Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 11 10608312
CMB 1º Ano - Língua Portuguesa 2017TEXTO
USO DA TECNOLOGIA — BENEFÍCIOS E MALEFÍCIOS NAS APRENDIZAGENS
Hoje em dia, se falarmos em aprendizagem, em modernidade nas escolas, sem falar no uso
da tecnologia, já estaremos sendo ultrapassados. Esse meio tem contribuído como ferramenta do educador para aprofundar suas metodologias didáticas em sala de aula. Além de provocar o aluno a buscar o conhecimento, a investigar, a pesquisar de forma a confrontar o seu conhecimento prévio com o descoberto, o uso das tecnologias estará proporcionando a abertura de vários caminhos para o aluno chegar até a aprendizagem.
Facilitar a aprendizagem para crianças que apresentam múltiplas deficiências, aproximar a realidade dos alunos com o universo em que estamos inseridos, promover a sociabilidade, o desenvolvimento cognitivo, afetivo e até mesmo psicomotor são alguns dos benefícios que a tecnologia dispõe ao aprendente. É de suma importância que os alunos, desde muito cedo, mantenham o contato com as tecnologias, para instigar os seus interesses pela busca do conhecimento e, assim, quem sabe, antes mesmo da formação do Ensino Médio, já tenham em mente uma opinião acerca de sua formação profissional.
No entanto, o uso dos meios tecnológicos não é utilizado tão somente como propagador do
conhecimento e como instrumento facilitador das aprendizagens. Existem, também, alguns
problemas relacionados ao uso da tecnologia, sendo vista, muitas vezes, como influenciadora e
propagadora de assuntos mal intencionados, desvirtuando, principalmente, o pensamento de uma criança em desenvolvimento. O acesso à Internet, em redes de acesso a programas educacionais, muitas vezes, não traz especificamente conteúdos educativos, trazendo jogos ou outra proposta interessante que as induzem a cometerem atos violentos, até mesmo o “bullying”, problema social frequente nas escolas, abandonando o interesse em aprender realmente o que seria necessário a sua formação.
Outra questão a ser repensada sobre o uso da tecnologia é o fato de que a criança, desde
pequena, habitua-se numa espécie de sedentarismo, ficando a maior parte do seu tempo disponível diante do computador, esquecendo que a melhor forma ainda de se aprender, ou estabelecer relações, é por meio de brincadeiras sadias, passeios ao ar livre, atividades que envolvam familiares, amigos, desligando-se, se não totalmente, pelo menos uma boa parte, da ilusão virtual que a tecnologia influencia.
Existe a grande necessidade de proporcionar ao aluno aprendente diversas maneiras de interagir com o conhecimento, e não se pode negar que o uso das tecnologias, aqui destacando o uso da informática em sala de aula, tem muito a acrescentar como fonte de pesquisa. Porém, não se pode deixar de lado o incentivo ao trabalho em grupo, ao manuseio do bom e velho livro didático, as atividades físicas, deixando de lado um pouco do sedentarismo das atividades diante do computador. Logo, é imprescindível haver certo equilíbrio entre o uso da tecnologia como fonte propagadora do conhecimento sem que isso afete as outras relações.
Rubia Denise de Paula. (Com adaptações) Disponível em: https://wmww.portaleducacao.com.br Acesso em 20/08/2017.
No Texto, no excerto “Além de provocar o aluno a buscar o conhecimento, a investigar, pesquisar de forma a confrontar o seu conhecimento prévio com o descoberto”, a expressão em destaque exprime relação semântica de
Questão 5 10608020
CMB 1º Ano - Língua Portuguesa 2017TEXTO
PELA INTERNET
Criar meu website
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleje
[...]
Que veleje nesse informar
Que aproveite a vazante da informaré
Que leve um oriki do meu velho orixá
Ao ponto de um disquete de um micro em Taipé
Um barco que veleje nesse informar
Que aproveite a vazante da informaré
Que leve meu e-mail até Calcutá
Depois de um hot-link
Num site de Helsinque
Para abastecer
Eu quero entrar na rede
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes de Connecticut
[...]
De Connecticut acessar
O chefe da Mac Milpicia de Milão
Um hacker mafioso acaba de soltar
Um vírus para atacar os programas no Japão
Eu quero entrar na rede para contactar
Os lares do Nepal, os bares do Gabão
Que o chefe da polícia carioca avisa pelo celular
Que lá na praça Onze
Tem um videopôquer para se jogar
GIL, Gilberto. Disponível em: http://m.letras.mus .br/gilberto-gil/68924 Acesso em 09/08/2017.
Observa-se, no Texto, o uso de um vocabulário específico quanto a termos próprios da rede mundial de computadores: a Internet.
Nesse sentido, a escolha de tais termos refere-se ao propósito discursivo de
Questão 5 10587327
FAETEC 2017Os negros
No mês de agosto, quando as noites eram mais quentes, nos agrupávamos ao redor de vovô para ouvi-lo contar os horrores da escravidão. Falava dos Palmares, o famoso quilombo em que os negros procuravam refugio, chefe era um negro corajoso de nome Zumbi. Que pretendia libertar os pretos. Houve um decreto: quem matasse o Zumbi ganharia duzentos mil-réis e um titulo
nobre de bardo. Mas onde é que já se viu um homem que mata assalariado receber um titulo de nobreza! Um nobre para ter valor tem que ter cultura, linhagem.
Mas com tantas celeumas em torno do negro, o negro foi ficando importante, o negro e o ouro eram coisas de grande valor. E com os debates, liberta não liberta, o português foi ficando amável com o negro. Mas não conseguia reconquista-lo, e já estava enfraquecendo-se Se era severo com negros, era criticado, perdendo sua autoridade.
Os abolicionistas instigavam os negros ano obedecer aos sinhôs. Mesmo que eles quisessem fazer um levante estariam sós, no poderiam contar com a cooperação dos seus escravos. Começaram a dar presentes aos escravos. Furavam as orelhas das negrinhas, ofereciam-lhes brincos de ouro com a pretensão de reconquistá-los. Mas já eram quase 400 anos de sofrimento.
Havia os outros que morriam com vinte e cinco anos de tristeza, porque ficaram com nojo de serem vendidos, Hoje estavam aqui, amanhã ali, como se fossem folhas espalhadas pelo vento. Eles tinham inveja das arvores que nasciam, cresciam e morriam no mesmo lugar.
Carolina Maria de Jesus
(Diário de Bitita, publicado pela Editora SESI-SP)
No texto, uma expressão informal e comum em conversas cotidianas é:
Questão 19 10579732
Colégio Embraer 2017Leia o texto para responder à questão.
Felicidade
Se eu pudesse congelar o tempo,
escolheria este momento,
exatamente agora,
nesta pouca hora
de uma quarta-feira.
O gerânio1 novo
enfeitando a prateleira,
o riso de criança
brilhando lá fora.
O livro aberto
no lugar certo,
que simplesmente diz:
"Eu não tenho nada,
mas rouxinóis2 gorgolejam3 versos na calçada."
É assim que se começa a ser feliz.
(Flora Figueiredo. Amor a céu aberto. Osasco, Novo Século, 2010)
1gerânio: planta ornamental com flores;
2rouxinol: pássaro de canto melodioso;
3gorgolejar: produzir som característico de algumas aves.
Tendo em vista a conformidade com a norma-padrão, ao se reescrever o último verso iniciando-o por – É assim que nós... –, deve-se completar a frase com:
Questão 15 10579607
Colégio Embraer 2017Leia o texto para responder à questão.
O exercício da crônica
O cronista trabalha com um instrumento de grande divulgação, influência e prestígio, que é a palavra impressa. Um jornal, por menos que seja, é um veículo de ideias que são lidas, meditadas e observadas por uma determinada corrente de pensamento formada à sua volta.
Um jornal é um pouco como um organismo humano. Se o editorial é o cérebro; os tópicos e notícias, as artérias e veias; as reportagens, os pulmões; o artigo de fundo, o fígado; e as seções, o aparelho digestivo – a crônica é o seu coração. A crônica é matéria tácita de leitura, que desafoga o leitor da tensão do jornal e lhe estimula um pouco a função do sonho e uma certa disponibilidade dentro de um cotidiano quase sempre "muito tido, muito visto, muito conhecido", como diria o poeta Rimbaud.
(Vinicius de Morais. Para uma menina com uma flor. São Paulo, Companhia das Letras, 2009. Excerto)
De acordo com o autor, a crônica do jornal tem o papel de
Questão 14 10579599
Colégio Embraer 2017Leia o texto para responder à questão.
Catadora de lixo e moradora da favela do Canindé, em São Paulo, na segunda metade da década de 1950, Carolina Maria de Jesus usava os cadernos que encontrava no lixo para escrever sobre seu cotidiano. Seus escritos em forma de diário resultaram no livro Quarto de despejo, traduzido para vários idiomas.
Carolina de Jesus aponta que, enquanto o centro da cidade é a sala de visitas, a favela é o quarto onde se joga o indesejável, o entulho, tudo aquilo que se quer esconder. Sua escrita, no entanto, é sua forma de se recusar a ser "despejo", a ser "resto".
Sua voz é marcante não pelos "erros" gramaticais preservados pela edição, mas sim pela sensibilidade para os detalhes normalmente desprezados pelo nosso olhar. Carolina está acostumada a olhar para o lixo e ver o que tem valor ali, ou a catar as luzes distantes das estrelas quando todos ao seu redor já estão de olhos fechados.
"Eu deixei o leito1 as 3 da manhã porque quando a gente perde o sono começa pensar nas miserias que nos rodeia". – trecho do livro Quarto de despejo, de 1960.
(Aline Valek. www.cartacapital.com.br. Publicado em: 15.03.2016. Adaptado)
1leito: cama.
A relevância da obra de Carolina de Jesus é praticamente um _____ entre os estudiosos da literatura. Ao denunciar o preconceito a que os negros e os favelados são ______ e reivindicar igualdade de direitos, ela ______ reconhecida como uma grande escritora do Brasil.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas desse texto.
06
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