Questões de EFAF Português
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Questão 11 15409869
CAp-UERJ 9 ano 2020O texto a seguir foi retirado do livro A distância das coisas, do escritor Flávio Carneiro. Nesse livro, o personagem principal narra sua trajetória de investigação para encontrar a mãe, que todos julgavam estar morta, menos ele.
É importante saber por que certas coisas são o que são. Quer dizer, saber por que acontecem
de um jeito e não de outro.
O arco-íris, por exemplo, pode parecer muito estranho se você não sabe que ele é apenas o
resultado da luz do Sol brilhando num punhado de gotas de chuva. Mesmo sabendo disso ele
continua sendo meio estranho, mas pelo menos é um estranho com motivo.
E é preciso comparar, sempre. É o que eu acho mais importante na vida, se você realmente quer
ser um cara que entende algumas coisas.
Por exemplo: eu. Vários garotos têm catorze anos, sou apenas um deles. E, se você pensar na
história da humanidade, vai concluir que já existiram trilhões de garotos de catorze anos. E nenhum
deles era ou é igual a outro.
Sem comparar, você nunca vai conhecer muito bem um garoto de catorze anos. Assim como
jamais vai entender o que é um arco-íris.
(...)
Um dia, na escola, vi a reprodução de um mapa antigo, do tempo em que acreditavam que a
Terra era plana. Fiquei um tempão diante daquele mapa, observando os detalhes e pensando: como
será que as pessoas dessa época imaginavam que fosse o mundo? Como funcionava a cabeça delas
naqueles tempos?
Pensei comigo que um mapa antigo é como uma carta descrevendo um lugar que não existe
mais. Por exemplo, você vai a uma cidade e fica sentado no alto de um morro. Aí você escreve uma
carta ao seu amigo contando exatamente como é a tal cidade, vista de cima.
Anos depois esse amigo resolve visitar aquela cidade e leva com ele a carta que você escreveu.
Chegando lá, procura o tal morro. Não existe mais, ele pensa. Ou existe, mas agora tem um monte
de casas subindo por ele e no alto colocaram uma antena de televisão.
Seu amigo não desiste. Sobe até o topo do morro e fica sentado num cantinho qualquer,
procurando saber exatamente de onde foi que você viu a paisagem que descreveu para ele na carta.
E lá embaixo tem um monte de prédios, de carros, de fábricas, uma confusão danada de gente, uma
barulheira infernal.
Ele para e conclui que há duas hipóteses: ou a cidade mudou muito ou você mentiu.
Seria simples se o seu amigo tivesse apenas essa duas opções. Mas nesse negócio de cartas e
mapas nada é muito simples, concorda? Ele, se fosse alguém que gostasse de comparações, poderia
comparar essas duas hipóteses com outras.
Por exemplo: você pode ter se confundido, falando o nome errado do morro. O morro certo
estaria do outro lado da cidade, que é um lugar bem mais tranquilo. Nesse caso, nem você mentiu
nem a cidade mudou.
(...)
Não se deve tirar conclusões precipitadas, é o que eu penso. Não sei se você concorda.
FLÁVIO CARNEIRO Adaptado de A distância das coisas. São Paulo: SM, 2016.
O narrador tem o perfil de um investigador, buscando o entendimento amplo e detalhado do que chama sua atenção.
Essa característica é melhor observada em:
Questão 4 15409846
CAp-UERJ 9 ano 2020A CASA QUE EDUCA
Escrevo para vocês, crianças! O Amyr Klink é um navegador. Navega num barco a vela. Vela é uma
armadilha para pegar o vento. O vento tem força. Os barcos a vela navegam movidos pela força do
vento. O vento vem, bate nas velas e empurra o barco. Mas, o que fazer quando o navegador quer
ir para o sul e o vento sopra para o norte? Antes das velas era preciso remar para o barco navegar.
[5] Dava muita canseira. Mas aí um dos nossos antepassados descobriu que o vento faria o serviço dos
remos e o homem poderia fazer outras coisas…
O Amyr Klink não é só navegador. Ele pensa sobre as escolas. Perguntaram ao Amyr Klink: “Qual é
a escola que você desejaria para os seus filhos?”. Ele respondeu: “Uma escola que há nas Ilhas Faroe,
entre a Inglaterra e a Islândia. Lá as crianças aprendem tudo o que devem aprender construindo uma
[10] casa viking…” Quem eram os vikings? Eram navegantes europeus, ousados, dos séculos VIII a XI.
O Amyr Klink disse que as crianças aprendem “construindo” uma casa. Concordo. Para aprender
uma coisa é preciso fazê-la. Mas não será muito difícil construir uma casa? É difícil. Mas há um truque:
a gente pode “imaginar” a casa que a gente quer construir. Tudo o que a gente faz começa na
imaginação: um quadro, um avião. Santos Dumont imaginou o 14-bis antes de construí-lo. Uma viagem,
[15] uma técnica cirúrgica, um foguete, uma música, um livro… – tudo começa na imaginação. Quando
vou fazer uma pipa, a primeira coisa é imaginá-la na minha cabeça: o seu tipo (há pipa do tamanho
de uma casa!), as suas cores, as ferramentas de que vou precisar e os materiais que vou usar, como
tesoura, canivete, serra, linha, cola, papel… O mesmo vale para uma casa. A primeira coisa é imaginar
a casa, como se estivesse pronta. Oscar Niemeyer, que planejou os edifícios fantásticos de Brasília,
[20] o que faz primeiramente é “desenhar” no papel o edifício que ele vê com os olhos da imaginação.
Imagine a casa que você gostaria de construir. Terá um ou dois andares? As telhas serão vermelhas?
Terá um jardim na frente? Para que lado estará virada? Na sua cidade, qual é a direção do sul? Onde
nasce o Sol? Onde se põe? Mas o Sol se põe? É importante saber onde estão os pontos cardeais por
causa da luz do Sol. Aí é preciso desenhar essa casa no papel, para que os pedreiros e carpinteiros
[25] saibam como a imaginei. O desenho torna a imaginação visível. Aí será preciso fazer uma lista dos
materiais que você terá de usar para construir sua casa. Começando com tijolo, cimento, areia, e
sem se esquecer dos pregos. Não se esqueça do dinheiro, sem o qual não se compra nada. Seu pai
e sua mãe terão prazer em ajudá-lo.
RUBEM ALVES Adaptado de revistaeducacao.com.br, 10/09/2011.
Uma viagem, uma técnica cirúrgica, um foguete, uma música, um livro… – tudo começa na imaginação. (l. 14-15)
Na construção da frase acima, o termo sublinhado tem a função de:
Questão 3 15409843
CAp-UERJ 9 ano 2020A CASA QUE EDUCA
Escrevo para vocês, crianças! O Amyr Klink é um navegador. Navega num barco a vela. Vela é uma
armadilha para pegar o vento. O vento tem força. Os barcos a vela navegam movidos pela força do
vento. O vento vem, bate nas velas e empurra o barco. Mas, o que fazer quando o navegador quer
ir para o sul e o vento sopra para o norte? Antes das velas era preciso remar para o barco navegar.
[5] Dava muita canseira. Mas aí um dos nossos antepassados descobriu que o vento faria o serviço dos
remos e o homem poderia fazer outras coisas…
O Amyr Klink não é só navegador. Ele pensa sobre as escolas. Perguntaram ao Amyr Klink: “Qual é
a escola que você desejaria para os seus filhos?”. Ele respondeu: “Uma escola que há nas Ilhas Faroe,
entre a Inglaterra e a Islândia. Lá as crianças aprendem tudo o que devem aprender construindo uma
[10] casa viking…” Quem eram os vikings? Eram navegantes europeus, ousados, dos séculos VIII a XI.
O Amyr Klink disse que as crianças aprendem “construindo” uma casa. Concordo. Para aprender
uma coisa é preciso fazê-la. Mas não será muito difícil construir uma casa? É difícil. Mas há um truque:
a gente pode “imaginar” a casa que a gente quer construir. Tudo o que a gente faz começa na
imaginação: um quadro, um avião. Santos Dumont imaginou o 14-bis antes de construí-lo. Uma viagem,
[15] uma técnica cirúrgica, um foguete, uma música, um livro… – tudo começa na imaginação. Quando
vou fazer uma pipa, a primeira coisa é imaginá-la na minha cabeça: o seu tipo (há pipa do tamanho
de uma casa!), as suas cores, as ferramentas de que vou precisar e os materiais que vou usar, como
tesoura, canivete, serra, linha, cola, papel… O mesmo vale para uma casa. A primeira coisa é imaginar
a casa, como se estivesse pronta. Oscar Niemeyer, que planejou os edifícios fantásticos de Brasília,
[20] o que faz primeiramente é “desenhar” no papel o edifício que ele vê com os olhos da imaginação.
Imagine a casa que você gostaria de construir. Terá um ou dois andares? As telhas serão vermelhas?
Terá um jardim na frente? Para que lado estará virada? Na sua cidade, qual é a direção do sul? Onde
nasce o Sol? Onde se põe? Mas o Sol se põe? É importante saber onde estão os pontos cardeais por
causa da luz do Sol. Aí é preciso desenhar essa casa no papel, para que os pedreiros e carpinteiros
[25] saibam como a imaginei. O desenho torna a imaginação visível. Aí será preciso fazer uma lista dos
materiais que você terá de usar para construir sua casa. Começando com tijolo, cimento, areia, e
sem se esquecer dos pregos. Não se esqueça do dinheiro, sem o qual não se compra nada. Seu pai
e sua mãe terão prazer em ajudá-lo.
RUBEM ALVES Adaptado de revistaeducacao.com.br, 10/09/2011.
O Amyr Klink disse que as crianças aprendem “construindo” uma casa. (l. 11)
A forma verbal disse indica um acontecimento momentâneo, iniciado e terminado no passado.
Uma forma verbal que também indica um acontecimento passado, mas que teve certa duração, é:
Questão 2 15409839
CAp-UERJ 9 ano 2020A CASA QUE EDUCA
Escrevo para vocês, crianças! O Amyr Klink é um navegador. Navega num barco a vela. Vela é uma
armadilha para pegar o vento. O vento tem força. Os barcos a vela navegam movidos pela força do
vento. O vento vem, bate nas velas e empurra o barco. Mas, o que fazer quando o navegador quer
ir para o sul e o vento sopra para o norte? Antes das velas era preciso remar para o barco navegar.
[5] Dava muita canseira. Mas aí um dos nossos antepassados descobriu que o vento faria o serviço dos
remos e o homem poderia fazer outras coisas…
O Amyr Klink não é só navegador. Ele pensa sobre as escolas. Perguntaram ao Amyr Klink: “Qual é
a escola que você desejaria para os seus filhos?”. Ele respondeu: “Uma escola que há nas Ilhas Faroe,
entre a Inglaterra e a Islândia. Lá as crianças aprendem tudo o que devem aprender construindo uma
[10] casa viking…” Quem eram os vikings? Eram navegantes europeus, ousados, dos séculos VIII a XI.
O Amyr Klink disse que as crianças aprendem “construindo” uma casa. Concordo. Para aprender
uma coisa é preciso fazê-la. Mas não será muito difícil construir uma casa? É difícil. Mas há um truque:
a gente pode “imaginar” a casa que a gente quer construir. Tudo o que a gente faz começa na
imaginação: um quadro, um avião. Santos Dumont imaginou o 14-bis antes de construí-lo. Uma viagem,
[15] uma técnica cirúrgica, um foguete, uma música, um livro… – tudo começa na imaginação. Quando
vou fazer uma pipa, a primeira coisa é imaginá-la na minha cabeça: o seu tipo (há pipa do tamanho
de uma casa!), as suas cores, as ferramentas de que vou precisar e os materiais que vou usar, como
tesoura, canivete, serra, linha, cola, papel… O mesmo vale para uma casa. A primeira coisa é imaginar
a casa, como se estivesse pronta. Oscar Niemeyer, que planejou os edifícios fantásticos de Brasília,
[20] o que faz primeiramente é “desenhar” no papel o edifício que ele vê com os olhos da imaginação.
Imagine a casa que você gostaria de construir. Terá um ou dois andares? As telhas serão vermelhas?
Terá um jardim na frente? Para que lado estará virada? Na sua cidade, qual é a direção do sul? Onde
nasce o Sol? Onde se põe? Mas o Sol se põe? É importante saber onde estão os pontos cardeais por
causa da luz do Sol. Aí é preciso desenhar essa casa no papel, para que os pedreiros e carpinteiros
[25] saibam como a imaginei. O desenho torna a imaginação visível. Aí será preciso fazer uma lista dos
materiais que você terá de usar para construir sua casa. Começando com tijolo, cimento, areia, e
sem se esquecer dos pregos. Não se esqueça do dinheiro, sem o qual não se compra nada. Seu pai
e sua mãe terão prazer em ajudá-lo.
RUBEM ALVES Adaptado de revistaeducacao.com.br, 10/09/2011.
Escrevo para vocês, crianças! (l. 1)
Vela é uma armadilha para pegar o vento. (l. 1-2)
A preposição para expressa sentido diferente em cada frase acima.
Esses sentidos são, respectivamente:
Questão 1 15409831
CAp-UERJ 9 ano 2020A CASA QUE EDUCA
Escrevo para vocês, crianças! O Amyr Klink é um navegador. Navega num barco a vela. Vela é uma
armadilha para pegar o vento. O vento tem força. Os barcos a vela navegam movidos pela força do
vento. O vento vem, bate nas velas e empurra o barco. Mas, o que fazer quando o navegador quer
ir para o sul e o vento sopra para o norte? Antes das velas era preciso remar para o barco navegar.
[5] Dava muita canseira. Mas aí um dos nossos antepassados descobriu que o vento faria o serviço dos
remos e o homem poderia fazer outras coisas…
O Amyr Klink não é só navegador. Ele pensa sobre as escolas. Perguntaram ao Amyr Klink: “Qual é
a escola que você desejaria para os seus filhos?”. Ele respondeu: “Uma escola que há nas Ilhas Faroe,
entre a Inglaterra e a Islândia. Lá as crianças aprendem tudo o que devem aprender construindo uma
[10] casa viking…” Quem eram os vikings? Eram navegantes europeus, ousados, dos séculos VIII a XI.
O Amyr Klink disse que as crianças aprendem “construindo” uma casa. Concordo. Para aprender
uma coisa é preciso fazê-la. Mas não será muito difícil construir uma casa? É difícil. Mas há um truque:
a gente pode “imaginar” a casa que a gente quer construir. Tudo o que a gente faz começa na
imaginação: um quadro, um avião. Santos Dumont imaginou o 14-bis antes de construí-lo. Uma viagem,
[15] uma técnica cirúrgica, um foguete, uma música, um livro… – tudo começa na imaginação. Quando
vou fazer uma pipa, a primeira coisa é imaginá-la na minha cabeça: o seu tipo (há pipa do tamanho
de uma casa!), as suas cores, as ferramentas de que vou precisar e os materiais que vou usar, como
tesoura, canivete, serra, linha, cola, papel… O mesmo vale para uma casa. A primeira coisa é imaginar
a casa, como se estivesse pronta. Oscar Niemeyer, que planejou os edifícios fantásticos de Brasília,
[20] o que faz primeiramente é “desenhar” no papel o edifício que ele vê com os olhos da imaginação.
Imagine a casa que você gostaria de construir. Terá um ou dois andares? As telhas serão vermelhas?
Terá um jardim na frente? Para que lado estará virada? Na sua cidade, qual é a direção do sul? Onde
nasce o Sol? Onde se põe? Mas o Sol se põe? É importante saber onde estão os pontos cardeais por
causa da luz do Sol. Aí é preciso desenhar essa casa no papel, para que os pedreiros e carpinteiros
[25] saibam como a imaginei. O desenho torna a imaginação visível. Aí será preciso fazer uma lista dos
materiais que você terá de usar para construir sua casa. Começando com tijolo, cimento, areia, e
sem se esquecer dos pregos. Não se esqueça do dinheiro, sem o qual não se compra nada. Seu pai
e sua mãe terão prazer em ajudá-lo.
RUBEM ALVES Adaptado de revistaeducacao.com.br, 10/09/2011.
Navega num barco a vela. Vela é uma armadilha para pegar o vento. O vento tem força. Os barcos a vela navegam movidos pela força do vento. O vento vem, bate nas velas e empurra o barco. (l. 1-3)
A repetição de vela e vento produz um efeito sonoro que colabora para estabelecer, entre essas duas palavras, uma relação de:
Questão 20 15408106
CAp-UERJ 8 ano 2020O ALUNO PERFEITO
Era uma vez um jovem casal que estava muito feliz. Ela estava grávida e eles esperavam com
grande ansiedade o filho que iria nascer.
Transcorridos os nove meses de gravidez, ele nasceu. Ela deu à luz um lindo computador! Que
felicidade ter um computador como filho! Era o filho que desejavam ter!
[5] Deram-lhe o nome de “Memorioso” porque julgavam que uma memória perfeita é o essencial
para uma boa educação. Educação é memorização. Crianças com memória perfeita vão muito bem
na escola e não têm problemas para passar no vestibular.
E foi isso mesmo que aconteceu. Memorioso memorizava tudo que os professores ensinavam.
Mas tudo mesmo. E não reclamava. Seus companheiros reclamavam, diziam que aquelas coisas que
[10] lhes eram ensinadas não faziam sentido.
Isso não acontecia com Memorioso. Ele memorizava com a mesma facilidade a maneira de extrair
raiz quadrada, fórmulas de física, acidentes geográficos, populações de países longínquos, datas
de eventos históricos, nomes de reis, escritores, descobridores, cientistas, palavras novas, regras de
gramática, livros inteiros, línguas estrangeiras. Sabia de cor todas as informações sobre o mundo
[15] cultural.
Memorioso foi o primeiro no vestibular. O cursinho que ele frequentara publicou sua fotografia em
outdoors*. Na universidade foi a mesma coisa. Só tirava 10. Chegou, finalmente, o dia tão esperado:
a formatura. Memorioso foi o grande herói, elogiado pelos professores.
Depois da cerimônia acadêmica, foi a festa. E estavam todos felizes no jantar quando uma moça
[20] se aproximou de Memorioso e se apresentou: “Sou repórter. Posso lhe fazer uma pergunta?”. “Pode
fazer”, disse Memorioso, confiante. Sua memória continha todas as respostas.
Aí ela falou: “De tudo o que você memorizou, o que foi que você mais amou, que mais prazer
lhe deu?”.
Memorioso ficou mudo. Os circuitos de sua memória funcionavam com a velocidade da luz
[25] procurando a resposta. Seu rosto ficou vermelho. Começou a suar. Sua temperatura subiu. E, de
repente, seus olhos ficaram muito abertos, parados, e se ouviu um chiado estranho dentro de sua
cabeça, enquanto fumaça saía por suas orelhas. Memorioso primeiro travou. Depois apagou, entrou
em coma. Levado às pressas para o hospital de computadores, verificaram que seu disco rígido
estava irreparavelmente danificado.
[30] Há perguntas para as quais a memória, por perfeita que seja, não tem respostas. É que tais respostas
não se encontram na memória. Encontram-se no coração, onde mora a felicidade...
RUBEM ALVES Adaptado de Quer que eu lhe conte uma estória? Campinas: Papirus, 2010.
Chegou, finalmente, o dia tão esperado: a formatura. (l. 17-18)
Os alunos decidiram dividir entre si o custo da festa de formatura. Perceberam que, se cada um contribuísse com R$ 500,00, pagariam a festa e sobrariam R$ 500,00.
Entretanto, se cada um contribuísse com R$ 450,00, faltariam R$ 450,00 para pagar a festa.
Pode-se concluir que o número exato de alunos que dividiram entre si o custo da festa foi igual a:
06
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