Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 11 10738190
SENAI 1°Ano - CGE 2132 2017/1O poema abaixo se refere à questão.
Prefácio
Assim é que elas foram feitas (todas as coisas) –
sem nome.
Depois é que veio a harpa e a fêmea em pé.
Insetos errados de cor caíam no mar.
A voz se estendeu na direção da boca.
Caranguejos apertavam mangues.
Vendo que havia na terra
Dependimentos demais
E tarefas muitas –
Os homens começaram a roer unhas.
Ficou certo pois não
Que as moscas iriam iluminar
O silêncio das coisas anônimas.
Porém, vendo o Homem
Que as moscas não davam conta de iluminar o
Silêncio das coisas anônimas –
Passaram essa tarefa para os poetas.
Fonte: BARROS, M. Concerto a céu aberto para solos de ave. Rio de Janeiro: Record, 1998.
Segundo o poema, a tarefa do poeta é “iluminar o silêncio das coisas anônimas”, o que significa
Questão 9 10738186
SENAI 1°Ano - CGE 2132 2017/1O poema abaixo se refere à questão.
Profissão de Fé
(...)
Invejo o ourives quando escrevo:
Imito o amor
Com que ele, em ouro, o alto relevo
Faz de uma flor.
Imito-o. E, pois, nem de Carrara
A pedra firo:
O alvo cristal, a pedra rara,
O ônix prefiro.
Por isso, corre, por servir-me,
Sobre o papel
A pena, como em prata firme
Corre o cinzel.
Corre; desenha, enfeita a imagem,
A ideia veste:
Cinge-lhe ao corpo a ampla roupagem
Azul-celeste.
Torce, aprimora, alteia, lima
A frase; e, enfim,
No verso de ouro engasta a rima,
Como um rubim.
Quero que a estrofe cristalina,
Dobrada ao jeito
Do ourives, saia da oficina
Sem um defeito:
Fonte: BILAC, O. Disponível em: http://www.biblio.com.br/defaultz.asp?link=http://www.biblio.com.br/conteudo/OlavoBilac/ profissaodefe.htm. Acesso em: 15 abr. 2015.
O texto revela uma característica da poesia parnasiana, que é
Questão 2 10738174
SENAI 1°Ano - CGE 2132 2017/1O texto abaixo se refere à questão.
Os saltimbancos
(...)
Cachorro: – Ufa! Andamos pra burro!
Jumento: – O quê?!
Cachorro: – Ah desculpe seu asno, jumento, cavalo eh?! Eu acho que dois animais cantando juntos vai ser muito bom!
Galinha: – Pó, pó, pó! Três animais cantando juntos vai ser mais fantástico ainda.
Jumento: – Uma galinha!
Cachorro: – Bom dia, vossa galinência!
Galinha: – Bó-bó-bom dia co-có-companheiros.
Jumento: – Já vi tudo. Fugiu também, né?
Galinha: – Então não...?
Cachorro: – Por quê?
Galinha: – Sabe, eu vivia numa fazenda linda, cheia de plantas, rodeada por todos os meus pintinhos. Até que um dia meu patrão, rabugento, resolveu matar todos os meus pintinhos e a mim também, me fazendo de canja de galinha.
Jumento e Cachorro: – Ooooooh!
(...)
Fonte: Disponível em: http://pt.scribd.com/doc/4024612/Peca-Saltimbancos#scribd. Acesso em: 29 abr. 2015.
A sequência discursiva predominante no texto é a
Questão 1 10738172
SENAI 1°Ano - CGE 2132 2017/1A tirinha abaixo se refere à questão.

Fonte: Disponível em: http://wordsofleisure.files.wordpress.com/2013/04/calvin-lingua-falada.jpg. Acesso em: 04 maio 2015.
Após a leitura da tirinha, pode-se inferir que Calvin
Questão 19 10738110
SENAI 1ºAno - CGE 2133 2017/1O poema abaixo se refere à questão.
Profundamente
Quando ontem adormeci
Na noite de São João
Havia alegria e rumor
Estrondos de bombas luzes de Bengala
Vozes, cantigas e risos
Ao pé das fogueiras acesas.
No meio da noite despertei
Não ouvi mais vozes nem risos
Apenas balões
Passavam, errantes
Silenciosamente
Apenas de vez em quando
O ruído de um bonde
Cortava o silêncio
Como um túnel.
Onde estavam os que há pouco
Dançavam
Cantavam
E riam
Ao pé das fogueiras acesas?
– Estavam todos dormindo
Estavam todos deitados
Dormindo
Profundamente.
Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci
Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?
– Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.
Fonte: BANDEIRA, M. Antologia Poética: Manuel Bandeira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001, p. 81.
Considere as seguintes afirmações sobre o poema.
I. A festa na noite de São João, descrita no poema, aconteceu perto de fogueiras acesas.
II. De acordo com a terceira estrofe, o ruído de um bonde dividiu o silêncio em duas partes iguais.
III. “Dormir profundamente” também é usado como um eufemismo para dizer que as pessoas morreram.
IV. O eu lírico perdeu sua audição com o passar do tempo, como se evidencia na sexta estrofe.
Está correto, apenas, o que se afirma em
Questão 15 10738103
SENAI 1ºAno - CGE 2133 2017/1O poema abaixo se refere à questão.
ESSE INFERNO DE AMAR
Este inferno de amar - como eu amo!
Quem mo pôs aqui n'alma... quem foi?
Esta chama que alenta e consome,
Que é a vida - e que a vida destrói -
Como é que se veio a atear,
Quando - ai quando se há-de ela apagar?
Eu não sei, não me lembro: o passado,
A outra vida que dantes vivi
Era um sonho talvez... - foi um sonho -
Em que paz tão serena a dormi!
Oh! que doce era aquele sonhar...
Quem me veio, ai de mim! despertar?
Só me lembra que um dia formoso
Eu passei... dava o sol tanta luz!
E os meus olhos, que vagos giravam,
Em seus olhos ardentes os pus.
Que fez ela? eu que fiz? – não no sei;
Mas nessa hora a viver comecei...
Fonte: GARRETT, A. Disponível em: http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=47. Acesso em: 05 jan. 2015.
Assinale a alternativa que relaciona corretamente o movimento literário e suas características ao poema.
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