Questões de EFAF Português - Gramática
1.745 Questões
Questão 12 169078
IFS Aracaju, Lagarto e São Cristóvão 2013Texto 5:
[1] Era o esposo assaltante perigoso,
o mais famoso dentre os marginais,
porém, se ele era assim astucioso,
sua esposa roubava muito mais
[5] A ladra certo dia se sentindo
com sintoma e sinal de gravidez,
disse ao marido satisfeita e rindo:
- Eu vou ser mãe pela primeira vez!
Ouça, querido, eu tive um pensamento,
[10] precisamos viver com precaução,
para nunca saber nosso rebento
desta nossa maldita profissão.
Nós vamos educar nosso filhinho
dando a ele as melhores instruções
[15] para o mesmo seguir o bom caminho,
sem conhecer que somos dois ladrões.
Respondeu o marido: - Está direito,
meu amor, você disse uma verdade.
De hoje em diante eu procurarei um jeito
[20] de roubar com maior sagacidade.
Aspirando o melhor sonho de Rosa,
ambos riam fazendo os planos seus.
E mais tarde a ladrona esperançosa
teve um parto feliz, graças a Deus.
[25] "Ai, como é linda, que joinha bela!",
diziam os ladrões, cheios de amor,
cada qual desejando para ela
um futuro risonho e promissor.
Mas logo viram com igual surpresa
[30] que uma das mãos da mesma era fechada.
Disse a mãe, soluçando de tristeza:
- Minha pobre menina é aleijada.
A mãe, aflita, teve uma lembrança
de olhar a mão da filha bem no centro.
[35] Quando abriu a mãozinha da criança,
a aliança da parteira estava dentro.
ANDRADE, Cláudio Henrique Salles; SILVA, Nilson Joaquim da (orgs.). Feira de versos: poesia de cordel. São Paulo: Ática, 2004, p. 81.
De acordo com o texto, NÃO está correto o que se afirma em:
Questão 4 168421
IFMG 2013Das frases retiradas do livro “Porta de colégio e outras crônicas”, assinale a alternativa que apresenta ideias no sentido conotativo:
Questão 3 168420
IFMG 2013Leia o trecho da crônica “O homem das palavras”:
“[...] Lá se nos foi Aurélio.
Alguns dirão: foi para a última morada.
Não.
Foi para a última palavra.
A só pronunciável de corpo inteiro.
Outras palavras, amigas, foram ao enterro
e choraram.
Algumas ali ficaram
e se tomaram inscrição.”
O termo “a última morada” está sendo empregado com o intuito de amenizar expressões consideradas desagradáveis. A figura de linguagem utilizada para esse fim é:
Questão 47 167747
IFSP 2013[...] se delineia (...) a possibilidade de serem punidos aqueles que não apenas prejudicaram monetariamente o país, mas corroeram sua moral (...)
O uso combinado dos termos destacados produz o sentido de
Questão 39 167739
IFSP 2013Buscando a excelência (Lya Luft)
Estamos carentes de excelência. A mediocridade reina, assustadora, implacável e persistentemente. Autoridades, altos cargos, líderes, em boa parte desinformados, desinteressados, incultos, lamentáveis. Alunos que saem do ensino médio semianalfabetos e assim entram nas universidades, que aos poucos – refiro-me às públicas – vão se tornando reduto de pobreza intelectual.
As infelizes cotas, contras as quais tenho escrito e às quais me oponho desde sempre, servem magnificamente para alcançarmos este objetivo: a mediocrização também do ensino superior. Alunos que não conseguem raciocinar porque não lhes foi ensinado, numa educação de brincadeirinha. E, porque não sabem ler nem escrever direito e com naturalidade, não conseguem expor em letra ou fala seu pensamento truncado e pobre. [...] E as cotas roubam a dignidade daqueles que deveriam ter acesso ao ensino superior por mérito [...] Meu conceito serve para cotas raciais também: não é pela raça ou cor, sobretudo autodeclarada, que um jovem deve conseguir diploma superior, mas por seu esforço e capacidade. [...]
Em suma, parece que trabalhamos para facilitar as coisas aos jovens, em lugar de educá-los com e para o trabalho, zelo, esforço, busca de mérito, uso da própria capacidade e talento, já entre as crianças. O ensino nas últimas décadas aprimorou-se em fazer os pequenos aprender brincando. Isso pode ser bom para os bem pequenos, mas já na escola elementar, em seus primeiros anos, é bom alertar, com afeto e alegria, para o fato de que a vida não é só brincadeira, que lazer e divertimento são necessários até à saúde, mas que a escola é também preparação para uma vida profissional futura, na qual haverá disciplina e limites – que aliás deveriam existir em casa, ainda que amorosos.
Muitos dirão que não estou sendo simpática. Não escrevo para ser agradável, mas para partilhar com meus leitores preocupações sobre este país com suas maravilhas e suas mazelas, num momento fundamental em que, em meio a greves, justas ou desatinadas, [...] se delineia com grande inteligência e precisão a possibilidade de serem punidos aqueles que não apenas prejudicaram monetariamente o país, mas corroeram sua moral, e a dignidade de milhões de brasileiros. Está sendo um momento de excelência que nos devolve ânimo e esperança.
(Fonte: Revista Veja, de 26.09.2012. Adaptado).
O texto apresentado é um artigo de opinião, que se insere no conjunto dos textos de tipo
Questão 18 166917
IFRN 2013TEXTO
PRECONCEITO NO AMBIENTE ESCOLAR
Preconceito predomina nas escolas, diz pesquisa.
Pesquisa revela que 99,3% das pessoas que integram a comunidade escolar têm algum tipo de preconceito. Ocorrência de bullying também foi detectada.
(Da Redação) - Uma pesquisa divulgada nesta semana revelou um panorama desabonador nas escolas brasileiras. O estudo constatou que o preconceito predomina nas instituições de ensino, onde esse tipo de atitude está presente entre estudantes, professores, diretores, funcionários e pais.
A pesquisa concluiu que 99,3% dos entrevistados possuem algum tipo de preconceito. O estudo ouviu 18.599 pais, alunos, professores, diretores e funcionários de 501 escolas públicas de todo o País. Ele constatou que 80% dos entrevistados gostariam de manter algum tipo de distanciamento social de deficientes, homossexuais, pobres e negros.
Outros 96,5% têm preconceito com relação a deficientes e 94,2% têm preconceito racial. A pesquisa foi realizada pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) a pedido do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), órgão ligado ao MEC (Ministério da Educação e Cultura).
A pesquisa indica ainda que os deficientes mentais são os que sofrem maior preconceito. Dos entrevistados, 98,9% disseram querer manter alguma distância dessas pessoas. Em seguida vêm os homossexuais com 98,9%, ciganos (97,3%), deficientes físicos (96,2%), índios (95,3%), pobres (94,9%), moradores da periferia ou de favelas (94,6%), moradores da área rural (91,1%) e negros (90,9%).
O estudo também verificou a ocorrência de bullying, situação em que a pessoa é discriminada, agredida, humilhada ou acusada injustamente por pertencer a um grupo social discriminado. Segundo a pesquisa, pelo menos 10% dos alunos relataram ter conhecimento de situações parecidas.
Nesse ranking, a maior ocorrência é com relação a negros (19%), seguidos por pobres (18,2%) e homossexuais (17,4%). No caso dos professores, a discriminação acontece por causa da idade e, com relação aos funcionários, a pobreza é fator preponderante.

Disponível em: http://jornalcidade.uol.com.br/rioclaro/educacao/educacao/44621- Preconceito-predomina-nas-escolas-diz-pesquisa. Acesso em: 30 out. 2012.
(Da Redação) - Uma pesquisa divulgada nesta semana revelou um panorama desabonador nas escolas brasileiras. O estudo constatou que o preconceito predomina nas instituições de ensino, onde esse tipo de atitude está presente entre estudantes, professores, diretores, funcionários e pais.
Sobre o uso da vírgula no trecho destacado é correto afirmar que
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