Questões de EFAF Português - Morfologia
903 Questões
Questão 3 10134575
CMJF 1° Ano - Prova de Português 2017Leia o texto a seguir e assinale a única resposta correta em cada uma questão.
TEXTO
Quando os balineses preparam o cadáver para ser enterrado, leem histórias uns para os
outros, histórias comuns, de coleções de seus contos mais familiares. Leem-nas sem parar, vinte e
quatro horas por dia, durante dois ou três dias sem parar, não porque precisem de distração, mas por
causa do perigo dos demônios. Os demônios apoderam-se das almas durante o período vulnerável
[5] imediatamente após uma morte, mas as histórias os mantêm afastados. Como as caixas chinesas ou
as sebes inglesas, as histórias contêm contos dentro de contos, de maneira que se entra por um e
vai-se dar em outro, passando de uma trama para outra cada vez que se vira uma esquina até, afinal,
alcançar o núcleo do espaço narrativo, que corresponde ao lugar ocupado pelo cadáver dentro do
pátio interno da casa. Os demônios não conseguem penetrar nesses espaços, porque não podem
[10] dobrar esquinas. Batem as cabeças, inutilmente, contra o labirinto narrativo que os leitores
construíram e, assim, a leitura fornece uma espécie de fortificação de defesa em torno do ritual
balinês. Cria uma muralha de palavras, que opera como a interferência nos programas de rádio. Não
diverte, não instrui, não melhora ninguém nem ajuda a passar o tempo: pela imbricação da narrativa e
a cacofonia do som, protege as almas.
(DARNTON, Robert. O grande massacre de gatos: e outros episódios da história cultural francesa. 4º ed. Tradução de Sonia Coutinho. Rio de Janeiro: Graal, 1986, p. 278).
Releia o seguinte trecho do Texto:
"Os demônios apoderam-se das almas durante o período vulnerável imediatamente após uma morte, mas as histórias os mantêm afastados” (linhas 4 e 5).
Sobre a palavra destacada, é correto afirmar que se trata de um(a):
Questão 3 618229
COTIL 1° Ano 2017Texto para a questão
Mais self, menos selfie
Nos Estados Unidos existe uma expressão que não tem correspondente em português: o me time. Temos aqui o tal “tempo para mim”, mas não acho que seja a tradução correta. Esse “tempo do eu” (em tradução mais do que livre) não tem tanto a ver com as horas do dia que sobram para fazer coisas pessoais (ler aquele livro que estava parado no criado-mudo ou fazer o tratamento estético de que provavelmente você não precisa), mas sim com as horas do dia em que ficamos a sós conosco. Um tempo para curtir a solidão.
Hoje temos muito pouco “tempo do eu”. O mundo digital e suas demandas sociais fazem com que nunca estejamos sozinhos. A lógica das redes sociais de quantificar nosso sucesso através de likes e RTs nos faz perder a noção de quem realmente somos. Vivemos em função daquilo que outros atribuem a nós. Se posto uma selfie no Instagram e recebo dez likes, isso constrói meu caráter e minha persona. Se ninguém curte o que posto, acho que tenho algum problema, que minha vida não é tão interessante ou que meus amigos não ligam para mim. A construção do que sou é muito mais coletiva do que pessoal.
A geração que nasceu nos anos 1980 talvez seja a última que sabe como é ter momentos de verdadeira solidão. Aqueles em que é possível decidirmos sozinhos o que achamos de nós mesmos, que são tão importantes e que tanta gente busca hoje em dia. O famoso “tempo do eu”.
Será que antes da internet a vida era melhor porque tínhamos mais “tempos do eu”? Não! Nem melhor, nem pior, ela simplesmente era. Mas era num ritmo bem mais lento, menos exigente e menos frenético. As redes sociais nos exigem, mas é extremamente interessante e encantador ter acesso a toda a informação do mundo, à cultura que corre livre pelas redes, ao conhecimento, consumo, relações.
A internet nos deu o mundo e ao mesmo tempo nos tirou do nosso mundinho próprio. Ele era muito mais restrito, verdade, mas nos permitia ter momentos solitários em que podíamos nos dedicar mais ao nosso self do que à selfie perfeita.
A vida lá fora é maravilhosa, mas tirar um tempo para ficar só de vez em quando pode ser melhor ainda. Tente! :)
Bia Franja - http://revistagalileu.globo.com/Revista/notícia/2015/02/mais-self-menos-selfie.html
Atenção aos advérbios que destacamos do texto:
• “... não tem tanto a ver com as horas do dia...” (1º parágrafo)
• “...nos faz perder a noção de quem realmente somos.” (2º parágrafo)
• “Será que antes da internet...” (4º parágrafo)
Na sequência, temos o advérbio destacado, respectivamente, com o sentido:
Questão 9 611673
IF Sertão 2017Texto para a questão
População canina no Brasil
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pela realização de censos e pesquisas, apresentou, em 2013, uma pesquisa sobre saúde que trouxe resultados interessantes sobre cães domiciliados no Brasil.
Eles somam 52 milhões no levantamento feito no país. Com esse número, nós somos o segundo colocado no ranking mundial dos países com maior população canina. O primeiro lugar ficou com os Estados Unidos (72,4 milhões de cães) e o terceiro com a China (27,7 milhões de cães).
Um dos objetivos da pesquisa é este: saber quantos cães são alimentados adequadamente. Há aqueles que só comem ração, mas a pesquisa aponta também que uma grande parcela deles (40%) não come esse tipo de alimento, sendo alimentada com sobras de comida. Isso não é, nem de longe, saudável para nossa população canina.
Realmente os cães são muito numerosos em nosso país. Não há dúvidas de que esses animais são tratados como filhos: além de ter acesso a vacinas e medicamentos, eles tomam banho em pet shops, preservando a higiene, têm roupas próprias, brinquedos e aquilo tudo que pode ser útil ou inútil para o dia a dia deles.
Fontes: dados do IBGE e de artigo publicado na revista sãopaulo, da Folha de S. Paulo, 20 jan.2015.
No trecho “(...) além de ter acesso a vacinas e medicamentos, eles tomam banho em pet shops, preservando a higiene (...)” , a oração destacada estabelece entre as orações uma ideia de:
Questão 3 611652
IF Sertão 2017Texto para a questão.
Os poemas
Os poemas são pássaros que chegam
Não se sabe de onde e pousam
No livro que lês.
Quando fechas o livro,
Eles alcançam voo como de um alçapão.
Eles não têm pouso nem porto
Alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E, olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhoso espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...
(Maria Quintana)
No trecho “Eles alçam voo como de um alçapão”, a palavra destacada estabelece sentido de:
Questão 5 423129
IFSul - Rio-Grandense 2017/1Leia o texto, do qual foram retiradas três palavras, e responda à questão.
ACHADO NÃO É ROUBADO
Fabrício Carpinejar
Não ganhava mesada, nem ajuda de custo na infância. Eu me virava como dava. Recebia casa, comida e roupa lavada e não havia como miar, latir e __________________ mais nada aos pais, só agradecer.
As minhas fontes de renda eram praticamente duas: procurar dinheiro nas bolsas vazias da mãe, torcendo para que deixasse alguma nota na pressa da troca dos acessórios, ou catar moedas nas ruas e nos bueiros.
A modalidade de caça a dinheiro perdido exigia disciplina e profissionalismo. Saía de casa pelas 13h e caminhava por duas horas, com a cabeça apontada ao meio-fio como pedra em estilingue. Varria a poeira com os pés e cortava o mato com canivete. Fui voluntário remoto do Departamento Municipal de Limpeza Urbana.
Gastava o meu Kichute em vinte quadras, do bairro Petrópolis ao centro. Voltava quando atingia a entrada do viaduto da Conceição e reiniciava a minha arqueologia monetária no outro lado da rua.
Levava um saquinho para colher as moedas. Cada tarde rendia o equivalente a três reais. Encontrar correntinhas, colares e __________________ salvava o dia. Poderia revender no mercado paralelo da escola. As meninas pagavam em jujubas, bolo inglês e guaraná.
Já o bueiro me socializava. Convidava com frequência o Liquinho, vulgo Ricardo. Mais forte do que eu, ajudava a levantar a pesada e lacrada tampa de metal. Eu ficava com a responsabilidade de descer_________ profundezas do lodo. Tirava toda a roupa – a mãe não perdoaria o petróleo do esgoto – e pulava de cueca, apalpando às cegas o fundo com as mãos. Esquecia a nojeira imaginando as recompensas. Repartia os lucros com os colegas que me acompanhavam nas expedições ao submundo de Porto Alegre. Lembro que compramos uma bola de futebol com a arrecadação de duas semanas.
Espantoso o número de itens perdidos. Assim como os professores paravam no meu colégio, acreditava na greve dos objetos: moedas e anéis rolavam e cédulas voavam dos bolsos para protestar por melhores condições.
Sofria para me manter estável, pois nunca pedia dinheiro a ninguém. Desde cedo, descobri que vadiar é também trabalhar duro.
Disponível em: http://carpinejar.blogspot.com.br/2016/06/achado-nao-e-roubado.html Acesso em: 22 jun. 2016.
Que par exemplifica um caso de palavras homógrafas?
Questão 8 416014
IFAL 2017TEXTO

(Foto produzida diretamente do produto)
Para efeito de marketing, a empresa que vende o produto que se apresenta nesse rótulo infringe, propositadamente, a ortografia do português padrão.
Em que palavra isso ocorre?
06
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