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Questão 16 15320205
CMBH 1 Ano 2021Leia o Texto e responda à questão de número.
Texto
Conversa com jovens
Que conselhos dar aos jovens? Ou melhor, se lhe convidassem para fazer uma palestra para a meninada entre doze e dezessete anos a respeito da vida e do nosso tempo, o que você diria? Nelson Rodrigues, que gostava de fazer frases de efeito, dizia que devemos aconselhar ao jovem: “envelheça!” — como se isso fosse uma fórmula salvadora. Não é verdade. Muita gente envelhece e não cresce, cria casca e não amadurece.
Digo isto porque nesses dias fui falar para jovens em São Paulo e Minas. Primeiro, lembrei-me da célebre “Oração aos moços”, proferida por Ruy Barbosa em 1920 aos formandos de Direito. Fui ler o texto do “Águia de Haia”. Quase ilegível hoje. Se espremer sai pouca coisa, além da velha retórica. Lembrei-me também de peças de teatro e romances em que um velho dá conselhos a um jovem que parte para a guerra ou para a vida.
Esses textos não me socorrem. O mundo é outro. Venho do paleolítico, ou seja, do século XX, um período assaz estranho, tanto na história do homo sapiens quanto na do homem ignorante. E constato que o século XXI, em que essas moças e esses moços estão, é bem diferente. No meu tempo pensava-se que a história seguia um rumo determinado. Havia a “guerra fria”, não havia internet nem celular. Como dizia Rubem Braga, sou do tempo em que telefone era preto, e geladeira era branca.
Olho o mundo dos jovens, essa sociedade a que chamam pós-moderna, sociedade pós-industrial, aldeia global. [...] Se pudesse fazer alguns alertas ou deixar algumas sinalizações na estrada, eu diria aos jovens: cuidado com algumas palavras como interatividade, transgressão, relativismo...
Por exemplo:
1. A interatividade é formidável, possibilita intercâmbios, mas há o risco do discurso vazio, troca apenas de ruídos, um blá-blá-blá que bloqueia os fones da consciência.
2. A ideologia dominante abomina a hierarquia. Mas hierarquias podem ser perversas ou construtivas. Não existe sistema sem leis, normas, regras. A pregação da quebra de normas é simplesmente outra norma.
3. Cuidado com o pensamento relativista. As coisas não se equivalem. O carbono tem certas propriedades que não são a do fósforo, todo ser humano tem algo pessoal. O relativismo tenta convencer de que os sujeitos são objetos que podem ser trocados uns pelos outros.
4. Nossa cultura apaixonou-se pela transgressão. Já se transgrediu tanto, que se poderia fazer um “museu da transgressão” Hoje perversamente se diz: “Transgrida.”; desse modo, quem obedece à ordem de transgredir não está transgredindo, mas obedecendo a ordens.
5. Nos globalizaram. Foi ótimo por um lado. Por outro lado, desnorteador. Ganhamos em aproximação com o “outro”, o longínquo ficou próximo. Mas o “outro” virou um invasor de nosso espaço econômico, social e subjetivo. Indivíduos e culturas estão se sentindo, de certo modo, desenraizados, uma universalidade aérea, vazia.
6. A natureza está cobrando dívidas. Gerações anteriores assinaram cheques em branco sobre o futuro, as riquezas pareciam inesgotáveis. A “mãe natureza” não cobrava nada. Não era verdade: vulcões, tsunâmis, secas, degelos e fome nos espreitam.
7. A sociedade atual é uma sociedade “matrix”. Mistura o falso e o verdadeiro, o real e o virtual. Cultiva o “fake”. Pior: toma o lixo por luxo. Com isso, narciso vive num jogo confuso diante do próprio espelho.
Ser jovem nunca foi fácil. E, desde que nos anos 1960 instituiu-se o “poder jovem”, tornou-se mais complexo. Estar no poder exige muita responsabilidade. Rimbaud dizia: “não se é sério aos dezessete anos”. Será?
Cabe a vocês demonstrar se ele tinha ou não razão.
18 de maio de 2010.
SANT’ANNA, Affonso Romano de. Conversa com jovens. In: _____. Como andar no labirinto. Porto Alegre: LP&M, 2012. Coleção LP&M Pocket, v. 1073. p. 75-8. Adaptado.
Glossário:
Nelson Rodrigues: (1912-1980) escritor e jornalista brasileiro.
Ruy Barbosa: (1849-1923) jurista, escritor e orador brasileiro, conhecido como “Águia de Haia”.
assaz: muito, demais.
Rubem Braga: (1913-1990), escritor brasileiro.
transgredir: agir de forma a desrespeitar padrões, leis, regras preestabelecidos.
espreitar: espionar.
“matrix”: referência ao filme de ficção científica “Matrix” (1999), no qual um sistema artificial inteligente
manipula a mente das pessoas, criando a ilusão de um mundo real.
“fake”: [Inglês] falso.
Narciso: personagem da mitologia grega que se apaixona pela própria imagem.
Rimbaud: Arthur Rimbaud (1854-1891), poeta francês.
No Texto, Affonso Romano de Sant’Anna, poeta e escritor mineiro nascido em 1937, traz alguns alertas aos jovens.
De acordo com o Texto, qual das alternativas abaixo NÃO apresenta um alerta do autor?
Questão 15 15320193
CMBH 1 Ano 2021Leia o Texto e responda à questão.
Texto
Grupos de família no WhatsApp levam conflito de gerações para a internet
Os papos (e as brigas) daqueles almoços de domingo em família agora continuam nas redes sociais ou no aplicativo WhatsApp.
O químico João Henrique Nunes, 25 anos de idade, pediu para sair de um grupo do WhatsApp com mais de 30 familiares. “Eu recebia mensagens incessantes de bom-dia, fotos de bebês, correntes e vídeos motivacionais com mais de cinco minutos, que acabavam com a minha internet 3G.”
Apesar de dar um basta no grupo familiar, João coleciona diálogos engraçados com a mãe, Maria, e os publica no Facebook. [...]
Os mal-entendidos que fazem sucesso na internet são causados por um choque de gerações, segundo Regina de Assis, consultora em educação. “Há diferenças no jeito de se relacionar. Os mais velhos ainda entendem que a relação olho no olho é insubstituível”, afirma ela.
Isso leva a inevitáveis conflitos, afirma a terapeuta Juliana Potter. “Cada um pensa que seu jeito de usar a internet é o certo. Os adolescentes acham ridícula a forma como as mães usam as redes sociais, e os adultos não entendem como estar conectado é realmente importante para os jovens”.
Um exemplo é o caso de Diogo, 10 anos de idade, filho da economista Mariana Villar, 42 anos de idade. “Ele inferniza a minha vida pedindo um aparelho com acesso ao WhatsApp cinquenta vezes por dia”, diz ela. “Eu digo que ele não precisa, que não tem maturidade para isso, mas não adianta. Ele acha um absurdo ser o único da turma que não tem o aplicativo.”
Recentemente, ela deixou o menino acessar o aplicativo do celular dela. “Ele me colocou no grupo dos amigos, e eles não gostaram, reclamaram, porque eu ficava vendo as conversas. O papo é assim: um diz “Oi”, e todos respondem. Por que precisa de um telefone para conversar isso?”
No outro lado, os jovens riem com as dificuldades tecnológicas dos mais velhos.
“Quando minha mãe tem uma dúvida no WhatsApp, eu tento ajudar. Ela se atrapalha com os comandos mais simples. Às vezes até discutimos, porque o que parece muito simples para mim é, para ela, muito difícil de aprender, então acabo não tendo muita paciência.”, afirma a estudante Taís Bronca, 23 anos de idade.
Taís, porém, enxerga um ponto positivo no uso da internet por outras gerações.
“A minha geração tem o costume de achar que tudo que mãe e pai fazem é brega. Às vezes é implicância, às vezes eles dão motivo — como quando chamam o WhatsApp de ZapZap. Mas é vantajoso que a gente se comunique e que eles treinem a mente para aprender algo novo.”
Segundo especialistas em Psicologia Social, os jovens não podem viver em um mundo em que não haja a contribuição dos mais velhos. Por outro lado, não há como impedir os mais novos de usar as redes sociais. O que precisa ser feito é não deixar os jovens se fecharem na realidade virtual.
VINES, Joana. Grupos de família no WhatsApp levam conflito de gerações para a internet. Folha de S. Paulo, 19 abr. 2021. Disponível em: . Acesso em: 8 abr. 2015. Adaptado.
Dos fragmentos a seguir, uma das palavras em destaque pertence a uma classe gramatical distinta das demais.
Assinale-a.
Questão 14 15320188
CMBH 1 Ano 2021Leia o Texto e responda à questão.
Texto
Grupos de família no WhatsApp levam conflito de gerações para a internet
Os papos (e as brigas) daqueles almoços de domingo em família agora continuam nas redes sociais ou no aplicativo WhatsApp.
O químico João Henrique Nunes, 25 anos de idade, pediu para sair de um grupo do WhatsApp com mais de 30 familiares. “Eu recebia mensagens incessantes de bom-dia, fotos de bebês, correntes e vídeos motivacionais com mais de cinco minutos, que acabavam com a minha internet 3G.”
Apesar de dar um basta no grupo familiar, João coleciona diálogos engraçados com a mãe, Maria, e os publica no Facebook. [...]
Os mal-entendidos que fazem sucesso na internet são causados por um choque de gerações, segundo Regina de Assis, consultora em educação. “Há diferenças no jeito de se relacionar. Os mais velhos ainda entendem que a relação olho no olho é insubstituível”, afirma ela.
Isso leva a inevitáveis conflitos, afirma a terapeuta Juliana Potter. “Cada um pensa que seu jeito de usar a internet é o certo. Os adolescentes acham ridícula a forma como as mães usam as redes sociais, e os adultos não entendem como estar conectado é realmente importante para os jovens”.
Um exemplo é o caso de Diogo, 10 anos de idade, filho da economista Mariana Villar, 42 anos de idade. “Ele inferniza a minha vida pedindo um aparelho com acesso ao WhatsApp cinquenta vezes por dia”, diz ela. “Eu digo que ele não precisa, que não tem maturidade para isso, mas não adianta. Ele acha um absurdo ser o único da turma que não tem o aplicativo.”
Recentemente, ela deixou o menino acessar o aplicativo do celular dela. “Ele me colocou no grupo dos amigos, e eles não gostaram, reclamaram, porque eu ficava vendo as conversas. O papo é assim: um diz “Oi”, e todos respondem. Por que precisa de um telefone para conversar isso?”
No outro lado, os jovens riem com as dificuldades tecnológicas dos mais velhos.
“Quando minha mãe tem uma dúvida no WhatsApp, eu tento ajudar. Ela se atrapalha com os comandos mais simples. Às vezes até discutimos, porque o que parece muito simples para mim é, para ela, muito difícil de aprender, então acabo não tendo muita paciência.”, afirma a estudante Taís Bronca, 23 anos de idade.
Taís, porém, enxerga um ponto positivo no uso da internet por outras gerações.
“A minha geração tem o costume de achar que tudo que mãe e pai fazem é brega. Às vezes é implicância, às vezes eles dão motivo — como quando chamam o WhatsApp de ZapZap. Mas é vantajoso que a gente se comunique e que eles treinem a mente para aprender algo novo.”
Segundo especialistas em Psicologia Social, os jovens não podem viver em um mundo em que não haja a contribuição dos mais velhos. Por outro lado, não há como impedir os mais novos de usar as redes sociais. O que precisa ser feito é não deixar os jovens se fecharem na realidade virtual.
VINES, Joana. Grupos de família no WhatsApp levam conflito de gerações para a internet. Folha de S. Paulo, 19 abr. 2021. Disponível em: . Acesso em: 8 abr. 2015. Adaptado.
Segundo a descrição gramatical, período “É a frase formada por oração(ões). Pode ser simples [...] ou composto [...]” (FERREIRA, 2015, p. 471).
Tendo por base essa definição, assinale a única alternativa em que o enunciado constitui um período composto.
Questão 13 15320054
CMBH 1 Ano 2021Leia o Texto e responda à questão.
Texto
Grupos de família no WhatsApp levam conflito de gerações para a internet
Os papos (e as brigas) daqueles almoços de domingo em família agora continuam nas redes sociais ou no aplicativo WhatsApp.
O químico João Henrique Nunes, 25 anos de idade, pediu para sair de um grupo do WhatsApp com mais de 30 familiares. “Eu recebia mensagens incessantes de bom-dia, fotos de bebês, correntes e vídeos motivacionais com mais de cinco minutos, que acabavam com a minha internet 3G.”
Apesar de dar um basta no grupo familiar, João coleciona diálogos engraçados com a mãe, Maria, e os publica no Facebook. [...]
Os mal-entendidos que fazem sucesso na internet são causados por um choque de gerações, segundo Regina de Assis, consultora em educação. “Há diferenças no jeito de se relacionar. Os mais velhos ainda entendem que a relação olho no olho é insubstituível”, afirma ela.
Isso leva a inevitáveis conflitos, afirma a terapeuta Juliana Potter. “Cada um pensa que seu jeito de usar a internet é o certo. Os adolescentes acham ridícula a forma como as mães usam as redes sociais, e os adultos não entendem como estar conectado é realmente importante para os jovens”.
Um exemplo é o caso de Diogo, 10 anos de idade, filho da economista Mariana Villar, 42 anos de idade. “Ele inferniza a minha vida pedindo um aparelho com acesso ao WhatsApp cinquenta vezes por dia”, diz ela. “Eu digo que ele não precisa, que não tem maturidade para isso, mas não adianta. Ele acha um absurdo ser o único da turma que não tem o aplicativo.”
Recentemente, ela deixou o menino acessar o aplicativo do celular dela. “Ele me colocou no grupo dos amigos, e eles não gostaram, reclamaram, porque eu ficava vendo as conversas. O papo é assim: um diz “Oi”, e todos respondem. Por que precisa de um telefone para conversar isso?”
No outro lado, os jovens riem com as dificuldades tecnológicas dos mais velhos.
“Quando minha mãe tem uma dúvida no WhatsApp, eu tento ajudar. Ela se atrapalha com os comandos mais simples. Às vezes até discutimos, porque o que parece muito simples para mim é, para ela, muito difícil de aprender, então acabo não tendo muita paciência.”, afirma a estudante Taís Bronca, 23 anos de idade.
Taís, porém, enxerga um ponto positivo no uso da internet por outras gerações.
“A minha geração tem o costume de achar que tudo que mãe e pai fazem é brega. Às vezes é implicância, às vezes eles dão motivo — como quando chamam o WhatsApp de ZapZap. Mas é vantajoso que a gente se comunique e que eles treinem a mente para aprender algo novo.”
Segundo especialistas em Psicologia Social, os jovens não podem viver em um mundo em que não haja a contribuição dos mais velhos. Por outro lado, não há como impedir os mais novos de usar as redes sociais. O que precisa ser feito é não deixar os jovens se fecharem na realidade virtual.
VINES, Joana. Grupos de família no WhatsApp levam conflito de gerações para a internet. Folha de S. Paulo, 19 abr. 2021. Disponível em: . Acesso em: 8 abr. 2015. Adaptado.
Releia este trecho: Quando minha mãe tem uma dúvida no WhatsApp, eu tento ajudar. [...] Às vezes até discutimos, porque o que parece muito simples para mim é, para ela, muito difícil de aprender, então acabo não tendo muita paciência [...]. (8º parágrafo, linhas 20-22)
Se substituirmos as conjunções em destaque respectivamente pelas incógnitas matemáticas X, Y e Z, qual das opções a seguir apresenta um esquema em que se mantenha o sentido original do fragmento transcrito?
Questão 23 15297943
CMPA 1 Ano 2021Texto 4
Anésia

Disponível em: http://www.willtirando.com.br/anesia-481/ (Acesso em 23 ago 2021)
No texto 4, a construção do humor é estabelecida pelo fato de
Questão 22 15297939
CMPA 1 Ano 2021Texto 3

Disponível em: https://twitter.com/minsaude/status/1174277133528653826/ (Acesso em 19 ago 2021)
Analise o seguinte período, retirado do texto 3:
“Antes de curtir, viva de verdade”
Entre as orações que o compõem, é correto afirmar que há uma relação de
06
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