Questões de EFAF Português
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Questão 3 16237166
ONHB Fase 4 2021Nordestino, sim; Nordestinado, não!
Nunca diga nordestino
Que Deus lhe deu um destino
Causador do padecer
Nunca diga que é o pecado
Que lhe deixa fracassado
Sem condições de viver
Não guarde no pensamento
Que estamos no sofrimento
É pagando o que devemos
[...]
Não é Deus quem nos castiga
Nem é a seca que obriga
Sofrermos dura sentença
Não somos nordestinados
Nós somos injustiçados
Tratados com indiferença
Sofremos em nossa vida
Uma batalha renhida
Do irmão contra o irmão
Nós somos injustiçados
Nordestinos explorados
Mas nordestinados não
Há muita gente que chora
Vagando de estrada afora
Sem-terra, sem lar, sem pão
Crianças esfarrapadas
Famintas, escaveiradas
Morrendo de inanição
Sofre o neto, o filho e o pai
Para onde o pobre vai
Sempre encontra o mesmo mal
Esta miséria campeia
Desde a cidade à aldeia
Do Sertão à capital
Aqueles pobres mendigos
Vão à procura de abrigos
Cheios de necessidade
Nesta miséria tamanha
Se acabam na terra estranha
Sofrendo fome e saudade
[...]
Já sabemos muito bem
De onde nasce e de onde vem
A raiz do grande mal
Vem da situação crítica
Desigualdade política
Econômica e social
[...]
O direito do banqueiro
É o direito do trapeiro
Que apanha os trapos na rua
Uma vez que o conformismo
Faz crescer o egoísmo
E a injustiça aumentar
Em favor do bem comum
É dever de cada um
Pelos direitos lutar
Por isso vamos lutar
Nós vamos reivindicar
O direito e a liberdade
Procurando em cada irmão
Justiça, paz e união
Amor e fraternidade
Somente o amor é capaz
E dentro de um país faz
Um só povo bem unido
Um povo que gozará
Porque assim já não há
Opressor nem oprimido.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Poesia ORIGEM: Patativa do Assaré. Ispinho e fulô. São Paulo: Hedra, 2005. p. 38-41. CRÉDITOS: Patativa do Assaré GLOSSÁRIO: Renhida : em que há grande violência. Campeia: esforça-se por encontrar. Trapeiro: Pessoa que apanha trapos ou papéis velhos na rua para vendê-los. PALAVRAS-CHAVE: literatura, nordeste, cultura popular
A partir do documento, assinale a alternativa mais pertinente:
Questão 8 16236997
ONHB Fase 3 2021Abaixo você tem um trecho da coluna Modas, publicada no Jornal das Senhoras do Rio de Janeiro em 1852, considerado o primeiro periódico brasileiro voltado ao público feminino editado e redigido apenas por mulheres.
O Jornal das Senhoras, 01/02/1852

Transcrição de trecho da coluna
(...)
Dizia eu n’esse artigo: Paris tem suas estações e nós ca temos as nossas em diverso tempo; os nossos figurinos são feitos para o nosso jornal; e algumas vezes teremos de apresentar-vos modas e indicarmos fazendas, as quaes ainda teem de aparecer na primavera de Paris. E logo depois offereço-vos um figurino de verão, chegado de lá, onde todos tremem o queixo com frio. Poderá isto ser?
- Será um figurino velho, ou pelo menos do verão passado?
- Será elle feito no Rio de Janeiro?
Eis as perguntas que já tenho ouvido fazer em diversas casas onde tenho estado, e que ainda me farão todas as senhoras que não quiserem tomar o trabalho de continuar a lêr este artigo, para o qual reservei a resposta, afim de não atraiçoar o meu incógnito , que tanta gente trabalha por descobrir.
Queridas leitoras, não é um figurino antigo; porque esse jôgo não se pode ligar ao caracter de JORNAL DAS SENHORAS, que facilmente seria apanhado em abuso de fé, desde que vós, folheando qualquer dos jornaes antigos de modas de Paris, encontrasseis o original, cuja cópia vos apresento.
Não é figurino das modas que lá se usão hoje, porque, como já vos disse, a moda ainda por estes dois mezes é de inverno.
Não é feito aqui no Rio de Janeiro, porque Deus não nos deu o dom especial de idear, combinar, e executar modas com essa graça, originalidade e gosto delicado, que para ellas tem os Parisienses, e ninguem mais. Temos sim actualmente quem os possa copiar com perfeição ( ja não é tão pouco) mas a invenção é, e será sempre dos Francezes.
Ora, não sendo elle feito aqui, não sendo cópia de figurinos antigos, e não sendo dos que se usão actualmente em Paris, segue-se que é feito, ou para representar a moda que ainda lá se ha de usar na primavera (e é uma verdade) ou para expressamente representar a moda de verão no Rio de Janeiro. Porque com este figurino e com todos os mais que, com o favor de Deus, vierem, tambem chegarão as fazendas e os enfeites que elles indicarem com as suas competentes variações para todos os gostos, estados, e posições.
De qualquer das formas entendo, que as elegantes estão comigo: ufane-me de vêr Paris condescendendo comnosco na partilha das modas (...)
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Jornal ORIGEM: O Jornal das Senhoras, 01/02/1852, ed. 5, p. 34. Disponível em: http://memoria.bn.br/pdf/700096/per700096_1852_00005.pdf [http://memoria.bn.br/pdf/700096/per700096_1852_00005.pdf] http://memoria.bn.br/pdf/700096/per700096_1852_00005.pdf CRÉDITOS: O Jornal das Senhoras; Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. GLOSSÁRIO: Fazendas: tecido, pano, estofo. Atraiçoar: trair, ser infiel, faltar a. Incógnito: que ou quem procura não ser reconhecido, quer esconder sua identidade. Ufane-me: vanglorio-me, envaideço-me, orgulho-me. Condescendendo: consentindo, cedendo em alguma coisa (por interesse, lisonja, bondade, temos ou fraqueza), renunciando à sua superioridade. PALAVRAS-CHAVE: imprensa, história das mulheres, história da moda
A partir do texto, escolha a alternativa que considere mais adequada:
Questão 5 16236810
ONHB Fase 3 2021Numa procissão

Sobre o que trata o excerto, selecione a alternativa adequada:
Transcrição
NUMA PROCISSÃO UMA EXPERIENCIA SOBRE A PSYCHOLOGIA DAS MULTIDÕES DA QUAL RESULTOU SÉRIO DISTURBIO
Domingo, ás 15 horas, quando desfilava pelas ruas do centro da cidade, a procissão de “Corpus Christi”, um rapaz muito bem posto, que se achava na esquina da rua Direita e praça do Patriarcha, não se descobriu, conservando ostensivamente seu chapeu na cabeça.
Os crentes, que acompanhavam o cortejo, revoltaram-se com essa atitude e exigiram em altos brados que elle se descobrisse.
Elle, no entanto, sorrindo, para a turba, não tirou o chapeu, embora o clamor da multidão já se tivesse transformado em franca ameaça. Foi então que innumeros populares tentaram lynchal-o, investindo contra elle. O rapaz pos-se em fuga, occultando-se na Leiteria Campo Bello, situada á rua de São Bento, até onde foi perseguido pelos mais exaltados.
O sub-delegado de plantão na policia Central compareceu ao local, onde deu garantias ao moço, protegendo-o contra a ira do povo.
Na policia Central, para onde foi conduzido, declarou a victima da exaltação popular, ser o engenheiro Flavio de Carvalho, de 31 annos de edade, residente à praça Oswaldo Cruz, 1.
Nas suas declarações, disse que, ha tempos, se vem dedicando a estudos sobre a psychologia das multidões e tem mesmo alguns trabalhos ineditos sobre a materia. Para melhor orientação dos seus estudos, resolvera fazer uma experiencia sobre a ”capacidade aggressiva de uma massa religiosa á resistencia da força das leis civis, ou determinar se a força da crença é maior do que a força da lei e do respeito à vida humana”.
Com esse intuito se postou no ponto citado e quando passava a procissão de ”Corpus Christi” não se descobriu, sendo quasi lynchado pelos crentes, revoltados com essa sua attitude.
Terminou suas declarções dizendo que, não visava offender a religião do povo, pois esperava de facto que se verificasse tal reacção.
Ficha técnica TIPO DE DOCUMENTO: Jornal ORIGEM: Numa Procissão. O Estado de S. Paulo, São Paulo, 9 de junho de 1931, p. 6. Disponível em: https://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19310609-18879-nac-0006-999-6-not [https://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19310609-18879-nac-0006-999-6-not] https://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19310609-18879-nac-0006-999-6-not CRÉDITOS: O Estado de S. Paulo PALAVRAS-CHAVE: história da arte, comportamento, religião.
Questão 13 15484549
CPM/ERJ 6 ano 2021Texto
Estrelas que moram no mar!
Já pensou como seria sem graça um céu sem estrelas? Noites com a Lua solitária lá no alto… Esses astros surgem e desaparecem devido a fenômenos naturais, e não podemos fazer nada para evitar. Mas aqui, no nosso planeta, podemos ajudar uma espécie de estrela que está desaparecendo… No mar!
Há cerca de duas mil espécies da Classe Asteroidea nos oceanos, animais invertebrados popularmente conhecidos como estrelas-do-mar. A Oreaster reticulatus é uma espécie que precisa de sua atenção especial.
Essa estrela-do-mar pode ser encontrada ao longo de todo o litoral brasileiro, habitando o fundo arenoso do oceano, em regiões de até 70 metros de profundidade. Gosta de se alimentar de micro-organismos, matéria orgânica que é depositada no solo submarino, além de esponjas, ouriços e até outras estrelas-do-mar.
Apesar de viverem em uma área bastante grande, as populações dessa espécie vêm sofrendo com as atividades do ser humano. A poluição lançada no mar prejudica a saúde dessa estrela-do-mar. Além disso, em muitas regiões, as pessoas coletam essas estrelas para enfeitar seus aquários ou usar o corpo seco desses animais como decoração. Todas essas ações podem fazer a espécie desaparecer para sempre de nossas praias.
Para garantir a sobrevivência da estrela-do-mar, é preciso reduzir a poluição dos oceanos. Mas isso não deve ser pensado pelos adultos? Deve, sim, mas você também pode fazer sua parte e não coletar ou comprar esses animais marinhos vivos ou mortos. Quando for à praia, deixe os animais marinhos sossegados e divirta-se fazendo castelos de areia e mergulhando no mar!
Henrique Caldeira Costa. Revista “Ciência Hoje das Crianças”. Edição 242. Disponível em: http://capes.cienciahoje.org.br/.
Em "Há cerca de duas mil espécies da Classe Asteroidea nos oceanos, animais invertebrados popularmente conhecidos como estrelas-do-mar.", a palavra em destaque se classifica como:
Questão 12 15484546
CPM/ERJ 6 ano 2021Assinale a opção abaixo em que o vocábulo é um verbo irregular:
Questão 11 15484542
CPM/ERJ 6 ano 2021Texto
Estrelas que moram no mar!
Já pensou como seria sem graça um céu sem estrelas? Noites com a Lua solitária lá no alto… Esses astros surgem e desaparecem devido a fenômenos naturais, e não podemos fazer nada para evitar. Mas aqui, no nosso planeta, podemos ajudar uma espécie de estrela que está desaparecendo… No mar!
Há cerca de duas mil espécies da Classe Asteroidea nos oceanos, animais invertebrados popularmente conhecidos como estrelas-do-mar. A Oreaster reticulatus é uma espécie que precisa de sua atenção especial.
Essa estrela-do-mar pode ser encontrada ao longo de todo o litoral brasileiro, habitando o fundo arenoso do oceano, em regiões de até 70 metros de profundidade. Gosta de se alimentar de micro-organismos, matéria orgânica que é depositada no solo submarino, além de esponjas, ouriços e até outras estrelas-do-mar.
Apesar de viverem em uma área bastante grande, as populações dessa espécie vêm sofrendo com as atividades do ser humano. A poluição lançada no mar prejudica a saúde dessa estrela-do-mar. Além disso, em muitas regiões, as pessoas coletam essas estrelas para enfeitar seus aquários ou usar o corpo seco desses animais como decoração. Todas essas ações podem fazer a espécie desaparecer para sempre de nossas praias.
Para garantir a sobrevivência da estrela-do-mar, é preciso reduzir a poluição dos oceanos. Mas isso não deve ser pensado pelos adultos? Deve, sim, mas você também pode fazer sua parte e não coletar ou comprar esses animais marinhos vivos ou mortos. Quando for à praia, deixe os animais marinhos sossegados e divirta-se fazendo castelos de areia e mergulhando no mar!
Henrique Caldeira Costa. Revista “Ciência Hoje das Crianças”. Edição 242. Disponível em: http://capes.cienciahoje.org.br/.
Qual alternativa contém o par de palavras retiradas do texto que não possui nenhum acento gráfico?
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