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Questão 2 15405261
Colégio Pedro II 2020Texto
A internet facilita a vida de quem odeia
[1] Se a globalização fez com que bobagens alcançassem escala global, a internet maximizou a
expressão de ódio, de intolerância, de exacerbação1 de preconceitos e da violência da linguagem. Mas
a internet não cria o sentimento de ódio, talvez apenas torne mais evidente aquilo que só se daria no
campo do relacionamento pessoal.
[5] Há cem anos, se eu fosse um racista, precisaria expressar meu racismo num livro. Para publicar
um livro, eu teria de escrevê-lo durante meses. Depois teria de revisá-lo, achar um editor e vendê-lo.
Dava muito trabalho. Hoje eu faço um post, e com um enter, atinjo mais gente do que um livro clássico
atingiria.
O ataque anônimo nas redes, sem o custo do ataque pessoal, deu ao ódio do covarde uma
[10] energia muito grande. Deu-lhe a proteção da distância física e do anonimato. O pior do ódio social, que
é universal, agora pode ser dirigido sem custos. Numa comunidade, as relações são pessoais. Na rede,
deletérias2.
É errado, portanto, dizer que a internet transformou as pessoas em odiosas. Mas é fato que ela
gera mais tranquilidade no exercício desse ódio. O enter é tão destruidor quanto qualquer outra coisa.
[15] Antes da internet, matar dava trabalho. Agora, incita-se o ódio com um clique.
Junte a proteção do anonimato e da distância, o senso de identidade do ódio e acrescente um
terceiro elemento importante: posso a todo instante dialogar com todos. Isso me empodera. Imagine se
no passado alguém teria acesso ao universo de pessoas em todo o mundo que temos hoje? Hoje, com
um simples post, posso enlamear. Não preciso ter mais compromisso, algo diferente da mentira. A
[20] mentira é usada por alguém que tem noção da verdade. Não importa saber se é verdade. O que importa
é a sua eficácia.
KARNAL, Leandro. Todos contra todos: o ódio nosso de cada dia. Rio de Janeiro: Leya, 2017 (adaptado).
1 – exacerbação: exageração; aumento.
2 – deletérias: prejudiciais.
A palavra destacada expressa valor lógico-semântico de condição na frase:
Questão 1 15405258
Colégio Pedro II 2020Texto
A internet facilita a vida de quem odeia
[1] Se a globalização fez com que bobagens alcançassem escala global, a internet maximizou a
expressão de ódio, de intolerância, de exacerbação1 de preconceitos e da violência da linguagem. Mas
a internet não cria o sentimento de ódio, talvez apenas torne mais evidente aquilo que só se daria no
campo do relacionamento pessoal.
[5] Há cem anos, se eu fosse um racista, precisaria expressar meu racismo num livro. Para publicar
um livro, eu teria de escrevê-lo durante meses. Depois teria de revisá-lo, achar um editor e vendê-lo.
Dava muito trabalho. Hoje eu faço um post, e com um enter, atinjo mais gente do que um livro clássico
atingiria.
O ataque anônimo nas redes, sem o custo do ataque pessoal, deu ao ódio do covarde uma
[10] energia muito grande. Deu-lhe a proteção da distância física e do anonimato. O pior do ódio social, que
é universal, agora pode ser dirigido sem custos. Numa comunidade, as relações são pessoais. Na rede,
deletérias2.
É errado, portanto, dizer que a internet transformou as pessoas em odiosas. Mas é fato que ela
gera mais tranquilidade no exercício desse ódio. O enter é tão destruidor quanto qualquer outra coisa.
[15] Antes da internet, matar dava trabalho. Agora, incita-se o ódio com um clique.
Junte a proteção do anonimato e da distância, o senso de identidade do ódio e acrescente um
terceiro elemento importante: posso a todo instante dialogar com todos. Isso me empodera. Imagine se
no passado alguém teria acesso ao universo de pessoas em todo o mundo que temos hoje? Hoje, com
um simples post, posso enlamear. Não preciso ter mais compromisso, algo diferente da mentira. A
[20] mentira é usada por alguém que tem noção da verdade. Não importa saber se é verdade. O que importa
é a sua eficácia.
KARNAL, Leandro. Todos contra todos: o ódio nosso de cada dia. Rio de Janeiro: Leya, 2017 (adaptado).
1 – exacerbação: exageração; aumento.
2 – deletérias: prejudiciais.
De acordo com o Texto, a internet
Questão 24 15320007
CMBH 1 Ano 2020TEXTO 1
Melhorando as relações
Tania Zagury
[1] Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem
sempre de forma muito delicada, é bem comum.
Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se
transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta. O que não quer dizer
[5] que todas elas são, necessariamente, ultrapassadas ou erradas. Embora algumas sejam
repetidas mecanicamente e não se justifiquem nos dias atuais, muitas representam
posturas que queremos realmente preservar. Crianças pequenas dificilmente criticam as
regras da família, mas, à medida em que crescem, essa aceitação diminui.
Atualmente, as contestações começam bem mais cedo: tanto pela liberdade que
[10] os pais dão, como pela ação das mídias. Ainda assim, questionamentos devem ser vistos
como normais nas relações e não devem ser confundidos com desrespeito, nem com
agressão: simplesmente porque nem sempre o são. E isso vale para qualquer tipo de
relacionamento, porque conflitos mal resolvidos podem causar rupturas insuperáveis.
Mas, não precisa ser assim, basta que cada parte tenha boa vontade e queira mesmo o
[15] entendimento. Não há dúvida, porém, de que o caminho é tortuoso e demanda
habilidade.
Espera-se que essa habilidade negociadora seja dos adultos, na relação entre pais
e filhos. Mas, não creio que deva ser só dos adultos. Os pais devem definir, como ponto
de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez. quem dese a
[20] mudanças tem de compreender que s muda quem quer mudar e quem está
convencido de que a mudança lhe será benéfica. É preciso saber, também, que cabe a
quem está incomodado dar o primeiro passo; e não a quem está achando tudo ótimo. E o
que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.
A resistência à mudança surge daí. Além disso, a tendência do ser humano é
[25] sempre achar que o outro está sempre errado e, por isso, cada um luta para que o outro
mude. Dá para entender porque tanto desentendimento.
No caso dos pais e filhos, a iniciativa poderia, perfeitamente, partir dos jovens.
No entanto, embora adolescentes, em geral, considerem-se supermaduros, dificilmente
agem de forma a contribuir para a paz familiar. Parecem acreditar que os pais sempre
[30] estão errados, cabendo, pois, aos filhos somente reclamar ou ficar de cara feia. Ocorre
que, a partir dos doze anos, os jovens já têm capacidade de análise e podem,
perfeitamente, identificar causas de desentendimentos, bem como tentar atenuar
conflitos. Por outro lado, pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio,
paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo,
[35] compreendendo também que, embora algumas atitudes soem como desrespeito (e, às
vezes, são mesmo!), sempre se pode ensinar e aprender a conversar e a reivindicar
adequadamente.
A postura liberal gerou espaços para os filhos explicitarem desejos e objetivos,
portanto, nada impede que a iniciativa parta deles. Quem quer mudanças, porém, deve
[40] conversar de forma educada e argumentar embasadamente. Quanto aos adultos, cabe-
lhes acreditar na capacidade dos jovens e, assim, atuar de forma a não lhes retardar
atitudes maduras.
Resumindo: quem deseja mudanças deve lutar por elas, mas, para ter sucesso, a
batalha deve se revestir de educação, reflexão e autocrítica.
Zagury, Tania. Melhorando as relações. Fonte: Família: Construção e Reconstrução. Belo Horizonte: Escola de Pais do Brasil. Seccional Belo Horizonte (2016/17). 46º Seminário. Texto adaptado.
TEXTO 2

Fonte: http://www.revistas.unilab.edu.br/index. php/mandinga/article/view/48 Acesso em: 08/09/2020
Leia as seguintes afirmações sobre os textos 1 e 2.
I. o texto 1 incentiva pais e filhos a relacionarem-se melhor.
II. o texto 2 critica os jovens por sua impaciência para com os adultos.
III. o texto 1 atribui o sucesso da relação jovens/adultos ao diálogo cortês.
IV. o texto 2 apresenta, de forma direta e explícita, o anseio dos jovens por uma boa convivência com os adultos.
Assinale a alternativa em que as afirmativas acima estejam corretas.
Questão 23 15320002
CMBH 1 Ano 2020TEXTO

Fonte: http://www.revistas.unilab.edu.br/index. php/mandinga/article/view/48 Acesso em: 08/09/2020
Sobre a tirinha acima, do personagem “Armandinho”, pode-se afirmar que:
Questão 22 15319990
CMBH 1 Ano 2020TEXTO
Melhorando as relações
Tania Zagury
[1] Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem
sempre de forma muito delicada, é bem comum.
Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se
transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta. O que não quer dizer
[5] que todas elas são, necessariamente, ultrapassadas ou erradas. Embora algumas sejam
repetidas mecanicamente e não se justifiquem nos dias atuais, muitas representam
posturas que queremos realmente preservar. Crianças pequenas dificilmente criticam as
regras da família, mas, à medida em que crescem, essa aceitação diminui.
Atualmente, as contestações começam bem mais cedo: tanto pela liberdade que
[10] os pais dão, como pela ação das mídias. Ainda assim, questionamentos devem ser vistos
como normais nas relações e não devem ser confundidos com desrespeito, nem com
agressão: simplesmente porque nem sempre o são. E isso vale para qualquer tipo de
relacionamento, porque conflitos mal resolvidos podem causar rupturas insuperáveis.
Mas, não precisa ser assim, basta que cada parte tenha boa vontade e queira mesmo o
[15] entendimento. Não há dúvida, porém, de que o caminho é tortuoso e demanda
habilidade.
Espera-se que essa habilidade negociadora seja dos adultos, na relação entre pais
e filhos. Mas, não creio que deva ser só dos adultos. Os pais devem definir, como ponto
de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez. quem dese a
[20] mudanças tem de compreender que s muda quem quer mudar e quem está
convencido de que a mudança lhe será benéfica. É preciso saber, também, que cabe a
quem está incomodado dar o primeiro passo; e não a quem está achando tudo ótimo. E o
que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.
A resistência à mudança surge daí. Além disso, a tendência do ser humano é
[25] sempre achar que o outro está sempre errado e, por isso, cada um luta para que o outro
mude. Dá para entender porque tanto desentendimento.
No caso dos pais e filhos, a iniciativa poderia, perfeitamente, partir dos jovens.
No entanto, embora adolescentes, em geral, considerem-se supermaduros, dificilmente
agem de forma a contribuir para a paz familiar. Parecem acreditar que os pais sempre
[30] estão errados, cabendo, pois, aos filhos somente reclamar ou ficar de cara feia. Ocorre
que, a partir dos doze anos, os jovens já têm capacidade de análise e podem,
perfeitamente, identificar causas de desentendimentos, bem como tentar atenuar
conflitos. Por outro lado, pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio,
paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo,
[35] compreendendo também que, embora algumas atitudes soem como desrespeito (e, às
vezes, são mesmo!), sempre se pode ensinar e aprender a conversar e a reivindicar
adequadamente.
A postura liberal gerou espaços para os filhos explicitarem desejos e objetivos,
portanto, nada impede que a iniciativa parta deles. Quem quer mudanças, porém, deve
[40] conversar de forma educada e argumentar embasadamente. Quanto aos adultos, cabe-
lhes acreditar na capacidade dos jovens e, assim, atuar de forma a não lhes retardar
atitudes maduras.
Resumindo: quem deseja mudanças deve lutar por elas, mas, para ter sucesso, a
batalha deve se revestir de educação, reflexão e autocrítica.
Zagury, Tania. Melhorando as relações. Fonte: Família: Construção e Reconstrução. Belo Horizonte: Escola de Pais do Brasil. Seccional Belo Horizonte (2016/17). 46º Seminário. Texto adaptado.
Leia os fragmentos do texto:
I. “[...] pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio, paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo, [...]” (ll. 33 e 34)
II. “Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta.” (ll. 3 e 4)
III. “Os pais devem definir, como ponto de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez.” (ll. 18 e 19)
IV. “Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem sempre de forma muito delicada, é bem comum.” (ll. 1 e 2)
V. “Quem quer mudanças, porém, deve conversar de forma educada e argumentar embasadamente.” (ll. 39 e 40)
Analise a opção que contém estratégias necessárias para que as contestações familiares sejam proveitosas:
Questão 21 15319981
CMBH 1 Ano 2020TEXTO
Melhorando as relações
Tania Zagury
[1] Jovens queixarem-se do que chamam de conservadorismo dos pais, e nem
sempre de forma muito delicada, é bem comum.
Realmente, certas aprendizagens que fazemos na infância acabam se
transformando em uma espécie de “segunda pele” na vida adulta. O que não quer dizer
[5] que todas elas são, necessariamente, ultrapassadas ou erradas. Embora algumas sejam
repetidas mecanicamente e não se justifiquem nos dias atuais, muitas representam
posturas que queremos realmente preservar. Crianças pequenas dificilmente criticam as
regras da família, mas, à medida em que crescem, essa aceitação diminui.
Atualmente, as contestações começam bem mais cedo: tanto pela liberdade que
[10] os pais dão, como pela ação das mídias. Ainda assim, questionamentos devem ser vistos
como normais nas relações e não devem ser confundidos com desrespeito, nem com
agressão: simplesmente porque nem sempre o são. E isso vale para qualquer tipo de
relacionamento, porque conflitos mal resolvidos podem causar rupturas insuperáveis.
Mas, não precisa ser assim, basta que cada parte tenha boa vontade e queira mesmo o
[15] entendimento. Não há dúvida, porém, de que o caminho é tortuoso e demanda
habilidade.
Espera-se que essa habilidade negociadora seja dos adultos, na relação entre pais
e filhos. Mas, não creio que deva ser só dos adultos. Os pais devem definir, como ponto
de partida, que qualquer reivindicação tem de ser feita com polidez. quem dese a
[20] mudanças tem de compreender que s muda quem quer mudar e quem está
convencido de que a mudança lhe será benéfica. É preciso saber, também, que cabe a
quem está incomodado dar o primeiro passo; e não a quem está achando tudo ótimo. E o
que muitos não percebem é que nem sempre os dois lados querem mudar.
A resistência à mudança surge daí. Além disso, a tendência do ser humano é
[25] sempre achar que o outro está sempre errado e, por isso, cada um luta para que o outro
mude. Dá para entender porque tanto desentendimento.
No caso dos pais e filhos, a iniciativa poderia, perfeitamente, partir dos jovens.
No entanto, embora adolescentes, em geral, considerem-se supermaduros, dificilmente
agem de forma a contribuir para a paz familiar. Parecem acreditar que os pais sempre
[30] estão errados, cabendo, pois, aos filhos somente reclamar ou ficar de cara feia. Ocorre
que, a partir dos doze anos, os jovens já têm capacidade de análise e podem,
perfeitamente, identificar causas de desentendimentos, bem como tentar atenuar
conflitos. Por outro lado, pais que desejam minorar brigas precisam ter equilíbrio,
paciência e trabalhar no sentido de dar responsabilidades aos filhos desde cedo,
[35] compreendendo também que, embora algumas atitudes soem como desrespeito (e, às
vezes, são mesmo!), sempre se pode ensinar e aprender a conversar e a reivindicar
adequadamente.
A postura liberal gerou espaços para os filhos explicitarem desejos e objetivos,
portanto, nada impede que a iniciativa parta deles. Quem quer mudanças, porém, deve
[40] conversar de forma educada e argumentar embasadamente. Quanto aos adultos, cabe-
lhes acreditar na capacidade dos jovens e, assim, atuar de forma a não lhes retardar
atitudes maduras.
Resumindo: quem deseja mudanças deve lutar por elas, mas, para ter sucesso, a
batalha deve se revestir de educação, reflexão e autocrítica.
Zagury, Tania. Melhorando as relações. Fonte: Família: Construção e Reconstrução. Belo Horizonte: Escola de Pais do Brasil. Seccional Belo Horizonte (2016/17). 46º Seminário. Texto adaptado.
A relação semântico-discursiva está corretamente indicada em:
06
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