Questões de EFAF Português
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Questão 2 10173441
CMC 1° Ano Prova de Portugues 2020Os riscos da infância na rede
Livro discute o uso da tecnologia pelas crianças e alerta para os perigos da dependência virtual
Especialistas em comportamento digital apontam que as crianças brasileiras são mais ativas do que a
média mundial na internet, o que as tornam perigosamente dependentes dos ambientes virtuais. Celulares e tablets são cada vez mais usados para entreter os pequenos em situações de estresse, como refeições em
restaurantes, por exemplo. Perfis em redes sociais também são criados muito precocemente. Diante deste cenário, já imaginou o que aconteceria se, de um dia para outro, todos os aparelhos eletrônicos deixassem de funcionar? Essa é a proposta de Juliana Grasso, no recém-lançado livro “Amanhã, como será?”, da Tempo Editora.
Com foco no público infanto-juvenil, a publicação conta a história de Gabriel, um garoto de 11 anos
dependente de computadores, tablets e smartphones que se vê completamente perdido após uma tempestade
destruir todos os seus aparelhos eletrônicos. Com o acidente, o menino, que usava os dispositivos para estudar, se comunicar e brincar, precisa redescobrir as brincadeiras e alegrias de uma infância sem tecnologia. A autora se inspirou nas experiências cotidianas para escrever o livro,
“A tecnologia está super disponível, tanto para adultos, quanto para crianças. Hoje, mesmo muito
novinhas, elas assistem a vídeos pelo celular na hora de comer, o que faz muito mal”, diz Juliana. “É possível
retomar as formas antigas de contato, aprendizado e recreação.” Para ela, essa overdose de tecnologia na
infância pode transformar meninas e meninos em adultos antissociais e dependentes. Pesquisa “Kids of Today
and Tomorrow — Um olhar Bem Próximo Sobre Essa Geração”, da Viacom Internacional Media Networks,
valida essa afirmação. Ela indicou que, apesar de o cenário ser sombrio em praticamente todos os países
desenvolvidos, as crianças brasileiras têm uma predisposição maior ao vício virtual.
Disponível em: http:/istoe.com.br/os-riscos-da-infancia-na-rede Acesso em 23 set.2020.
Os pronomes relativos possuem a função de substituir um termo que já foi mencionado na oração.
No trecho do texto, “[...] a publicação conta a história de Gabriel, um garoto de 11 anos dependente de computadores, tablets e smartphones que se vê completamente perdido após uma tempestade destruir todos “os seus aparelhos eletrônicos” (linhas 7 a 9), o pronome relativo em destaque faz referência a qual termo:
Questão 7 10171450
IFFar* 1° Ano - Processo Seletivo Cursos Técnicos Integra 2020Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Você tem um segredo?
Bruna Lombardi
[01] Segredo é aquilo que você só conta para uma pessoa. Essa pessoa também só conta para uma
pessoa, que conta para mais alguém e assim por diante. E o seu segredo se torna uma fofoca
subterrânea, velada, que se comenta aos sussurros até que um dia, assim como a força das águas
arrebenta o dique, seu segredo não revelado explode e se espalha nas redes sociais.
[05] Como quem conta um conto aumenta um ponto, seu segredo – que passou por muitas bocas,
autores, colaboradores, gente criativa e com imaginação – se tornou ainda mais atraente, divertido,
inusitado. E aquilo que você, um dia, por impulso e confiança, passou adiante, agora volta para você,
num efeito bumerangue, só que com uma história agregada completamente surpreendente.
Todos gostamos de segredos, sem eles não existiria literatura, dramaturgia, conflito. Pessoas
[10] carregam segredos por uma vida, famílias compartilham segredos, crianças adoram segredos.
Como os gatos, somos todos muito curiosos.
A curiosidade é uma das forças mais motivadoras para o nosso crescimento.
Mas por que temos segredos?
Provavelmente porque in____imos alguma lei social, moral ou de valor pessoal. Escondemos
[15] coisas que, acreditamos, possam nos ferir ou ferir alguém. Possam machucar nossas relações,
pessoais ou profissionais, nossa imagem, nossa conduta, possam ter consequências que tememos.
Eu estava em Los Angeles quando Jack Nicholson, um dos ícones do cinema mundial, descobriu,
por meio de um repórter durante uma entrevista, que sua verdadeira mãe era, na verdade, sua irmã
June, e que Ethel, que ele acreditava ser sua mãe, era sua avó. Um segredo guardado durante
[20] décadas no coração dessas mulheres para se protegerem de uma sociedade puritana acabou revelado
e exposto na mídia, deixando Jack chocado e revoltado com as mulheres que tanto significavam para
ele. Isso deteriorou sua confiança nas mulheres e nos seus próprios relacionamentos.
Você pode imaginar quantos segredos se escondem atrás das janelas iluminadas de uma cidade,
quantos se espalham pelos campos, pelas pequenas aldeias, espremidos dentro da alma de cada um
[25] que os carregam?
A liberdade, a transparência, de ser o que somos e de revelar nossa verdade para o mundo vem
sendo conquistada aos poucos, mas seu preço é ainda muito alto.
A dor e o sofrimento que cada um se impinge escondendo alguma coisa também podem custar
caro demais. Podem custar uma vida.
[30] O nosso meio social deveria nos ajudar a expandir nossa alma, e não ser a nossa prisão.
Seja o que for, erro, desafeto, crime, traição, seja sua própria identidade, sua orientação sexual,
seu desejo, sua mudança, suas novas escolhas.
Existem milhões de pequenos e grandes segredos, de mentiras que pesam e nos sugam, de
fatos que drenam a nossa energia.
[35] Estamos nesse lindo planeta de passagem. Viemos para nos conhecermos e nos expressarmos,
para conquistarmos o nosso espaço, para descobrirmos a nossa missão.
Temos que conquistar o direito de ser quem somos e conseguir unificar o que a gente pensa, o
que a gente faz e o que a gente diz.
Texto adaptado. Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas (09-08-2019)
Relativamente à Estrutura e Formação de Palavras, assinale a alternativa correta.
Questão 12 10136135
CMPA 1º Ano - Língua Portuguesa 2020Texto
Cinema
Na grande sala escura,
só teus olhos existem para os meus:
olhos cor de romance e de aventura,
longos como um adeus.
[05]
Só teus olhos: nenhuma
atitude, nenhum traço, nenhum
gesto persiste sob o vácuo de uma
grande sombra comum.
[10]
E os teus olhos de opala,
exagerados na penumbra, são
para os meus olhos soltos pela sala,
uma dupla obsessão.
[15]
Um cordão de silhuetas
escapa desses olhos que, afinal,
são dois carvões pondo figuras pretas
sobre um muro de cal.
[20]
E uma gente esquisita,
em torno deles, como de dois sóis,
é um sistema de estrelas que gravita:
— são bandidos e herois;
[25]
são lágrimas e risos;
são mulheres, com lábios de bombons;
bobos gordos, alegres como guizos;
homens maus e homens bons...
[30]
É a vida, a grande vida
que um deus artificial gera e conduz
num mundo branco e preto, e que trepida
nos seus dedos de luz...
ALMEIDA, Guilherme de. Toda a poesia. 2 ed. São Paulo: Martins, 1955. v.5. p. 60-6
A respeito da construção e das ideias contidas no texto, considere as afirmativas a seguir “verdadeiras” ou “falsas”:
1. ( ) A expressão “grande sala escura” (l.01) é um substituto para “olhos”, tema principal do texto 5.
2. ( ) Apesar de o texto 5 ter “cinema” como título, este não é o tema do poema, e sim o pano de fundo em que o eu lírico observa e escreve sobre os olhos do ser amado.
3. ( ) O campo semântico de “cinema” é retomado, no poema, através de vocábulos e expressões como, por exemplo, “sala” (l.13), “figuras pretas” (l.18), “muro de cal” (l.19) e “sistema de estrelas que gravita” (l.23).
4. ( ) O vocábulo em negrito em “Um cordão de silhuetas/escapa desses olhos que, afinal,/são dois carvões (...)” (l 16-18) tem o mesmo valor semântico de “é a vida, a grande vida/que um deus artificial gera e conduz (...)” (1s.31-32).
5. ( ) Nos versos presentes entre as linhas 24 e 29, o eu lírico faz menção a personagens e ações que costumam aparecer nas telas de cinema.
A sequência correta das afirmações, de cima para baixo, é:
Questão 12 10135730
CMBel 1°ano - Português 2020TEXTO
A caminho da aldeia
Depois de ter passado tanto sufoco no pássaro de ferro, Lucas e eu só queríamos um lugar para descansar. Porém, tão logo chegamos, já havia um automóvel para nos levar direto para a beira do rio, onde um barco a motor nos esperava. No entanto, existia um problema: a cidade estava sem combustível. Ou seja, não tínhamos como sair dali por pelo menos dois dias. Isso nos obrigou a ficar na cidade. Mas nem tudo foi perdido, pois iniciamos um trabalho de reconhecimento no município. Foi a oportunidade que precisávamos para conhecer melhor a realidade do local.
A aparência do Lucas causou um certo alvoroço entre as moças dali. Ele é um jovem com um rosto bem delineado, de pele alvíssima, cabelos que iam até o meio das costas. Este tipo de gente não é muito comum na região, por isso todos voltaram sobre ele o olhar.
- Senhor Lucas, o que o trouxe a nossa cidade?
- Eu vim para conhecer a realidade daqui.
- O senhor não tem medo do que vai encontrar por aqui? - Acho que não tenho por que ter medo. Não vim aqui para brigar ou fazer qualquer tipo de discussão. Pelo contrário, estou aqui para conhecer o povo Munduruku.
- Por que o senhor resolveu conhecer este povo e não outro qualquer?
- Porque conheci um Munduruku, de quem fiquei amigo, e resolvi vir conhecer como vive a
gente dele.
Foi assim que correu a pequena entrevista que Lucas teve que dar para a única rádio da cidade. Pelas perguntas se podia sentir que havia certa inquietude nas pessoas, pois em cidades pequenas sempre há alguma desconfiança e insegurança, sobretudo se quem vem se parece com um europeu e está acompanhado por um índio. Quase sempre as pessoas acham que está havendo algum tipo de movimento para acabar com elas, destruí-las. Apesar disso, a população local tem uma vida cordial com a comunidade indígena.
Também Lucas teve que se encontrar com o prefeito da cidade e foi, inclusive, por conta dessa conversa que conseguimos combustível para prosseguir a viagem para a aldeia.
Nossa ida para a aldeia iniciou-se tão logo o dia raiou. Levantamos por volta das cinco horas e fomos direto para o posto de gasolina suspenso, que fica a três quilômetros da cidade. Embarcamos num velho caminhão com outras seis pessoas que iam aproveitar nossa embarcação para ir junto. Tão logo chegamos, Nicolau, o piloto que nos levaria, abasteceu o barco e deu ordem de partida. Todos nos assentamos do melhor jeito possível e iniciamos a viagem que duraria aproximadamente oito horas, cortando o igarapé cabitutu que nos levaria até a aldeia Katô.
A floresta amazônica é algo surpreendente. Eu a conheço bem e sempre me extasio diante de sua grandiosidade e beleza. Em muitos lugares só se chega a pé ou de canoa. Alguns braços dos seus rios são tão sinuosos que nem mesmo o mais experiente piloto se aventura a desobedecer às ordens que essa natureza impõe.
Nicolau, no entanto, já havia feito tantas vezes aquele caminho que o conhecia de cor e salteado e, ainda assim, seguia um ritual do qual não abria mão. Preferia sair bem cedinho para evitar surpresas como a chuva, o mau tempo e outros pequenos incidentes que sempre acontecem. Um desses “incidentes” ele nos contou quando já estávamos em pleno Tapajós.
MUNDURUKU, D. Um estranho sonho de futuro: casos de índio. São Paulo; FTD, 2004.
No trecho “Alguns braços dos seus rios são tão sinuosos que nem mesmo o mais experiente piloto se aventura a desobedecer às ordens que essa natureza impõe”, no penúltimo parágrafo do texto, percebe-se uma relação semântica de
Questão 11 10135728
CMBel 1°ano - Português 2020TEXTO
A caminho da aldeia
Depois de ter passado tanto sufoco no pássaro de ferro, Lucas e eu só queríamos um lugar para descansar. Porém, tão logo chegamos, já havia um automóvel para nos levar direto para a beira do rio, onde um barco a motor nos esperava. No entanto, existia um problema: a cidade estava sem combustível. Ou seja, não tínhamos como sair dali por pelo menos dois dias. Isso nos obrigou a ficar na cidade. Mas nem tudo foi perdido, pois iniciamos um trabalho de reconhecimento no município. Foi a oportunidade que precisávamos para conhecer melhor a realidade do local.
A aparência do Lucas causou um certo alvoroço entre as moças dali. Ele é um jovem com um rosto bem delineado, de pele alvíssima, cabelos que iam até o meio das costas. Este tipo de gente não é muito comum na região, por isso todos voltaram sobre ele o olhar.
- Senhor Lucas, o que o trouxe a nossa cidade?
- Eu vim para conhecer a realidade daqui.
- O senhor não tem medo do que vai encontrar por aqui? - Acho que não tenho por que ter medo. Não vim aqui para brigar ou fazer qualquer tipo de discussão. Pelo contrário, estou aqui para conhecer o povo Munduruku.
- Por que o senhor resolveu conhecer este povo e não outro qualquer?
- Porque conheci um Munduruku, de quem fiquei amigo, e resolvi vir conhecer como vive a
gente dele.
Foi assim que correu a pequena entrevista que Lucas teve que dar para a única rádio da cidade. Pelas perguntas se podia sentir que havia certa inquietude nas pessoas, pois em cidades pequenas sempre há alguma desconfiança e insegurança, sobretudo se quem vem se parece com um europeu e está acompanhado por um índio. Quase sempre as pessoas acham que está havendo algum tipo de movimento para acabar com elas, destruí-las. Apesar disso, a população local tem uma vida cordial com a comunidade indígena.
Também Lucas teve que se encontrar com o prefeito da cidade e foi, inclusive, por conta dessa conversa que conseguimos combustível para prosseguir a viagem para a aldeia.
Nossa ida para a aldeia iniciou-se tão logo o dia raiou. Levantamos por volta das cinco horas e fomos direto para o posto de gasolina suspenso, que fica a três quilômetros da cidade. Embarcamos num velho caminhão com outras seis pessoas que iam aproveitar nossa embarcação para ir junto. Tão logo chegamos, Nicolau, o piloto que nos levaria, abasteceu o barco e deu ordem de partida. Todos nos assentamos do melhor jeito possível e iniciamos a viagem que duraria aproximadamente oito horas, cortando o igarapé cabitutu que nos levaria até a aldeia Katô.
A floresta amazônica é algo surpreendente. Eu a conheço bem e sempre me extasio diante de sua grandiosidade e beleza. Em muitos lugares só se chega a pé ou de canoa. Alguns braços dos seus rios são tão sinuosos que nem mesmo o mais experiente piloto se aventura a desobedecer às ordens que essa natureza impõe.
Nicolau, no entanto, já havia feito tantas vezes aquele caminho que o conhecia de cor e salteado e, ainda assim, seguia um ritual do qual não abria mão. Preferia sair bem cedinho para evitar surpresas como a chuva, o mau tempo e outros pequenos incidentes que sempre acontecem. Um desses “incidentes” ele nos contou quando já estávamos em pleno Tapajós.
MUNDURUKU, D. Um estranho sonho de futuro: casos de índio. São Paulo; FTD, 2004.
Analisando o excerto “[...] já havia um automóvel para nos levar direto para a beira do rio, onde um barco a motor nos esperava.”, no 1º parágrafo, constata-se que
Questão 4 10135679
CMBel 1°ano - Português 2020TEXTO
AÇAÍ Poético
(Roseane Namosstês)
Alimentas meus desejos despertos
Suprindo ânsias: de ti, de poesia
Por isso a ti oferto meus versos
Quero dizer da tua inegável magia...
Tua cor, ah como atrai
Linda, forte, vibrante
Vinho vivo, cor alegre
AÇAÍ, que cor marcante...
E a textura? Cremosa!
Sumo grosso, consistente!
Sorvo-te, te como, contente
Fruta esperta e formosa...
Teus caroços são lindos
Gostosa tua polpa é
A população nutrindo
De qualquer jeito é bem-vindo!
Aqui no Norte te deliciamos
Com peixe frito, carne-seca
Pirarucu, camarão, degustamos
Farinhas d'água ou tapioca, cá estamos!
Teu sorvete é divino, especial
Lá no Sudeste é só sucesso
Mas bom mesmo é te ter puro
Depois atar a rede, no quintal!
Confesso por ti meu gosto
Aos teus atrativos entrego-me
É fruto de mil encantos
Sou louca por ti, não nego!
AÇAÍ, fruta imensamente rica
Alimento, sabores e alegrias
Do povo, a fome sacias
Quem te toma por aqui fica!
(Texto adaptado) Disponível em: https://www.recantodasletras.com.br/poesias-regionais/1756014. Acesso em: 1º set. 2020. (Roseane Namastê)
Conforme análise do texto, em que estrofe o eu poético enfatiza uma forma de consumo do açaí diante de outra?
06
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