Questões de EFAF Português - Leitura e Interpretação de Texto
7.497 Questões
Questão 4 10737411
SENAI 1º Ano - CGE 2145 2018/1Observe os textos abaixo.
Texto I
“(...)
Ele: – Pois é.
Ela: – Pois é o quê?
Ele: – Eu só disse pois é!
Ela: – Mas ‘pois é’ o quê?
Ele: – Melhor mudar de conversa porque você não me entende.
Ela: – Entender o quê?
Ele: – Santa Virgem, Macabéa, vamos mudar de assunto e já! (...)”
Fonte: LISPECTOR, C. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998, p. 47-48.
Texto II
“(...) Han... han...
Hum
(...) Han?
Haa tá
Nossa! É isso?
Hei! Hou!
Ara! (...)”
Fonte: TATIT, L. Ah! Disponível em:http://letras.terra.com.br/luiz-tatit/164799/?domain_redirect=_es. Acesso em: 25 fev. 2011.
A função da linguagem predominante nos textos acima é
Questão 2 10737409
SENAI 1º Ano - CGE 2145 2018/1O poema abaixo se refere à questão.
O leito
Ontem à meia-noite, estando junto
A uma igreja, lembrei-me de ter visto
Um velho que levava às costas isto:
Um caixão de defunto.
O caso nada tem de extraordinário.
Quem um velho a levar um caixão tal
Inda não viu? É um fato quase diário
Em qualquer bairro de uma capital.
Mas é que ia de modo tal curvado
Para o chão, e a falar tão baixo e tanto,
Que, manso e manso, e trêmulo de espanto,
Fui seguindo a seu lado.
Disse-lhe assim: “Talvez seja a demência
Que guia os passos todos que tu dês;
Ou és então, na mísera existência,
Um miserável bêbado, talvez.”
O olhar fito no chão, como desfeito
Em sangue, o velho, sem me olhar seguia,
E ouvi-lhe a única frase que dizia:
“Vou levando o meu leito.”
Fonte: GUIMARAENS, A. O leito. in: BOSI, A. História concisa da literatura brasileira. São Paulo: Cultrix, 37. ed., 2000, p. 279.
Segundo o poema, é correto afirmar que o eu lírico
Questão 19 10737301
SENAI 1º Ano - CGE 2154 2018/2O texto abaixo se refere à questão.
(...)
Ela sonhava que uma das nuvens brancas que passavam pelo céu anilado, roçando a ponta dos rochedos se abria de repente; e um homem vinha cair a seus pés tímido e suplicante.
Sonhava que corava; e um rubor vivo acendia o rosado de suas faces; mas a pouco e pouco esse casto enleio ia se desvanecendo, e acabava num gracioso sorriso que sua alma vinha pousar nos lábios.
Com o seio palpitante, toda trêmula e ao mesmo tempo contente e feliz, abria os olhos; mas voltava-os com desgosto, porque, em vez do lindo cavalheiro que ela sonhara, via a seus pés um selvagem.
Tinha então, sempre em sonho, um desses assomos de cólera de rainha ofendida, que fazia arquear as sobrancelhas louras, e bater sobre a relva a ponta de um pezinho de menina.
Mas o escravo suplicante erguia os olhos tão magoados, tão cheios de preces mudas e de resignação, que ela sentia um quer que seja de inexprimível, e ficava triste, triste, até que fugia e ia chorar.
(...)
Fonte: ALENCAR, J. O guarani. São Paulo: Ateliê Editorial, 1999, p. 80.
A leitura do texto permite inferir que:
Questão 16 10737290
SENAI 1º Ano - CGE 2154 2018/2O poema abaixo se refere à questão.
Ismália
Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.
No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...
E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...
E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...
As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...
Fonte: GUIMARAENS, A. Ismália. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000013.pdf. Acesso em: 02/09/2012.
Qual alternativa apresenta uma correta interpretação do poema?
Questão 15 10737287
SENAI 1º Ano - CGE 2154 2018/2O poema abaixo se refere à questão.
Quem deixa o trato pastoril, amado
Pela ingrata, civil correspondência,
Ou desconhece o rosto da violência,
Ou do retiro a paz não tem provado.
Que bem é ver nos campos transladado
No gênio do pastor, o da inocência!
E que mal é no trato, e na aparência
Ver sempre o cortesão dissimulado!
Ali respira amor sinceridade;
Aqui sempre a traição seu rosto encobre;
Um só trata a mentira, outro a verdade.
Ali não há fortuna, que soçobre;
Aqui quanto se observa, é variedade:
Oh ventura do rico! Oh bem do pobre!
Fonte: COSTA, C. M. A poesia dos inconfidentes: poesia completa de Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga e Alvarenga Peixoto. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996, p. 57.
Qual alternativa apresenta uma correta interpretação do poema?
Questão 14 10737284
SENAI 1º Ano - CGE 2154 2018/2Os textos abaixo se referem à questão.
Texto I
Ali andavam entre eles três ou quatro moças, bem moças e bem gentis, com cabelos muito pretos e compridos pelas espáduas, e suas vergonhas tão altas, tão saradinhas e tão limpas das cabeleiras que, de as muito bem olharmos, não tínhamos nenhuma vergonha.
Fonte: CAMINHA, P. V. Carta a El Rei D. Manuel. Disponível em: http://www.cce.ufsc.br/~nupill/literatura/carta.html. Acesso em: 26/02/2011.
Texto II
As meninas da gare
Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis
Com cabelos mui pretos pelas espáduas
E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas
Que de nós as muito olharmos
Não tínhamos nenhuma vergonha.
Fonte: ANDRADE, O. Pau-Brasil. São Paulo: Globo, 8. ed., 2002.
A leitura dos textos permite inferir que:
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