Questões de EFAF Português - Ortografia
329 Questões
Questão 4 10594523
FAETEC 2021TEXTO
Graças do sol
A natureza desconhece a categoria moral do desperdício. A energia despejada gratuitamente sobre a Terra por alguns dias de sol é mais valiosa — em todos os sentidos — do que todo o estoque de petróleo, carvão e urânio existente no mundo. Mas, se as plantas são capazes de tão bem processar a energia do sol — e ainda captam dióxido de carbono e devolvem oxigênio como bônus —, por que nós, humanos, com nossos reatores, turbinas e motores, não? O saber incorporado numa simples folha verde distraída de sua fotossintese supera largamente em apuro e sofisticação o mais avançado artefato tecnológico. Eduardo Giannetti
(Em Trópicos utópicos: uma perspectiva brasileira sobre a crise civilizatória. São Paulo: Companhia das Letras, 2016)
Considere o seguinte trecho e responda à questão:
"A natureza desconhece a categoria moral do
desperdício. A energia despejada gratuitamente
sobre a Terra por alguns dias de sol é mais valiosa
— em todos os sentidos — do que todo o estoque de
petróleo, carvão e urânio existente no mundo”
A segunda frase é construída com base em uma relação de:
Questão 5 6308124
CN 2° Dia 2021Texto
Nunca imaginei um dia
Até alguns anos atrás, eu costumava dizer frases como “eu jamais vou fazer isso” ou “nem morta eu faço aquilo”, limitando minhas possibilidades de descoberta e emoção. Não é fácil libertar-se do manual de instruções que nos autoimpomos. Às vezes, leva-se uma vida inteira, e nem assim conseguimos viabilizar esse projeto. Por sorte, minha ficha caiu há tempo.
Começou quando iniciei um relacionamento com alguém completamente diferente de mim, diferente a um ponto radical mesmo: ele, por si só, foi meu primeiro “nunca imaginei um dia”. Feitos para ficarem a dois planetas de distância um do outro. Mas o amor não respeita a lógica, e eu, que sempre me senti tão confortável num mundo planejado, inaugurei a instabilidade emocional na minha vida. Prendi a respiração e dei um belo mergulho.
A partir daí, comecei a fazer coisas que nunca havia feito. Mergulhar, aliás, foi uma delas. Sempre respeitosa com o mar e chata para molhar os cabelos, afundei em busca de tartarugas gigantes e peixes coloridos no mar de Fernando de Noronha. Traumatizada com cavalos (por causa de um equino que quase me levou ao chão quando eu tinha oito anos), participei da minha primeira cavalgada depois dos 40, em São Francisco de Paula. Roqueira convicta e avessa a pagode, assisti a um show'do Zeca Pagodinho na Lapa. Para ver o Ronaldo Fenômeno jogar ao vivo, me infiltrei na torcida do Olímpico num -jogo entre Grêmio e Corinthians, mesmo sendo colorada.
Meu paladar deixou de ser monótono: comecei aprovar alimentos que nunca havia provado antes. E muitas outras coisas vetadas por causa do “medo do ridículo” receberam alvará de soltura. O ridículo deixou de existir na minha vida.
Não deixei de ser eu. Apenas abri o leque, me permitindo ser um “eu” mais amplo. E sinto que é um caminho sem volta.
Um mês atrás participei de outro capítulo da série “Nunca imaginei um dia”. Viajei numa excursão, eu que sempre rejeitei essa modalidade turística. Sigo preferindo viajar a dois ou sozinha, mas foi uma experiência fascinante, ainda mais que a viagem não tinha como destino um país do circuito Elizabeth Arden (Paris- Londres-Nova York), mas um país africano, muçulmano e desértico. Aliás, o deserto de Atacama, no Chile, será meu provável “nunca imaginei um dia” do próximo ano.
E agora cometi a loucura jamais pensada, a insanidade que nunca me permiti, o ato que me faria merecer uma camisa-de-força: eu, que nunca me comovi “com bichos de estimação, adotei um gato de rua.
Ainda há muitas experiências a conferir. fazer compras pela internet, andar num balão, cozinhar dignamente, me tatuar, ler livros pelo kindie, viajar de navio e mais umas 400 coisas que nunca imaginei fazer um dia, mas que já não duvido. Pois tem essa também:
deixei de ser tão cética.
Já que é improvável que o próximo ano seja diferente de qualquer outro, que a novidade sejamos nós.
Medeiros, Martha. Nunca imaginei um dia. 2009. Disponível em: http://alagoinhaipaumirim.blogspot.com/2009/12/nunca- imaginei-um-dia-martha-medeiros.html. Acesso em: 10 fev. 2021.
Assinale a opção que completa, corretamente, as lacunas do período abaixo.
"_____________alguns anos,_____________ ampliar suas descobertas e suas emoções, a autora passou a vivenciar __________inovações,_____________ foi a adoção de um gato de rua a ________comovente.”
Questão 11 11020458
IFRR Integrados 2020/2Assinale a alternativa que completa corretamente os trechos retirados da obra de Gilberto Dimenstein:
I - “Já pensou se um dia quebrarem todos os banheiros da sua casa? Sua família não poderia usar privadas, torneiras e chuveiro. E tem mais: o _____ vai demorar um mês. Dá para imaginar como é viver sem água e esgoto?
II- “Não podemos nos esquecer da ______. Geralmente, o rendimento médio de um homem é três vezes maior que o de uma mulher.
III- “Os países desenvolvidos, apavorados com ______ dos países pobres, fecham cada vez mais suas fronteiras.”
Questão 7 10652518
IFCE* 6º Ano 2020/1Quarto de Despejo – Diário de uma Favelada
Carolina Maria de Jesus
[1] 17 DE MAIO Levantei nervosa. Com vontade de morrer. Já que os pobres estão mal colocados, para que viver?
[2] Será que os pobres de outro país sofrem igual aos pobres do Brasil? Eu estava discontente que até cheguei a brigar com
[3] o meu filho José Carlos sem motivo...
[4] ... Chegou um caminhão aqui na favela. O motorista e o seu ajudante jogam umas latas. É linguiça enlatada.
[5] Penso: é assim que fazem esses comerciantes insaciaveis. Ficam esperando os preços subir na ganancia de ganhar mais.
[6] E quando apodrece jogam para os corvos e os infelizes favelados.
[7] Não houve briga. Eu até estou achando isso aqui monotono. Vejo as crianças abrir as latas de linguiça e
[8] exclamar satisfeitas:
[9] _ Hum! Tá gostosa!
[10] A Dona Alice deu-me uma para experimentar. Mas a lata está estufada. Já está podre.
Trecho disponível em: JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo – diário de uma favelada. São Paulo:Ática, 2001.
A palavra “discontente” (linha 2)
Questão 9 10422808
CMT 2020Leia as regras de acentuação a seguir:
✓ 1a. Acentuam-se os monossílabos tônicos (MT) terminados em A, E, O (seguidos ou não de S). Os monossílabos átonos (MA) não são acentuados.
✓ 2a. Acentuam-se as oxítonas terminadas em A, E, O (seguidas ou não de S) e as terminadas em EM e ENS.
✓ 3a. Não se acentuam as paroxítonas.
✓ 4a. Acentuam-se todas as proparoxítonas.
Considerando as regras apresentadas, assinale a opção em que todas as palavras seriam escritas corretamente de acordo com as regras de acentuação.
Atenção! As palavras foram inventadas e a sílaba tônica está destacada (negrito).
Questão 10 10413828
CPM 2020Leia com atenção o texto que segue para responder a esta questão sobre fonética e ortografia.
Português não é para amador
(Autor desconhecido)
Adiferença de doida e doída é um acento.
(...)
Na sexta comprei uma cesta logo após a sesta.
(...)
Vão cassar o direito de caçar de dois pais no meu país.
Por tanto nevoeiro, portanto, a cerração impediu a serração.
Para começar o concerto tiveram que fazer um conserto.
Ao empossar permitiu-se à esposa empoçar o palanque de lágrimas.
Uma mulher vivida é sempre mais vívida, profetiza a profetisa.
Calça você bota. Bota você calça.
Oxítona é proparoxítona.
Disponível em: https://www.encurtador.com.br/gIV05.Acesso em: 25 ago. 2019 (Adaptado).
O texto é divertido, pois brinca com situações curiosas da nossa língua.
Verifique as análises feitas sobre alguns termos do texto e assinale o que for correto.
06
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