Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 27 15307025
CMPA 1 Ano 2025Texto
Trecho do poema O Rio, escrito pelo poeta João Cabral de Melo Neto e publicado em 1953. Leia-o para responder à questão.
O Rio
[1] Vou pensando no mar
que daqui ainda estou vendo;
em toda aquela gente
numa terra tão viva morrendo.
[5] Através deste mar
vou chegando a São Lourenço,
que de longe é como ilha
no horizonte de cana aparecendo;
através deste mar,
[10] como um barco na corrente,
mesmo sendo eu o rio,
que vou navegando parece.
Navegando este mar,
até o Recife irei,
[15] que as ondas deste mar
somente lá se detêm.
Ao entrar no Recife,
não pensem que entro só.
Entra comigo a gente
[20] que comigo baixou
por essa velha estrada
que vem do interior;
entram comigo rios
a quem o mar nos chamou,
[25] entra comigo a gente
que com o mar sonhou,
e também retirantes
em quem só o suor não secou;
e entra essa gente triste,
[30] a mais triste que já baixou,
a gente que a usina,
depois de mastigar, largou.
Entra a gente que a usina
depois de mastigar largou;
[35] entra aquele usineiro
que outro maior devorou;
entra esse banguezeiro
reduzido a fornecedor;
entra detrás um destes,
[40] que agora é um simples morador;
detrás, o morador
que nova safra já não fundou;
entra, como cassaco,
esse antigo morador;
[45] entra enfim o cassaco,
que por todas aquelas bocas passou.
Detrás de cada boca,
ele vê que há uma boca maior.
NETO, J. C. D. M. Poesia completa. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2020. p.133-134.
Glossário
Retirante: aquele que, durante as grandes secas, migra isoladamente ou em grupo.
Banguezeiro: proprietário de banguê (engenho).
Cassaco: trabalhador em engenhos de cana-de-açúcar.
Ao chegar a Recife, onde finalmente encontrará o mar, o eu lírico do poema chama atenção para quem o acompanha em sua trajetória.
Sobre isso, marque a alternativa correta.
Questão 26 15306937
CMPA 1 Ano 2025Texto
Trecho do poema O Rio, escrito pelo poeta João Cabral de Melo Neto e publicado em 1953. Leia-o para responder à questão.
O Rio
[1] Vou pensando no mar
que daqui ainda estou vendo;
em toda aquela gente
numa terra tão viva morrendo.
[5] Através deste mar
vou chegando a São Lourenço,
que de longe é como ilha
no horizonte de cana aparecendo;
através deste mar,
[10] como um barco na corrente,
mesmo sendo eu o rio,
que vou navegando parece.
Navegando este mar,
até o Recife irei,
[15] que as ondas deste mar
somente lá se detêm.
Ao entrar no Recife,
não pensem que entro só.
Entra comigo a gente
[20] que comigo baixou
por essa velha estrada
que vem do interior;
entram comigo rios
a quem o mar nos chamou,
[25] entra comigo a gente
que com o mar sonhou,
e também retirantes
em quem só o suor não secou;
e entra essa gente triste,
[30] a mais triste que já baixou,
a gente que a usina,
depois de mastigar, largou.
Entra a gente que a usina
depois de mastigar largou;
[35] entra aquele usineiro
que outro maior devorou;
entra esse banguezeiro
reduzido a fornecedor;
entra detrás um destes,
[40] que agora é um simples morador;
detrás, o morador
que nova safra já não fundou;
entra, como cassaco,
esse antigo morador;
[45] entra enfim o cassaco,
que por todas aquelas bocas passou.
Detrás de cada boca,
ele vê que há uma boca maior.
NETO, J. C. D. M. Poesia completa. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2020. p.133-134.
Glossário
Retirante: aquele que, durante as grandes secas, migra isoladamente ou em grupo.
Banguezeiro: proprietário de banguê (engenho).
Cassaco: trabalhador em engenhos de cana-de-açúcar.
No poema O Rio, de João Cabral de Melo Neto, o eu lírico é o rio Capibaribe, que vai da sua nascente até o mar.
Considerando a leitura desse trecho, qual é a perspectiva assumida por esse eu lírico em relação às pessoas com quem se depara em seu caminho até Recife?
Questão 23 14900784
OP 6 e 7 Ano - 1 fase 2025
Eu estava sem ideias sobre o que fazer no trabalho de Português: a professora havia nos pedido que apresentássemos à turma um exemplo de metáfora, isto é, um exemplo de quando expressamos uma ideia de forma f igurada, dizendo uma coisa usando outra. Vendo minha preocupação, vovô me disse para ir ao parque pela manhã, cedinho, porque, de acordo com ele, “as ideias são flores que desabrocham na cabeça daqueles que costumam caminhar”. Disse isso com ar de quem se diverte. Não entendi muito bem, mas, no dia seguinte, saí bem cedo, logo que o céu clareou, e fui testar o que vovô havia dito. Ele tinha razão! Logo que comecei a caminhar, surgiram milhares de ideias, uma atrás da outra. O problema é que nenhuma delas era sobre o trabalho de Português.
Percebendo a minha distração, esforcei-me para pensar apenas no tema sugerido pela professora: um exemplo de metáfora, um exemplo de metáfora... De repente, plim, senti um misto de vergonha e alegria, porque...
Questão 19 14900749
OP 6 e 7 Ano - 1 fase 2025Caio escreveu um breve discurso para homenagear seu amigo Júlio, exaltando suas qualidades. Como é bastante atento às palavras e tem um quê de poeta, procurou manter certo padrão de ritmo e de sonoridade em cada frase. A seguir, leia um trecho do que ele preparou:

Assinale a alternativa que melhor dá continuidade à homenagem de Caio:
Questão 16 14900732
OP 6 e 7 Ano - 1 fase 2025Leia e interprete o início do conto Uma galinha, de Clarice Lispector:
![]()
O que está sendo insinuado com a frase “Era uma galinha de domingo”?
Questão 15 14900728
OP 6 e 7 Ano - 1 fase 2025A língua do Cafundó é falada na comunidade quilombola de Cafundó, em Salto de Pirapora, São Paulo. Nessa língua, também conhecida como cupópia, uma mesma palavra pode ter muitos significados, dependendo do contexto em que aparece.
Observe algumas expressões da língua do Cafundó e um de seus significados:

Com base nisso, o que poderia ser nangá do quinamba?
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