sua angústia. Algumas pessoas têm problemas emocionais preexistentes que as levam a ficar muito angustiadas com a pandemia, e esses problemas precisam ser resolvidos. Algumas pessoas estão passando muito tempo lendo informações assustadoras na mídia ou em redes sociais e obtendo desinformação. Para essas pessoas, pode ser melhor limitar a quantidade de noticias e posts em redes sociais que elas leem sobre (4) pandemia. Outras pessoas têm preocupações legitimas. Algumas têm sérias condições médicas que as colocam em risco em caso de infecção. Outras estão ansiosas porque sofrem dificuldades econômicas reais provocadas pelo distanciamento social.
Fonte: https://revistagalileu.giobo,com/Cienciga/Saude/noticia/2020/03/ninguem-gosta-de-ficar-isolado-mas-vamos-sobreviver-diz-autor-sobre-pandemia.html
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas numeradas entre parênteses no texto na ordem em que aparecem.
Questão 1 10108311
CMSM 1° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2020Leia o texto abaixo para responder o item.
TEXTO
"Ninguém gosta de ficar isolado, mas vamos sobreviver”, diz autor sobre pandemia.
O psicólogo Steven Taylor, especialista em pandemias, comenta compras motivadas por pânico, casos de hipocondria e aumento do racismo durante crises mundiais de saúde.
Por Rafael Oliveira, da Agência Pública 26 Mar 2020 - 12h32 Atualizado em 26 Mar 2020 - 12h32
Nas últimas semanas, a população e os governos de todo o mundo têm dedicado esforços para frear o rápido avanço da pandemia de Covid-19, que no momento em que este texto é publicado já matou mais de 17 mil pessoas e infectou ao menos 395 mil, em 169 países. Além de mortes, problemas econômicos e o colapso dos sistemas de saúde dos países afetados, o espalhamento da pandemia provocou pânico generalizado, fazendo (1) pessoas correrem para drogarias e supermercados, esgotando estoques de máscaras, álcool em gel e até papel higiênico. Além disso, a imposição de isolamento social, necessária para achatar a curva de transmissão do vírus, mudou radicalmente o cotidiano de milhões de pessoas ao redor do mundo, que se viram obrigadas a permanecer dentro de casa.
...
Em entrevista exclusiva (2) Agência Pública, o pesquisador destacou a importância de estabelecer uma rotina e manter contato virtual com amigos e parentes para conseguir sobreviver ao período de isolamento social. “A história nos ensinou que as pessoas são resilientes, as pessoas são fortes. Nós não gostamos dessa situação, estamos estressados com essa pandemia, mas ela vai acabar e vamos passar por isso.”
...
Como lidar com o sofrimento emocional associado (3) pandemias?
Isso depende do que mais preocupa a pessoa. É importante entender a fonte de sua angústia. Algumas pessoas têm problemas emocionais preexistentes que as levam a ficar muito angustiadas com a pandemia, e esses problemas precisam ser resolvidos. Algumas pessoas estão passando muito tempo lendo informações assustadoras na mídia ou em redes sociais e obtendo desinformação. Para essas pessoas, pode ser melhor limitar a quantidade de noticias e posts em redes sociais que elas leem sobre (4) pandemia. Outras pessoas têm preocupações legitimas. Algumas têm sérias condições médicas que as colocam em risco em caso de infecção. Outras estão ansiosas porque sofrem dificuldades econômicas reais provocadas pelo distanciamento social.
Fonte: https://revistagalileu.giobo,com/Cienciga/Saude/noticia/2020/03/ninguem-gosta-de-ficar-isolado-mas-vamos-sobreviver-diz-autor-sobre-pandemia.html
Observe o fragmento abaixo extraído do texto, a palavra em destaque é do uso da Física e foi adaptada para um contexto diferente.
Assinale a alternativa que indica o sentido da palavra no trecho.
“A história nos ensinou que as pessoas são resilientes, as pessoas são fortes. Nós não gostamos dessa situação, estamos estressados com essa pandemia, mas ela vai acabar e vamos passar por
isso.”
Questão 17 9547359
IFSul - Rio-Grandense Verão 2020Atualmente, no Brasil, muitas escolas vêm implementando uma proposta bilíngue na educação dos surdos, ou seja, o aprendizado da LIBRAS e da Língua Portuguesa escrita como segunda língua. Isto tem sido o resultado de lutas dos surdos brasileiros por uma educação que atenda de forma eficaz suas necessidades linguísticas e culturais.
Disponível em: https://www.webartigos.com/artigos/a-importancia-do-ensino-da-libras-lingua-brasileira-de-sinaisnas-escolas-de-ensino-fundamental/25014/. Acesso em 25 ago. 2019.
Considerando uma escola com 1500 alunos, dos quais 33% sabem português e LIBRAS e o restante sabe somente português, o número de estudantes que devem ingressar nessa escola, sabendo português e LIBRAS, de forma que 45% dos estudantes saibam os dois idiomas é de, aproximadamente,
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