Questões de EFAF Português - Ortografia
329 Questões
Questão 12 9930408
CN 2° Dia 2022TEXTO
Atalhos
Quanto tempo a gente perde na vida? Se somarmos todos os minutos jogados fora, perdemos anos inteiros. Depois de nascer, a gente demora pra falar, demora pra caminhar, aí mais tarde demora pra entender certas coisas, demora pra dar o braço a torcer. Viramos adolescentes teimosos e dramáticos. Levamos um século para aceitar o fim de uma relação, e outro século para
abrir a guarda para um novo amor, e já adultos demoramos para dizer a alguém o que sentimos, demoramos para perdoar um amigo, demoramos para tomar uma decisão. Até que um dia a gente faz aniversário. 37 anos. Ou 41. Talvez 48. Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto. E a gente descobre que o tempo não pode continuar sendo desperdiçado. Fazendo uma analogia com o futebol, é como se a gente estivesse com o jogo empatado no segundo tempo e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola pro goleiro ou fazer tabelas desnecessárias. Que esbanjamento. Não falta muito pro jogo acabar. E preciso encontrar logo o caminho do gol.
Sem muita frescura, sem muito desgaste, sem muito discurso. Tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade, é ir direto ao assunto. Excetuando-se nos momentos de afeto, pra todo o resto é melhor atalhar. E isso a gente só alcança com alguma vivência e maturidade.
Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando, não esperam sentados, não ficam dando voltas e voltas, não necessitam percorrer todos os estágios. Queimam etapas. Não desperdiçam mais nada.
Uma pessoa é sempre bruta com você? Não é obrigatório conviver com ela.
O cara está enrolando muito? Beije-o primeiro.
A resposta do emprego ainda não veio? Procure outro enquanto espera.
Paciência só para o que importa de verdade. Paciência para ver a tarde cair. Paciência para sorver um cálice de vinho. Paciência para a música e para os livros. Paciência para escutar um amigo. Paciência para aquilo que vale nossa dedicação. Pra enrolação, atalho.
MEDEIROS, Martha. Atalhos, 2004.(adaptado)
Assinale a opção em que o fragmento retirado do texto corrobora a ideia presente no título “Atalhos”.
Questão 8 9929700
CN 2° Dia 2022TEXTO
Atalhos
Quanto tempo a gente perde na vida? Se somarmos todos os minutos jogados fora, perdemos anos inteiros. Depois de nascer, a gente demora pra falar, demora pra caminhar, aí mais tarde demora pra entender certas coisas, demora pra dar o braço a torcer. Viramos adolescentes teimosos e dramáticos. Levamos um século para aceitar o fim de uma relação, e outro século para
abrir a guarda para um novo amor, e já adultos demoramos para dizer a alguém o que sentimos, demoramos para perdoar um amigo, demoramos para tomar uma decisão. Até que um dia a gente faz aniversário. 37 anos. Ou 41. Talvez 48. Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto. E a gente descobre que o tempo não pode continuar sendo desperdiçado. Fazendo uma analogia com o futebol, é como se a gente estivesse com o jogo empatado no segundo tempo e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola pro goleiro ou fazer tabelas desnecessárias. Que esbanjamento. Não falta muito pro jogo acabar. E preciso encontrar logo o caminho do gol.
Sem muita frescura, sem muito desgaste, sem muito discurso. Tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade, é ir direto ao assunto. Excetuando-se nos momentos de afeto, pra todo o resto é melhor atalhar. E isso a gente só alcança com alguma vivência e maturidade.
Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando, não esperam sentados, não ficam dando voltas e voltas, não necessitam percorrer todos os estágios. Queimam etapas. Não desperdiçam mais nada.
Uma pessoa é sempre bruta com você? Não é obrigatório conviver com ela.
O cara está enrolando muito? Beije-o primeiro.
A resposta do emprego ainda não veio? Procure outro enquanto espera.
Paciência só para o que importa de verdade. Paciência para ver a tarde cair. Paciência para sorver um cálice de vinho. Paciência para a música e para os livros. Paciência para escutar um amigo. Paciência para aquilo que vale nossa dedicação. Pra enrolação, atalho.
MEDEIROS, Martha. Atalhos, 2004.(adaptado)
Assinale a opção em que todas as palavras são acentuadas pelas mesmas regras de cálice, obrigatório e aí, respectivamente.
Questão 7 9929419
CN 2° Dia 2022TEXTO
Atalhos
Quanto tempo a gente perde na vida? Se somarmos todos os minutos jogados fora, perdemos anos inteiros. Depois de nascer, a gente demora pra falar, demora pra caminhar, aí mais tarde demora pra entender certas coisas, demora pra dar o braço a torcer. Viramos adolescentes teimosos e dramáticos. Levamos um século para aceitar o fim de uma relação, e outro século para
abrir a guarda para um novo amor, e já adultos demoramos para dizer a alguém o que sentimos, demoramos para perdoar um amigo, demoramos para tomar uma decisão. Até que um dia a gente faz aniversário. 37 anos. Ou 41. Talvez 48. Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto. E a gente descobre que o tempo não pode continuar sendo desperdiçado. Fazendo uma analogia com o futebol, é como se a gente estivesse com o jogo empatado no segundo tempo e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola pro goleiro ou fazer tabelas desnecessárias. Que esbanjamento. Não falta muito pro jogo acabar. E preciso encontrar logo o caminho do gol.
Sem muita frescura, sem muito desgaste, sem muito discurso. Tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade, é ir direto ao assunto. Excetuando-se nos momentos de afeto, pra todo o resto é melhor atalhar. E isso a gente só alcança com alguma vivência e maturidade.
Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando, não esperam sentados, não ficam dando voltas e voltas, não necessitam percorrer todos os estágios. Queimam etapas. Não desperdiçam mais nada.
Uma pessoa é sempre bruta com você? Não é obrigatório conviver com ela.
O cara está enrolando muito? Beije-o primeiro.
A resposta do emprego ainda não veio? Procure outro enquanto espera.
Paciência só para o que importa de verdade. Paciência para ver a tarde cair. Paciência para sorver um cálice de vinho. Paciência para a música e para os livros. Paciência para escutar um amigo. Paciência para aquilo que vale nossa dedicação. Pra enrolação, atalho.
MEDEIROS, Martha. Atalhos, 2004.(adaptado)
Em “[...] demoramos para perdoar um amigo, (1º§), há um desvio da modalidade padrão da língua quanto à regência verbal. Em que opção isso também ocorre?
Questão 11 10623701
Colégio Embraer 2021Leia ao texto para responder à questão.
Um falso médico que atuava em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Engenho Novo, Zona Norte do Rio, foi desmascarado após escrever receita médica com erro de português e não saber usar o sistema eletrônico de prescrição de medicamentos. Aleksandro Gueivara foi contratado como plantonista pela Organização Social Viva Rio. Chamaram a atenção de colegas erros cometidos por ele, que escreveu “potacio”.
(https://g1.globo.com. Adaptado)
Em uma mensagem hipotética do médico para o paciente, está em conformidade com a norma ortográfica do português o seguinte texto:
Questão 6 10594543
FAETEC 2021TEXTO
Graças do sol
A natureza desconhece a categoria moral do desperdício. A energia despejada gratuitamente sobre a Terra por alguns dias de sol é mais valiosa — em todos os sentidos — do que todo o estoque de petróleo, carvão e urânio existente no mundo. Mas, se as plantas são capazes de tão bem processar a energia do sol — e ainda captam dióxido de carbono e devolvem oxigênio como bônus —, por que nós, humanos, com nossos reatores, turbinas e motores, não? O saber incorporado numa simples folha verde distraída de sua fotossintese supera largamente em apuro e sofisticação o mais avançado artefato tecnológico. Eduardo Giannetti
(Em Trópicos utópicos: uma perspectiva brasileira sobre a crise civilizatória. São Paulo: Companhia das Letras, 2016)
Considere o seguinte trecho e responda à questão:
"A natureza desconhece a categoria moral do
desperdício. A energia despejada gratuitamente
sobre a Terra por alguns dias de sol é mais valiosa
— em todos os sentidos — do que todo o estoque de
petróleo, carvão e urânio existente no mundo”
A expressão “todo 0” temo papel de:
Questão 5 10594533
FAETEC 2021TEXTO
Graças do sol
A natureza desconhece a categoria moral do desperdício. A energia despejada gratuitamente sobre a Terra por alguns dias de sol é mais valiosa — em todos os sentidos — do que todo o estoque de petróleo, carvão e urânio existente no mundo. Mas, se as plantas são capazes de tão bem processar a energia do sol — e ainda captam dióxido de carbono e devolvem oxigênio como bônus —, por que nós, humanos, com nossos reatores, turbinas e motores, não? O saber incorporado numa simples folha verde distraída de sua fotossintese supera largamente em apuro e sofisticação o mais avançado artefato tecnológico. Eduardo Giannetti
(Em Trópicos utópicos: uma perspectiva brasileira sobre a crise civilizatória. São Paulo: Companhia das Letras, 2016)
Considere o seguinte trecho e responda à questão:
"A natureza desconhece a categoria moral do
desperdício. A energia despejada gratuitamente
sobre a Terra por alguns dias de sol é mais valiosa
— em todos os sentidos — do que todo o estoque de
petróleo, carvão e urânio existente no mundo”
No contexto, a palavra “gratuitamente” tem, em relação à palavra “despejada”, o papel de:
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