Questões de EFAF Português
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Questão 16 15408098
CAp-UERJ 8 ano 2020O ALUNO PERFEITO
Era uma vez um jovem casal que estava muito feliz. Ela estava grávida e eles esperavam com
grande ansiedade o filho que iria nascer.
Transcorridos os nove meses de gravidez, ele nasceu. Ela deu à luz um lindo computador! Que
felicidade ter um computador como filho! Era o filho que desejavam ter!
[5] Deram-lhe o nome de “Memorioso” porque julgavam que uma memória perfeita é o essencial
para uma boa educação. Educação é memorização. Crianças com memória perfeita vão muito bem
na escola e não têm problemas para passar no vestibular.
E foi isso mesmo que aconteceu. Memorioso memorizava tudo que os professores ensinavam.
Mas tudo mesmo. E não reclamava. Seus companheiros reclamavam, diziam que aquelas coisas que
[10] lhes eram ensinadas não faziam sentido.
Isso não acontecia com Memorioso. Ele memorizava com a mesma facilidade a maneira de extrair
raiz quadrada, fórmulas de física, acidentes geográficos, populações de países longínquos, datas
de eventos históricos, nomes de reis, escritores, descobridores, cientistas, palavras novas, regras de
gramática, livros inteiros, línguas estrangeiras. Sabia de cor todas as informações sobre o mundo
[15] cultural.
Memorioso foi o primeiro no vestibular. O cursinho que ele frequentara publicou sua fotografia em
outdoors*. Na universidade foi a mesma coisa. Só tirava 10. Chegou, finalmente, o dia tão esperado:
a formatura. Memorioso foi o grande herói, elogiado pelos professores.
Depois da cerimônia acadêmica, foi a festa. E estavam todos felizes no jantar quando uma moça
[20] se aproximou de Memorioso e se apresentou: “Sou repórter. Posso lhe fazer uma pergunta?”. “Pode
fazer”, disse Memorioso, confiante. Sua memória continha todas as respostas.
Aí ela falou: “De tudo o que você memorizou, o que foi que você mais amou, que mais prazer
lhe deu?”.
Memorioso ficou mudo. Os circuitos de sua memória funcionavam com a velocidade da luz
[25] procurando a resposta. Seu rosto ficou vermelho. Começou a suar. Sua temperatura subiu. E, de
repente, seus olhos ficaram muito abertos, parados, e se ouviu um chiado estranho dentro de sua
cabeça, enquanto fumaça saía por suas orelhas. Memorioso primeiro travou. Depois apagou, entrou
em coma. Levado às pressas para o hospital de computadores, verificaram que seu disco rígido
estava irreparavelmente danificado.
[30] Há perguntas para as quais a memória, por perfeita que seja, não tem respostas. É que tais respostas
não se encontram na memória. Encontram-se no coração, onde mora a felicidade...
RUBEM ALVES Adaptado de Quer que eu lhe conte uma estória? Campinas: Papirus, 2010.
Memorioso gostava de formas geométricas: procurava ângulos retos sempre que observava uma estrutura poligonal.
Em uma folha de papel quadriculado, cujos quadrados têm o mesmo tamanho, ele encontrou um pentágono ABCDE, como mostra a figura abaixo.

Ao analisar as medidas dos ângulos internos desse pentágono, Memorioso descobriu a quantidade exata de ângulos de 90º nele contidos.
Essa quantidade é igual a:
Questão 15 15408097
CAp-UERJ 8 ano 2020O ALUNO PERFEITO
Era uma vez um jovem casal que estava muito feliz. Ela estava grávida e eles esperavam com
grande ansiedade o filho que iria nascer.
Transcorridos os nove meses de gravidez, ele nasceu. Ela deu à luz um lindo computador! Que
felicidade ter um computador como filho! Era o filho que desejavam ter!
[5] Deram-lhe o nome de “Memorioso” porque julgavam que uma memória perfeita é o essencial
para uma boa educação. Educação é memorização. Crianças com memória perfeita vão muito bem
na escola e não têm problemas para passar no vestibular.
E foi isso mesmo que aconteceu. Memorioso memorizava tudo que os professores ensinavam.
Mas tudo mesmo. E não reclamava. Seus companheiros reclamavam, diziam que aquelas coisas que
[10] lhes eram ensinadas não faziam sentido.
Isso não acontecia com Memorioso. Ele memorizava com a mesma facilidade a maneira de extrair
raiz quadrada, fórmulas de física, acidentes geográficos, populações de países longínquos, datas
de eventos históricos, nomes de reis, escritores, descobridores, cientistas, palavras novas, regras de
gramática, livros inteiros, línguas estrangeiras. Sabia de cor todas as informações sobre o mundo
[15] cultural.
Memorioso foi o primeiro no vestibular. O cursinho que ele frequentara publicou sua fotografia em
outdoors*. Na universidade foi a mesma coisa. Só tirava 10. Chegou, finalmente, o dia tão esperado:
a formatura. Memorioso foi o grande herói, elogiado pelos professores.
Depois da cerimônia acadêmica, foi a festa. E estavam todos felizes no jantar quando uma moça
[20] se aproximou de Memorioso e se apresentou: “Sou repórter. Posso lhe fazer uma pergunta?”. “Pode
fazer”, disse Memorioso, confiante. Sua memória continha todas as respostas.
Aí ela falou: “De tudo o que você memorizou, o que foi que você mais amou, que mais prazer
lhe deu?”.
Memorioso ficou mudo. Os circuitos de sua memória funcionavam com a velocidade da luz
[25] procurando a resposta. Seu rosto ficou vermelho. Começou a suar. Sua temperatura subiu. E, de
repente, seus olhos ficaram muito abertos, parados, e se ouviu um chiado estranho dentro de sua
cabeça, enquanto fumaça saía por suas orelhas. Memorioso primeiro travou. Depois apagou, entrou
em coma. Levado às pressas para o hospital de computadores, verificaram que seu disco rígido
estava irreparavelmente danificado.
[30] Há perguntas para as quais a memória, por perfeita que seja, não tem respostas. É que tais respostas
não se encontram na memória. Encontram-se no coração, onde mora a felicidade...
RUBEM ALVES Adaptado de Quer que eu lhe conte uma estória? Campinas: Papirus, 2010.
No último parágrafo, diferentemente da maioria dos verbos já utilizados, passam a ser empregados verbos no tempo presente.
O uso desse tempo verbal altera o ponto de vista da história, passando a destacar a seguinte dimensão do texto:
Questão 14 15408096
CAp-UERJ 8 ano 2020O ALUNO PERFEITO
Era uma vez um jovem casal que estava muito feliz. Ela estava grávida e eles esperavam com
grande ansiedade o filho que iria nascer.
Transcorridos os nove meses de gravidez, ele nasceu. Ela deu à luz um lindo computador! Que
felicidade ter um computador como filho! Era o filho que desejavam ter!
[5] Deram-lhe o nome de “Memorioso” porque julgavam que uma memória perfeita é o essencial
para uma boa educação. Educação é memorização. Crianças com memória perfeita vão muito bem
na escola e não têm problemas para passar no vestibular.
E foi isso mesmo que aconteceu. Memorioso memorizava tudo que os professores ensinavam.
Mas tudo mesmo. E não reclamava. Seus companheiros reclamavam, diziam que aquelas coisas que
[10] lhes eram ensinadas não faziam sentido.
Isso não acontecia com Memorioso. Ele memorizava com a mesma facilidade a maneira de extrair
raiz quadrada, fórmulas de física, acidentes geográficos, populações de países longínquos, datas
de eventos históricos, nomes de reis, escritores, descobridores, cientistas, palavras novas, regras de
gramática, livros inteiros, línguas estrangeiras. Sabia de cor todas as informações sobre o mundo
[15] cultural.
Memorioso foi o primeiro no vestibular. O cursinho que ele frequentara publicou sua fotografia em
outdoors*. Na universidade foi a mesma coisa. Só tirava 10. Chegou, finalmente, o dia tão esperado:
a formatura. Memorioso foi o grande herói, elogiado pelos professores.
Depois da cerimônia acadêmica, foi a festa. E estavam todos felizes no jantar quando uma moça
[20] se aproximou de Memorioso e se apresentou: “Sou repórter. Posso lhe fazer uma pergunta?”. “Pode
fazer”, disse Memorioso, confiante. Sua memória continha todas as respostas.
Aí ela falou: “De tudo o que você memorizou, o que foi que você mais amou, que mais prazer
lhe deu?”.
Memorioso ficou mudo. Os circuitos de sua memória funcionavam com a velocidade da luz
[25] procurando a resposta. Seu rosto ficou vermelho. Começou a suar. Sua temperatura subiu. E, de
repente, seus olhos ficaram muito abertos, parados, e se ouviu um chiado estranho dentro de sua
cabeça, enquanto fumaça saía por suas orelhas. Memorioso primeiro travou. Depois apagou, entrou
em coma. Levado às pressas para o hospital de computadores, verificaram que seu disco rígido
estava irreparavelmente danificado.
[30] Há perguntas para as quais a memória, por perfeita que seja, não tem respostas. É que tais respostas
não se encontram na memória. Encontram-se no coração, onde mora a felicidade...
RUBEM ALVES Adaptado de Quer que eu lhe conte uma estória? Campinas: Papirus, 2010.
Sabia de cor todas as informações sobre o mundo cultural. (l. 14-15)
Em relação ao conteúdo do 5º parágrafo, a frase citada acima tem a função de:
Questão 13 15408095
CAp-UERJ 8 ano 2020O ALUNO PERFEITO
Era uma vez um jovem casal que estava muito feliz. Ela estava grávida e eles esperavam com
grande ansiedade o filho que iria nascer.
Transcorridos os nove meses de gravidez, ele nasceu. Ela deu à luz um lindo computador! Que
felicidade ter um computador como filho! Era o filho que desejavam ter!
[5] Deram-lhe o nome de “Memorioso” porque julgavam que uma memória perfeita é o essencial
para uma boa educação. Educação é memorização. Crianças com memória perfeita vão muito bem
na escola e não têm problemas para passar no vestibular.
E foi isso mesmo que aconteceu. Memorioso memorizava tudo que os professores ensinavam.
Mas tudo mesmo. E não reclamava. Seus companheiros reclamavam, diziam que aquelas coisas que
[10] lhes eram ensinadas não faziam sentido.
Isso não acontecia com Memorioso. Ele memorizava com a mesma facilidade a maneira de extrair
raiz quadrada, fórmulas de física, acidentes geográficos, populações de países longínquos, datas
de eventos históricos, nomes de reis, escritores, descobridores, cientistas, palavras novas, regras de
gramática, livros inteiros, línguas estrangeiras. Sabia de cor todas as informações sobre o mundo
[15] cultural.
Memorioso foi o primeiro no vestibular. O cursinho que ele frequentara publicou sua fotografia em
outdoors*. Na universidade foi a mesma coisa. Só tirava 10. Chegou, finalmente, o dia tão esperado:
a formatura. Memorioso foi o grande herói, elogiado pelos professores.
Depois da cerimônia acadêmica, foi a festa. E estavam todos felizes no jantar quando uma moça
[20] se aproximou de Memorioso e se apresentou: “Sou repórter. Posso lhe fazer uma pergunta?”. “Pode
fazer”, disse Memorioso, confiante. Sua memória continha todas as respostas.
Aí ela falou: “De tudo o que você memorizou, o que foi que você mais amou, que mais prazer
lhe deu?”.
Memorioso ficou mudo. Os circuitos de sua memória funcionavam com a velocidade da luz
[25] procurando a resposta. Seu rosto ficou vermelho. Começou a suar. Sua temperatura subiu. E, de
repente, seus olhos ficaram muito abertos, parados, e se ouviu um chiado estranho dentro de sua
cabeça, enquanto fumaça saía por suas orelhas. Memorioso primeiro travou. Depois apagou, entrou
em coma. Levado às pressas para o hospital de computadores, verificaram que seu disco rígido
estava irreparavelmente danificado.
[30] Há perguntas para as quais a memória, por perfeita que seja, não tem respostas. É que tais respostas
não se encontram na memória. Encontram-se no coração, onde mora a felicidade...
RUBEM ALVES Adaptado de Quer que eu lhe conte uma estória? Campinas: Papirus, 2010.
Memorioso mistura traços humanos com características de máquina.
Esse caráter duplo do personagem é observado no seguinte trecho:
Questão 12 15408093
CAp-UERJ 8 ano 2020O ALUNO PERFEITO
Era uma vez um jovem casal que estava muito feliz. Ela estava grávida e eles esperavam com
grande ansiedade o filho que iria nascer.
Transcorridos os nove meses de gravidez, ele nasceu. Ela deu à luz um lindo computador! Que
felicidade ter um computador como filho! Era o filho que desejavam ter!
[5] Deram-lhe o nome de “Memorioso” porque julgavam que uma memória perfeita é o essencial
para uma boa educação. Educação é memorização. Crianças com memória perfeita vão muito bem
na escola e não têm problemas para passar no vestibular.
E foi isso mesmo que aconteceu. Memorioso memorizava tudo que os professores ensinavam.
Mas tudo mesmo. E não reclamava. Seus companheiros reclamavam, diziam que aquelas coisas que
[10] lhes eram ensinadas não faziam sentido.
Isso não acontecia com Memorioso. Ele memorizava com a mesma facilidade a maneira de extrair
raiz quadrada, fórmulas de física, acidentes geográficos, populações de países longínquos, datas
de eventos históricos, nomes de reis, escritores, descobridores, cientistas, palavras novas, regras de
gramática, livros inteiros, línguas estrangeiras. Sabia de cor todas as informações sobre o mundo
[15] cultural.
Memorioso foi o primeiro no vestibular. O cursinho que ele frequentara publicou sua fotografia em
outdoors*. Na universidade foi a mesma coisa. Só tirava 10. Chegou, finalmente, o dia tão esperado:
a formatura. Memorioso foi o grande herói, elogiado pelos professores.
Depois da cerimônia acadêmica, foi a festa. E estavam todos felizes no jantar quando uma moça
[20] se aproximou de Memorioso e se apresentou: “Sou repórter. Posso lhe fazer uma pergunta?”. “Pode
fazer”, disse Memorioso, confiante. Sua memória continha todas as respostas.
Aí ela falou: “De tudo o que você memorizou, o que foi que você mais amou, que mais prazer
lhe deu?”.
Memorioso ficou mudo. Os circuitos de sua memória funcionavam com a velocidade da luz
[25] procurando a resposta. Seu rosto ficou vermelho. Começou a suar. Sua temperatura subiu. E, de
repente, seus olhos ficaram muito abertos, parados, e se ouviu um chiado estranho dentro de sua
cabeça, enquanto fumaça saía por suas orelhas. Memorioso primeiro travou. Depois apagou, entrou
em coma. Levado às pressas para o hospital de computadores, verificaram que seu disco rígido
estava irreparavelmente danificado.
[30] Há perguntas para as quais a memória, por perfeita que seja, não tem respostas. É que tais respostas
não se encontram na memória. Encontram-se no coração, onde mora a felicidade...
RUBEM ALVES Adaptado de Quer que eu lhe conte uma estória? Campinas: Papirus, 2010.
Memorioso memorizava tudo que os professores ensinavam. (l. 8)
O nome escolhido pelo casal para seu filho valoriza a memória a partir de uma ideia de:
Questão 11 15407816
CAp-UERJ 8 ano 2020O ALUNO PERFEITO
Era uma vez um jovem casal que estava muito feliz. Ela estava grávida e eles esperavam com
grande ansiedade o filho que iria nascer.
Transcorridos os nove meses de gravidez, ele nasceu. Ela deu à luz um lindo computador! Que
felicidade ter um computador como filho! Era o filho que desejavam ter!
[5] Deram-lhe o nome de “Memorioso” porque julgavam que uma memória perfeita é o essencial
para uma boa educação. Educação é memorização. Crianças com memória perfeita vão muito bem
na escola e não têm problemas para passar no vestibular.
E foi isso mesmo que aconteceu. Memorioso memorizava tudo que os professores ensinavam.
Mas tudo mesmo. E não reclamava. Seus companheiros reclamavam, diziam que aquelas coisas que
[10] lhes eram ensinadas não faziam sentido.
Isso não acontecia com Memorioso. Ele memorizava com a mesma facilidade a maneira de extrair
raiz quadrada, fórmulas de física, acidentes geográficos, populações de países longínquos, datas
de eventos históricos, nomes de reis, escritores, descobridores, cientistas, palavras novas, regras de
gramática, livros inteiros, línguas estrangeiras. Sabia de cor todas as informações sobre o mundo
[15] cultural.
Memorioso foi o primeiro no vestibular. O cursinho que ele frequentara publicou sua fotografia em
outdoors*. Na universidade foi a mesma coisa. Só tirava 10. Chegou, finalmente, o dia tão esperado:
a formatura. Memorioso foi o grande herói, elogiado pelos professores.
Depois da cerimônia acadêmica, foi a festa. E estavam todos felizes no jantar quando uma moça
[20] se aproximou de Memorioso e se apresentou: “Sou repórter. Posso lhe fazer uma pergunta?”. “Pode
fazer”, disse Memorioso, confiante. Sua memória continha todas as respostas.
Aí ela falou: “De tudo o que você memorizou, o que foi que você mais amou, que mais prazer
lhe deu?”.
Memorioso ficou mudo. Os circuitos de sua memória funcionavam com a velocidade da luz
[25] procurando a resposta. Seu rosto ficou vermelho. Começou a suar. Sua temperatura subiu. E, de
repente, seus olhos ficaram muito abertos, parados, e se ouviu um chiado estranho dentro de sua
cabeça, enquanto fumaça saía por suas orelhas. Memorioso primeiro travou. Depois apagou, entrou
em coma. Levado às pressas para o hospital de computadores, verificaram que seu disco rígido
estava irreparavelmente danificado.
[30] Há perguntas para as quais a memória, por perfeita que seja, não tem respostas. É que tais respostas
não se encontram na memória. Encontram-se no coração, onde mora a felicidade...
RUBEM ALVES Adaptado de Quer que eu lhe conte uma estória? Campinas: Papirus, 2010.
e eles esperavam com grande ansiedade o filho que iria nascer. (l. 1-2)
A expressão verbal destacada transmite ao leitor uma ideia de futuro entendido como:
06
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