Questões de EFAF Português
15.488 Questões
Questão 12 10623724
Colégio Embraer 2021Leia ao texto para responder à questão.
Um falso médico que atuava em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Engenho Novo, Zona Norte do Rio, foi desmascarado após escrever receita médica com erro de português e não saber usar o sistema eletrônico de prescrição de medicamentos. Aleksandro Gueivara foi contratado como plantonista pela Organização Social Viva Rio. Chamaram a atenção de colegas erros cometidos por ele, que escreveu “potacio”.
(https://g1.globo.com. Adaptado)
Assinale a alternativa que dá correta sequência à frase, em conformidade com a norma padrão.
Um falso médico foi desmascarado após escrever receita médica com erro de português e, em relação ao sistema eletrônico de prescrição de medicamentos, por
Questão 8 10623632
Colégio Embraer 2021Leia ao texto para responder à questão.
Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso. Estava deitado sobre suas asas duras como couraça e, ao levantar um pouco a cabeça, viu seu ventre abaulado1, marrom, dividido por nervuras arqueadas, no topo do qual a coberta, prestes a deslizar de vez, ainda mal se sustinha. Suas numerosas pernas, lastimavelmente finas em comparação com o volume do resto do corpo, tremulavam desamparadas diante dos seus olhos.
— O que aconteceu comigo? – pensou.
Não era um sonho. Seu quarto, um autêntico quarto humano, só que um pouco pequeno demais, permanecia calmo entre as quatro paredes bem conhecidas. Sobre a mesa, na qual se espalhava, desempacotado, um mostruário de tecidos – Samsa era caixeiro-viajante –, pendia a imagem que ele havia recortado fazia pouco tempo de uma revista ilustrada e colocado numa bela moldura. Representava uma dama de chapéu de pele e boá2 de pele, sentada em posição ereta, erguia ao encontro do espectador um pesado regalo3 , também de pele, no qual desaparecia todo o seu antebraço.
O olhar de Gregor dirigiu-se então para a janela e o tempo turvo – ouviam-se gotas de chuva batendo no zinco do parapeito – deixou-o inteiramente melancólico.
(Franz Kafka, A metamorfose, 1977)
1abaulado: arqueado, curvado
2boá: estola, xale
3regalo: agasalho para as mãos
Assinale a alternativa em que a reescrita do trecho mantém a correção gramatical e o sentido do texto original.
Questão 2 10623509
Colégio Embraer 2021Leia o poema para responder à questão.
Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio tão amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas,
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa e fácil:
– Em que espelho ficou perdida
a minha face?
(Cecília Meireles, Viagem)
A mudança de que fala o eu lírico na terceira estrofe diz respeito a transformações
Questão 1 10623469
Colégio Embraer 2021Leia o quadrinho.

(Caco Galhardo, “Daiquiri”. Folha de S.Paulo, 28.05.2021)
A imagem do quadrinho permite concluir que a mente do ser humano moderno
Questão 24 10612001
CMF 6º Ano - Prova de Matemática 2021Releia o enunciado:
“Meu dono gosta de mim embora fique bravo quando eu pulo para abraçá-lo e lhe dou uma lambida”.
Nas opções a seguir, esse enunciado foi reescrito de diferentes maneiras.
Marque a opção que apresenta a reescrita equivalente ao original, levando em conta a relação de sentido entre as orações e a correção gramatical.
Questão 22 10611977
CMF 6º Ano - Prova de Matemática 2021Texto
O que minha cadela pensa de mim
Meu nome é Lola. É assim que me chamam. Quando gritam o meu nome, sei que
me querem perto deles. Psicologicamente posso ser definida como um animal
incapaz de mentir ou fingir. Minha alma mora na minha pele. Quando estou alegre,
meu rabo abana por conta própria, independente da minha vontade. Quando a
[5] alegria é demais, dou umas mijadinhas. Quando estou triste, meu rabo e minha
cabeça abaixam. Quando estou com sono, me esparramo no chão, do rabo ao
focinho. Tudo se dependura: pele, orelhas, testa, olhos. Meu dono gosta de mim
embora fique bravo quando eu pulo para abraçá-lo e lhe dou uma lambida. O que
é verdade para mim não é verdade para o meu dono. A alma dele não mora na
[10] pele. Ele mente. Ele finge. Nunca o vi dar uma mijadinha de felicidade. Talvez ele
não seja suficientemente feliz para isso. Às vezes, eu estou deitada do jeito como
descrevi e ele está assentado numa cadeira. Ele olha para mim de um jeito
diferente. Não é alegria. Não é tranquilidade. Acho que é inveja. Ele gostaria de
ser como eu sou, mas não tem coragem... Está morrendo de vontade de se
[15] esparramar também no chão frio, como eu. Mas não o faz. Fico a pensar: o que o
impede? Acho que é vergonha. Os homens têm vergonha uns dos outros. Sou feliz
porque não tenho vergonha e faço o que quero. Talvez essa seja a razão por que
os homens gostam de ter pets: porque nos pets eles projetam uma felicidade que
eles mesmos não têm. Diga-me o pet que você tem e eu saberei como é a sua alma.
[20] Os pets têm uma função terapêutica. Bem, eu sou uma cadela, e tudo o que disse
foi de brincadeirinha. Porque eu mesma, na realidade, me contento em ser feliz.
Não gasto tempo pensando essas coisas...
ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2008.
No fragmento “O que é verdade para mim não é verdade para o meu dono” (L 9), o que fica evidenciado?
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