Questões de EFAF Português - Gramática
1.745 Questões
Questão 40 170012
IFMT 2010/2— Professor! Me diz, por favor, onde eu uso isso, eu utilizo aquilo? — Vocês já fizeram essa pergunta aos seus professores, principalmente de Matemática? Utilize, então, a Regra de Três como recurso para solucionar o problema abaixo, envolvendo medicamentos.
Considere que um médico prescreva (receite) a um paciente 12 gotas de dipirona de 6 em 6 horas e que 20 gotas desse medicamento equivalha a 1 ml. Nessas condições, podemos afirmar que, após 20 horas de ter tomado a primeira dose, esse paciente tomou um total de:
Questão 21 169993
IFMT 2010/2Senhores candidatos, bom dia! Desejo sorte a todos. Aos que conseguirem aprovação neste concurso, meus parabéns. Aos não aprovados, digo-lhes que não será o fim do mundo, pois quem tem saúde e família consegue superar todos os seus obstáculos, contudo significa que vocês, quem sabe, precisam se dedicar mais aos estudos, mudar seu método de estudar ou, simplesmente, ter mais controle de suas emoções nas horas decisivas, pois questão fácil ou difícil depende apenas de saber ou não resolvê-las. Então, sabendo-se que 9.780 candidatos se inscreveram em um concurso que oferecia apenas 84 vagas, qual é a razão inversa dessa desproporcional oferta?
Questão 17 169989
IFMT 2010/2Texto 4
AS ORIGENS, SEGUNDO TOSTÃO
[1] Dizem que o futebol começou na China, há mais ou menos 2.000 anos. Até hoje, os chineses não aprenderam a
jogar. Sabem como jogar, mas não sabem jogar. Na Idade Média, o futebol foi levado para a Europa. Os
trabalhadores brincavam com a bola nos intervalos das construções das igrejas medievais. Talvez por isso, elas
tenham levado tanto tempo para ficarem prontas. Os ingleses, espalhados pela Europa, levaram o esporte para a
Inglaterra. Multidões corriam atrás da bola pelas ruelas de Londres. Destruíam tudo, e o futebol foi proibido em
1814, pelo rei Eduardo 2º. De nada adiantou.
[2] Em 1863 foi o ato oficial de fundação em Londres da Football Association, a primeira entidade a organizar o
esporte. Foram confirmadas as 17 regras e os 11 jogadores, que continuam até hoje. Em 1872, aconteceu o
primeiro jogo internacional, entre Inglaterra e Escócia.
[3] O placar só poderia terminar em 0 a 0. Daí, nasceu a retranca. Segundo versões oficiais, o futebol chegou ao
Brasil em 1894, trazido por Charles Miller, filho de um inglês com uma brasileira. Ele trouxe duas bolas, uma
agulha, dois jogos de uniformes e dois livros de regras. Charles Miller era um centroavante oportunista.
Desconfio que a verdadeira história seja diferente. Contam que o Descobrimento do Brasil não foi por acaso. [...]
[4] Em 22 de abril, logo que as 12 embarcações avistaram a terra, Cabral gritou: “Bola à vista”! A tripulação desceu e
combinou uma partida para depois da missa. Pero Vaz de Caminha foi o juiz. Ele escreveu ao rei Dom Manoel 1º:
“Em se treinando, bom futebol dá”. Aproveitou para pedir emprego à sua família. Nascia o nepotismo. Os índios
jogavam nus e, daí, nasceu a pelada. Eles ganharam a partida por 10 a 1. Em troca de brincos e outros presentes,
deixaram os colonizadores fazerem um gol. No início, o futebol era apenas para os brancos e ricos. Foi um desastre.
[5] Na década de 20, o Vasco foi o primeiro clube a contratar um negro. A miscigenação foi responsável pela arte do
futebol brasileiro. Em 1933, iniciou-se a profissionalização do futebol no Brasil. Desde menino, ouço que o Brasil
é o país do futuro, e que o futebol é desorganizado fora de campo.
[6] O futuro nunca chega. Sempre me intrigou porque escolheram 11 jogadores para formar um time, e não dez ou
12. Foi uma sábia decisão.
[7] Discordo dos que acham que hoje os times deveriam ter um jogador a menos, com a justificativa de que os
atletas correm muito, que diminuíram os espaços e que o campo ficou pequeno. Fora o goleiro, escolheram um
número par de jogadores.
[8] A simetria está presente em tudo. Existe no ser humano uma obsessão inata, compulsiva, pela simetria. Mesmo
os grandes artistas, que costumam transgredir e reinventar o mundo, têm atração pelo duplo.
[9] As primeiras grandes obras de arte conhecidas já tinham essa preocupação. Imagino que a simetria seja uma
expressão da dualidade humana, dividida entre o bem e o mal, entre a paixão e a razão, entre o certo e o errado,
entre o princípio do prazer e o princípio da realidade.
[10] Poderia ser ainda uma maneira de reprimir os impulsos instintivos e de conciliar os opostos. O esquema tático
hoje mais utilizado é o da simetria, com dois zagueiros, dois laterais, dois volantes, dois meias e dois atacantes.
[11] Mais ainda, os técnicos preferem um zagueiro rebatedor e outro clássico; um volante habilidoso e outro brucutu,
um lateral que apoia mais e outro que marca mais; um meia organizador e outro mais agressivo; um atacante
mais leve e que joga pelos lados e outro, centroavante, finalizador.
[12] Tudo simétrico. Como não dá para ter mais de um jogador no gol, o goleiro ficou sozinho, isolado. Deve ser por
isso que os goleiros são mais individualistas, exibicionistas e esquisitos. Sentem falta do outro.
(Adaptado de: AS ORIGENS, SEGUNDO TOSTÃO. Folha de S. Paulo. Caderno Esporte. São Paulo, 6 jun. 2010.)
Analise as afirmações a respeito do texto:
I. O autor fez uso de intertextos para a construção de alguns enunciados, como, por exemplo, em “Bola à vista” (4º parágrafo).
II. É possível perceber no texto um tom irônico, como em “Talvez por isso, elas tenham levado tanto tempo para ficarem prontas” (1º parágrafo).
III. A língua usada no texto é predominantemente formal.
IV. Os termos “dizem” (1º parágrafo) e “contam” (3º parágrafo) denotam que algumas informações não são comprovadas.
Está correto o que se afirma em:
Questão 10 169979
IFMT 2010/2TEXTO
Leia com atenção a charge abaixo, para responder a questão.

No final da fala do último quadrinho, as reticências demonstram:
Questão 4 169973
IFMT 2010/2Texto 1
A COPA DEIXA VOCÊ MAIS POBRE. E MAIS FELIZ.
[1] No dia em que a África do Sul ganhou o direito de sediar a Copa do Mundo, em 2004, o bairro negro do
Soweto, em Johanesburgo, gritou: “A grana está vindo!”. Eles estavam expressando algo que os brasileiros
devem ter ouvido: que sediar uma copa traz dinheiro. Em qualquer lugar que se candidate a uma Copa do
Mundo, políticos tecem loas à “bonança econômica”. Falam das hordas de turistas prontos para gastar os
tubos, da propaganda gratuita para as cidades-sede, dos benefícios de longo prazo que as estradas e os
estádios a ser construídos vão trazer. Não surpreende que o Brasil tenha querido tanto a copa.
[2] Mas esse argumento econômico é uma enganação. Os brasileiros vão descobrir logo. E os sul-africanos já o
fizeram: a conta pela construção de estádios, em US$ 1,7 bilhão, já é 6 vezes maior que as estimativas iniciais; a
quantidade de turistas esperados é bem menor que a prometida e a Fifa não vai deixar os sul-africanos pobres
vender suas salsichas do lado de fora dos estádios. Que fique claro: uma copa não deixa o país mais rico.
[3] Tipicamente, um país prestes a receber um mundial paga para que economistas-fantoches publiquem estudos
dizendo que a copa vai impulsionar a economia. Já a maioria dos economistas de verdade – pagos por
universidades para escrever sobre o que realmente acreditam – pensa o inverso. E faz as perguntas que os
promotores de novos estádios não gostam: de onde veem os trabalhadores temporários que vão participar
dessas construções? Eles não tinham emprego antes? Isso não vai deixar outras áreas com menos
trabalhadores experientes? E tem mais.
[4] Gastar com uma copa significa menos hospitais e escolas. Pior: estádios novos quase nunca produzem os
benefícios prometidos. A maior parte acaba usada poucas vezes por ano. É preciso que fique claro o que
significam os gastos públicos com a construção e a reforma de estádios. Trata-se de uma transferência.
Benefícios que iriam para o contribuinte vão para os clubes (que ganham arenas e reformas de graça) e os
torcedores (que aproveitam as casas novas ou renovadas de seus times). Depois que o contribuinte pagou por
estádios melhores, provavelmente mais pessoas vão querer ver jogos neles. O Brasil pós-2014 deve testemunhar
o mesmo que aconteceu na Inglaterra após a melhoria dos estádios no começo dos anos 90: a chegada de mais
torcedores de classe média, de mulheres, e públicos maiores nos jogos. É verdade que a Inglaterra é mais rica
que o Brasil e pôde bancar isso. Mas o Brasil hoje é mais rico que os estádios dilapidados que tem. [...]
(A COPA DEIXA VOCÊ MAIS POBRE. E MAIS FELIZ. Adaptado de: Superinteressante, jun. 2010. Disponível em: . Acesso em: 10 jun. 2010.)
A figura de linguagem predominante no período “[...] o bairro negro do Soweto, em Johanesburgo, gritou [...]” (1º parágrafo) é a:
Questão 22 10635601
CMSM 6º Ano 2009Leia atentamente o texto a seguir e depois responda ao item.
O cururu
Tudo quieto, o primeiro cururu surgiu na margem, molhado, reluzente na semi-escuridão. Engoliu um mosquito; baixou a cabeçorra; tragou um cascudinho; mergulhou de novo, e bum-bum! Soou uma nota soturna do concerto interrompido. Em poucos instantes, o barreiro ficou sonoro, como um convento de frades. Vozes roucas, foi-não-foi, tãs-tãs, bum-buns, choros, esgoelamentos finos de rãs, acompanhamentos profundos de sapos, respondiam-se.
Os bichos apareciam, mergulhavam, arrastavam-se nas margens, abriam grandes círculos na flor d'água. (...) Daí a pouco, da bruta escuridão, surgiam dois olhos luminosos, fosforescentes, como dois vagalumes. Um sapo cururu grelou-os e ficou deslumbrado, com os olhos esbugalhados, presos naquela boniteza luminosa. Os dois olhos fosforescentes se aproximavam mais e mais, como dois pequenos holofotes na cabeça triangular da serpente. O sapo não se movia, fascinado. Sem dúvida queria fugir; previa o perigo, porque emudecera; mas já não podia andar, imobilizado; os olhos feiíssimos, agarrados aos olhos luminosos e bonitos como um pecado.
Num bote a cabeça triangular abocanhou a boca imunda do batráquio. Ele não podia fugir àquele beijo. A boca fina do réptil arreganhou-se desmesuradamente; envolveu o sapo até os olhos. Ele se baixava dócil entregando-se à morte tentadora, apenas agitando docemente as patas sem provocar nenhuma reação ao sacrifício. A barriga disforme e negra desapareceu na goela dilatada da cobra. E, num minuto, as perninhas do cururu lá se foram, ainda vivas, para as entranhas famélicas. O coro imenso continuava sem dar fé do que acontecia a um dos seus cantores.
Jorge de Lima
Assinale a alternativa em que todas as palavras são paroxítonas.
06
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