Questões de EFAF Português
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Questão 12 10135730
CMBel 1°ano - Português 2020TEXTO
A caminho da aldeia
Depois de ter passado tanto sufoco no pássaro de ferro, Lucas e eu só queríamos um lugar para descansar. Porém, tão logo chegamos, já havia um automóvel para nos levar direto para a beira do rio, onde um barco a motor nos esperava. No entanto, existia um problema: a cidade estava sem combustível. Ou seja, não tínhamos como sair dali por pelo menos dois dias. Isso nos obrigou a ficar na cidade. Mas nem tudo foi perdido, pois iniciamos um trabalho de reconhecimento no município. Foi a oportunidade que precisávamos para conhecer melhor a realidade do local.
A aparência do Lucas causou um certo alvoroço entre as moças dali. Ele é um jovem com um rosto bem delineado, de pele alvíssima, cabelos que iam até o meio das costas. Este tipo de gente não é muito comum na região, por isso todos voltaram sobre ele o olhar.
- Senhor Lucas, o que o trouxe a nossa cidade?
- Eu vim para conhecer a realidade daqui.
- O senhor não tem medo do que vai encontrar por aqui? - Acho que não tenho por que ter medo. Não vim aqui para brigar ou fazer qualquer tipo de discussão. Pelo contrário, estou aqui para conhecer o povo Munduruku.
- Por que o senhor resolveu conhecer este povo e não outro qualquer?
- Porque conheci um Munduruku, de quem fiquei amigo, e resolvi vir conhecer como vive a
gente dele.
Foi assim que correu a pequena entrevista que Lucas teve que dar para a única rádio da cidade. Pelas perguntas se podia sentir que havia certa inquietude nas pessoas, pois em cidades pequenas sempre há alguma desconfiança e insegurança, sobretudo se quem vem se parece com um europeu e está acompanhado por um índio. Quase sempre as pessoas acham que está havendo algum tipo de movimento para acabar com elas, destruí-las. Apesar disso, a população local tem uma vida cordial com a comunidade indígena.
Também Lucas teve que se encontrar com o prefeito da cidade e foi, inclusive, por conta dessa conversa que conseguimos combustível para prosseguir a viagem para a aldeia.
Nossa ida para a aldeia iniciou-se tão logo o dia raiou. Levantamos por volta das cinco horas e fomos direto para o posto de gasolina suspenso, que fica a três quilômetros da cidade. Embarcamos num velho caminhão com outras seis pessoas que iam aproveitar nossa embarcação para ir junto. Tão logo chegamos, Nicolau, o piloto que nos levaria, abasteceu o barco e deu ordem de partida. Todos nos assentamos do melhor jeito possível e iniciamos a viagem que duraria aproximadamente oito horas, cortando o igarapé cabitutu que nos levaria até a aldeia Katô.
A floresta amazônica é algo surpreendente. Eu a conheço bem e sempre me extasio diante de sua grandiosidade e beleza. Em muitos lugares só se chega a pé ou de canoa. Alguns braços dos seus rios são tão sinuosos que nem mesmo o mais experiente piloto se aventura a desobedecer às ordens que essa natureza impõe.
Nicolau, no entanto, já havia feito tantas vezes aquele caminho que o conhecia de cor e salteado e, ainda assim, seguia um ritual do qual não abria mão. Preferia sair bem cedinho para evitar surpresas como a chuva, o mau tempo e outros pequenos incidentes que sempre acontecem. Um desses “incidentes” ele nos contou quando já estávamos em pleno Tapajós.
MUNDURUKU, D. Um estranho sonho de futuro: casos de índio. São Paulo; FTD, 2004.
No trecho “Alguns braços dos seus rios são tão sinuosos que nem mesmo o mais experiente piloto se aventura a desobedecer às ordens que essa natureza impõe”, no penúltimo parágrafo do texto, percebe-se uma relação semântica de
Questão 11 10135728
CMBel 1°ano - Português 2020TEXTO
A caminho da aldeia
Depois de ter passado tanto sufoco no pássaro de ferro, Lucas e eu só queríamos um lugar para descansar. Porém, tão logo chegamos, já havia um automóvel para nos levar direto para a beira do rio, onde um barco a motor nos esperava. No entanto, existia um problema: a cidade estava sem combustível. Ou seja, não tínhamos como sair dali por pelo menos dois dias. Isso nos obrigou a ficar na cidade. Mas nem tudo foi perdido, pois iniciamos um trabalho de reconhecimento no município. Foi a oportunidade que precisávamos para conhecer melhor a realidade do local.
A aparência do Lucas causou um certo alvoroço entre as moças dali. Ele é um jovem com um rosto bem delineado, de pele alvíssima, cabelos que iam até o meio das costas. Este tipo de gente não é muito comum na região, por isso todos voltaram sobre ele o olhar.
- Senhor Lucas, o que o trouxe a nossa cidade?
- Eu vim para conhecer a realidade daqui.
- O senhor não tem medo do que vai encontrar por aqui? - Acho que não tenho por que ter medo. Não vim aqui para brigar ou fazer qualquer tipo de discussão. Pelo contrário, estou aqui para conhecer o povo Munduruku.
- Por que o senhor resolveu conhecer este povo e não outro qualquer?
- Porque conheci um Munduruku, de quem fiquei amigo, e resolvi vir conhecer como vive a
gente dele.
Foi assim que correu a pequena entrevista que Lucas teve que dar para a única rádio da cidade. Pelas perguntas se podia sentir que havia certa inquietude nas pessoas, pois em cidades pequenas sempre há alguma desconfiança e insegurança, sobretudo se quem vem se parece com um europeu e está acompanhado por um índio. Quase sempre as pessoas acham que está havendo algum tipo de movimento para acabar com elas, destruí-las. Apesar disso, a população local tem uma vida cordial com a comunidade indígena.
Também Lucas teve que se encontrar com o prefeito da cidade e foi, inclusive, por conta dessa conversa que conseguimos combustível para prosseguir a viagem para a aldeia.
Nossa ida para a aldeia iniciou-se tão logo o dia raiou. Levantamos por volta das cinco horas e fomos direto para o posto de gasolina suspenso, que fica a três quilômetros da cidade. Embarcamos num velho caminhão com outras seis pessoas que iam aproveitar nossa embarcação para ir junto. Tão logo chegamos, Nicolau, o piloto que nos levaria, abasteceu o barco e deu ordem de partida. Todos nos assentamos do melhor jeito possível e iniciamos a viagem que duraria aproximadamente oito horas, cortando o igarapé cabitutu que nos levaria até a aldeia Katô.
A floresta amazônica é algo surpreendente. Eu a conheço bem e sempre me extasio diante de sua grandiosidade e beleza. Em muitos lugares só se chega a pé ou de canoa. Alguns braços dos seus rios são tão sinuosos que nem mesmo o mais experiente piloto se aventura a desobedecer às ordens que essa natureza impõe.
Nicolau, no entanto, já havia feito tantas vezes aquele caminho que o conhecia de cor e salteado e, ainda assim, seguia um ritual do qual não abria mão. Preferia sair bem cedinho para evitar surpresas como a chuva, o mau tempo e outros pequenos incidentes que sempre acontecem. Um desses “incidentes” ele nos contou quando já estávamos em pleno Tapajós.
MUNDURUKU, D. Um estranho sonho de futuro: casos de índio. São Paulo; FTD, 2004.
Analisando o excerto “[...] já havia um automóvel para nos levar direto para a beira do rio, onde um barco a motor nos esperava.”, no 1º parágrafo, constata-se que
Questão 4 10135679
CMBel 1°ano - Português 2020TEXTO
AÇAÍ Poético
(Roseane Namosstês)
Alimentas meus desejos despertos
Suprindo ânsias: de ti, de poesia
Por isso a ti oferto meus versos
Quero dizer da tua inegável magia...
Tua cor, ah como atrai
Linda, forte, vibrante
Vinho vivo, cor alegre
AÇAÍ, que cor marcante...
E a textura? Cremosa!
Sumo grosso, consistente!
Sorvo-te, te como, contente
Fruta esperta e formosa...
Teus caroços são lindos
Gostosa tua polpa é
A população nutrindo
De qualquer jeito é bem-vindo!
Aqui no Norte te deliciamos
Com peixe frito, carne-seca
Pirarucu, camarão, degustamos
Farinhas d'água ou tapioca, cá estamos!
Teu sorvete é divino, especial
Lá no Sudeste é só sucesso
Mas bom mesmo é te ter puro
Depois atar a rede, no quintal!
Confesso por ti meu gosto
Aos teus atrativos entrego-me
É fruto de mil encantos
Sou louca por ti, não nego!
AÇAÍ, fruta imensamente rica
Alimento, sabores e alegrias
Do povo, a fome sacias
Quem te toma por aqui fica!
(Texto adaptado) Disponível em: https://www.recantodasletras.com.br/poesias-regionais/1756014. Acesso em: 1º set. 2020. (Roseane Namastê)
Conforme análise do texto, em que estrofe o eu poético enfatiza uma forma de consumo do açaí diante de outra?
Questão 2 10135663
CMBel 1°ano - Português 2020TEXTO
Flor do Grão-Pará
(Composição: Chico Sena / Interprete: Lucinha Bastos)
Sim, eu tenho a cara do Pará
O calor do carimbó
O uirapuru que sonha
Sou muito mais,
Eu sou
Amazônia.
Rosa flor, vem plantar mangueira
E o cheira-cheira do tacacá
Meu amor, ata a baladeira
E balança à beira do rio-mar
Belém, Belém acordou a feira
Que é bem na beira do Guajará
Belém, Belém, menina morena
Vem ver-o-peso do meu cantar
Belém, Belém és minha bandeira
És a flor que cheira do Grão-Pará,
Belém, Belém do Paranatinga
Do Bar do Parque, do bafafá
Bem-te-vi, sabiá, palmeira
Não dá baladeira
Deixa voar.
(Texto adaptado) Disponível em: www.letras.mus.br, Acesso em: 14 set. 2020.
(Composição: Chico Sena / Intérprete: Lucinha Bastos).
A palavra, em negrito, no trecho “Belém, Belém do Paranatinga, do Bar do Parque, do bafafá”, remete a um(a)
Questão 10 10135241
CMSM 1° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2020Leia o texto abaixo, para responder ao item.

Fonte: https://www.12 senado.leg.br/noticias/materion/2020/04/08/1cdio-senado-faz-companha-informativa-sobre covid-19-nos-redes sociais/Radio-Senado Imagem-1.jpg/images/image/imagem materia.
No trecho "Mesmo que você não faça parte do grupo de risco, é importante ficar em casa" do texto acima, não há quebra de sentido se for feita a seguinte mudança:
Questão 7 10135164
CMSM 1° Ano - Prova de Língua Portuguesa 2020Observe o texto abaixo para responder o item.
TEXTO

Fonte: https://s2. glbimg.com/JO5UzE5eEnDBL GThdtv1DqoVGe8=/1200x/smart/filters.cover0:strip icc0/s3.glbimg.com/l/ AUTH 59edd422c0c84a879bd37670ae4/538a/internal photos/bs/2020/F/H/bwZhQTUm9uxNZQgiAHw/turmadamonica.jpg
No texto acima, o leitor é conduzido a refletir sobre a atual pandemia que afeta milhões de pessoas no mundo, sem distinção de raça, credo ou situação financeira. Na imagem, podemos identificar os mais famosos personagens da Turma da Mônica, de Mauricio de Souza, em uma campanha publicitária.
Observando a articulação dos recursos verbais e não verbais do texto, podemos afirmar que:
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