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Questão 24 10702949
CMF CONCURSO DE ADMISSÃO – 1º ANO 2021TEXTO
George
(...)
Adotei George (uma dogue alemã com labrador, com pit bull, com galgo, com
ridgback, tudo junto e misturado – chamemos de Brooklyn de pelo curto) porque achei
que seria divertido. Ela acabou sendo uma complicação na minha vida a maior parte do
tempo.
[5] George sobe nas visitas, come os brinquedos do meu filho (e vez por outra tenta
comer o próprio), tem obsessão por esquilos, atira-se em cima de skatistas e de judeus
ortodoxos, tem o dom de passar por entre as lentes das câmeras e o que está sendo
fotografado, encosta o traseiro na pessoa menos interessada nisso, desenterra o que acabou
de ser plantado, arranha o que acabou de ser comprado, lambe o que está prestes a ser
[10] servido e às vezes se alivia no lado errado da porta da frente. A cabeça dela está
descansando no meu pé enquanto escrevo isto. Eu a amo.
Nossos muitos esforços – para nos comunicarmos, para descobrirmos e
acomodarmos os desejos um do outro, ou simplesmente para coexistirmos – forçam-me a
interagir com algo, ou melhor, com um outro ser totalmente diferente. George só é capaz
[15] de reagir a um punhado de palavras, mas nosso relacionamento se dá quase que
inteiramente fora do mundo das palavras. Ela parece ter pensamentos e emoções, desejos
e medos. Às vezes acho que posso compreendê-los; com mais frequência, não. Ela é um
mistério para mim. Devo ser um para ela também.
(...)
FOER, J. S. Minha vida de cão. In: CHAO, S. (Org.). Antologia Pan-Americana: 48 contos contemporâneos do nosso continente. Rio de Janeiro:Record, 2010.
Releia a frase abaixo:
“(...) atira-se em cima de skatistas e de judeus ortodoxos (...)” (L 6 e 7)
A palavra que tem sentido contrário ao vocábulo destacado é:
Questão 22 10702736
CMF CONCURSO DE ADMISSÃO – 1º ANO 2021TEXTO
George
(...)
Adotei George (uma dogue alemã com labrador, com pit bull, com galgo, com
ridgback, tudo junto e misturado – chamemos de Brooklyn de pelo curto) porque achei
que seria divertido. Ela acabou sendo uma complicação na minha vida a maior parte do
tempo.
[5] George sobe nas visitas, come os brinquedos do meu filho (e vez por outra tenta
comer o próprio), tem obsessão por esquilos, atira-se em cima de skatistas e de judeus
ortodoxos, tem o dom de passar por entre as lentes das câmeras e o que está sendo
fotografado, encosta o traseiro na pessoa menos interessada nisso, desenterra o que acabou
de ser plantado, arranha o que acabou de ser comprado, lambe o que está prestes a ser
[10] servido e às vezes se alivia no lado errado da porta da frente. A cabeça dela está
descansando no meu pé enquanto escrevo isto. Eu a amo.
Nossos muitos esforços – para nos comunicarmos, para descobrirmos e
acomodarmos os desejos um do outro, ou simplesmente para coexistirmos – forçam-me a
interagir com algo, ou melhor, com um outro ser totalmente diferente. George só é capaz
[15] de reagir a um punhado de palavras, mas nosso relacionamento se dá quase que
inteiramente fora do mundo das palavras. Ela parece ter pensamentos e emoções, desejos
e medos. Às vezes acho que posso compreendê-los; com mais frequência, não. Ela é um
mistério para mim. Devo ser um para ela também.
(...)
FOER, J. S. Minha vida de cão. In: CHAO, S. (Org.). Antologia Pan-Americana: 48 contos contemporâneos do nosso continente. Rio de Janeiro:Record, 2010.
Considerando a organização discursiva do primeiro e do segundo parágrafo do Texto 4, pode-se afirmar corretamente que
Questão 21 10702549
CMF CONCURSO DE ADMISSÃO – 1º ANO 2021TEXTO
Baleia
A cachorra Baleia estava para morrer. Tinha emagrecido, o pêlo caíra-lhe em
vários pontos, as costelas avultavam num fundo róseo, onde manchas escuras supuravam
e sangravam, cobertas de moscas. As chagas da boca e a inchação dos beiços dificultavam-
lhe a comida e a bebida.
[5] Por isso Fabiano imaginara que ela estivesse com um princípio de hidrofobia e
amarrara-lhe no pescoço um rosário de sabugos de milho queimados. Mas Baleia, sempre
de mal a pior, roçava-se nas estacas do curral ou metia-se no mato, impaciente, enxotava
os mosquitos sacudindo as orelhas murchas, agitando a cauda pelada e curta, grossa na
base, cheia de moscas, semelhante a uma cauda de cascavel.
[10] Então Fabiano resolveu matá-la. Foi buscar a espingarda de pederneira, lixou-a,
limpou-a com o saca-trapo e fez tenção de carregá-la bem para a cachorra não sofrer muito.
Sinhá Vitória fechou-se na camarinha, rebocando os meninos assustados, que
adivinhavam desgraça e não se cansavam de repetir a mesma pergunta:
- Vão bulir com a Baleia?
[15] Tinham visto o chumbeiro e o polvarinho, os modos de Fabiano afligiam-lhes,
davam-lhes a suspeita de que Baleia corria perigo.
Ela era como uma pessoa da família: brincavam juntos os três, para bem dizer não
se diferenciavam, rebolavam na areia do rio e no estrume fofo que ia subindo, ameaçava
cobrir o chiqueiro das cabras.
[20] (...)
Baleia encostava a cabecinha fatigada na pedra. A pedra estava fria, certamente
sinhá Vitória tinha deixado o fogo apagar-se muito cedo.
Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás. E lamberia as
mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se espojariam com ela, rolariam com
[25] ela num pátio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás,
gordos, enormes.
RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 82. ed. Rio de Janeiro: Record, 2001. p. 85-9
Observe o seguinte trecho:
“As chagas da boca e a inchação dos beiços dificultavam-lhe a comida e a bebida”. (L 3 e 4)
Assinale a opção correta a respeito do sentido que o pronome pessoal em destaque adquire no trecho e sua relação de referência.
Questão 19 10702371
CMF CONCURSO DE ADMISSÃO – 1º ANO 2021TEXTO
Baleia
A cachorra Baleia estava para morrer. Tinha emagrecido, o pêlo caíra-lhe em
vários pontos, as costelas avultavam num fundo róseo, onde manchas escuras supuravam
e sangravam, cobertas de moscas. As chagas da boca e a inchação dos beiços dificultavam-
lhe a comida e a bebida.
[5] Por isso Fabiano imaginara que ela estivesse com um princípio de hidrofobia e
amarrara-lhe no pescoço um rosário de sabugos de milho queimados. Mas Baleia, sempre
de mal a pior, roçava-se nas estacas do curral ou metia-se no mato, impaciente, enxotava
os mosquitos sacudindo as orelhas murchas, agitando a cauda pelada e curta, grossa na
base, cheia de moscas, semelhante a uma cauda de cascavel.
[10] Então Fabiano resolveu matá-la. Foi buscar a espingarda de pederneira, lixou-a,
limpou-a com o saca-trapo e fez tenção de carregá-la bem para a cachorra não sofrer muito.
Sinhá Vitória fechou-se na camarinha, rebocando os meninos assustados, que
adivinhavam desgraça e não se cansavam de repetir a mesma pergunta:
- Vão bulir com a Baleia?
[15] Tinham visto o chumbeiro e o polvarinho, os modos de Fabiano afligiam-lhes,
davam-lhes a suspeita de que Baleia corria perigo.
Ela era como uma pessoa da família: brincavam juntos os três, para bem dizer não
se diferenciavam, rebolavam na areia do rio e no estrume fofo que ia subindo, ameaçava
cobrir o chiqueiro das cabras.
[20] (...)
Baleia encostava a cabecinha fatigada na pedra. A pedra estava fria, certamente
sinhá Vitória tinha deixado o fogo apagar-se muito cedo.
Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás. E lamberia as
mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se espojariam com ela, rolariam com
[25] ela num pátio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás,
gordos, enormes.
RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 82. ed. Rio de Janeiro: Record, 2001. p. 85-9
Considere o seguinte trecho: “Ela era como uma pessoa da família: brincavam juntos os três, para bem dizer não se diferenciavam, rebolavam na areia do rio e no estrume fofo que ia subindo, ameaçava cobrir o chiqueiro das cabras”. (L 17, 18 e 19).
Nele pode-se constatar
Questão 18 10702357
CMF CONCURSO DE ADMISSÃO – 1º ANO 2021Rock da cachorra
Leo Jaime
Troque seu cachorro por uma criança pobre
Sem parentes, sem carinho, sem rango e sem cobre
Deixe na história da sua vida uma notícia nobre
Troque seu cachorro
Troque seu cachorro
Troque seu cachorro
Troque seu cachorro
Troque seu cachorro por uma criança pobre
Tem muita gente por aí que tá querendo
Levar uma vida de cão
Eu conheço um garotinho que queria ter nascido
Pastor alemão
Esse é o rock-despedida pra minha cachorrinha
Chamada Sua Mãe
É pra Sua Mãe (É pra Sua Mãe)
É pra Sua Mãe (É pra Sua Mãe)
É pra Sua Mãe (É pra Sua Mãe)
É pra Sua Mãe
Esse é o rock-despedida pra cachorra Sua Mãe
Seja mais humano, seja menos canino
Dê guarida pro cachorro mas também dê pro menino
Senão um dia desses você vai amanhecer latindo
Troque seu cachorro por uma criança pobre
Sem parentes, sem carinho, sem rango e sem cobre
Deixe na história da sua vida uma notícia nobre
Troque seu cachorro por uma criança pobre
Sem parentes, sem carinho, sem rango e sem cobre
Deixe na história da sua vida uma notícia nobre
Disponível em: www.m.letras.mus.br/eduardo-dusek/117822/. Acesso em: 31 ago 21.
Considere os seguintes versos:
“Tem muita gente por aí que tá querendo
Levar uma vida de cão
Eu conheço um garotinho que queria ter nascido
Pastor alemão”
A partir deles, pode-se caracterizar a atitude do garotinho como sendo de
Questão 17 10702287
CMF CONCURSO DE ADMISSÃO – 1º ANO 2021Rock da cachorra
Leo Jaime
Troque seu cachorro por uma criança pobre
Sem parentes, sem carinho, sem rango e sem cobre
Deixe na história da sua vida uma notícia nobre
Troque seu cachorro
Troque seu cachorro
Troque seu cachorro
Troque seu cachorro
Troque seu cachorro por uma criança pobre
Tem muita gente por aí que tá querendo
Levar uma vida de cão
Eu conheço um garotinho que queria ter nascido
Pastor alemão
Esse é o rock-despedida pra minha cachorrinha
Chamada Sua Mãe
É pra Sua Mãe (É pra Sua Mãe)
É pra Sua Mãe (É pra Sua Mãe)
É pra Sua Mãe (É pra Sua Mãe)
É pra Sua Mãe
Esse é o rock-despedida pra cachorra Sua Mãe
Seja mais humano, seja menos canino
Dê guarida pro cachorro mas também dê pro menino
Senão um dia desses você vai amanhecer latindo
Troque seu cachorro por uma criança pobre
Sem parentes, sem carinho, sem rango e sem cobre
Deixe na história da sua vida uma notícia nobre
Troque seu cachorro por uma criança pobre
Sem parentes, sem carinho, sem rango e sem cobre
Deixe na história da sua vida uma notícia nobre
Disponível em: www.m.letras.mus.br/eduardo-dusek/117822/. Acesso em: 31 ago 21.
No texto, o eu lírico visa convencer o leitor a realizar uma mudança de atitude.
A estratégia argumentativa utilizada por ele se dá
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