Questões de EFAF Português - Ortografia
329 Questões
Questão 13 10132578
CMF 1° Ano - Prova de Português 2019TEXTO
Relacionamento Virtual
O mundo conectado
A interconectividade do mundo atual é a maior das consequências do fenômeno da globalização. Em
todos os sentidos, a globalização encolheu o mundo, encurtou distâncias e possibilitou o contato
entre partes distantes, antes inalcançáveis. Ao mesmo tempo em que encurtou distâncias, a
globalização, mais especificamente a internet, agigantou nosso mundo perceptível, de forma que
[5] com apenas um clique de um mouse é possível vislumbrar realidades de todos os cantos do mundo
e em um espaço de tempo minúsculo. Essa conexão, no entanto, vai além da informação: ela permite
a interação constante entre pessoas e grupos de regiões absolutamente distantes e diferentes.
Laços virtuais, sentimentos reais
A interação com o outro distante não se dá de outra forma, por meio da internet, se não virtualmente.
Porém, isto não é barreira para que laços emocionais se formem entre esses que se conhecem e criam
[10] laços de amizade dentro desse mundo. Os Telacionamentos virtuais se diferem na maneira como os
indivíduos mantêm contato e por muitas vezes, apesar da ausência de contato físico entre as partes,
os laços sentimentais que se formam podem se tornar tão profundos quanto os que estabelecemos na
“vida real”. Na verdade, poderíamos observar que o contraponto dessa falta de contato físico é a
possibilidade do contato constante e ininterrupto enquanto for do interesse das partes envolvidas. O
[15] contato por proximidade física, ainda que a distância não seja um problema tão grande, é muitas
vezes impossibilitado pela nossa limitação em estar fisicamente em apenas um lugar de cada vez,
enquanto que no mundo virtual podemos estar presentes em uma série de eventos e manter contato
Constante com quem desejamos.
As salas de bate-papo, as redes sociais e os Jogos on-line são plataformas que permitem a Interação
[20] direta entre pessoas que naturalmente se agruparam em torno de seus interesses. Essa forma de
agrupamento por interesse, que também existe em menor escala em nosso convívio no mundo real,
acaba sendo a principal alavanca para que o contato se inicie. A busca pelo sentimento de
pertencimento é o que acaba se tornando o motor para a construção de comunidades virtuais, onde
indivíduos diferentes se reúnem em torno de um ponto de interesse comum.
[...]
Mundo virtual, problemas reais
[25] Embora possam ser tão fortes quanto laços de relacionamentos que se constroem no mundo real, os
relacionamentos virtuais estão sujeitos à insegurança do anonimato que a internet proporciona. A
identidade de um sujeito pode ser tanto real quanto inventada, podendo ter desde a manipulação com
fins perversos até a construção de uma persona para fins de entretenimento de seu criador É neste
ponto que os relacionamentos virtuais devem ser ponderados de forma cuidadosa por aqueles que
[30] resolvem se aventurar no mundo virtual. A ilusão de intimidade e proximidade que estes
relacionamentos podem possuir pode acabar por se tornar uma armadilha para os mais
emocionalmente vulneráveis.
Para os mais vulneráveis, a internet pode passar a se tornar um catalizador para possíveis problemas
de socialização. Alguns autores da sociologia argumentam, como Anthony Giddens nos informa,
[35] que é possível que as pessoas estejam dedicando menos tempo à interação com os outros no mundo
físico. Estes teóricos temem que a internet acabe por se tornar um refúgio para aqueles que desejam,
por um motivo ou outro, escapar das interações sociais do mundo real.
OLIVEIRA, Lucas. Relacionamento virtual, Brasil escola. Disponível em https://brasilescola.uol com br/sociologia/relacionamento-virtual htm - adaptado. Acesso em 03 out 2019.
Observe os seguintes fragmentos de texto:
I – "...os laços sentimentais que se formam podem se tornar...” (linha 12) – a oração sublinhada é classificada como oração subordinada adjetiva explicativa.
II – “Essa forma de agrupamento por interesse, que também existe em menor escala em nosso convívio no mundo real, acaba sendo a principal alavanca...” (linhas 20, 21 e 22) – a oração sublinhada é classificada como oração subordinada adjetiva restritiva.
III – "...encurtou distâncias e possibilitou o contato entre partes distantes...” (linha 2) – a oração sublinhada é classificada como oração coordenada sindética aditiva.
IV – "...poderíamos observar que o contraponto dessa falta de contato físico é à possibilidade do contato constante e ininterrupto...” (linhas 13 e 14) – a oração sublinhada é classificada como oração subordinada substantiva objetiva direta.
As orações estão corretamente classificadas
Questão 3 9545326
IFSul - Rio-Grandense Inverno 2019Texto
A vida perdeu o valor
O modo exploratório e invasivo com que lidamos com ___ natureza levou ao desequilíbrio
ambiental, ____ instabilidade climática, ___ exaustão de determinados recursos naturais; mas
também levou ___ insustentabilidade social, ___ desigualdade econômica, ao descaso com a
vida.
[5] Se por um lado a indústria farmacêutica deu saltos incríveis, por outro nos tornamos cada
vez mais dependentes dos médicos e de medicação, especialmente psiquiátrica, nos tornamos
uma sociedade medicada. E suicida. Os impressionantes avanços da medicina nas últimas
décadas fizeram com que morrêssemos cada vez menos de doenças, mas estamos hoje vivendo
um crescente surto de depressão e automutilação, mais do que tudo entre jovens e crianças.
[10] O suicídio é hoje a segunda principal causa de mortes de crianças e jovens entre 12 e 18
anos nos Estados Unidos. “A taxa de suicídios infanto-juvenis é maior do que a soma das mortes
por câncer, doenças cardíacas e respiratórias, problemas de nascimento, derrame, pneumonia e
febre”. As tentativas de suicídio e automutilação nesta faixa etária mais que dobraram nos
Estados Unidos na última década.
[15] Mas não apenas nos Estados Unidos. O Brasil, que já foi tão cantado por sua alegria de
viver, também padece; segundo a OMS, o suicídio é hoje a terceira causa de morte de jovens de
15 a 19 anos no Brasil, ficando atrás apenas de acidentes de trânsito e homicídios, especialmente
nas periferias das grandes cidades. Destas mortes, mais de 80% é de negros, e 90% dos que
morrem são homens; um verdadeiro genocídio da juventude negra brasileira.
[20] Se considerarmos de 1980 até 2014, o índice de suicídios subiu quase 30% nesta faixa
etária no Brasil. Ainda mais grave é saber que este índice aumenta quanto mais a idade diminui;
segundo o mapa da violência de 2017, organizado pelo Ministério da Saúde, de 2002 a 2012 o
índice de suicídios entre 10 e 14 anos subiu 40% no Brasil. Uma constatação alarmante. Ao
mesmo tempo, aumentam em todo o mundo os ataques terroristas, na maioria ações suicidas,
[25] com algum tipo de causa ou não, que se caracterizam por deixar atrás de si um rastro de outras
mortes.
Quando grande parte dos adultos está deprimida e medicada e quando a segunda maior
causa de morte de jovens em todo o mundo é o suicídio, alguma coisa muito errada se deu no
processo civilizatório. Quando a medicina se sofistica a ponto de operar crianças ainda no útero
[30] da mãe, e ao mesmo tempo a soma das cinco doenças que mais matam crianças nos Estados
Unidos é menor do que as que tiram suas próprias vidas, isso somente pode dizer que algo deu
muito errado com as escolhas civilizatórias que fizemos.
Os dados mostram que nos últimos anos quanto menor a idade, maior a taxa de suicídios.
A vida se tornou um peso, uma carga que os jovens, adolescentes e crianças não estão
[35] conseguindo carregar. É como se o próprio processo civilizatório estivesse se autoavaliando,
como se cada suicídio tivesse uma placa dizendo: “Eu não quero a civilização com as suas
incríveis conquistas, eu não quero viver”.
MOSÉ, Viviane. A vida perdeu o valor. In: ______. Nitzsche Hoje. Petrópolis – RJ: Vozes, 2018. (fragmento)
Depreende-se como tema central do texto que
Questão 6 620948
COTUCA 2019Leia o texto abaixo para responder à questão.

https;//www.facebook.com/canetadesmanipuladora/photos/a. 245804172452703.1073741828.245795719120215/53141119381998/?type=3&theater. Acesso em: 29/07/2018.
Levando em consideração as regras ortográficas da Língua Portuguesa e o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, em vigor desde 2009, assinale a alternativa que apresenta as grafias corretas dos termos ““SEM TETO” e “SOCIO-ECONOMICA”, a partir das relações sintáticas estabelecidas no texto do post analisado.
Questão 8 611489
IF Sertão 2019Leia o texto:
Exercício de Redação
Cecília Meireles
Mariazinha fez sete anos e foi matriculada na escola.
A escola fica bastante longe de casa, e Mariazinha faz uma longa caminhada, todas as manhãs, carregando uma ardósia, um lápis, uma cartilha e um caderno.
O único defeito de Mariazinha é ser muito pobre (isso é defeito, professora?).
Por ser muito pobre, Mariazinha recebe merenda e uniforme da escola. Se a escola pudesse, dava-lhe um par de sapatos, porque os seus estão muito velhos.
A professora gosta muito de Mariazinha. Ela tem lindos olhos castanhos, cabelos crespos, e está mudando os dentes, o que a torna muito engraçada.
Os pais de Mariazinha também gostam muito da escola e da professora, porque, além de ganhar uniforme e merenda, a menina aprendeu várias letras em três meses e está na lista dos que vão ser alfabetizados este ano.
Está, não – estava: porque aconteceu uma coisa muito triste.
Ontem, Mariazinha foi para a escola, como de costume, acompanhada por uma vizinha que leva, todos os dias, várias crianças.
Mariazinha estava muito animada. Fez um exercício muito caprichado.
Apenas uma coisa a incomodava: é que a presilha do sapato estava descosida e o sapato caía do pé.
A professora ainda disse: “Você vai ganhar um par de sapatos, Mariazinha”. E ela sorriu, encantada (um par de sapatos custa trinta cruzeiros).
Quando Mariazinha saiu da escola, as outras crianças, suas companheiras, foram andando com o portador; mas, como o sapato saía do pé, Mariazinha abaixou-se à porta da escola para ver se consertava ainda uma vez a presilha.
Foi quando o policial apitou. O automóvel não pôde parar, deu uma volta pela rua, apanhou Mariazinha, jogou-lhe para longe a ardósia, o lápis, o caderno e a cartilha. Mariazinha morreu no hospital.
O motorista disse que a culpa foi do guarda, que apitou quando o automóvel já vinha perto demais.
O guarda disse que a culpa foi do motorista, porque vinha com excesso de velocidade.
Os vizinhos disseram que a culpa foi da rua, porque não tem sinal de parada, que se aviste de longe.
As outras crianças disseram que a culpa foi de Mariazinha, porque ficou sentada na pedra, em lugar de ir logo para casa.
Os pais de Mariazinha não disseram nada, porque ficaram como loucos, sem entender como é que a menina podia estar morta.
A professora de Mariazinha achou que a culpa foi da presilha do sapato, que estava descosida e não a deixava andar. E dizia, inconsolável: “Por que não lhe dei logo um par de sapatos? Por que não consertei aquela presilha? Por que não temos uma agulha grossa, para dar um ponto no sapato? Por que não acreditamos que as pequenas coisas podem ter grandes efeitos?”
Mas houve outras pessoas que acharam que o que tem de acontecer tem muita força, e que o sapato tinha de estar descosido, para Mariazinha morrer daquela maneira.
A escola é muito pobre. Não pode distribuir calçado.
As crianças levaram flores para Mariazinha morta. Custaram cinquenta cruzeiros.
(https://gustibuseconomia.com/2015/07/14/exercicio-de-redacaouma-bela-cronica-de-cecilia-meireles/)
“Por que não lhe dei logo um par de sapatos?”. Na oração transcrita, a expressão grifada introduz frase interrogativa, o que determina a forma com que ela está escrita.
Observa-se que não houve adequação da grafia na palavra destacada em:
Questão 2 601712
CEFET MG 2019
No anúncio, publicado em 1939, as diferenças de grafia em relação à língua padrão atual revelam que
Questão 11 483184
IFPR 2019TEXTO DE REFERÊNCIA PARA A QUESTÃO.
Obsessão por felicidade pode deixar você Extremamente infeliz
A felicidade é algo tão subjetivo quanto científico. Biologicamente, poderíamos falar em serotonina e ocitocina, ou outros nomes difíceis de neurotransmissores (mensageiros químicos) que estão relacionados com a existência dessa sensação. Mas psicologicamente a história é outra. Como a maioria dos sentimentos, substantivos abstratos, felicidade representa algo diferente para cada ser humano. De acordo com a “psicologia positiva”, não precisamos esperar que a felicidade dê as caras: ela está ao alcance das nossas mãos.
Mas até que ela virou uma ditadura não tão feliz assim. Essa obrigação de ser feliz não é novidade, mas ninguém realmente sabe quem primeiro cunhou essa regra – e como ela se tornou o objetivo de vida de quase todo mundo. O que se sabe é que ela vem machucando: “a depressão é o mal de uma sociedade que decidiu ser feliz a todo preço”, diz o escritor francês Pascal Bruckner no livro A Euforia Perpétua. E ele estava certo: um novo estudo da Universidade de Melbourne, Austrália, finalmente concluiu que a infelicidade de muita gente é causada pela tentativa incessante de ser feliz. (...)
(super.abril.com.br/comportamento/obsessao-por-felicidade-pode-deixar-voce-extremamente-infeliz – acesso em 22.08.18)
Assinale a alternativa na qual a redação foi alterada para eliminar o uso de dois pontos (:), sem prejudicar o sentido do trecho em negrito no texto.
06
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