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Questões de EFAF Português - Gramática

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1.745 Questões

Marca Texto
Modo Escuro
Fonte

Questão 1 10801209
Difícil 00:00

Concursos MettaC&C 2012
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Gramática Leitura e Interpretação de Texto
  • Argumentativo Pontuação
  • Vírgula
  • Exibir tags
Resolução comentada

BOLA DE CRISTAL.

 

Em geral, a bola de cristal é para ver o futuro. Mas nestas questões do adultério entre a coisa pública e privada, Sudam, Sudene, briga de ACM e Barbalho o desejo dos envolvidos é apagar o passado. As frases de defesa são sempre as mesmas: meu passado ilibado... eu nunca... jamais fiz... é como se não tivesse havido passado. Ninguém estava lá... eu não era eu... Desde as capitanias hereditárias, desde o império, dinheiro público e empresário privado deu em assalto ao povo e ao país. Agora, ver o futuro é muito difícil. Mesmo com bola de cristal, quem poderia prever que Jáder Barbalho, aquele humilde vereador de esquerda, seria tão poderoso e rico no futuro? Quem poderia prever que ele seria presidente do Senado? Quem poderia prever que no século XXI o Brasil estaria paralisado por antigas questões como essa? Nosso presente tem sido um passado que não acaba nunca.

Arnaldo Jabor

emprego da vírgula em:

 

“Em geral, a bola de cristal é para ver o futuro.”

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Questão 6 10790267
Difícil 00:00

Concursos MUNICÍPIO DE DERRUBADAS 2012
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Gramática
  • Fonética
  • Divisão silábica
  • Ditongo Hiato
  • Exibir tags
Resolução comentada

A divisão silábica das palavras multidisciplinares (linha 20), gratuitas (linha 26) e além (linha 28) está correta em todas as palavras da alternativa:

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Questão 20 10598151
Difícil 00:00

SENAI 1º Ano - CGE 2055 2012
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Sintaxe
  • Concordância nominal
  • Exibir tags
Resolução comentada

Na oração: “A gentileza é algo difícil de ser ensinada” a concordância nominal está inadequada, pois

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Questão 5 10159192
Difícil 00:00

CMBH 1° ano prova de Língua portuguesa 2012
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Gramática Leitura e Interpretação de Texto
  • Estratégias de leitura Figuras de Linguagem Figuras de Linguagem Gêneros textuais - Verbais/Narrativos
  • Conto Metonímia
  • Exibir tags
Resolução comentada

TEXTO 

A CARTEIRA

 

... DE REPENTE, Honório olhou para o chão e viu uma carteira. Abaixar-se, apanhá-la e guardá-la foi obra de alguns instantes. Ninguém o viu, salvo um homem que estava à porta de uma loja, e que, sem o conhecer, lhe disse rindo:

–– Olhe, se não dá por ela; perdia-a de uma vez.

[5] –– É verdade, concordou Honório envergonhado.

    Para avaliar a oportunidade desta carteira, é preciso saber que Honório tem de pagar amanhã uma dívida, quatrocentos e tantos mil-réis, e a carteira trazia o bojo recheado. A dívida não parece grande para um homem da posição de Honório, que advoga; mas todas as quantias são grandes ou pequenas, segundo as circunstâncias, e as dele não podiam ser piores. Gastos de família excessivos, a princípio por servir a

[10] parentes, e depois por agradar à mulher, que vivia aborrecida da solidão; baile daqui, jantar dali, chapéus, leques, tanta cousa mais, que não havia remédio senão ir descontando o futuro. Endividou-se. Começou pelas contas de lojas e armazéns; passou aos empréstimos, duzentos a um, trezentos a outro, quinhentos a outro, e tudo a crescer, e os bailes a darem-se, e os jantares a comerem-se, um turbilhão perpétuo, uma voragem.

–– Tu agora vais bem, não? dizia-lhe ultimamente o Gustavo C..., advogado e familiar da casa.

[15] –– Agora vou, mentiu o Honório

    A verdade é que ia mal. Poucas causas, de pequena monta, e constituintes remissos; por desgraça perdera ultimamente um processo, em que fundara grandes esperanças. Não só recebeu pouco, mas até parece que ele lhe tirou alguma cousa à reputação jurídica; em todo caso, andavam mofinas nos jornais. D. Amélia não sabia nada; ele não contava nada à mulher, bons ou maus negócios. Não

[20]contava nada a ninguém. Fingia-se tão alegre como se nadasse em um mar de prosperidades. Quando o Gustavo, que ia todas as noites à casa dele, dizia uma ou duas pilhérias, ele respondia com três e quatro; e depois ia ouvir os trechos de música alemã, que D. Amélia tocava muito bem ao piano, e que o Gustavo escutava com indizível prazer, ou jogavam cartas, ou simplesmente falavam de política.

Um dia, a mulher foi achá-lo dando muitos beijos à filha, criança de quatro anos, e viu-lhe os olhos

[25]molhados; ficou espantada, e perguntou -lhe o que era.

–– Nada, nada.

    Compreende-se que era o medo do futuro e o horror da miséria. Mas as esperanças voltavam com facilidade. A ideia de que os dias melhores tinham de vir dava-lhe conforto para a luta. Estava com trinta e quatro anos; era o princípio da carreira: todos os princípios são difíceis. E toca a trabalhar, a

[30]esperar, a gastar, pedir fiado ou emprestado, para pagar mal, e a más horas.

    A dívida urgente de hoje são uns malditos quatrocentos e tantos mil-réis de carros. Nunca demorou tanto a conta, nem ela cresceu tanto, como agora; e, a rigor, o credor não lhe punha a faca aos peitos; mas disse-lhe hoje uma palavra azeda, com um gesto mau, e Honório quer pagar-lhe hoje mesmo. Eram cinco horas da tarde. Tinha-se lembrado de ir a um agiota, mas voltou sem ousar pedir nada.

[35] Ao enfiar pela Rua da Assembléia é que viu a carteira no chão, apanhou-a, meteu no bolso, e foi andando.

    Durante os primeiros minutos, Honório não pensou nada; foi andando, andando, andando, até o Largo da Carioca. No Largo parou alguns instantes, - enfiou depois pela Rua da Carioca, mas voltou logo, e entrou na Rua Uruguaiana. Sem saber como, achou-se daí a pouco no Largo de S. Francisco de Paula; e ainda, sem saber como, entrou em um Café. Pediu alguma cousa e encostou-se à parede,

[40]olhando para fora. Tinha medo de abrir a carteira; podia não achar nada, apenas papéis e sem valor para ele.

Ao mesmo tempo, e esta era a causa principal das reflexões, a consciência perguntava-lhe se podia utilizar-se do dinheiro que achasse. Não lhe perguntava com o ar de quem não sabe, mas antes com uma expressão irônica e de censura.

Podia lançar mão do dinheiro, e ir pagar com ele a dívida?

[45] Eis o ponto. A consciência acabou por lhe dizer que não podia, que devia levar a carteira à polícia,

ou anunciá-la; mas tão depressa acabava de lhe dizer isto, vinham os apuros da ocasião, e puxavam por

ele, e convidavam-no a ir pagar a cocheira. Chegavam mesmo a dizer-lhe que, se fosse ele que a

tivesse perdido, ninguém iria entregar-lha; insinuação que lhe deu ânimo.

Tudo isso antes de abrir a carteira. Tirou-a do bolso, finalmente, mas com medo, quase às

[50] escondidas; abriu-a, e ficou trêmulo. Tinha dinheiro, muito dinheiro; não contou, mas viu duas notas de duzentos mil-réis, algumas de cinquenta e vinte; calculou uns setecentos mil réis ou mais; quando

menos, seiscentos. Era a dívida paga; eram menos algumas despesas urgentes.

    Honório teve tentações de fechar os olhos, correr à cocheira, pagar, e, depois de paga a dívida, adeus; reconciliar-se-ia consigo. Fechou a carteira, e com medo de a perder, tornou a guardá-la.

[55] Mas daí a pouco tirou-a outra vez, e abriu-a, com vontade de contar o dinheiro. Contar para quê? Era dele? Afinal venceu-se e contou: eram setecentos e trinta mil-réis. Honório teve um calafrio.

Ninguém viu, ninguém soube; podia ser um lance da fortuna, a sua boa sorte, um anjo... Honório teve pena de não crer nos anjos...

Mas por que não havia de crer neles? E voltava ao dinheiro, olhava, passava-o pelas mãos; depois,

[60] resolvia o contrário, não usar do achado, restituí-lo. Restituí-lo a quem? Tratou de ver se havia na carteira algum sinal.

“Se houver um nome, uma indicação qualquer, não posso utilizar-me do dinheiro,” pensou ele.

Esquadrinhou os bolsos da carteira. Achou cartas, que não abriu, bilhetinhos dobrados, que

não leu, e por fim um cartão de visita; leu o nome; era do Gustavo. Mas então, a carteira?... Examinou-a

[65] por fora, e pareceu-lhe efetivamente do amigo. Voltou ao interior; achou mais dois cartões, mais três,

mais cinco. Não havia duvidar; era dele.

    A descoberta entristeceu-o. Não podia ficar com o dinheiro, sem praticar um ato ilícito, e, naquele

caso, doloroso ao seu coração porque era em dano de um amigo. Todo o castelo levantado esboroou- se

como se fosse de cartas. Bebeu a última gota de café, sem reparar que estava frio. Saiu, e só então

[70] reparou que era quase noite. Caminhou para casa. Parece que a necessidade ainda lhe deu uns dois empurrões, mas ele resistiu.

“Paciência, disse ele consigo; verei amanhã o que posso fazer.”

    Chegando a casa, já ali achou o Gustavo, um pouco preocupado. E a própria D. Amélia o parecia também. Entrou rindo, e perguntou ao amigo se lhe faltava alguma cousa.

[75]–– Nada.

–– Nada?

–– Por quê?

–– Mete a mão no bolso; não te falta nada?

–– Falta-me a carteira, disse o Gustavo sem meter a mão no bolso. Sabes se alguém a achou?

[80]–– Achei-a eu, disse Honório entregando-lha.

    Gustavo pegou dela precipitadamente, e olhou desconfiado para o amigo. Esse olhar foi para

Honório como um golpe de estilete; depois de tanta luta com a necessidade, era um triste prêmio.

Sorriu amargamente; e, como o outro lhe perguntasse onde a achara, deu-lhe as explicações precisas.

–– Mas conheceste-a?

[85]–– Não; achei os teus bilhetes de visita.

Honório deu duas voltas, e foi mudar de toilette para o jantar. Então Gustavo sacou novamente a carteira, abriu-a, foi a um dos bolsos, tirou um dos bilhetinhos, que o outro não quis abrir nem ler, e estendeu-o a D. Amélia, que, ansiosa e trêmula, rasgou-o em trinta mil pedaços: era um bilhetinho de amor.

(ASSIS, Machado de. A carteira. www.domíniopublico.gov.br/dowload/texto/bv000169. pdf. Acesso em 01/07/2012)

Machado de Assis utiliza-se da metonímia no seguinte trecho:

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Questão 3 624342
Difícil 00:00

COTUCA 2012
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Gramática Leitura e Interpretação de Texto
  • Figuras de Linguagem Figuras de Linguagem
  • Metáfora
  • Exibir tags

“Os provérbios são, normalmente, anônimos e têm sua origem na sabedoria popular. Geralmente expressam uma advertência, uma experiência, um conselho. Em várias situações, essas “frases feitas” podem ser usadas pelo falante como estratégia de convencimento. Acima de tudo, são sempre expressões de natureza poética, ou seja, utilizam a linguagem figurada.”

(BELTRÃO, E. S.; GORDILHO, T. Coleção Diálogo, 6º ano, página 137, 2009.)

 

Observe a sequência de provérbios abaixo e escolha a alternativa CORRETA, quanto ao uso da linguagem figurada:

 

I. Quem semeia ventos colhe tempestades.

II. Quem tudo quer tudo perde.

III. De grão em grão, a galinha enche o papo.

IV. Uma andorinha só não faz verão.

V. Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe.

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Questão 12 171978
Difícil 00:00

SESC 2012
  • EFAF Português
  • Sugira
  • Gramática
  • Acentuação gráfica
  • Exibir tags
Resolução comentada

Assinale a alternativa em que as palavras são acentuadas, respectivamente, pelas mesmas regras que se acentuam as palavras várzea, Poconé e metrópole.

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