Questões de EFAF Português
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Questão 8349382
CFN CFN 2022 1 FaseU Gerais 2022TEXTO 2
Creio que irei morrer
Creio que irei morrer.
Mas o sentido de morrer não me move,
Lembro-me que morrer não deve ter sentido.
Isto de viver e morrer são classificações
como as das plantas.
Que folhas ou que flores têm uma
classificação?
Que vida tem a vida ou que morte tem a
morte?
Tudo são termos onde se define.
A única diferença é um contorno, uma
paragem, uma cor que destinge (…)
Qual é a classe das palavras destacadas, respectivamente, na frase: “ de viver e morrer classificações as das plantas.” (ref. 4)?PESSOA, Fernando. Creio que irei morrer. In: PESSOA, Fernando. Poemas completos de Alberto Caeiro. Lisboa: Presença, 1994.
Questão 8349379
CFN CFN 2022 1 FaseU Gerais 2022TEXTO 2
Creio que irei morrer
Creio que irei morrer.
Mas o sentido de morrer não me move,
Lembro-me que morrer não deve ter sentido.
Isto de viver e morrer são classificações
como as das plantas.
Que folhas ou que flores têm uma
classificação?
Que vida tem a vida ou que morte tem a
morte?
Tudo são termos onde se define.
A única diferença é um contorno, uma
paragem, uma cor que destinge (…)
No trecho “Que folhas ou que flores têm uma classificação” (ref. 2), por que o ponto de interrogação foi utilizado"PESSOA, Fernando. Creio que irei morrer. In: PESSOA, Fernando. Poemas completos de Alberto Caeiro. Lisboa: Presença, 1994.
Questão 8349378
CFN CFN 2022 1 FaseU Gerais 2022TEXTO 2
Creio que irei morrer
Creio que irei morrer.
Mas o sentido de morrer não me move,
Lembro-me que morrer não deve ter sentido.
Isto de viver e morrer são classificações
como as das plantas.
Que folhas ou que flores têm uma
classificação?
Que vida tem a vida ou que morte tem a
morte?
Tudo são termos onde se define.
A única diferença é um contorno, uma
paragem, uma cor que destinge (…)
No trecho do texto “A diferença é um contorno, uma paragem, uma cor que destinge (...)” (ref. 1), a palavra em destaque é classificada como proparoxítona. Considerando a acentuação tônica, assinale a alternativa em que todas as palavras são proparoxítonas:PESSOA, Fernando. Creio que irei morrer. In: PESSOA, Fernando. Poemas completos de Alberto Caeiro. Lisboa: Presença, 1994.
Questão 8349376
CFN CFN 2022 1 FaseU Gerais 2022TEXTO 1 – O zelador do labirinto
Tem também a história do zelador do labirinto. Todos os dias ele saía de casa cedo, com sua marmita, e entrava no labirinto. Seu trabalho era percorrer todo o labirinto, inspecionando as paredes e o chão, vendo onde precisava um retoque, talvez uma mão de tinta, etc.
Era um homem metódico. Pela manhã, fazia a ronda do labirinto, anotando tudo que havia para ser consertado, depois saía do labirinto, almoçava, descansava um pouquinho, e entrava de novo no labirinto, agora com o material que necessitaria para seu trabalho. Quando não havia nada para ser consertado, ele apenas varria todo o labirinto e, ao anoitecer, ia para casa. Um dia, enquanto fazia a sua ronda, o zelador encontrou um grupo de pessoas apavoradas. Queriam saber como sair dali. O zelador não entendeu bem.
— Como, sair?
— A saída! Onde fica a saída?
— É por ali – apontou o zelador, achando estranha a agitação do grupo.
Mais tarde, no mesmo dia, enquanto varria um dos corredores, o zelador encontrou o mesmo grupo . Não tinham encontrado a saída. Estavam ainda mais apavorados. Alguns choravam. Alguém precisava lhes mostrar a saída! Com uma certa impaciência, o zelador começou a dar a direção. Era fácil.
— Saiam por ali e virem à esquerda. Depois à direita, depois à esquerda outra vez, direita, direita, esquerda...
— Espere! — gritou alguém. — Ponha isso num papel.
Sacudindo a cabeça com divertida resignação, o zelador pegou seu caderno de notas e toco de lápis e começou a escrever.
— Deixa eu ver. Esquerda, direita, esquerda, esquerda... Hesitou. — Não, direita. É isso. Direita, direita, esquerda... Ou direita outra vez?
O zelador atirou o papel e o lápis no chão como se estivesse pegando fogo. Saiu correndo, com todo o grupo atrás. Também estava apavorado. Aquilo era terrível. Ele nunca tinha se dado conta de como aquilo era terrível. Corredores davam para corredores que davam para corredores que davam numa parede. Era preciso voltar pelos mesmos corredores, mas como saber se eram os mesmos corredores" A saída! Onde fica a saída"
A administração do labirinto teve que procurar um novo zelador, depois que o desaparecimento do outro completou um mês. Podia adivinhar o que tinha acontecido. O novo zelador não devia ter muita imaginação. Era preferível que nem soubesse ler e escrever. E em hipótese alguma devia falar com estranhos.
Luis Fernando Veríssimo
Observe a frase:
“(…) o zelador encontrou um grupo de .” (10).
O adjetivo está concordando gramaticalmente com o substantivo . Quanto à concordância nominal, assinale a alternativa correta abaixo.
Questão 8349375
CFN CFN 2022 1 FaseU Gerais 2022TEXTO 1 – O zelador do labirinto
Tem também a história do zelador do labirinto. Todos os dias ele saía de casa cedo, com sua marmita, e entrava no labirinto. Seu trabalho era percorrer todo o labirinto, inspecionando as paredes e o chão, vendo onde precisava um retoque, talvez uma mão de tinta, etc.
Era um homem metódico. Pela manhã, fazia a ronda do labirinto, anotando tudo que havia para ser consertado, depois saía do labirinto, almoçava, descansava um pouquinho, e entrava de novo no labirinto, agora com o material que necessitaria para seu trabalho. Quando não havia nada para ser consertado, ele apenas varria todo o labirinto e, ao anoitecer, ia para casa. Um dia, enquanto fazia a sua ronda, o zelador encontrou um grupo de pessoas apavoradas. Queriam saber como sair dali. O zelador não entendeu bem.
— Como, sair?
— A saída! Onde fica a saída?
— É por ali – apontou o zelador, achando estranha a agitação do grupo.
Mais tarde, no mesmo dia, enquanto varria um dos corredores, o zelador encontrou o mesmo grupo . Não tinham encontrado a saída. Estavam ainda mais apavorados. Alguns choravam. Alguém precisava lhes mostrar a saída! Com uma certa impaciência, o zelador começou a dar a direção. Era fácil.
— Saiam por ali e virem à esquerda. Depois à direita, depois à esquerda outra vez, direita, direita, esquerda...
— Espere! — gritou alguém. — Ponha isso num papel.
Sacudindo a cabeça com divertida resignação, o zelador pegou seu caderno de notas e toco de lápis e começou a escrever.
— Deixa eu ver. Esquerda, direita, esquerda, esquerda... Hesitou. — Não, direita. É isso. Direita, direita, esquerda... Ou direita outra vez?
O zelador atirou o papel e o lápis no chão como se estivesse pegando fogo. Saiu correndo, com todo o grupo atrás. Também estava apavorado. Aquilo era terrível. Ele nunca tinha se dado conta de como aquilo era terrível. Corredores davam para corredores que davam para corredores que davam numa parede. Era preciso voltar pelos mesmos corredores, mas como saber se eram os mesmos corredores" A saída! Onde fica a saída"
A administração do labirinto teve que procurar um novo zelador, depois que o desaparecimento do outro completou um mês. Podia adivinhar o que tinha acontecido. O novo zelador não devia ter muita imaginação. Era preferível que nem soubesse ler e escrever. E em hipótese alguma devia falar com estranhos.
Luis Fernando Veríssimo
No trecho “depois saía do labirinto (...)” (9), a regência verbal está correta, pois o verbo pede a preposição , nesse contexto.
Com relação ao verbo assistir (no sentido de ver, observar), marque a opção correta quanto à regência verbal, de acordo com a norma culta.
Questão 8349374
CFN CFN 2022 1 FaseU Gerais 2022TEXTO 1 – O zelador do labirinto
Tem também a história do zelador do labirinto. Todos os dias ele saía de casa cedo, com sua marmita, e entrava no labirinto. Seu trabalho era percorrer todo o labirinto, inspecionando as paredes e o chão, vendo onde precisava um retoque, talvez uma mão de tinta, etc.
Era um homem metódico. Pela manhã, fazia a ronda do labirinto, anotando tudo que havia para ser consertado, depois saía do labirinto, almoçava, descansava um pouquinho, e entrava de novo no labirinto, agora com o material que necessitaria para seu trabalho. Quando não havia nada para ser consertado, ele apenas varria todo o labirinto e, ao anoitecer, ia para casa. Um dia, enquanto fazia a sua ronda, o zelador encontrou um grupo de pessoas apavoradas. Queriam saber como sair dali. O zelador não entendeu bem.
— Como, sair?
— A saída! Onde fica a saída?
— É por ali – apontou o zelador, achando estranha a agitação do grupo.
Mais tarde, no mesmo dia, enquanto varria um dos corredores, o zelador encontrou o mesmo grupo . Não tinham encontrado a saída. Estavam ainda mais apavorados. Alguns choravam. Alguém precisava lhes mostrar a saída! Com uma certa impaciência, o zelador começou a dar a direção. Era fácil.
— Saiam por ali e virem à esquerda. Depois à direita, depois à esquerda outra vez, direita, direita, esquerda...
— Espere! — gritou alguém. — Ponha isso num papel.
Sacudindo a cabeça com divertida resignação, o zelador pegou seu caderno de notas e toco de lápis e começou a escrever.
— Deixa eu ver. Esquerda, direita, esquerda, esquerda... Hesitou. — Não, direita. É isso. Direita, direita, esquerda... Ou direita outra vez?
O zelador atirou o papel e o lápis no chão como se estivesse pegando fogo. Saiu correndo, com todo o grupo atrás. Também estava apavorado. Aquilo era terrível. Ele nunca tinha se dado conta de como aquilo era terrível. Corredores davam para corredores que davam para corredores que davam numa parede. Era preciso voltar pelos mesmos corredores, mas como saber se eram os mesmos corredores" A saída! Onde fica a saída"
A administração do labirinto teve que procurar um novo zelador, depois que o desaparecimento do outro completou um mês. Podia adivinhar o que tinha acontecido. O novo zelador não devia ter muita imaginação. Era preferível que nem soubesse ler e escrever. E em hipótese alguma devia falar com estranhos.
No trecho “– Saiam por ali e virem à esquerda.” (8), a linguagem é utilizada com o objetivo de informar o caminho em direção à saída. Esse é um exemplo de que função da linguagem?Luis Fernando Veríssimo
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